sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Sobre Superexposição ou o Desejo de Querer (ou Não) Aparecer





Então, estava eu procurando algum assunto diferente para escrever aqui e, de repente, surgiu uma espécie de padrão em minhas pesquisas. Várias, relacionadas, mostravam celebridades brigando com seus paparazzis ou tendo fotos suas íntimas expostas por hackers.

O mais interessante é que isto não acontece apenas com celebridades. Vamos trazer tudo isto para nossa vida pequeno burguesa? O que mais vejo é gente querendo aparecer, de uma forma ou de outra e nem é porque possui talento, afinal, hoje em dia, talento nem é mais o item necessário para ser famoso. Nem tampouco carisma é o que faz a pessoa se destacar.

Mas afinal o que é? Sinceramente, não tem como descobrir, as pessoas andam rindo e curtindo tanta besteira hoje em dia, que qualquer coisa pode viralizar nas redes. Quem não se lembra do vídeo do menino mostrando o peito e dizendo que ia falar uma coisa polêmica, e tal coisa polêmica eram seus mamilos? Parece piada, é piada, e ainda mais, foi um sucesso imenso! Nascia uma sub-celebridade.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Encontros e Despedidas





Não sei lidar com o adeus. Uma coisa é quando brigamos com alguém e não desejamos ver essa pessoa nunca mais na nossa frente. Mas outra é quando alguém tem que ir embora. Não é escolha sua nunca mais ver aquela pessoa. Não houve briga, muito menos um desentendimento. O que acaba acontecendo é a vida que arma alguns encontros e nos surpreende com despedidas não programadas.

Meu pai morreu quando tinha dois anos. Quando pequeno, chorei inúmeras vezes. Na grande maioria, em datas especiais, como dia dos pais e o Natal, por exemplo. Meu choro, na época, era por sentir falta de alguém que nem lembrava mais como era. Existiam fotos, os momentos narrados por minha mãe e amigos do meu pai, mas nada em minha memória. Sem dúvida, esse foi o meu primeiro contato com a morte e o legado que ela sempre deixa: ausência.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Amor Próprio: Como Amar-Se Pode Fazer de Você Uma Pessoa Mais Interessante





Segundo o maravilhoso JC, os dois maiores mandamentos são amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Longe de mim querer falar mal do filho do Todo Poderoso, mas acho que ele poderia ter acrescentado nesse versículo algo sobre o amor próprio.

Notem que me refiro ao amor próprio, não à vaidade e/ou arrogância, ok? Continuando, resolvi falar da importância do amor próprio porque tenho visto muitos depoimentos no Facebook do tipo “Não aguento mais ficar sozinho, preciso de alguém pra me amar. Não consigo lidar com isso!”

Claro que, pelo menos, a maioria das pessoas quer alguém para poder amar e ter ao seu lado, mas acredito que o mais importante é você se amar primeiro. Muita gente, por motivos de carência e falta de auto-conhecimento, acaba embarcando em relacionamentos tão profundos quanto uma poça e, infelizmente, quebram a cara.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Sexo Casual é Apenas Sexo





Suponhamos que você está na balada com os amigos e, de repente, surge um cara querendo ficar com você. Rola química, vocês ficam e ele sugere ir para um lugar mais reservado, afim de poderem "conversar melhor". O que você faz? Vai? Não vai?

Muita gente tem medo de ser tachada de "fácil", de isso ou aquilo, quando na verdade, você não está fazendo absolutamente nada de errado. Sexo casual é apenas sexo, ponto final. Você acabou de conhecer um cara, não é como se vocês fossem se casar de uma vez, nada disso, vocês acabaram de se conhecer e surgiu a vontade de transar. O que é que isso tem de mais? (Pelo amor de Deus, usem camisinha, hein!)

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Na Beira do Abismo







I believe I can fly 
I believe I can touch the sky 
I think about it every night and day 
Spread my wings and fly away 
I believe I can soar 
I see me running 
Through that open door 
I believe I can fly… 

Já compararam o ato de apaixonar-se com jogar-se de um abismo: você sabe que a queda é perigosa, mas a sensação de pular, o frio na barriga, o vento no rosto, o sentir-se vivo, inteiro, faz tal loucura valer pena. 

Você está sozinho e procura por alguém. Fato: o ser humano não sabe ser sozinho. Procura sua metade, alguém que lhe faça bem, que o complete. Mas nessa busca (que não é fácil, muitos sequer conseguem terminar essa jornada) você acaba se deparando com questões complexas, como ‘O que eu realmente quero?’. Afinal, se todo mundo busca por alguém, por que tantas pessoas sozinhas ao nosso redor? Essas pessoas já não deveriam ter se encontrado? 

Mas vamos supor que você encontrou alguém. E você está naquela situação, empolgado, na beira do abismo, borboletas na barriga (“butterflies, you make me feel like I can fly…”) e tem que se decidir: pulo ou não pulo? O céu azul, o vento no rosto, a liberdade… Parece que uma força te puxa, te chama, diz ‘Pule, seja feliz!’

domingo, 26 de outubro de 2014

Em Busca da Terra do Nunca?





Dias atrás, tive a oportunidade de visitar a exposição 40 Anos Playmobil - O Sorriso Mais Famoso de Todos os Tempos. Obviamente que 60% das pessoas presentes eram trintões ou quarentões, como eu (friso que sou trintão desde já...), fãs dos bonequinhos de cabelo encaixado e mão em forma de U. E as outras 40% eram filhos dos demais presentes que estavam ali como desculpa de seus pais para assumirem a sua tietagem. 

Sou um fã de Playmobil. Lembro até hoje da minha não muito vasta coleção, que incluía um posto de gasolina, um aviãozinho e uma nave espacial, ser destruída solenemente pelo meu vizinho mais novo após a minha bondosa mãe entregá-la nas mãos dele, enquanto eu chorava, impotente. “Deixa ele brincar, ele é menor que você, você tem que entender”, dizia polianamente a minha progenitora... Não sei se ela tem noção do micro trauma que ela pode ter criado... Ao menos, ela me tornou uma pessoa ainda mais ciumenta em relação a brinquedos, livros, DVDs e afins. 

Na verdade, esse texto não se trata de Playmobil. Mas da tão alardeada Síndrome de Peter Pan que, alega-se, aflige a nossa geração. Homens que parecem não amadurecer; mulheres que se portam como patricinhas eternas; balzaquianos morando na casa dos seus pais por opção... 

sábado, 25 de outubro de 2014

Assexuados: "Nunca Vi, Nem Comi. Eu Só Ouço Falar..."





Nunca fiz o tipo louco, desesperado, insaciável por sexo. Tive meus momentos mais fogosos, entre os 22 e 27 anos, até porque na adolescência reprimi muita coisa. Ainda assim, fui um adolescente tranquilo em se tratando de sexo; meus hormônios eram calminhos e a educação ultra-religiosa ajudava um bocado também em meu comportamento de menino-moço.

Meu interesse por música, literatura, cinema, escrita e os devaneios românticos com um garoto especial que surgiria na minha vida e me levaria pra passear de mãos dadas num bosque florido e verdejante, me distraíam bastante dos desejos latentes pertinentes à idade, onde os hormônios estão em ebulição quase que ininterruptamente. Mas, como também não sou de ferro, nem vou ficar aqui bancando o puritano; confesso que guardo deliciosas lembranças de uma certa coleção de revistas direcionada à meninos que gostavam de meninos, em seus áureos tempos. Que saudades de Mateus Carrieri, Dinei, Rodrigo Phavanello, Nico Puig, o irmão gêmeo do Vavá, Alexandre Frota e tantos outros moços generosos, que não tiveram pudor algum em mostrar seus dotes inesquecíveis!

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Sobre Eleição, Eleitores ou Algo Assim





Ok, talvez este seja um post chato para a sexta-feira, mas eu não podia deixar de escrever sobre o assunto, visto que o domingo se anuncia e teremos eleições que definirão o nosso futuro pelos próximos quatro anos. Ultimamente, tenho vivido aquela que é pra mim a PIOR eleição dos últimos tempos. E não estou me referindo aos candidatos, na verdade nem estou aqui para discorrer sobre eles; que mais tem me desagradado nesta eleição é porque surgiu algo bem pior que qualquer candidato ruim: os "cientistas politicos" formados pelas redes sociais. E cada um querendo gritar mais que o outro. Acredito mesmo que as pessoas devem manifestar-se; todavia, expressar uma opinião hoje em dia é uma tarefa muito difícil. Se, por exemplo, você se diz contrário ao voto do amigo, além de ser bastante xingado, acaba sendo banido pelo simples fato de pensar diferente. Sim, isto tem acontecido! 

Recentemente, um amigo de longa data me relatou que um amigo seu o excluiu por expressar seu voto a determinada pessoa. Eu disse a ele que se tal pessoal fez isso, nunca fora sua amiga de fato. Por outro lado, o meu amigo também tem sido muito radical nos seus posts e, quem sabe, o tal ex-amigo se sentiu ofendido? Vai saber.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Que Tipo de Homem Você Quer Pra Você?





Essa é a pergunta que todo mundo acha que sabe responder, só que não! Quando está saindo com um cara que “só quer curtir”, reclama porque quer se envolver, namorar, casar e adotar algum cachorro ou gato... Ou os dois. Mas, quando está ficando com um cara que quer algo sério, reclama que não é isso que procura no momento. Não quer namorar e muito menos “casar”, não agora – e nem nunca, né, meu amor? A realidade é que não conseguimos ficar satisfeitos. Dizemos que queremos uma coisa, mas quando ela chega, fugimos como loucos em dia de lua cheia.

Sabemos enumerar mil qualidades que esperamos encontrar em nosso “homem ideal”. Mas se um ou dois desses itens da nossa lista imaginária ficam de fora, a avaliação cai praticamente pela metade após os primeiros minutos do primeiro encontro e, muitas vezes, o segundo não chega nem acontecer.

Não adianta. Quem foi criado por desenhos Disney, sempre irá procurar pelo príncipe encantado e seu cavalo branco. Não importa o quão divertido um cara seja ou o charme que ele tenha; isso nunca será o suficiente e você sempre irá pensar que está deixando seu príncipe, sua metade da laranja e alma gêmea escapar quando finalmente decidir aparecer. Mas você já parou para pensar que o problema possa estar em você e não nos outros caras por aí?

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Romantismo: O Que Pensa Um Homem Gay Sobre o Assunto?





Recentemente, conversando com um amigo que não sabe que eu sou gay (o quê? Eu não saio por aí com um megafone gritando pelos quatro cantos que beijo rapazes!), ouvi ele dizer:
"Que amor é esse? Gays são um bando de sem vergonhas, isso sim!" 
Quando se fala em gays, a maioria das pessoas pensa logo em orgias, homens se agarrando em público, sexo anal, palavras de baixo calão, perversão, pedofilia, e todas essas coisas. O que essas pessoas acabam se "esquecendo" é que heteros TAMBÉM fazem orgia, se agarram em público e outras mil coisinhas mais. Já passou da hora de mudar esse pensamento. 

Não me venha com essa de que gay só pensa em putaria, porque gay é romântico sim! E reitero: sexo, masturbação e putaria não são exclusividade dos homossexuais; basta olhar em qualquer site pornográfico e perceber que existe uma série de possibilidades infinitas. 

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Síndrome da Aliança: Por Que Pessoas Comprometidas Parecem Mais Interessantes?





"It's meeting the man of my dreams
And then meeting his beautiful wife husband
And isn't is ironic... don't you think?"

Eis um fato da vida: se você está solteiro, livre e desimpedido, você será mais um na multidão. Agora, se comprometa com alguém, entre em um relacionamento e perceba: você passará a ser desejado por quem antes sequer notava sua existência. É um fenômeno que merece um estudo científico, mas que eu, em minha vasta experiência de vida, chamo de Síndrome da Aliança. E não importa se você é bonito, feio ou apenas normalzinho: vai ter sempre alguém querendo tirar uma casquinha do que é dos outros.

Um exemplo pessoal: na última semana fui a um show, onde tirei uma foto com uma grande amiga. Ela e eu, lindos, sorridentes e abraçados. E o que fazemos com foto bonita? Postamos no Facebook, é claro! Confesso: me assustei com a quantidade de likes da foto, em sua grande maioria de amigos homens dela. Ela, solteira, me disse que vários caras puxaram papo no dia seguinte, dizendo estar com saudade e até mesmo querendo marcar "alguma coisa". Ou seja, pela nossa intimidade e com a legenda que coloquei, as pessoas deduziram que estávamos namorando e, para aquelas mentes equivocadas, ela deixou para trás o status de Solteira para o de Infinitamente Mais Interessante.

É ou não um belo exemplo da Síndrome da Aliança? Porque enquanto estava sozinha, era apenas mais uma na lista de vários amigos homens. Quando arrumou um "namorado", passou a despertar o interesse de caras que há muito tempo sequer a notavam. Moral da história: fiz um bem enorme para minha amiga que, se for esperta como eu, deve estar capitalizando em cima do meu charme irresistível naquela foto que a transformou em objeto de desejo para vários homens que adoram sentir-se machos alfa e capazes de tomar o que é de outrem. Gata, fica a dica pra você: o número da minha conta será informado em breve. Obrigado!

domingo, 19 de outubro de 2014

Felicidade: Se Paga no Débito ou Crédito?





Como vai a vida? Boa, ótima ou maravilhosa? As três coisas, espero. Hoje eu sou o invasor desse blog incrível e quero trazer uma questão muito importante na vida de todos nós: o dinheiro.

Como estudante de administração de empresas, ouço falar em dinheiro o tempo todo, a cada 5 minutos para ser mais franco; mas o que quero colocar aqui não é nenhuma receita do “Fique rico sem sair de casa”. Não, nada disso. Eu queria fazer o mundo todo entender isso, mas, já que não consigo, tentarei convencer vocês, leitores, de que o dinheiro tudo vale e nada vale.

Apesar de todos os pesares, o dinheiro não é (E nem deveria ser) importante para ninguém. O jargão da morte, que, para ser mais sincero, eu nem sei o que diz exatamente, explica algo como “Não levaremos nada conosco depois da morte”. Todo mundo conhece isso, não é? Se o conhecem, por que o mundo (AINDA!) flutua no oceano da arrogância? Ué, todo mundo concorda que nada levaremos daqui, que a humildade é linda, maravilhosa e blá, blá, blá... E por que são raras, ou muito raras, as pessoas que conseguem, mesmo em meio às influências culturais, sobreviver à era das posses?

sábado, 18 de outubro de 2014

A Arte de Sorrir Cada Vez Que o Mundo Diz Não





A frase que dá título a essa postagem foi retirada de um trecho da canção Brincar de Viver, eternizada na interpretação profunda e sensível de Maria Bethânia. Como ela, muitos outros trechos de canções que nos emocionam e nos fazem cantarolar, resumem bem a maneira de ser e de viver dos gays. Um outro bom exemplo é: "Viver e não ter a vergonha de ser feliz", da música de Gonzaguinha, que já virou um hino brasileiro, O Que É, O Que É

O assunto que escolhi pra hoje é algo que acho lindo, mas por muitas vezes intrigante. Por isso resolvi destrinchá-lo. A alegria dos gays; o humor, por tantas vezes ácido e sarcástico, e por isso mesmo irresistível; o timming pra comédia e pro deboche, o talento quase nato pra fazer os outros rirem, pra rir dos outros e, principalmente, rir de si mesmo; transformar desgraça em graça, sempre, o tempo todo, demonstrando uma vocação absurda pra ser feliz. 

Não à toa, o termo em inglês gay virou sinônimo para definir homossexuais masculinos e femininos há tanto tempo, que em minhas pesquisas nem encontrei data específica de quando o termo começou a ser utilizado para se referir à nós. Mas, originalmente, a palavra não tinha conotação sexual necessária. Era usada para designar uma pessoa espontânea, alegre, entusiástica e feliz. 

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Sobre a Violência Contra a Mulher ou Porque Instrução Faz Tanta Falta





Existem tantas Marias, Sílvias, Anas, Sofias, Helenas. Quantas mulheres perderam suas vidas por crimes hediondos, quantas mulheres perderam a vida apenas por serem... mulheres?

Sim, apenas isso: o homem, acreditando ser ele o provedor, se coloca na condição de subjugar a mulher. A ela cabe a tarefa de ser sua escrava, devendo total obediência ao seu amo e senhor. E não estou falando de fatos ocorridos em séculos passados, estou me referindo a eventos cotidianos, do nosso dia a dia. Este assunto, infelizmente, é uma realidade cultural e varia muito de um lugar para o outro, portanto quero enfatizar que vou me referir ao que vejo ocorrer em minha cidade, Recife. Quantas vezes, zapeando por canais abertos, me deparo com programas policialescos em que mulheres sofrem violência doméstica? Ou porque não querem mais o companheiro, ou porque ganham mais que ele, ou porque apenas querem trabalhar e ter seu próprio dinheiro, enfim, os motivos são os mais banais, mas suficientes para um homem, que foi "educado" dentro de um modelo arcaico de machismo, não aceitar o fato de uma mulher o deixar, ou que ela não precise financeiramente dele. Isto jamais!

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Friendzone: Quando a Fronteira da Amizade é Ultrapassada





“I don't wanna be friends..."
Bad Romance - Gaga, Lady

Existe algo universal que atormenta todo mundo e não importa orientação sexual, credo e religião. Em algum momento, em algum ponto da sua vida, você será vítima da Friendzone e não saberá o que fazer!

Há algum tempo, em um podcast sobre sexo do qual participei, disse a seguinte frase:
“Todo mundo se pega e essa é a grande verdade da vida.”
Ainda acredito muito nisso, mas com alguns níveis de ressalva no meio. Por exemplo, você pode acabar ficando com um amigo(a) em uma noite qualquer? Pode! E isso não vai significar nada. Nada além de ter ficado com um amigo ou amiga, no qual você nunca havia pensado antes. E a partir daí duas ou três coisas podem acontecer.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Quem é esse Pokémon?





Dentre todos os ditos populares que ouvimos a vida inteira, acho que o pior sempre foi o seguinte: 
“A ignorância é uma benção.” 
Não, ela não é. Ignorar significa você não ter conhecimento sobre algo e/ou acreditar em algo que é amplamente divulgado como falso. O ser humano tende a temer tudo que não consegue compreender. Quando tememos algo, entramos no modo de defesa, que então muitas vezes serve mais para atacar do que defender-se. 

Você leitor deve estar se perguntando o que ignorância, modo de defesa e ataque têm a ver com a imagem ilustrativa do texto, certo? Pois bem, eu explico. Além de ser uma referência ao meu anime favorito, ela tem a ver com o assunto provavelmente mais falado da semana: Ebola

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Eu Sou Gay





Ninguém quer ter uma vida dupla. Mentiras, desculpas, planos mirabolantes, álibis, tudo pra tentar ser feliz, tentar se divertir, tentar levar uma vida... normal! Todos querem ter uma vida tranquila e nada além disso.

Quando se fala em gays dentro do armário, a pressão é maior. Quando contar? Quando é válido dizer "Eu sou gay"? A verdade é que pai e mãe sempre sabem, não tem jeito. Para muitos pais, ter que lidar com o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, e aqui eu falo apenas sobre o assunto, é constrangedor, complicado, não entra na cabeça deles de jeito nenhum. Eles sabem que o filho é gay, mas preferem abraçar a ignorância e fazer vista grossa, afinal, o que os olhos não veem, o coração não sente.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Religiosidade e Outras Drogas





"Quem me dera, ao menos uma vez, 
Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês
Sua maldade, então, deixaram Deus tão triste..."
Índios (Legião Urbana)

Eu já fui um cara temente a deus. Ou temente à ideia que eu tinha do que/quem seria deus. Mais precisamente, eu tinha medo do que poderia me acontecer se eu não fosse temente a deus. E religião, convenhamos, é basicamente isso: cabresto. Hoje eu dia, entretanto, estou é cada vez mais intolerante a tudo e qualquer coisa que tenha ligação com religião, principalmente com evangélicos. Apesar de tentar não generalizar e evitar a "evangelicofobia", tenho criado verdadeira aversão a qualquer discurso religioso mais veemente, principalmente se for direcionado a mim, no sentido de querer me converter. Sei que é feio, confesso e faço aqui a mea-culpa, mas queria que todo evangélico-religioso-whatever, principalmente aqueles que decidem que estou interessado em compartilhar suas crenças, se mantivessem distantes de mim. 

Meus pais, por exemplo, fazem parte de uma instituição religiosa. E eu, durante boa parte da minha vida, também frequentei e fui membro assíduo de uma religião formal. O problema de abandonar suas até então crenças pelo meio do caminho é que as outras pessoas não fazem isso e questionamentos do tipo "por que você abandonou Deus?" ou "você pode ter se esquecido, mas Deus não se esquece de você!" tornam-se comuns e cada vez mais irritantes. E eu só consigo pensar: "Pelo amor de deus (pode usar deus num post em que eu demonstro minha total aversão a determinados princípios religiosos e até passo uma ligeira impressão de que posso meio que duvidar de sua existência? Mas divago), deixem-me em paz!"

domingo, 12 de outubro de 2014

Pelo Direito de Ser Livre





“Ela é tão livre que um dia será presa.

- Presa por quê?

- Por excesso de liberdade.

- Mas essa liberdade é inocente?

- É. Até mesmo ingênua.

- Então por que a prisão?

- Porque a liberdade ofende.” 
(Clarice Lispector) 

Você acorda de manhã, escolhe a cor da sua camisa, escolhe seu próximo destino de férias, escolhe seu candidato à presidência. Você escolhe o canal da TV, a música que toca no seu iPod. Escolhe seus amigos, sua comida, sua loção pós-barba. Sua vida é você e suas escolhas – e por vezes são tantas opções que nem sabemos o que escolher. Você se sente livre, mas... será que é mesmo? 

Quando você escolhe a cor da sua camisa ou o modelo, você considera apenas a sua opinião ou a dos outros? Quando escolhe seu destino de férias, é um lugar que você gostaria genuinamente de conhecer ou aqueles que renderiam as melhores fotos para postar na rede social e deixar seus coleguinhas morrendo de inveja? Você ouve mesmo a música que gosta ou admitir que adora um pagode poderia fazer seus amigos olharem meio torto pra você? 

Pense por um instante: suas escolhas estão quase todas condicionadas à opiniões que não são, necessariamente, suas. Isso é liberdade? Ah, pra mim não é. Vivemos a ditadura do consenso e a você é permitido ser livre, desde que a sua liberdade não ultrapasse o que o consenso considera aceitável. Sabe aquela máxima de Ford no início do século: O carro está disponível em qualquer cor, contanto que seja preto? É mais ou menos por aí. Uma liberdade sitiada ou, como eu gosto de pensar: você não tem escolhas, você tem concessões. 

sábado, 11 de outubro de 2014

Uma Pincelada Básica no Vasto Mundo da Identidade de Gênero e do Desejo Sexual





Dia desses, estava eu esperando meu ônibus na Av. Paulista, e observando todos ao meu redor, como é de costume, quando um certo casal chamou minha atenção. Pareciam recém saídos da adolescência. A garota, de longos cabelos laranja, tinha um visual meio roqueira dos anos 80, e o rapaz usava uma barba rala contornando o rosto delicado, cabelos compridos até os ombros, blusa de moletom vermelha, calça skinny preta bem apertada e um All Star prata com tachinhas. Eles estavam de mãos dadas, trocavam carinhos, mas o garoto com seu jeito afeminado, turvava minha visão de casal hétero. Eu olhava, olhava, e só conseguia enxergar um casal lésbico na minha frente.

Diante da cena, pus-me a pensar nas questões comportamentais e de gêneros que envolvem esse amplo e talvez infinito mundo de gostos, preferências e identidade sexual. Surgia então, o primeiro assunto para nossa coluna de sábado. Complexa, polêmica e delicada, a pauta de hoje mexe com a gente porque vai muito além das formas comportamentais às quais estamos acostumados: heterossexualidade, homossexualidade e bissexualidade. É tudo muito mais amplo e confuso do que se pode imaginar, portanto, esse texto nada mais é do que um apanhado de questões especulativas, onde apenas se pretende lançar a reflexão sobre o tema, sem absolutamente nenhuma pretensão de elucidar dúvidas.

Como ser curioso da alma e da psicologia humana, que se disciplina o tempo todo quando se trata de corrigir seus próprios preconceitos, vivo tentando entender as diferentes questões de gêneros que pipocam o tempo todo nas mídias e ao meu redor, com uma velocidade quase impossível de acompanhar. Mas, sinceramente, é muito difícil, quando se pensa que já viu ou ouviu-se de tudo, lá vem mais novidades a cerca do âmbito do desejo sexual humano.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Sobre Relacionamentos ou A Fórmula Mágica Que Não Existe





Sexta-feira, dia da minha primeira postagem aqui no Barba Feita e pensei que seria legar escrever sobre como esse dia é tão esperado por todos. Entretanto, resolvi deixar esse tema de lado, já que independente do quanto todos gostem ou desgostem dos seus afazeres semanais, a sexta é santa e intacta, uma verdadeira unanimidade: todos a amam. Dessa forma, resolvi então dissertar sobre algo que vejo que todos sentem necessidade de ter, mas que não obstante lutam para manter: um relacionamento!

Hoje em dia, encontrar um relacionamento verdadeiro, estável,  é quase que acertar na loteria. Talvez as facilidades do mundo moderno tenham feito as pessoas colocarem o carro na frente dos bois, deixando o tal do romance de lado. Romance esse que, criado e imortalizado nos contos de fadas, para alguns é a pura realidade, enquanto que para outros, apenas ficção.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

I'm a Fucking Libra!





Aniversários são complicados. Quando somos jovens só comemoramos, recebemos presentes e tiramos fotos com amigos. Ao passar dos aniversários, trocamos as festas em casa e com a família, por outras festas e com nossa "outra" família (os amigos). Tudo vai evoluindo até que chega a época em que se reunir em um barzinho ou fazer um jantar já é uma boa comemoração. Não é muito além do que se está disposto a fazer e nem muito menos do que todos esperam que você faça. É na medida.

Já estive em todas essas fases. Ano passado, por exemplo, me vi forçado a comemorar meu aniversário. De todos os lados, meus amigos queriam sair, beber e "me ver", no meu dia especial. Eu, por outro lado, tudo o que mais queria era ficar na minha, quieto e feliz. Não queria agitação, barzinho no máximo, isso por si só já seria perfeito. Mas lá fomos comemorar em uma festinha. Não foi ruim, mas também não foi espetacular. Foi um aniversário divertido. Teve música que todos conheciam, pessoas fantasiadas e muita risada. E esse último quesito por si só bastou pra mim.

Esse ano ainda não decidi o que quero fazer. Tudo bem que só me restam um pouco mais de 24 horas para tomar uma decisão - meu aniversário é sábado agora, 11 de outubro -, mas não faço ideia de como irei comemorar. Na verdade, minha cabeça está em outro lugar. A cada novo aniversário me aproximo do retorno de Saturno e é só nisso que consigo pensar e me importar.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

"Não Sou e Não Curto Afeminados!"





Meu nome é Vinicius, tenho ensino superior completo, vinte e cinco anos, sou do sexo masculino, branco, classe média e... gay. Talvez estejam se perguntando o porquê de toda essa descrição e, pois bem, eu explico. 

Somos julgados, pelo menos à primeira vista, basicamente pelo o que aparentamos ser. Por exemplo, as cinco primeiras características que citei, muito provavelmente representam uma pessoa que nunca sofrerá preconceitos na vida. Seria tudo mágico para mim se eu não fosse gay. Quando se é gay, tudo começa a mudar. Gays sofrem preconceito, que tem até um nome para isso, homofobia. Mas sabe o que é mais estranho? É quando esse preconceito surge entre os próprios gays. Eu, como qualquer ser humano, sou suscetível ao erro. Já tive pensamentos idiotas e coxinhentos algumas vezes na vida – se bobear, ainda acabo tendo alguns, mas juro que me esforço ao máximo para melhorar! Mas algo que tenho procurado refletir muito é sobre “a caça” aos, pejorativamente denominados “afeminados”. 

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Gay Também é Homem. E Não Quer Ser Mulher!





Certa vez me disseram: 
"Eu pensava que você queria ser mulher; que todo gay queria ser mulher."
Ora essa, gente, de onde tiraram que todo gay quer ser mulher? Ou que queria ter nascido mulher? Até porque, se todo gay quisesse ser mulher ou ter nascido uma, não existiriam ativos no mundo! Já pensaram a merda que ia ser? 

Quando se fala em família, o que primeiro vem à mente de muita gente é o famoso sonho americano: homem conhece mulher, namoram, casam, compram uma casa com quintal, adotam um cachorro, depois eles resolvem ter um ou dois filhos e a vida segue. Agora, quando o assunto é um casal gay... Mudam até a genética!

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Política, Religão, Futebol e Bom Senso - Não Necessariamente Nessa Ordem





Dizem que três temas não se discutem: política, futebol e religião. Mas, vejam só, ultimamente os três temas não saem das rodas de conversa e das manchetes dos jornais, sendo que na grande maioria das vezes, intimamente interligados. Ou aprendemos a gerar boas discussões ou a estupidez humana foi exacerbada. Observando-se bem o motivo de estarmos falando sobre os assuntos, acredito que a opção número dois seja a mais correta.

O mais interessante, entretanto, é observar como assuntos que deveriam promover conversas sadias, estão em voga devido a atos que podem ser considerados criminosos. Afinal, apenas para exemplificar, racismo é crime e o que vemos nos estádios de futebol ao redor do mundo, com torcedores inflamados e vomitando preconceito, é lamentável e uma atitude que constrange a muitos. E eu realmente quero acreditar que testemunhar um negro sendo chamado de macaco realmente constranja as pessoas minimamente inteligentes. Estamos no ano de 2014 e um comportamento apático com relação a um assunto tão crítico como o racismo é absurdo e vergonhoso.

domingo, 5 de outubro de 2014

Porque Somos Homens - De Todos os Tipos!





Altos, baixos, gordos, magros, brancos, negros, heteros, gays. O que nos diferencia? O gênero masculino, assim como quase tudo nessa vida, é repleto de diversidade, o que não é apenas natural, mas excelente. São as nossas diferenças que nos unem e nos tornam interessantes. Afinal, já imaginaram que chato seria o mundo se todo mundo gostasse apenas de morango?

O Barba Feita, que está oficialmente no ar a partir de agora, surgiu da necessidade de agregar para compartilhar. Aqui somos seis colunistas oficiais que, diariamente, estaremos dividindo nossas impressões sobre o mundo, sob o pitoresco e diverso olhar masculino. Mas, não se engane achando que tudo aqui será sempre lindo. Porque uma coisa é certa: polêmicas e desacordos, você certamente verá por aqui.