terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Quem Vê Cara, Não Vê Histórico De Navegação





Ah, eu adoro a internet. Sério, gente, eu me amarro! Entro no Facebook e fico um tempão vendo foto dos outros, páginas de humor, nossa, eu fico rindo sozinho, às vezes compartilho alguma coisa, comento com quem está do meu lado, é uma maravilha. Tem também o mundo mágico das celebridades, né? Como entrar na internet e não pesquisar sobre o que rola nos bastidores do mundo dos famosos? Não tem como, não tem (vide o sucesso da minha coluna #VergonhaAlheia, no Pop de Botequim)! Vejo notícias das minhas atrizes favoritas, dos meus atores favoritos, das bandas que eu mais gosto, nossa, eu me perco nesse mundo de notícia. 

Tem também a hora que eu paro pra ver um pornozinho, porque ninguém é de ferro, né? Mas não fico muito nisso, porque hoje em dia a indústria pornográfica está muito óbvia, eu acho. São sempre as mesmas coisas, seja hétero, seja homo, é sempre tudo igual, então eu dou uma olhadinha rápida, assim, só pra ver se surgiu algo novo, depois volto pros meus afazeres.

E claro, como não falar do Twitter, meus amigos? Que rede social! Dá pra assistir tudo por aquilo, acreditem. Meus seguidores, aqueles lindos, eles retuítam tudo, além de tuitar sobre o programa que está sendo exibido, ou seja, dá pra assistir The Voice, Império, filmes, debates, tudo por ali. E tem os memes que, nossa senhora, eu morro de rir com aquilo! Cada foto é um meme. Tudo isso enquanto eu vou ouvindo música, é claro, minha paixão.

O que quase ninguém sabe é que, tudo isso que eu mencionei acima, eu faço num curto período de tempo. Sabe por que? Porque eu trabalho. Sim, eu trabalho, num Petshop (porque bicho é melhor que gente), e sou meio que o braço direito da dona.

Tem também as notícias que eu acompanho no Financial Times, New York Times, Le Monde (sim, o francês, só que eu acesso a página brasileira, por enquanto), pra ficar por dentro das notícias internacionais, como o sequestro em Sydney, os aviões perdidos, ataques terroristas, e por aí vai; também acompanho a cotação do dólar e do euro, os países mais buscados pelos turistas, essas coisas.
Acompanho blogs nacionais, confiáveis, pra ficar por dentro de tudo o que rola na TV e fora dela, como política, violência, cultura, acontecimentos interessantes, etc, etc.

Ah, eu sou músico também. Não formado, mas termino (assim espero) esse ano. Sento em frente ao computador (sim, prefiro) e passo horas lendo sobre os meus músicos favoritos, como Mozart, Brahms, Tchaikovsky, George Gershwin, além dos músicos atuais. Parte dessa pesquisa também está servindo pra me ajudar com as minhas composições. Isso mesmo, eu estou compondo algumas, mas ninguém sabe (bem, agora vocês sabem), o que eu espero conseguir terminar esse ano, também. A coisa da composição se deu pelo fato de eu ser apaixonado pelas trilhas sonoras dos filmes e séries que assisto. As trilhas instrumentais, eu digo. Já pararam pra ouvir? Se não, experimentem. É fantástico!

Tem também o fato de eu saber inglês sem ter feito curso algum. Tudo bem, eu aprendi assistindo séries de TV (meu vício), mas eu já coloquei meu inglês à prova e deu certo!

Perceberam? Quem olha pra mim, quem vê o que eu posto nas redes sociais, acha que eu vivo apenas disso, de bobeiras, piadas, coisas que não levam a lugar algum. Vocês podem até pensar "Mas Glauco, assim você corre o risco de ficar solteiro, porque o cara pode achar que você é fútil, etc.".
Olha, tô pra dizer que a pessoa tem que ser bem rasa de pensamento pra julgar o livro pela capa (clichê, eu sei, me perdoem). E outra, se aparecer um cara interessado em mim, com certeza vai ser por eu ser quem eu sou de verdade, não por ficar posando de culto, com pompas e circunstâncias.

Já parou pra pensar que você perdeu a chance de conhecer alguém realmente interessante (e eu não digo apenas pra relacionamento), porque julgou sem conhecer? Porque pensou "Ai credo, fulano só sabe falar de filme, de diva pop, de televisão.", mas não parou pra considerar que ele talvez use a rede social pra dar uma relaxada? O fato é que quem vê cara, não vê histórico de navegação e, muitas vezes, a gente se deixa enganar por conta disso, por achar que fulano é uma eterna criança, e não saber que ele faz das tripas coração pra terminar os trabalhos da faculdade, fazer o balanço do mês no emprego, e que ele precisava de um momento pra relaxar, então correu pra ver umas futilidades na internet, só pra se distrair por alguns momentos.

Ser sério o tempo todo é cansativo, meu povo. De verdade, eu já tentei e saí esgotado da experiência. Para um pouco pra analisar, vai. Abre o livro (olha o clichê aí de novo), dá uma chance pra história toda. Se for ruim mesmo, ok, agora, se não for, você pode ter uma linda surpresa.
Leandro Faria  
Glauco Damasceno, do interior do RJ, é o colunista oficial das terças no Barba Feita. Tem aproveitado a fase de solteiro para viver tórridos casos de amor. Com os personagens dos livros que lê e das séries que assiste, porque lidar com o sofrimento do término com personagens é bem mais fácil do que com pessoas reais.
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2 comentários:

Letícia Menezes disse...

Gostei do texto!
Também aprendi inglês com séries (e músicas também), então me identifiquei, rs.
Parabéns.

Glauco Damasceno disse...

Que bom que se identificou, Letícia! Fico feliz =D =D =D