sábado, 10 de janeiro de 2015

Ano Novo!





O ano acabou e eu, por mais estranho que possa parecer, não fiz meu tradicional balanço de final de ano, que sempre faço nos últimos dias de dezembro. Acho que ainda dá tempo. Mesmo que ninguém esteja interessado em como foi o meu ano nada incrível, assim como ninguém está interessado no seu ano no Facebook, a não ser você mesmo, preciso fazê-lo, mesmo não tendo grandes conquistas pra comemorar ou muitos momentos especiais. Preciso fazê-lo para expurgá-lo de alguma forma pois, se não o faço, é como se algo ficasse pendente, no limbo. Um ano não encerrado de fato.

Sei lá, 2014 foi um ano atípico. Tive momentos memoráveis com pessoas incríveis, mas no âmbito profissional e nos estudos, muita coisa ficou à desejar. Pela primeira vez fiquei um longo período sem trabalhar (todo o primeiro semestre), e eu quis muito isso, precisava. Foi ótimo, só fazer planos, idealizar, dormir muito e poder ir ao cinema, teatro e exposições a qualquer dia e hora da semana. Mas foi péssimo constatar, já no segundo semestre, que nada sairia como os planos idealizados. Isso sem falar na faculdade, outrora tão excitante, agora mecânica, chata, desmotivante.

Em um ano com tantos eventos importantes, como a Copa do Mundo e as eleições, imaginei que a minha vidinha daria uma guinada interessante. Ledo engano. O ano, que começou cheio de esperanças e expectativas, descambou pra uma chatice inimaginável. Mas em meio à todas as intempéries, houve tempo para aquelas horinhas de delicadeza, que fizeram toda a diferença.

Cinco dias de carnaval longe da folia, curtindo colinho de mãe e o sossego de uma praia quase deserta. Sessões de cinema com ou sem companhia, que foram verdadeiras experiências cinematográficas: Tatuagem, Ninfomaníaca I e II, Philomena, Clube de Compras Dallas, Eu, Mamãe e os Meninos, Hoje Eu quero Voltar Sozinho, O Grande Herói, Lucy, Relatos Selvagens e Mommy. Peças de tirar o fôlego: Ou Você Poderia Me Beijar, Vênus em Visom e Trágica.3. Os laços virtuais com meus queridos colegas desse site se solidificando, pessoas que aprendi a admirar e querer bem mesmo de longe, aumentando cada vez mais minha vontade de conhecê-los pessoalmente. Beijos noturnos à beira mar sob a luz do luar, um pequeno devaneio romântico, que não durou mais que a bruma leve das paixões que vem com o vento. A chegada dos 33.  E a amizade celebrada com álcool e doses cavalares de carinho e afetos sem fim. Essas coisinhas indispensáveis seguraram bem meu ano e me distraíram pra que eu não cometesse um harakiri.

As comemorações de final de ano, Natal e Reveillòn, serviram como um respiro, um profundo suspiro de alívio, fechando um 2014 que tanto prometeu e pouco cumpriu. E foi lindo celebrar ao lado de quem realmente faz a diferença na sua vida, estar ao lado de quem você quer e não de quem é obrigado a estar pra sustentar as convenções, tolas convenções. Nos últimos dias de 2014 eu fui feliz como há muito não me sentia, uma sensação de pertença e de liberdade, absolutamente deliciosa.

Também estabeleci metas, modestas, não sou de dar passos maiores que minhas pernas, e ainda assim não consegui cumpri-las. Na verdade as cumpri em partes, iniciei um curso de inglês que não finalizei por motivos de acúmulo de atividades, mas pretendo retomá-lo este ano e quis muito começar a malhar, mas não deu. Esse ano as metas são, pelo menos pro primeiro semestre: a bendita academia (perco essa barriga imensa de qualquer jeito este ano, em nome de Jesus crucificado) e quero muito lançar meu primeiro livro de contos, motivado pelos queridos Alexandre Melo e PH Brazão. Consegui reunir 35 textos e será uma realização imensurável. Torçam por mim, leitores fofos!

E é isso gente, começou mais um ano, vestido de uma roupa nova, pra que a gente possa sair com ele e tentar fazer com que o encontro do ano anterior que não deu certo, role agora. Eu continuo confiante, embora fraqueje em alguns momentos, mas tenho fé, sou brasileiro e não desisto nunca, sei que você também é, então vamos à luta pra que aquelas horinhas de delicadeza se transformem num tempo, um tempo bom, um longo tempo de delicadeza.

Feliz Vida!
Leandro Faria  
Esdras Bailone, nosso colunista oficial do Barba Feita aos sábados, é leonino, romântico, sonhador, estudante de letras, gaúcho de São Paulo, apaixonado-louco pelas artes e pelas gentes.
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