sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Sobre Pessimistas, Invejosos, Bajuladores e Afins!





A internet ajudou a criar alguns tipos de gente muito chata. Primeiro, temos o tal do pessimista. O cara vive amargurado porque não consegue a vida que gostaria de ter e sai por aí soltando toda espécie de rancor aos quatro cantos. Para ele tudo é ruim, tudo é feio, tudo está mal. É o chamado espírito de porco. Ele não está apenas triste com a vida que tem, então, sai por ai infernizando a vida dos outros. O pessimista cibernético é, acima de tudo, um invejoso. Ele quer o que você tem; como não consegue, acha que deve destruir o mundo que ele não tem. Nem terá.

E o que mais vemos na rede são pessoas propagando o veneno. São infelizes, querem consertar a novela das nove porque se julgam melhores que o autor que tem anos de experiência, ao passo que elas nunca escreveram uma linha. E quando chega esta época do ano então, soltam toda espécie de escárnio sobre o Natal, como se apenas importasse a opinião deles. No fundo, gostariam de estar comemorando como todo mundo. Tenho pra mim, que muitos destes falam tanta besteira apenas para dizer que tem celular ou TV por assinatura, como se hoje em dia ninguém mais tivesse.

E, obviamente, existem os bajuladores. Bajular alguém virou uma verdadeira necessidade para muitas pessoas. Necessidade para manter um status, necessidade para manter um emprego ou até para ter amigos. Se você acha que bajular é vida, então está com sérios problemas! 

Mas espere, como assim? Explico. Ter talento é importante para se conseguir algo, mas o talento precisa vir acompanhado de muito trabalho para vencer; além disso, um pouco de sorte também se faz necessária, sendo exatamente aquilo de estar no lugar certo na hora certa. Entendem? Mas se você acredita piamente que precisa "ajudar" a sorte bajulando o chefe ou um amigo para ter a confiança deles e fazer parte da panelinha, danou-se: você está é fudido mesmo!

E não podemos  nos esquecer os imediatistas. Tudo deve ser feito pra ontem e num mundo onde as coisas assumiram uma velocidade sem tamanha, se consideram os mais corretos, mas esquecem que mesmo o mundo andando na velocidade da luz, todo mundo tem seu próprio tempo.

Eu escrevi esse texto como uma espécie de reflexão, afinal quantos de nós muitas vezes usamos de preconceito com tantas situações e saímos por ai jogando pedras sem olhar para nós mesmos? Pessimistas, invejosos, bajuladores de plantão e afins, são todos parte de uma imensa escória mesmo, mas servem de lição do que não devemos seguir nem tampouco ser; servem para gente saber que rumo o mundo está tomando e para qual lado queremos ir. Se muitas vezes tomamos atitudes parecidas com eles, precisamos avaliar quem estamos sendo. Não adianta jogar pedra nesta corja e agir da mesma forma.

E para todos que leram minha coluna nessa semana, desejo do fundo do meu coração que tenham um Feliz Natal. Nos encontramos semana que vem, no meu último texto do ano. Sem pessimistas, sem invejosos, sem bajuladores.

Beijos e até  lá!
Leandro Faria  
Serginho Tavares é um apreciador de cinema (para ele um lugar mágico e sagrado), da TV e da literatura. Adora escrever e é o colunista oficial do Barba Feita às sextas. É de Recife, é do mar: mesmo que não vá com tanta frequência até a praia e mantenha sempre os pés bem firmes na terra.
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Um comentário:

Marcos Eduardo Nascimento disse...

Irmão, boa noite. Mais uma vez você arrasa! Enquanto lia o text, reconheci uma pessoa que se encontra na condição pessimista. Vive postando sobre os assuntos que você citou e resolveu disparar a merda ao ventilador. Gente, definitivamente não tenho paciência pra chilique de pessoa intensa! Nem um pouco! Se contar os meus problemas em rede social resolvesse, queridinho, eu não perderia tempo com o meu analista. Um grande beijo, meu irmão!