terça-feira, 31 de março de 2015

Não Seja Essa Pessoa





Quando a gente leva um pé na bunda, muitos sentimentos vem à tona, não é? Raiva, frustração, tristeza, desilusão... Enfim, tudo de uma vez, e a gente tem vontade de sair quebrando tudo, fazendo a linha Hulk e "SMAAAASH!". 

Muita coisa é válida quando se é dispensado por aquele cara, ou aquela garota que a gente gostava. Então eu, como levei um pezinho recentemente, vim pra dizer o que você deve e o que você não deve fazer, caso isso venha acontecer com alguns de vocês (espero que nunca aconteça, mas vai que...) 

segunda-feira, 30 de março de 2015

Uma Minissérie Para a Tradicional Família Cristã Brasileira




Comunicado Oficial: 
Prezados colaboradores e roteiristas dessa emissora. Devido à nova Teocracia instalada nesse país, a partir de agora, toda a programação da emissora deverá, antes de ser produzida, ser aprovada pela Comissão Cristã de Entretenimento no Congresso, que avaliará se os assuntos abordados em nossos programas são ou não do interesse do grandioso Deus do Céu para o conhecimento da Tradicional Família Cristã Brasileira, de acordo com os fundamentos da nossa Nova Constituição Bíblica, em vigor desde o início da Nova Era Cristã.
Assim, para norteá-los, segue abaixo um modelo de roteiro para minissérie, recentemente aprovado pela Comissão Cristã de Entretenimento no Congresso, para que nossas novas produções sejam semelhantes a essa, que já entrou em produção em nosso departamento artístico.
Att,
Central Gospel de Produção Global
Minissérie
Liberta Pelo Senhor

domingo, 29 de março de 2015

Redes Sociais: Alienação?





Há pouco tempo, nosso querido amigo e colunista do Pop de Botequim, o site irmão do Barba Feita, Fernando Santos, publicou em seu Facebook uma frase que despertou minha atenção. Se não me engano, ele escreveu: 
"Espero não perder sua atenção para o seu celular."
E a postagem do nosso amigo abriu uma boa discussão em relação a como estamos nos comportando nos últimos tempos. Digo nos comportando, pois me incluo no meio desta bagunça tecnológica que vivemos.

Está claro que a tecnologia é fundamental nos dias atuais; é quase impossível imaginar como o mundo estaria hoje se, por acaso, não tivéssemos tantos avanços neste sentido. Mas, quero questionar aqui mais especificamente as redes sociais e como tem sido a relação humana com as mesmas. 

sábado, 28 de março de 2015

Surpresas e Incertezas




De repente, a vida vem e te dá uma rasteira e você fica sem chão. Ou ela te prepara uma belíssima surpresa. E quando a rasteira pode ser uma boa surpresa? Uma demissão em massa, por exemplo, onde você é incluído, de uma hora para outra sem maiores explicações. 

Num dia, tudo parece caminhar em brancas nuvens, no outro se está no olho da rua, mais um cidadão na fila do desemprego no país. Assim aconteceu comigo, essa semana. Não era o emprego dos meus sonhos, tinha planos de sair de lá em breve, mas também não era o pior emprego do mundo, apenas menos, bem menos do que eu quero e mereço como profissional. 

De qualquer forma, um sentimento ambíguo me invadiu no momento do desligamento. Uma sensação gostosa de ter saído bem, sem fazer nada que me desabonasse e não ter nenhuma obrigação no dia seguinte, ter ele e os próximos dias livres só pra eu fazer o que bem entender. Dormir, ver filmes e séries até enjoar, pegar um cinema à tarde no meio da semana, entrar num bar e beber à qualquer hora, simplesmente flanar pela cidade e, o principal, ter tempo útil e de qualidade pra estudar, em ano de estágios obrigatórios, TCC e monte de outros tormentos, tempo pra me dedicar aos estudos era tudo o que eu desejava, como água no deserto. 

sexta-feira, 27 de março de 2015

Sobre Nudez, Perseguição e Falsas Denúncias





Esta semana fui surpreendido no Facebook com um post de um amigo que teve suas fotos denunciadas por nudez. Como sabemos, a rede social não permite este tipo de coisa. A grande questão é que as fotos não possuíam nenhum tipo de nudez. Ou ele estava de sunga em festas com a família e amigos, ou de bermuda e camisa malhando na academia, ou ainda, como na foto acima, de camiseta xadrez em selfies na frente do espelho. 

Fiquei pensando aqui no critério que a chamada rede social usa para simplesmente acreditar numa denúncia estapafúrdia dessas e excluir a foto do rapaz sem verificar absolutamente nada. Em contrapartida, vemos uma série de ódio contra homossexuais. Se alguém denuncia, o que Facebook responde é que vai “analisar” o caso, mas fica sempre por isso mesmo. Porque isso ocorre é algo que eu gostaria de entender. Para mim nudez não é alguém expor uma foto de sunga ou sem camisa. Estamos retrocedendo tanto assim e eu não sei? Serei tão inocente assim para achar que não estamos no caos total, no fundo do poço?

quinta-feira, 26 de março de 2015

A Vontade de Ter a Quem Odiar




Hoje em dia, todo mundo tem argumento. É beijo que faz o mundo questionar a sexualidade de um lado. Um partido político que representa tudo de pior que o país vive e já viveu do outro. E um bando de gente que acha que sabe tudo bem no meio. 

Mas vocês já pararam para pensar que tudo isso é só uma necessidade? Sim, as opiniões inflamadas, os argumentos infalíveis de todos os lados. Tudo. Mas tudo mesmo, que quer fazer uma só coisa por você: sentir-se dono da razão. Seja a esquerda, a direita ou em frente. Eles só querem estar certos. Afinal, isso dá uma falsa ilusão que estar correto sobre algo faz com que tenha uma razão pelo todo. É meio complicado esse raciocínio, mas é mais fácil de ser compreendido do que todo o burburinho causado por conta de um beijo de milésimos de segundo no ar.

Se vocês pararem para pensar, vão perceber que eu falei sobre beijo recentemente e a polêmica nem era nossa. Na verdade, nem polêmica era e muito menos se tornou. O beijo foi exibido na terra do tio Sam e acredito que não chegou, ainda, nas mãos de nenhum pastor aqui do Brasil para que, eventualmente, deturpe o que aconteceu ali, dramaturgicamente.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Orgulho Gay nas Rádios




Nessa quarta-feira, dia 25 de março, é comemorado o Dia Nacional do Orgulho Gay. Eu poderia vir aqui falar de quantas milhões de pessoas apoiam as paradas gays Brasil afora, embora muitas delas tenham se tornado verdadeiras Bandas de Ipanema fora de época. Também poderia lembrar o lado ainda triste e sombrio da realidade homossexual em nosso país, como o fato de que a cada 28 horas uma pessoa é assassinada, vítima de homofobia, e cerca de 70% desses crimes ficam impunes, de acordo com informações do Grupo Gay da Bahia (GGB) publicadas na imprensa.

Mas recentemente tomei pé de uma ação muito bacana para a Billboard Brasil concebida pela agência Ogilvy Brasil, na qual tenho a felicidade de ter amigos (héteros) trabalhando. E resolvi abrir espaço para esse jabá aqui no Barba Feita – caso você não saiba, longe da carne-seca em nordestinês, jabá é, no jargão jornalístico, quando alguém acaba recebendo alguma contrapartida (como um presente, uma promoção ou alguma vantagem) em troca de ser simpático à ideia de publicar algo. No meu caso, a contrapartida é a causa mesmo. Trata-se da Parada Gay na Rádio.

terça-feira, 24 de março de 2015

TOP 5: Embates Inesquecíveis da Teledramaturgia





Babilônia está no ar prometendo muito em seu desenrolar e, com duas grandes vilãs como protagonistas, é impossível não pensar no momento em que elas se engalfinharão para acertar suas baixarias. Será?

Pensando nisso, alguns dos colunistas do Barba Feita se reuniram para hoje criarem essa coluna especial, que traz um TOP 5 que todo fã de novelas vai adorar: embates inesquecíveis da teledramaturgia. Porque, convenhamos, a gente gosta de novela e, é claro, amamos baixaria, tiro, porrada e bomba, como já cantou uma grande pensadora contemporânea.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Pertencimento e Desapego





"Um barco sem porto, sem rumo, sem vela
Cavalo sem sela, um bicho solto, um cão sem dono
Às vezes me preservo, noutras, suicido..."
Flor da Pele (Zeca Baleiro)

Fim de semana longe do Rio, revendo a família no interior do estado, curtindo a casa dos pais, a comida e a preguiça. Tem coisa melhor que isso? Para muitas pessoas, não, mas eu sou estranho, diferente e adoro a minha vida no Rio, a minha casa, o meu espaço. Eu amo meus pais, morro de saudade deles. Mas, sendo bem honesto, essa saudade é apenas deles e nem um pouco da minha antiga cidade e de tudo que ela representa.

Acho que falo de pertencimento. Aquele sentimento de fazer parte, de amar um local, de não se imaginar longe dele. E Smallville (ok, sou de Paraíba do Sul/RJ, mas é como Smallville que eu me refiro a ela), para mim, nunca foi esse lugar. Apesar de nascido aqui (e escrevo esse texto na cidade, por isso as emoções tão à flor da pele), nunca gostei da cidade. Aqui é de onde eu sempre quis sair, desde que me entendo por gente. Aqui era a minha barreira, onde estavam os meus muros, onde me sentia limitado.

domingo, 22 de março de 2015

Apesar de Tudo, Amigos!






Uma das coisas boas sobre envelhecer é que realmente a gente passa a ver uma série de questões por outra perspectiva. Amizades, por exemplo. A gente aprende a pensar amizade de outra maneira, não daquela maneira que ensinam pra gente quando somos crianças, que amigo é aquele que está com você nos momentos bons e ruins, que sempre te apoia, que tem uma grande consideração por você. 

Assim, não é que amizade não seja isso. Mas a vida muda, as pessoas seguem caminhos diferentes, o tempo fica escasso e, talvez o mais importante, cada pessoa é de um jeito. Tem gente que é boa em apoiar, tem gente que não é. Tem gente que se esforça pra estar perto, tem gente que precisa de muito espaço. Tem gente que é muito sincera com você, tem gente que não sabe ser sincera nem com ela mesma. 

sábado, 21 de março de 2015

Das Pequenas Ignorâncias





Babilônia, a nova novela das 9, estreou essa semana, já causando burburinho por causa de um longo selinho entre o casal lésbico vivido por Fernanda Montenegro e Natália Thimberg, no primeiro capítulo. Causou tanto ou mais alvoroço nas redes sociais, do que as manifestações pelo impeachment da Dilma nas ruas do Brasil, no domingo anterior a sua estreia. 

Seria maravilhoso constatar que todas as reações ao beijo surpreendente das duas senhoras fofas e elegantes foram positivas. Mas para minha total e desagradabilíssima surpresa, não foi bem assim. 

Não sou ingênuo de achar que todos aplaudiriam essa pequena ousadia da Rede Globo, mas também não esperava ouvir a quantidade de asneiras que ouvi. Não depois de Félix e Niko, Marina e Clara, Cláudio e Leonardo. Pensei que os homofóbicos de plantão já haviam gastado seu arsenal de ignorância, mas me enganei, eles são incansáveis. A cada nova tentativa de quebrar tabus e preconceitos inúteis, eles se munem com o velho, batido e cansativo texto de sempre. São mais clichês do que novela mexicana. As pequenas ignorâncias de serezinhos de igual tamanho, parecem não ter fim. O pior de tudo, é que os argumentos nunca se renovam, é sempre a mesma ladainha enojante. Pior é quando deixam de ser discursos falso-moralistas e convertem-se em machismo grosseiro e torpe. 

sexta-feira, 20 de março de 2015

Sobre Certos Momentos da Nossa Vida





Sabe aqueles momentos que você não tem a menor ideia do que fazer, mas você tem que fazê-lo porque seu patrão espera e também espera que você se supere? Sabe aqueles momentos em que você não sabe o que dizer, mas esperam uma resposta? E aqueles momentos em que você espera conversar com alguém, mas não tem uma santa alma à disposição? E quando você necessita de um abraço de madrugada e só te resta o travesseiro? E aqueles momentos em que você está apenas esperando um telefonema ou uma mensagem de WhatsApp e eles não vem, mas, justamente quando você não pode, elas surgem na mesma hora? 

Sabe, tudo isso acontece comigo e com você. Acontece porque o mundo é feito destes pequenos momentos que podem ser prazerosos ou inconvenientes. Lembro de, certa vez, cobrar do Leco mais atenção. Eu já falei do Leco aqui e não é porque ele é dono do Barba que é meu amigo. Ele é desde o dia que nos deparamos um com o outro na internet. Temos perfis diferentes, mas um humor parecido e, assim como disse Oscar Wilde, nos encontramos pela pupila (e ele tem um abraço mega gostoso, não poderia deixar de citar isso). Continuando. O fato de ter cobrado do Leco um momento de atenção me fez refletir o quanto nós cobramos das pessoas e nos esquecemos que elas também têm suas vidas independente das nossas vidas. Mas estamos tão acostumados com viver no nosso mundo, que nos esquecemos isso. 

quinta-feira, 19 de março de 2015

Eu Não Sou Legal, Mas Estou Te Dando Mole!





Sabemos que a competição na busca por um parceiro (a) é enorme. Não existem só (alguns) sites de relacionamento – saudades de quando só o Parperfeito estava por aí -, mas brotam aplicativos a todo momento. E vamos combinar que eles quebram a parte do “namoro” e facilitam só o sexo a.k.a fastfoda. E não estou aqui para julgar, longe de mim. Mas sobre o que quero falar essa semana? Sobre algo simples e que está difícil de ser percebido a cada dia: o mole.

Sim. Você já parou para pensar que aquele seu “colega” de trabalho, academia ou faculdade não seja só um cara legal e bacana e que esteja, sim, te dando mole? Mas o que seria, queridos amigos, nos dias atuais dar mole para alguém? Afinal, com mil notificações pipocando aqui e ali na tela do seu celular, como prestar atenção quando alguém estiver desejando o seu corpo nu? Complicado, eu sei, mas acho que podemos voltar ao bom e velho manual do corpo.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Manifestações, Memória e Preconceito




O Brasil foi às ruas nos últimos dias. Na verdade, já há algum tempo isso tem se tornado um pouco mais comum. Nas eleições, vimos diversas manifestações nas redes sociais. Panelaços pelas janelas mais recentemente. Diversas são as reivindicações. Contudo, esse movimento trouxe à tona uma série de intolerâncias, preconceitos e agressões que, para mim, só demonstram o quanto a nossa sociedade anda sem memória e está longe da maturidade necessária para discussões tão vitais como as que de fato precisamos.

Primeiro de tudo: creio que as reivindicações só são legítimas quando não afetam direitos da coletividade. Fazer alusão a nazismo ou fascismo, definitivamente, não se enquadram nessa categoria. E desculpem os saudosistas de uma Ditadura Militar que nunca viveram – pois é impressionante a quantidade de pessoas com menos de 30, 35 anos, que sequer presenciaram a Ditadura ou eram apenas crianças naquela época –, clamar por um regime de exceção, tampouco.

terça-feira, 17 de março de 2015

A Vida é Assim





O texto dessa semana surgiu na minha mente num momento meio... Atípico. Eu sempre tenho um plano. Sério, eu sempre tenho. Em momentos de emergência, eu sei como agir, o que falar, com quem falar, álibis, histórias, essas coisas. Paranóico da minha parte, eu sei. Na verdade, essa paranóia me ajudou a ficar alerta em diversas situações de risco. 

O engraçado é que, na maioria das vezes, meus planos funcionam melhor na vida das outras pessoas. Sempre tem alguém que não sabe o que fazer com alguma esfera da vida e, às vezes, esses alguéns me pedem algum tipo de conselho. Eu sei, eu sei, é aquela máxima: a gente sempre sabe como resolver a vida dos outros, menos a nossa, mas isso se deve ao fato de que estamos de fora, logo, vemos o quadro todo. Por isso temos amigos, porque eles veem o quadro todo, e nos aconselham. 

segunda-feira, 16 de março de 2015

Relacionamentos Reais e Virtuais: Como Conhecer Pessoas nos Dias Atuais





Até alguns (bons) anos atrás, a única forma de conhecer pessoas era saindo, indo a festas, sendo apresentado a alguém. As pessoas ficavam horas se preparando, preocupados com o visual e em causar aquela boa primeira impressão. Aliás, essas são, ainda hoje, formas comuns de se conhecer pessoas, de se relacionar. Mas, com a evolução virtual, as formas usuais de se conhecer alguém já não são mais únicas e, para muitos, estar antenado no mundo virtual pode ser uma senhora mão na roda, um caminho das pedras, inclusive para os mais tímidos. 

Particularmente, acredito que a melhor forma de se conhecer alguém é se divertindo. Por isso, não abro mão das reuniões sociais, das happy hours depois do trabalho, das festas de fim de semana, dos encontros arranjados. Dançando, rindo, estando ao lado dos amigos, muitas vezes ficamos até mesmo mais bonitos, mais atraentes às pessoas à nossa volta, afinal, felicidade contagia. Sou da teoria que quando estamos ao lado dos nossos amigos somos infinitamente mais verdadeiros e ‘nós mesmos’. E esse ‘brilho’ resplandece para quem nos observa de longe.

domingo, 15 de março de 2015

Uma Breve Reflexão Sobre o Ato de Errar




O ato de falhar é irritantemente humano e, com o passar do tempo, a culpa armazenada por decisões erradas, palavras que não deveriam ter sido proferidas e atitudes que não deveriam ter sido tomadas, se torna cada vez mais pesada. 

É claro que nós, como seres humanos que somos, não nos arrependemos por todo e qualquer erro cometido na vida mas, com certeza, você tem alguma lembrança que provoca aquele desejo inútil e, ao mesmo tempo, dilacerante de construir uma máquina do tempo só pra conseguir retornar naquele instante e fazer algo diferente, ou desfazer o que aos seus olhos se tornou ruim. 

sábado, 14 de março de 2015

Pessoas Inconvenientes




Como se livrar de uma pessoa inconveniente? Tenho tentado de todas as maneiras educadas fazer com que certo sujeito, que chamarei de M., fique bem longe, mas tem sido tarefa árdua. 

Um breve relato do que acontece é o seguinte: M. é a bicha mais louca que já conheci, e se você o conhecesse, tenho certeza que pensaria o mesmo. Nenhum problema em ser bicha louca, acho ótimo, como diria a finada Leila Lopes. O problema é ser inconveniente. E M. o é até a tampa, com gosto, convicção e vontade. Não sei se ele tem algum problema mental, mas o prazer em esfregar sua bichice na cara do mundo e constranger qualquer um que esteja perto, é enorme. Até aí tudo bem, se eu tivesse escolhido ficar perto dele e andar em sua companhia. Só que a história não é bem assim. 

M. é amigo de um amigo e o conheci através deste. Assim que me viu pela primeira vez, M. não se fez de rogado e já saiu destilando todo seu repertório “viadíssimo” e hilário, por sinal. Eu adorei conhecê-lo, pois divertido e engraçado ele é, sem dúvidas. Com um arsenal de piadas, tiradas e timing de humor perfeito, M. me arrancou fartas e deliciosas gargalhadas num primeiro momento e me deixou ainda mais fascinado quando contou que era pai de dois filhos, dois meninos de 7 e 4 anos. Pensei em como essa pessoa poderia ser interessante e cheia de histórias sendo uma gay louquíssima e um dedicado pai de duas crianças. Com o tempo, no entanto, descobri que M. era apenas uma pessoa vazia e cansativa.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Sobre Hipóteses




Jovem músico cai de plataforma do metrô. Ele tocava violino nos ônibus e fazia o dia das pessoas mais alegres. Chegou a ser matéria num telejornal local que acompanhou seu dia a dia. Aprendeu a tocar com o tio e era um rapaz bem quisto por todos. Infelizmente, ele não viu o metrô se aproximar e o retrovisor bateu nele, o derrubando. Ele estava além da linha amarela permitida.

Esta história aconteceu essa semana aqui em Recife. Rapidamente, o principal telejornal daqui correu para fazer uma matéria alertando sobre o perigo de se estar além da linha amarela, fato muito comum aqui na cidade. Sem querer julgar o moço, longe de mim, mas ele cometeu uma imprudência que lhe causou a vida. Uma perda terrível, era um jovem cheio de sonhos.

Basta apenas um deslize para que as coisas saiam do lugar. Errar o caminho, passar por outro lugar e, de repente, toda sua vida muda. Lembro do Dinho Ouro Preto dizendo que um dia fez um atalho para sua casa e conheceu Renato Russo. A vida dele mudou totalmente. E se ele não tivesse feito isso? Quem me conhece sabe que sou impaciente, impetuoso mas, sobretudo, autêntico, verdadeiro. Mas eu também sou leal, não sou conformista e luto pelo que acredito. Talvez se eu fosse mais comedido estaria numa posição diferente?

quinta-feira, 12 de março de 2015

Meus Novos Canais Favoritos no Youtube




Oi, meu nome é Silvestre e eu sou viciado em alguns canais que existem no Youtube. E meu vicio é tanto que preciso compartilhar o que ando assistindo com vocês. Infelizmente, tenho esse problema de compartilhamento daquilo que gosto muito ou que fico viciado e vendo infinitamente até trocar para um vídeo/vício novo. 

Por falar em gostar, gosto muito de humor. Afinal, rir é bom. Quem não gosta de rir? Mas hoje em dia acho tudo muito calculado para fazer graça. Os vídeos no Youtube, por exemplo, são construídos com um humor embutido, o que pra mim já perde 85% da graça natural. O que quero dizer? Rir é rir, não tem muito mistério, mas pra mim tem que ser um riso natural, sabe? Não aquele em que cada frase é pensada pra ser "smartona" a.k.a inteligentona. Gosto do vídeo em que a graça é despretensiosa e, no final, acaba se tornando muito genial. 

quarta-feira, 11 de março de 2015

Você Tem Medo De Quê?





Sempre fui uma pessoa muito medrosa. Tenho algumas lembranças bastante fortes de momentos medo da infância: na minha primeira casa, acordando de madrugada e olhando para a porta, com a sensação de que havia alguém à espreita; ou quando foi dormir na casa dos meus tios e vi a luz do corredor piscando sem parar, como num livro de Stephen King; ou quando assisti a um episódio especial de Jaspion em que o vilão se transformava num mega monstro (essa então é uma lembrança muito vívida, porque me recordo que não consegui dormir direito aquela noite e, a partir daí, meu medo do escuro na infância se intensificou – e eu tinha somente uns cinco anos). Engraçado que na adolescência, mesmo ainda muito medroso, foi logo o Stephen King se tornar um dos meus autores favoritos à época. Filmes de terror entravam constantemente na minha lista para ir ao cinema. 

Passam-se os anos, as fobias de criança e da juventude se vão. O medo se transforma e passa a povoar nossas personalidades com novas roupagens, seja através de crimes violentos, vírus ou cânceres que podem abreviar uma vida, fanatismo religioso, um amor que pode partir e nos deixar sem chão, a possibilidade do desaparecimento ou morte de um filho... 

terça-feira, 10 de março de 2015

O Segredo do Sucesso É a Discrição




Se eu soubesse disso antes, que o segredo do sucesso é a discrição, muita coisa na minha vida não teria acabado de forma tão drástica.

É um desejo forte, desesperado, de contar pra todo mundo, de fazer um textão no Facebook, de postar uma foto no Instagram, com mil hashtags, de sair contando pras pessoas que você conseguiu algo que tanto queria. Você conseguiu aquele emprego, ou aquela promoção, ou a pessoa certa pra você. Aì você vai lá e conta. Pra um, pra outro, pra mais outro... Pessoas que você julga serem de bem, serem de confiança. E então tudo começa a ruir...

segunda-feira, 9 de março de 2015

De Quem Mesmo é a Culpa?





Não, a culpa não é das estrelas. E a cada dia que passa, fico mais desiludido com a espécie humana e as bárbaries que somos capazes de cometer, em nome do que mesmo? 

Digo isso baseado no ocorrido divulgado nessa semana, que me fez começar a rascunhar a coluna de hoje. Uma situação absurda e que poderia ser notícia do Sensacionalista mas que, infelizmente, parece fazer parte do nosso bizarro mundo real. A que notícia me refiro?
Adolescente de 14 anos está em coma no Hospital Regional Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, após ter sido espancado dentro de uma escola pública na Vila Jamil, na manhã de quinta-feira (05/03). O motivo? Porque é filho adotivo de um casal gay e os agressores queriam mostrar que alguém criado por pais gays pode se tornar um monstro. Fonte: O Dia e Extra
Sério, se essa lógica não fosse tão estúpida, ela seria incrível. Afinal, nada mais coerente do que agredir alguém para provar que o agredido pode ser um monstro. Maravilhoso e diretamente da Idade Média, quando uma mulher era acusada de bruxaria e jogada amarrada dentro de um lago para provar que, se sobrevivesse, era uma bruxa. 

domingo, 8 de março de 2015

Afinal, o Que Querem as Mulheres? Anseios e Reflexões Femininas no Dia Internacional da Mulher





Em 08 de março de 1857, aproximadamente 130 mulheres morreram carbonizadas, ao serem trancadas dentro de uma fábrica de Nova York, depois de entrarem em greve para reivindicar melhores condições de trabalho. A partir de então, como reflexo dessa bárbarie, no dia 08 de março de cada ano passamos a comemorar o Dia Internacional da Mulher, já que essas verdadeiras heroínas travam lutas diárias e, por isso, tem um dia só delas para que todos nos lembremos de uma tragédia que, certamente, não deve se repetir nunca mais.

Aqui no Barba Feita, apesar de sermos seis colunistas do sexo masculino, as mulheres tem prioridade. Afinal, são elas, nossas mães, irmãs e amigas que colorem nossas vidas e, tantas vezes, são alguns dos maiores exemplos para nós. São elas, as mulheres, que convidadas eventualmente para assumir a coluna de convidados aos domingos, esbanjam carisma e inteligência em textos ora ousados, ora divertidos, mas sempre relevantes.

Por isso, nesse dia de reflexão, convidamos quatro mulheres para assumir o Barba e nos brindarem com seus anseios e reflexões. Afinal, hoje é o Dia Internacional da Mulher, mas o que pensam elas sobre essa data e seu significado? O que, 158 anos depois da chacina de Nova York, mudou na vida de milhares de mulheres ao redor do mundo?

sábado, 7 de março de 2015

O Poder das Mulheres





Amanhã é o Dia Internacional da Mulher, e eu tenho algumas coisas a dizer sobre elas. Na verdade, essas linhas nada mais serão que uma declaração, uma escancarada declaração de amor e admiração.

Definitivamente, eu amo as mulheres! Admiro-as com tanta profundidade, que às vezes penso o quanto minha vida seria mais fácil, simples e tranquila se eu não me sentisse sexualmente atraído por homens. Mas aí penso mais um pouco, e chego a conclusão que justamente por não enxergá-las como um objeto de desejo é que consigo dimensionar a grandeza das fêmeas.

Reza a lenda que mamãe tomava hormônios femininos no período de minha amamentação, desse modo, acabei botando a cara no sol e mostrando a feminilidade desde muito cedo. Mas falando sério, mais do que um jeito efeminado de ser, a construção de meu caráter teve contornos muito femininos sempre. Talvez por minha mãe ser mais pulso firme e ter mais atitude que meu pai. Talvez não, tenho certeza que foi isso. Meu pai era apenas uma presença. Uma nau meio sem rumo, sendo guiada pela voluptuosidade de mamãe, que muito se esforçava para ser a esposa submissa da bíblia, mas na verdade quem dominava a cena era ela, que fazia meu pai acreditar que era o chefe da família, o dono das decisões finais, detentor da última palavra, quando no fundo não era.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Sobre Apressados e Diligentes



"Vamos marcar qualquer dia desses!"
Hoje em dia, a sociedade tem pressa. Pressa de viver, pressa de estar em todos os lugares e de se fazer presente na vida de todos, pressa em dizer sim e pressa em não dizer não, porque pra esta sociedade dizer não é um grande problema. O não é uma palavra maldita. Vivemos um num mundo que se arrasta no caos que esta mesma sociedade o jogou. Então, qualquer coisa diferente disso não é bem-vinda.

Sim, agora estamos quase lá. O que fazer? Que sociedade é esta que promove compartilhamentos instantâneos, que exige curtidas e cutucadas? Esta mesma geração tem tempo de se perguntar qual sua missão na terra? O que fariam se o mundo fosse acabar? Eles têm pressa, não tem tempo de pararem para pensar nisso. Eles têm tanta pressa que, muitas vezes a frase do começo deste texto quer apenas dizer, “agora não posso porque tenho pressa.”

Segundo Zygmunt Bauman, esta é uma "Modernidade Líquida". As relações se escorrem pelos vãos dos dedos. E se esta sociedade necessita de perdedores, invejosos e intolerantes para se comunicar e ter que empurrar seus últimos modelos de celular, carros de luxo, apartamentos compactos em bairros nobres e qualidade de vida zero, você não precisa fazer parte disso. O mundo é grande demais.

quinta-feira, 5 de março de 2015

The Fosters: O Beijo, a Sociedade e os Aprendizados




Já faz um tempo que venho fugindo de spoilers das séries que assisto. Não funciona mais pra mim. Agora preciso ser surpreendido. Mergulhar no plot twist e ficar sem saber o que irá acontecer no próximo episódio. Mas ontem, 04 de março de 2015, eu entrei no Twitter e a primeira coisa que vi foi uma foto. A foto de um beijo. Um beijo de um casal que torço muito em determinada série que acompanho. E não foi um beijo qualquer, mas o primeiro desse casal. Só que no lugar de ficar irritado, sorri. Fiquei completamente feliz. Fiquei tão feliz e chocado com aquilo que cheguei até a gargalhar.

Sei que grandes batalhas não serão vencidas após esse beijo. Sei que é um pequeno passo para uma grande transformação. Mas um beijo aconteceu e espero, sinceramente, que ele seja o início de algo novo. Especial e que faça algumas cabeças começarem a aceitar o novo, o diferente.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Sim, Eu Tenho Uma Família





Eu tenho uma família. E isso ninguém me tira. Estou há dez anos com o meu companheiro. Temos uma história tão legítima quanto à de qualquer outro casal. Temos nossos dois cachorros, dois gatos e ainda planejamos ter nossos filhos. Temos a bênção dos nossos pais e dos nossos amigos. Temos sobrinhos de ambos os lados que nos tratam como tios. Nossa família existe.

Infelizmente, o Legislativo de nosso país está querendo regular o que seria família. E eu paro e penso: é sério isso? É sério que no século XXI alguém se ache no direito de definir o que é família, ainda mais indo de encontro à inclusão que toda e qualquer sociedade evoluída prega? Isso me soa tão medieval!

Família sequer é algo que passa por laço sanguíneo. Embora em sua grande maioria existam vínculos biológicos, o que tem de parentes que têm vínculos apenas e totalmente pautados no sentimento é uma enormidade. E não falo apenas de filhos adotivos, mas também de amigos que se agregam a famílias, gente que cuida do rebento dos outros e acaba ficando muito mais responsável por ela do que os próprios progenitores, o tio do primo do amigo que acaba ficando muito mais próximo que o próprio primo ou amigo... A vida dessas pessoas pertence a quem mesmo? A elas ou ao Legislativo?

terça-feira, 3 de março de 2015

Muito Barulho Por Nada




Eu acredito em Deus. Sempre acreditei, e sempre vou acreditar. Até o dia de hoje, Ele não me decepcionou em momento algum. 

Eu também sou gay. Desde os treze anos, como já disse aqui. Acredito em Deus, e nem por isso fico pedindo pra Ele matar todos os heterossexuais, evangélicos e tradicionalistas, como muitos praticantes andam fazendo. 

Líderes religiosos, cujos nomes eu nem preciso mencionar (e nem quero, não é o meu objetivo aqui), mandando descer o cacete nos homossexuais. Isso mesmo, com essas palavras. Incitando o ódio nas famílias, causando terror. 

segunda-feira, 2 de março de 2015

O Vestido, o Forninho e o Meu Total Desinteresse Pelos Sucessos do Momento na Internet





De que cor é o vestido? Gente, sério, quanta idiotice! Eu acordei na última sexta e em todas as redes sociais a pergunta era se o vestido era branco e dourado ou preto e azul. Olhei a imagem, vi a cor que achei que era, segui a vida e pensei "who cares?". Mas o resto do mundo, pelo visto, se importava e muito. Por isso, qual não foi a minha surpresa ao ver uma matéria no Jornal Nacional sobre as cores do vestido. Putaqueopariu, que mundo é esse?

Sim, eu sou ligeiramente hiperconectado. Estou na internet, sei lá, há séculos (desculpaê, mas sou da época em que o ICQ era o mais usado comunicador instântâneo do mundo) e gosto de estar por dentro das novidades, quando elas me interessam. Vi fenômenos surgirem e desaparecerem na mesma velocidade. E, é claro, vi tanta bobagem nesse mundo virtual que, confesso, não consigo entender a graça de tanta baboseira.

domingo, 1 de março de 2015

Barba Especial: Rio 450 Anos - Três Cantinhos Cariocas Que Você Deveria Conhecer




450 anos. Quantas cidades podem se dar ao luxo de completar 450 anos de existência, na crista do sucesso e ainda como cartão postal mundial? Completando 450 anos hoje, 01 de março de 2015, a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro continua arrancando suspiros de todos que a conhecem, mesmo com seus conhecidos problemas e desafios diários. Mas, com uma Olímpiada nas portas e mil obras por toda a cidade, seus moradores, os famosos cariocas, nunca se cansam de admirá-la e contarem vantagem pelo privilégio que tem de morarem nela.

Por coincidência, três dos seis titulares colunistas do Barba Feita moram na Cidade Maravilhosa, conhecendo bem seus encantos e confusões. E na data de hoje, exatamente 450 anos depois da fundação da cidade, em 01 de março de 1565, esses três rapazes escolheram apenas três dos diversos cantinhos conhecidos e amados do município para compartilhar com nossos leitores.