sexta-feira, 27 de março de 2015

Sobre Nudez, Perseguição e Falsas Denúncias





Esta semana fui surpreendido no Facebook com um post de um amigo que teve suas fotos denunciadas por nudez. Como sabemos, a rede social não permite este tipo de coisa. A grande questão é que as fotos não possuíam nenhum tipo de nudez. Ou ele estava de sunga em festas com a família e amigos, ou de bermuda e camisa malhando na academia, ou ainda, como na foto acima, de camiseta xadrez em selfies na frente do espelho. 

Fiquei pensando aqui no critério que a chamada rede social usa para simplesmente acreditar numa denúncia estapafúrdia dessas e excluir a foto do rapaz sem verificar absolutamente nada. Em contrapartida, vemos uma série de ódio contra homossexuais. Se alguém denuncia, o que Facebook responde é que vai “analisar” o caso, mas fica sempre por isso mesmo. Porque isso ocorre é algo que eu gostaria de entender. Para mim nudez não é alguém expor uma foto de sunga ou sem camisa. Estamos retrocedendo tanto assim e eu não sei? Serei tão inocente assim para achar que não estamos no caos total, no fundo do poço?

Segundo o filme A Rede Social, baseado no livro Bilionários Por Acaso, o Facebook surgiu de um grande imbróglio entre Mark Zuckerberg e seus amigos. No filme, o cara foi um grande calhorda que soube se aproveitar dos outros e ficar bilionário, mas não podemos esquecer que é um filme e que possui a visão de alguém sobre o assunto. Talvez ele não tenha sido esse patife todo, talvez até seja mais patife que a gente pensa, porém, o que eu quero dizer é que as regras da sua rede só existem para alguns e isso, infelizmente, é bem parecido com a nossa vida mesmo. O que eu quero dizer e usando o filme como exemplo é que muitas vezes ninguém é o que parece, estamos cercados de pessoas que parecem ser algo, mas mesmo convivendo com elas durante um bom tempo de repente elas não são nossas amigas. E o que tem de gente perseguindo o outro que no passado fora seu melhor "amigo" não esta no gibi! E lá vem os "stalkers"! E muitas vezes as pessoas já mostram quem são, porém, cegos por suas artimanhas, não percebemos isso. E quando percebemos já é tarde. Fomos atacados.

É claro que isso não acontece apenas no Facebook, mas em muitas outras redes sociais. Pessoas são perseguidas apenas por existirem. Lembro de um rapaz na sala de aula dizer que um amigo teve o perfil excluído do Instagram por conteúdo impróprio, quando esse conteúdo não existia. Esse tipo de perseguição também era muito comum no antigo Fotolog (alguém lembra?). Enfim, onde existe gente existe complicação, porque cada cabeça é um mundo, porque elas estão atreladas às suas próprias ideias, convicções e crenças que estas pessoas têm. 

E, claro, existe a inveja. Seria ela a grande culpada de tudo? Inveja, como dizem e me desculpem a expressão, é uma merda. Basta apenas ter um corpo lindo e expor isso, ter muitos amigos, poder viajar e ter uma vida mais confortável, que ela aparece. Isso existe desde sempre, a História Universal relata muito disso, a literatura se utilizou dela para contar muito de suas grandes histórias. A perseguição que muitas pessoas sofrem por serem consideradas diferentes não tem tamanho. E essas perseguições muitas vezes levam a falsas denúncias, como a que eu relatei no começo deste texto. Cristian, o moço da foto, não fez nada demais. É apenas um rapaz bonito que tem amigos e gosta de viajar, motivos suficientes para gerar inveja e gente invejosa normalmente tem muito tempo ocioso para passar o dia causando o mal.

E de onde vem essas falsas denúncias eu realmente não sei, não existe um critério por parte das redes para analisar melhor isso. Meu amigo não foi o primeiro e não será o último. Conheço vários casos de pessoas que passaram pela mesma situação. Não importa o que a pessoa faça ou seja. Não interessa a verdade, apenas a verdade de quem denuncia. Não importa a liberdade de expressão, a opinião de quem acha que está certo em detrimento da certeza do outro é sempre maior. É seguir a máxima, observar o terreno antes de pôr os pés para não afundar, é sempre melhor. O inimigo muitas vezes mora ao lado, ou no caso, está te (per) seguindo nas redes sociais.

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Leandro Faria  
Serginho Tavares é um apreciador de cinema (para ele um lugar mágico e sagrado), da TV e da literatura. Adora escrever e é o colunista oficial do Barba Feita às sextas. É de Recife, é do mar: mesmo que não vá com tanta frequência até a praia e mantenha sempre os pés bem firmes na terra.
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