domingo, 12 de abril de 2015

Caretice ou Frescurite: Eis a Questão!




O que aconteceu com a gente? Comigo? Às vezes me pego pensando nisso. Por que somos tão fúteis e ficamos presos a imagens eróticas do corpo dos nossos potenciais parceiros? Isso em aplicativos, claro, porque na noite, na balada, no barzinho, nada disso rola, ou até rola, mas demanda 'mais trabalho', digamos assim.

Nem é questão de julgar quem faça isso, não. Mas é aí, acho, que talvez esteja o meu erro, e até de várias outras pessoas: é idealizar, e até mesmo romantizar, algo que não existe. E por conta disso, se 'travar'.

Constantemente penso que nasci na época errada. Não idealizo um tipo de relacionamento; mentira, idealizo sim, mas na maior parte do meu tempo gostaria, antes de mais nada, que fosse um amor sem restrições, sem complexos, o que é impossível, sejamos sinceros. Não digo que não haveria fidelidade, claro que haveria, mas ela não seria uma convenção, seria um respeito de ambas as partes, e, se houvesse interesse em terceiras partes, por que não? Tudo pode e deve ser conversado. Sem pensar no que a sociedade e outras pessoas poderiam pensar e 'julgar'.

Aí, no meu dia a dia é praticamente impossível encontrar alguém, ainda mais sendo tímido do jeito que eu sou. Não é que as pessoas não me interessem, pelo contrário, 99% das pessoas despertam algo em mim, seja fisicamente ou intelectualmente, mas cadê iniciativa? É só comigo, ou as pessoas, no caso, tipos como eu, realmente tem medo de se expor e ouvir um 'não'?

Sinto falta de ter alguém claramente me desejando por aquilo que eu sou e não uma persona de um app de pegação. Por falar nisso, além de ter dificuldade nas baladas da vida, ainda acho muito estranho isso de você ter uma foto do seu pinto, pênis, pica, que seja, e enviá-la para um grande número de 'desconhecidos'. Admiro o desapego de uns pela facilidade em se 'entregar' à pessoas que você acabou de conhecer e, por isso, penso se o errado não sou eu por não participar dessa 'convenção'. Já que as pessoas que praticam esse desapegou ou essa entrega, parecem estar muito mais felizes do que eu.

Nasci na época errada? Me importo demais com as pessoas? Regulo 'miserinha'?

Não sei, só sei que tenho importantes questões a serem discutidas internamente por mim e, porque não, meu terapeuta.

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Leandro Faria  
Alberto Lima é carioca e acredita que questionar tudo e todos é um modo de vida. E, talvez por isso, não saiba exatamente quem é e nem pra onde quer ir.
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Um comentário:

Eduardo Silva disse...

Ótimo texto, Alberto.
Parabéns 😤