terça-feira, 25 de novembro de 2014

Ser Difícil É Tão Anos 90...





Domingo passado, numa agradável conversa com três agradáveis pessoas, num agradável apartamento, eu ouvi a seguinte frase: "Ser difícil é tão anos 90...". Fiquei pensando nisso enquanto voltava pra casa, e olha... eu concordo!

Gente, de difícil já basta a vida. Tá afim do cara? O cara tá afim de você? Vai e se joga, amigo! Tá afim de beijar, comer, dar, namorar, amigar, noivar, casar, e qualquer outra coisa relacionada que termine com ar, então não perde tempo, porque sempre, e eu disse sempre, vai ter mais gente a fim do cara que tá te dando mole, então não perde tempo, não faz charme demais, porque isso acaba irritando. 

Seja fácil! Fácil de agradar, fácil de se fazer sorrir, fácil de conviver. Tá solteiro? Tá na balada? Não regula micharia não, aproveita! "Ai Glauco, mas você tá falando pra eu agir feito "puta" na noite?". Não, porque puta cobra, e você está apenas se divertindo. E outra: se disserem que você tá agindo feito "puta", o que é que tem? Você não está, mesmo, então deixem que digam, que pensem, que falem, deixa isso pra lá e vai curtir a sua vida.

Tudo bem, tem dias que a gente não quer mesmo ficar com ninguém, só quer sair pra dançar, beber, essas coisas, mas se não estiver num desses dias, por que não?

Seja light, descomplicado, seja fácil. Fácil de ser entendido, porque quem gosta de mistério vai ler Agatha Christie. Seja fácil com seu peguete, namorico, tico-tico no fubá, enfim e enfim. Não enrola muito não, porque é nessa que você se estrepa; e ninguém quer se estrepar, o objetivo é trepar mesmo.

Não exija muito, esteja aberto a outros estilos caso, por exemplo, você curta um Chris Hemsworth, mas apareceu um Andrew Garfiel interessado. Quem exige muito, acaba ficando com as mãos nos bolsos, assistindo todo mundo se dar bem.

Como diria a personagem do Paulo Gustavo no Núcleo de Apoio à Vida: Não fica em casa sem dar, não! Ou beijar, comer, enfim, seja lá o que você faça. Mas aproveite a vida, afinal, ser difícil é tão anos 90... 
Leandro Faria  
Glauco Damasceno, do interior do RJ, é o colunista oficial das terças no Barba Feita. Tem aproveitado a fase de solteiro para viver tórridos casos de amor. Com os personagens dos livros que lê e das séries que assiste, porque lidar com o sofrimento do término com personagens é bem mais fácil do que com pessoas reais.
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3 comentários:

Marcos Campos disse...

Legal ! Simplificar creio que seja sua palavra favorita ! Legal isso !

Glauco Damasceno disse...

Sim, é sim, Marcos hehehehe

Alexandre Melo disse...

FATO!

Glauco, seus textos são foda, delícia mesmo!

Não poderia concordar mais, essa coisa de bancar o inacessível e usar a desculpa de se preservar e afins é a mais esfarrapada para você não aproveitar a vida.

Esses rótulos de puta, biscate e afins os uso com louvor (I'm dessas!) pois não levo arrependimento pra casa ou pra cama.

Como diria Leila, dou pra todo mundo mas não pra qualquer um..