domingo, 30 de novembro de 2014

O Dia Em Que Eu Chutei e Empurrei Uma Velhinha...





Olá, prazer... Mr. Angel... Eu uso reticências para dar aquela pausa dramática enquanto você lê, não estranhe... Ok? 

Estou em Curitiba. Vim "dar close" aqui por conta da fortíssima crise dos 30 anos que me abateu nos últimos tempos (começou aos 25) e que está me levando a conhecer todas as capitais do país e desta vez dei a sorte de vir para a capital paranaense. 

Ela (a crise) está mudando muito de quem eu sou/era, me fazendo repensar no que eu acredito/acreditava, incluindo: virar vegano (um vegetariano mais fresco e chato), usar transporte público, sorrir mais, agradecer mais, ser mais simpático, amar crianças, animais.............. e idosos!

Eu sei, eu sei e eu seeeeeeei: TODOS NÓS VAMOS ENVELHECER e eu estou tentando fazer isto da melhor forma possível, mas tem muito velho chato nesse mundo! 

sábado, 29 de novembro de 2014

Esoterices



Esoterismo, você acredita nele? 

Depois de assistir alguns capítulos de Alto Astral (a novela das 19h, que aborda temas como reencarnação, fantasmas, etc) e uma entrevista com o esotérico Daniel Atalla, no Programa do Jô, decidi escrever sobre esse assunto, que já havia me ocorrido em outras ocasiões. 

O sujeito, jovem, bem apessoado e vestido de maneira despojada com jeans, tênis e camiseta, longe de parecer um Zé do Caixão, foi apresentado como "bruxo profissional". Assim que Jô o anunciou, meu primeiro impulso foi desligar a TV e tentar dormir, mas como o sono tinha resolvido dar uma voltinha, acabei sucumbindo a entrevista com o tal bruxo. Daniel é apresentador de um programa de rádio onde aborda assuntos como Terapia Holística, Numerologia, Tarot Conceituado no meio esotérico... E tornou-se referência nacional, pelos seus dons naturais e criações holísticas, com mais de vinte mil atendimentos por todo o mundo. Com uma capacidade psíquica e intuitiva nata, começou a jogar tarot aos nove anos de idade e estudar a filosofia do I Ching. Mais tarde, se aperfeiçoou com as Runas e o Baralho Cigano. Em seguida conheceu a Bruxaria e se tornou praticante da Antiga Arte até atingir o Grau Máximo de Sacerdote e Mago de Magia Natural. Estudou vários tipos de magia, dentre elas, a cigana, celta e africana. 

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Sobre a Facilidade de se Encontrar Alguém nos Dias de Hoje (ou Não)





A internet tornou-se, nos últimos anos, uma imprescindível ferramenta para se conhecer alguém. Quer seja apenas para sexo, quer seja para encontrar a tão sonhada cara metade. Dos antigos chats até os famosos aplicativos, temos os mais diversos meios e a frase “só está só quem quer” acabou virando um bordão para os afortunados que encontraram seus parceiros na rede.

Hoje em dia, ninguém precisa sair de casa para achar o príncipe encantado, nem tampouco vencer a forte oposição paterna para sair com a donzela. Basta apenas um smartphone e, pimba! Já temos companhia para a noite mais fria. Um verdadeiro achado para os mais tímidos, a alegria dos descarados.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Não Te Amo Mais





Você conhece um casal e acha os dois fofos*. Aos poucos, começa a perceber que toda utopia contada pelos livros de história e os filmes da Sessão da Tarde, podem sim existir. Eles (o casal) têm algo de especial e isso, de certa maneira, você consegue ver. E assim sendo, decide acreditar no amor. Não. Não acreditar. Vamos dizer que está mais para um voto de confiança que ele (o amor) pode realmente existir. Mesmo que você ainda não tenha encontrado o seu ou tido só azar no meio dessa “busca”. Mas vendo que alguém já o encontrou, é um sinal de esperança. Um sinal para não desistir e jogar a toalha. Um simples sinal que o amor de fato existe!

Mas um belo dia, sem mais nem menos, aquele casal perfeito, fofo, quase comercial de margarina, acaba.  ACABA! E você descobre isso através de uma notícia compartilhada no Facebook. É traumático? É! Mas serve de lição que o amor pode ter um prazo de validade e acabar. Quer dizer, mudar. Na verdade, não sou da teoria que o amor simplesmente acaba e um belo dia deixa de existir. Acho que ele vai aos poucos migrando, mudando suas cores, texturas e pequenas fibras de sentimentos, até se tornar outra coisa. Outro “carinho” por aquela pessoa.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Escrevo, Logo, Existo







Depois de algumas contribuições esporádicas, recebi do idealizador deste Barba Feita e colunista de segunda-feira, meu amigo Leandro Faria Chaves, o convite para assumir as quartas-feiras de forma fixa. Admito que senti um frio na barriga e uma dúvida se acendeu lá dentro para aceitar o desafio; afinal, substituir alguém, independentemente das circunstâncias, é uma grande responsabilidade. Ainda mais em um grupo no qual todos já se conheciam (mesmo que à distância) e eram lidos assiduamente por sua audiência. Era quase como trocar o pneu com o carro andando.

Mas aceitei e aqui estou. E o que mais colaborou para essa decisão não foi a amizade pelo Leandro (embora, claro, tenha sido fator-chave, sem trocadilhos com o seu sobrenome), mas, sim, a necessidade de escrever.

Escrever na minha vida se confunde com a minha própria história e existência. Se me alfabetizei dos cinco para os seis anos, lembro que com sete já tinha poesias escritas. Aos oito entrei num concurso interno do meu colégio e fiquei entre os primeiros dez colocados – tudo bem que era um plágio e a minha turma toda reparou, o que me rendeu uma sonora vaia quando li o poema em voz alta. Dois anos depois, participei novamente, dessa vez com uma obra realmente original, e fiquei entre os oito.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Ser Difícil É Tão Anos 90...





Domingo passado, numa agradável conversa com três agradáveis pessoas, num agradável apartamento, eu ouvi a seguinte frase: "Ser difícil é tão anos 90...". Fiquei pensando nisso enquanto voltava pra casa, e olha... eu concordo!

Gente, de difícil já basta a vida. Tá afim do cara? O cara tá afim de você? Vai e se joga, amigo! Tá afim de beijar, comer, dar, namorar, amigar, noivar, casar, e qualquer outra coisa relacionada que termine com ar, então não perde tempo, porque sempre, e eu disse sempre, vai ter mais gente a fim do cara que tá te dando mole, então não perde tempo, não faz charme demais, porque isso acaba irritando. 

Seja fácil! Fácil de agradar, fácil de se fazer sorrir, fácil de conviver. Tá solteiro? Tá na balada? Não regula micharia não, aproveita! "Ai Glauco, mas você tá falando pra eu agir feito "puta" na noite?". Não, porque puta cobra, e você está apenas se divertindo. E outra: se disserem que você tá agindo feito "puta", o que é que tem? Você não está, mesmo, então deixem que digam, que pensem, que falem, deixa isso pra lá e vai curtir a sua vida.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

O Que Vem Depois?





"Se lembra quando a gente
Chegou um dia acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber que o pra sempre
Sempre acaba..."
Por Enquanto (Cássia Eller)

Mesmo sendo de família religiosa, acho que nunca parei muito pra pensar no que viria pela frente, no depois que essa existência chegasse ao seu final. 

Para meus pais e sua crença (que hoje vejo muito claramente, nunca foi a minha), estamos aqui apenas esperando que Deus acerte suas contas com o Diabo e a Terra vire um paraíso. Para os espíritas (e não sei muito bem a divisão entre um e outro), a reencarnação é uma possibilidade; enquanto para os católicos e alguns evangélicos, o céu ou o inferno nos aguardam. 

E o que eu efetivamente penso disso tudo? Nunca me importei, na verdade. Se estamos aqui de passagem; se existe um depois que vamos descobrir quando enfim morrermos; se ao fecharmos os olhos e nosso cérebro parar de funcionar, é um simples puft, acabou! Para mim, até então, isso era assunto filosófico-particular e que, sinceramente, não me interessava. Mas, de uns tempos para cá, tenho sido surpreendido com pensamentos do tipo: o que vem depois? Será apenas isso realmente? 

domingo, 23 de novembro de 2014

Quem Disse Que o Amor Pode Acabar?





Todo mundo sonha em ter um amor para vida toda, um amor daquele tipo regado à muita paixão, com direito a beijos cinematográficos, vontade de nunca sair de perto e aquele desejo enorme de amar e ser amado. Tudo parece perfeito, mas as coisas estão cada vez mais difíceis nos dias de hoje. Qual o problemas dos relacionamentos atuais? Onde está esse tal de amor que todos buscam? 

Amor. Está todo mundo buscando um, mas as pessoas estão perdendo o significado do que é o amor, do âmago dessa palavra; estão esquecendo do quanto esse sentimento é importante. Amar, meus caros, vai muito além de uma palavra, de dizer "eu te amo!". Significa sentir saudade mesmo antes do outro ir embora. É é ficar triste quando o outro está. É quando o sorriso do outro te deixa de bom humor (ainda mais naquele dia terrível que você teve e tudo parecia que ia desabar). É não se sentir obrigado a dar de si e sim se sentir feliz por fazer isso sem cobrança alguma. 

sábado, 22 de novembro de 2014

Todos Nós A Esmo (ou Como Me Sinto Vivendo em São Paulo)







Uma mulher, que parece ter o casamento perfeito, trai o marido e é viciada em drogas.

Outra, viúva e depressiva, comete suicídio ingerindo uma dose cavalar de comprimidos, deixando órfão o único filho, um rapaz de 25 anos, que dedicava-se a cuidar da mãe com todo o carinho. Vaga pelas ruas sem rumo, perdido, incapaz de imaginar como será sua vida sozinho no mundo.

Um jovem e solitário escritor/poeta, leva seus escritos para a única amiga ler. Como ela não lhe dá a atenção que ele deseja no momento, ele se mata atirando-se da varanda do apartamento dela, deixando-a estarrecida e culpada.

Um travesti negro que sonha em ser uma estrela da TV, vive de programas e um dia é incendiado no meio da rua por dois "filhinhos de papai", que só querem se divertir.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Sobre Amigos (os Meus, os Seus, os Nossos)








Para alegria de alguns e tristeza de outros, meu texto será curto novamente. Não que eu não tenha o que escrever, nem é isso. Para falar das pessoas que amo eu tenho muito a dizer. Mas vamos ao post. Recentemente, vi no Facebook uma mensagem que dizia que todo mundo tem um amigo chato e se você não tem, provavelmente o chato é você. Eu sou aquele amigo chato, mas sou chato porque não passo a mão na cabeça de ninguém. Sou chato porque sou perfeccionista e escolhi bem meus amigos; se eles estão lá pra mim são os melhores do mundo e trato todos dessa maneira.

Claro que nem tudo foi sempre assim. Até a chegada do Vini, as coisas andaram tensas e eu nem sabia fazer amigos. O Vini surgiu como um sol depois daquele inverno rigoroso. Ele me ensinou com toda a paciência do mundo a importância de ter amigos e de cativar um a um; as pessoas são diferentes e precisamos nos adaptar a isso, e se elas nos aceitam porque não podemos aceita-las também?

Depois do Vini vieram Lu, Breno e suas respectivas gangues. E, de repente, quando menos percebi, me deparei com um gama de novos amigos e todos os mais diferentes possíveis. O melhor era que me encaixava em todos estes grupos. E quando entrei na faculdade, minha turma virou meu ninho. Lógico que a internet foi muito benéfica para um rapaz latino americano como eu, sem dinheiro no bolso, mas com muitos sonhos...

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

O Sexo Oral de Quinta-Feira





Nunca tive problema em falar sobre sexo. Desde muito cedo recebi uma boa liberdade dentro de casa para tratar sobre o assunto. Assumo que com meus treze/quatorze anos me achava o máximo por assistir ao Erótica MTV, apresentando por Babi Xavier (muito antes do silicone labial) e Dr. Jairo – Delicia – Bouer.

Verdade seja dita. Eu era um feto – se comparado aos dias atuais –, mas já me interessava ouvir e falar sobre o assunto: Sexo. Era, por motivo da idade, um curioso. Queria saber como era. O que era.  Como fazia... Não, pera! Na época não se tratava muito de fazer sexo. A ideia de falar sobre o tema e tentar entender o que podia ser entendido, era melhor. Era o máximo! Não fazia, mas sabia. Meio nerd, que domina toda a teoria, mas não tem nenhuma noção de prática. 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014


E mesmo que você não esteja perguntando também, sabemos que já reparou que as quartas-feiras andam meio... largadas por aqui! Pois estavam!

Confira, na semana que vem, o novo colunista das quartas-feiras do Barba Feita.

E por hoje é só! E já está muito bom.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Medo





Eu fiz parte de uma organização evangélica por... uau, quinze anos! Com nove anos eu fui chamado pra fazer parte da equipe de músicos e, nossa, achei aquilo o máximo. Estar junto com os mais velhos, poder aprender com eles, poder, quem sabe, me tornar amigo deles. Só que havia apenas um problema: isso jamais aconteceria. Eles me odiaram do começo ao fim. "Um garoto de nove anos que sabia de longe qual a nota que estava sendo tocada? Não, não pode ser!". Eu desisti? Que nada! Minha mãe dizia: "Queria tanto que você saísse disso..." e eu lá, firme e forte, pensando: "Uma hora eles vão me aceitar, aí seremos amigos, vou poder fazer parte da equipe!". Como eu era inocente...

Com treze anos eu tive um estalo: entendi que gostava de garotos! Mas e aí, o que eu ia fazer? Não tinha um melhor amigo; na época, os garotos da minha idade estavam preocupados em comprar vídeo-games, esconder revista de mulher pelada embaixo da cama, brincar de pique-qualquer coisa, dormir uns nas casas dos outros, enquanto eu, bem, eu passava horas e horas me dedicando ao trabalho de tentar fazer parte do grupo, de me encaixar. Eu queria me encaixar, como eu queria!

As coisas foram piorando. Eu tinha muito mais trejeitos que hoje, a mudança na voz, o desenvolvimento da minha essência, tudo isso aconteceu meio que ao mesmo tempo, e eu não sabia como lidar com aquilo. Ora essa, eu tinha apenas quatorze anos, sem ter com quem contar, um ombro pra chorar, qualquer coisa! Ouvia piadinhas aqui, sorrisinhos maldosos ali, insinuações, jogavam meias palavras para os meus pais, que me passavam diversos sermões em casa, inclusive sobre eu ser homem e não mulher. Legal, não? E eu lá, pensamento positivo, uma hora vai. Mas não foi.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Das Coisas Que Eu Não Consigo Entender





Por que o fogo queima? Por que a lua é branca? 
Por que a terra roda? Por que deitar agora? 
Por que as cobras matam? Por que o vidro embaça? 
Por que você se pinta? Por que o tempo passa? 

Porque apesar de eu tentar, tem certas coisas que eu simplesmente não entendo. A gente cresce, estuda, se forma, fica maduro (ou não) e algumas coisas ainda soam inexplicáveis para nós. Por isso, hoje eu estou aqui apenas para enumerar algumas coisas que eu não entendo, sem nenhum objetivo de ser coerente ou não ou de ser entendido.

domingo, 16 de novembro de 2014

Afetos e Desafetos




Poucas coisas no mundo me incomodam tanto quanto ser incômodo para os outros. O fato de me tornar desafeto de alguém me tira do sério, de verdade. Lembro que quanto completei meus 30 anos, disse que minha meta de vida seria ter a certeza de que, no dia em que eu bater as botas, “do copeiro ao presidente da empresa, do melhor amigo ao colega de academia, pode se lamentar que o mundo perdeu um cara legal”. 

Nesse ponto, 2013 foi um ano bem complicado. Perdi pessoas que eu considerava amigos por anos – e estive recentemente com elas por acaso em um evento, sendo que pude sentir o lamento de uma e a ignorância da outra – e isso foi o que mais marcou o meu ano passado. Já 2014 tem sido o oposto: reencontrei amigos de longa data, que não via havia séculos. Muitos deles com quem tive minhas diferenças. Em especial o retorno de um amigo, que foi o primeiro de todos os “melhores amigos” da minha vida, tem sido algo muito gratificante para mim: brigamos ainda muito novos e convivemos como dois grandes antagonistas por anos no mesmo colégio. E hoje em dia vimos que a vida nos fez muito mais confluir – cada um com a sua história; e garanto que as nossas foram muito diferentes – do que divergir. 

sábado, 15 de novembro de 2014

Quase

O "quase" pode ser uma ilha de angústia e frustração ou um recanto de alívio e gratidão.

Um recanto, para quem quase foi pego por carro que vinha em alta velocidade.
Uma ilha, para quem quase se casou com o amor de sua vida.

Um recanto, para quem quase se casou com alguém que não amava.
Uma ilha, para quem quase passou no vestibular mais concorrido de todos.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Sobre a sociedade que vivemos

Já dizia Drummond que o que se passa na cama é segredo de quem ama.

Isto deveria ser algo normal, não é? Pois bem, deveria, mas não é. Eis que hoje em dia as pessoas sentem a imensa necessidade de saber quem está com quem e se está o que fazem, e pasmem, desejam saber principalmente como fazem. Não importa a orientação sexual existem os patrulheiros do sexo atualmente e, atenção, cuidado com eles.

Se por acaso alguém foge aos padrões impostos pela sociedade, então ela será vítima de todo o tipo de julgamento e controle, e principalmente terá sua vida minunciosamente vasculhada. Porque o grande problema para esta sociedade é que diferenças não podem existir jamais, e aí chegamos no âmago da questão.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O Que Esperar Enquanto Você Está Esperando?

Algumas postagens atrás eu disse que a gente nunca sabe o que realmente quer. Quando encontramos um cara que procura namoro, queremos viver nossa vida como se não houvesse amanhã. E quando estamos com alguém que quer algo sem compromisso, queremos construir uma vida inteira... Mas tirando os planos de amor eterno e verdadeiro, o que você realmente espera de um cara com quem irá se envolver? Quais são as suas expectativas após um primeiro encontro?

Sei que não posso falar de uma maneira geral. Mas vou ilustrar como vejo as coisas ou como elas acabam acontecendo comigo. Quando geralmente rola um “match” ou o papo se inicia espontaneamente – através de uma paquera mútua e marota, if you know what i mean  – através de uma in box, minha resposta para a pergunta: “O que você procura”, geralmente é: “Encontrar um cara bacana e ir conhecendo”. Parece pouco, mas acredite em mim. Essa frase já mostra algumas etapas pré-definidas para onde a conversa vai se caminhar.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Eu Gosto Mesmo É De Homem





- Você é gay?
- Sim.
- Mas já ficou com mulher?
- Não, nunca.
- Por que?
- Porque eu não gosto de mulher.
- Mas como você sabe que não gosta, se nunca ficou com mulher?

Quem aí já teve essa conversa com amigo, amiga interessada, ou família, mais de uma vez? Aí, quando você responde: "Eu gosto mesmo é de homem,", logo te chamam de mal educado, grosso, essas coisas e tal.

Gostar de homem (e aqui eu falo única e exclusivamente dos homens que gostam apenas de homens, vale ressaltar), é um sentimento, não uma fase. E por sentimento, eu falo todos: atração física, intelectual, etc, etc.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Revendo (Pre)Conceitos e Ampliando os Horizontes





Hoje me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Ou nada sei...

Eu sempre fui meio questionador. Aquele tipo de pessoa que não aceita um "não!", se ele não vier acompanhado de uma explicação coerente para os motivos de sua existência. Ao mesmo tempo, sempre procurei treinar a razoabilidade e, se algo me parecia coerente, eu nunca tive muitos problemas para aceitar. Pode parecer estranho, mas no fim das contas sempre funcionou bem para mim. Tanto é que tenho buscado, com o passar dos anos, ser mais razoável e flexível, botando em xeque, inclusive, algumas verdades que sempre considerei como absolutas.

E, como toda pessoa normal, eu já tive muitos preconceitos nessa vida. Sou humano e grande parte da nossa existência nesse planeta é para nos treinar a aceitar o que desconhecemos, adaptando nossas ideias pré-concebidas ao que é efetivamente real. E como é difícil fazer esse exercício! Mas necessário, se quisermos pensar fora da casinha e ampliar o nosso senso crítico que, convenhamos, não deve ser moldado pela maioria.

Certa vez, uma amiga que fazia terapia me contou que ouviu de seu analista que os preconceitos eram normais, naturais de nossa espécie. E que o ideal era que, ao longo da vida, fôssemos substituindo esses preconceitos por outros novos, que deveriam ser substituídos em um momento futuro. E como eu achei isso brilhante, já que caminhava junto com a minha ideia de crescimento. Afinal, se a vida é dinâmica e o mundo está sempre em um contínuo processo de mudança, por que deveria ser eu um ser estagnado?

domingo, 9 de novembro de 2014

A Arte da Despedida





Desde que saímos do útero, somos ensinados, senão adestrados, sobre e para um zilhão de coisas desde as mais simples até as mais complexas, das mais cordiais e corretas até as menos edificantes e vexatórias. Pode-se discutir sem fim se o resultado disso é genético, herdado de gerações antes de nós ou, se aliado a esse mesmo fator, o ambiente e como somos adestrados afeta o final da equação.

Uso o termo adestrado, pois criado me parece meio falso, já que criar, ao menos a mim, implica realmente gerar algo onde antes nada havia ou se havia era uma cacofonia disforme incapaz de um rumo ou sentido. Assim, entendo que adestrados soa mais adequado já que, apesar de alguma parte de nós ser nossa mesmo, independente do meio ou outras circunstâncias, recebemos o que nossos pais entendem ser o melhor treinamento possível para enfrentar depois as mazelas da vida e, nessa receita, não há ingredientes certos, ainda que existam cartilhas aos borbotões tentando ensinar como fazer isso do modo mais correto quanto possível a é aí que entram os modismos e conceitos novos que mudam como as dietas das celebridades.

sábado, 8 de novembro de 2014

Aos Nordestinos, Todo o Meu Amor!

Aconteceu de novo!

Depois de todo o discurso homofóbico e desprezível no ano passado, provocado e reiterado com veemência  por um tal de deputado Marco Feliciano, em meio as acaloradas manifestações contra o aumento da passagem dos coletivos em 2013, onde diversas personalidades da mídia demonstraram seu apoio à minoria que estava sendo atacada de forma injusta e nojenta, algumas até saindo do armário, como a cantora Daniela Mercury; o Brasil vive novamente, embalado por uma eleição, que pra mim pareceu bastante suja, uma onda repulsiva de demonstrações de ódio e xenofobia explícita e vergonhosa.

E quando eu falo de eleição suja, nem estou me referindo aos partidos, candidatos e ao resultado nas urnas, porque pra mim, política é uma sujeira sem fim, sempre, em qualquer eleição e governo, uma sujeira que jamais será alvejada de fato, quando muito, apenas disfarçada. E já que é assim, que venha dos males o menor. E em minha opinião, nesse caso, o mal menor é mesmo a candidata eleita.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Sobre Rótulos ou Como Me Cansei Deles







Engraçado como algumas pessoas ficam surpresas por eu gostar de rock and roll, principalmente por gostar de Heavy Metal. Não sei porque tanta surpresa. Porque eu sou gay e os gays supostamente tem que gostar, venerar as tais divas da música pop? Mas, ó, eu também gosto delas. E, se algum metaleiro me ouve dizer isso, logo vem o discurso mega panfletário de que não tem nada a ver uma coisa com a outra. Tudo por não entender como se pode gostar de duas coisas tão distintas. Mas aí que está, quer dizer que não se pode gostar do dois gêneros? 

Sou aficcionado pelo chamado british pop e, quando era garoto, muito do que hoje é chamado Pop era chamado Rock. Lembro de uma entrevista do Igor Cavalera, ex baterista do Sepultura, numa entrevista à Marília Gabriela, falando justamente isso, que para ele tudo era Rock, mas enfim, voltamos aquilo de novo: rótulos, rótulos, rótulos. Quero ter a mesma liberdade em poder dizer que adoro Dalva de Oliveira tanto quanto o Lemmy Kilmister, sem que isto cause algum estranhamento ou aparvalharmento. Por isto me pergunto se rótulos ajudam a definir algo. Se gosto de tudo, então sou eclético para uns, ok, mas não é mais um rótulo? Eu gosto de música. Não basta? Parece que não.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

The Time Has Come... Ou Como Mudei Por Conta de Rupaul

Sempre fui um cara que tentou não ter um pré-conceito sobre pessoas ou assuntos aos quais não conhecia. Sofri desse “pre-conceito” boa parte da minha adolescência. Além de ser gay, sempre fui acima do peso e taxado de nerd pelo simples fato de usar óculos. E vamos ser honestos. Nos anos 90 você ser gay, nerd e gordinho o “mundo” não facilitava muito.

Mas a vida seguiu e desde então passei a me policiar para não estabelecer conceitos antes de conhecer qualquer assunto ou pessoa. E isso não é nada fácil, posso afirmar para vocês. O ser humano julga muito rápido e conseguir podar isso, leva um bom tempo.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Eu Me Remexo Muito! (Ou Pelo Menos Tento)

Acho que não há um único dia em que não somos expostos à “ditadura da beleza” imposta pela mídia. Ser chamado de magro é considerado por muita gente um dos melhores elogios que podem ser ouvidos. Mas até que ponto ser magro é bom e/ou importante?

Todo mundo que me conhece bem, sabe o quão “slow motion” eu consigo ser, praticar a arte do ócio é simplesmente maravilhoso! E, para mim, o dia começa mesmo depois das 10 da manhã. Até esse horário, eu simplesmente fico tentando pegar no tranco.

Porém, recentemente, comecei a sentir os primeiros sinais da idade chegando. Tá que eu tenho apenas 25 anos, mas admito que sou do tipo que sofre por antecedência e comecei a me preocupar com o ganho de peso que tava tendo e com o metabolismo que tava ficando lento.


terça-feira, 4 de novembro de 2014

A Paciência Ficou No Útero





Outro dia meu colega do Barba Feita, Esdras Bailone (leiam os textos dele aos sábados, são excelentes!), disse que queria ter a minha capacidade pra fazer síntese, porque meus textos são curtos se comparados aos dos meus colegas lindos do blog. E não, não é uma crítica aos meus colegas, vocês vão entender.

A minha capacidade de síntese, como disse o Esdras, se dá pelo fato de que eu sempre vi a vida como um todo assim. Eu sou do tipo que chega num lugar, faz o que tem que fazer e pronto! Se eu quero comprar alguma coisa eu vou lá, compro e saio da loja. Não existe a necessidade de fazer mais que o necessário.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Afinidade





Mr. Jones and me tell each other fairy tales 
And we stare at the beautiful women 
“She’s looking at you. Ah, no, no, she’s looking at me” 
Smiling in the bright lights 
Coming through in stereo 
When everybody loves you, 
You can never be lonely… 

Quem consegue me explicar esse sentimento que nos toma quando conhecemos alguém que parece sempre ter estado em nossas vidas? Por que com algumas pessoas as coisas são tão mais fáceis e com outras tão mais difíceis? 

Você conhece a pessoa, sai com ela e então, em questão de minutos, está falando de sua vida, sem se esforçar pra ser simpático, simplesmente sendo você. Fala, ri, vê o sorriso do outro, sente que aquilo é recíproco e não quer que aquele momento termine. Quando termina, você quer saber quando poderá conversar mais, ter momentos como aquele novamente. 

Afinidade ocorre com amigos. Com aqueles irmãos que não tem os mesmos pais que você, mas que pensam igualzinho, tem alguns dos mesmos defeitos e qualidades, ri das mesmas coisas bestas e fica puto com o mesmo que você. Mas não é só isso. Você pode ter afinidade com alguém completamente diferente de você, mas que te complete, te instigue, te mostre novas possibilidades e te apresente um novo mundo. Meus amigos, os que ganharam esse rótulo, são perfeitos exemplos de afinidade para mim. Tudo farinha do mesmo saco, conforme diria minha avó. 

domingo, 2 de novembro de 2014

Menino Ou Menina? Quebrando Estereótipos de Gênero





Você não me conhece, você não sabe quem eu sou ou como eu pareço. Deixe eu me apresentar. Eu gosto de exatas, eu realmente gosto de matemática e química, na verdade eu até cursei faculdade de Química, foi minha primeira faculdade, o que me proporcionou trabalhar na área da educação. Eu ensinava Química e Matemática para adolescentes do 9º ano e do Ensino Médio. Ensinei por uns dois anos.

Eu sempre gostei de ciências. Brincar de laboratório era minha brincadeira favorita quando criança, gostava de me imaginar sendo cientista e descobrindo novos elementos na tabela periódica. Sabendo disso, pra você eu sou menino ou menina?

Eu não me formei em Química, eu larguei a faculdade depois de uma crise realmente grave de depressão e, como eu não me encontrava feliz ensinando ou estudando química, resolvi mudar e me redescobrir. Foi assim que eu acabei na área da Comunicação, onde curso Publicidade e Propaganda, apesar de que, confesso, me sinto mais à vontade em trabalhos da área de jornalismo, trabalhei por um ano com fotografia e é realmente algo que me agrada. Eu me sinto bem trabalhando nessa área mais criativa e artística. Escrever, fotografar, criar é o que me interessa, é o que me faz feliz. E agora, eu sou menino ou menina?

sábado, 1 de novembro de 2014

Alguém Para Lembrar no Dia dos Mortos




Amanhã, 02 de novembro, é dia de finados, um ótimo motivo pra comemorar mais um feriado, se nesse ano ele não caísse em pleno domingo. Porque, na verdade, é só pra isso mesmo que serve o dia dos mortos, pra curtir um belo feriado, caso ele caísse num dia útil da semana, de preferência numa sexta-feira ou numa segunda, não é mesmo minha gente?

Pois bem, de minha parte, acho essa data um tanto quanto mórbida e, fora algumas pessoas que realmente homenageiam seus mortos nesse dia, acredito que a grande maioria não está nem aí para o significado da data. Não é algo como Dia das Mães, dos Pais, das Crianças, da Independência. É dia dos mortos, gente! Pra que? Morreu, acabou, não existe mais, não faz sentido prestar homenagens.

A verdade é que, graças aos céus, nunca perdi alguém próximo, alguém verdadeiramente importante pra mim. Nenhum amigo, familiar, parente, colega de trabalho. Alguém de quem realmente pudesse sentir uma lacuna dolorosa em minha vida. Por isso, talvez, minha insensibilidade ao tal dia de finados. O importante é a lembrança e aquilo que a gente faz dela e, definitivamente, pra lembrar não é absolutamente necessário um dia em especial. Quem foi importante e marcante em nossa vida é lembrado em momentinhos de descuido, de nostalgia perene e saudade melancólica ou alegre, ou seja, a qualquer hora, quando menos se espera.