quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Eu Me Remexo Muito! (Ou Pelo Menos Tento)

Acho que não há um único dia em que não somos expostos à “ditadura da beleza” imposta pela mídia. Ser chamado de magro é considerado por muita gente um dos melhores elogios que podem ser ouvidos. Mas até que ponto ser magro é bom e/ou importante?

Todo mundo que me conhece bem, sabe o quão “slow motion” eu consigo ser, praticar a arte do ócio é simplesmente maravilhoso! E, para mim, o dia começa mesmo depois das 10 da manhã. Até esse horário, eu simplesmente fico tentando pegar no tranco.

Porém, recentemente, comecei a sentir os primeiros sinais da idade chegando. Tá que eu tenho apenas 25 anos, mas admito que sou do tipo que sofre por antecedência e comecei a me preocupar com o ganho de peso que tava tendo e com o metabolismo que tava ficando lento.


Desde criança sempre fui MUITO magro e sempre comi o que queria, mas com o passar dos últimos anos comecei a sentir as coisas mudarem um pouco e isso começou a me preocupar um tico.

Sempre fiz o tipo rebelde que não admite ser uma coisa só porque é o mais bem aceito pela sociedade. Digo isso porque odeio essa obrigação, que parece que todo carioca tem que ter, em ser magro/sarado e gostar de praia.

Já havia começado e parado de fazer academia algumas várias vezes, até porque o ambiente da academia em si é bem tedioso, com aquele monte de gente se exibindo, mais do que malhando mesmo.

Mas, mesmo com toda essa preguiça de viver, decidi que deveria começar a me exercitar, mesmo que aos poucos, para pelo menos garantir um risco menor de doenças no futuro. Quase morria levantando míseros dois quilos e tinha vontade de xingar o universo inteiro, mas persisti.

Fui procurando algumas atividades que pudessem me fazer gostar de me exercitar, até que descobri a patinação. Não gosto de correr, acho sem graça, mas amo patinar. Ou pelo menos tentar patinar, já que muitas vezes fico mais tempo no chão do que em pé.

Com o tempo fui emagrecendo e vi que era legal, mas não pelo fato de que estou pronto pro “Projeto Verão 2000 e alguma coisa”, mas sim porque vi que consegui vencer a mim mesmo e que exercícios podem ser bons.

Tenho me sentido mais ativo (sem piadinhas, por favor :D ) e mais animado para fazer as tarefas do dia-a-dia. No meu caso, me importo mais em saber explorar meus limites, do que ficar pensando em ter um corpo magnífico pra exibi-lo na medina.

Quero deixar claro que não julgo ninguém que faça assim, acho até bacana, mas admito não ter saco pra narcisistas em geral. Acredito que o importante é ter foco na melhoria da sua qualidade de vida e ter noção que tudo que vem rápido, certamente vai embora rápido.

Para finalizar, gostaria de deixar essa dica para todos, comecem a colocar o corpo em movimento, não precisa ser academia ou maratonas, mas sim procurar algo prazeroso para você que possa exigir um pouco mais da sua parte física. Tenho certeza absoluta que irá fazer bem. 

Há coisa melhor do que ser chamado de magro? Claro que há! Comer é bom demais, minha gente! Mas você saber que conseguiu mudar um hábito e saber que está vencendo seu próprio corpo é ainda melhor. Melhor até do que ser chamado de magro. 
Leandro Faria  
Vinicius Melo, um típico sonhador que prefere ser essa metamorfose ambulante a ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Geek, ainda espera sua carta de Hogwarts chegar ou a oportunidade de ter seu próprio Eevee. Enquanto isso não acontece, escreve toda quarta feira aqui, no Barba Feita.
FacebookInstagram


2 comentários:

Aconteceu disse...

Ser magro era a minha maior vergonha,agora sinto falta dos meus ossinhos, rsrs....Querendo à seculos entrar na natação pra quem sabe ser magro de novo.rsrsrs

Alexandre Melo disse...

Se for para atender a ditadura do corpo, prefiro morrer obeso e 'a la' Mama Cass mas, se for mesmo para manter um padrão de vida aceitável quando a idade deixar de ser aliada para ser inimiga, acho válido!