quarta-feira, 22 de abril de 2015

Irritações




Eu andei meio irritado, admito. Não é muito um traço meu, mas, como falei aqui semana passada, me faltava o tempo. Com isso, sobrava-me o estresse e a exaustão. Agora, de férias, vejo como aqueles dias foram duros, não só comigo, mas com aqueles à minha volta. E percebo como algumas coisas, mesmo em condições naturais de temperatura e pressão, são ainda assim capazes de me irritar.

Por isso, nessa quarta-feira, resolvi fazer uma listinha de pequenas coisas do dia-a-dia que, definitivamente, me transformam em um ser completamente sem paciência:
  • O comportamento de boa parte das pessoas no elevador. É tão difícil entrar e não ficar atravancando a passagem? Ou agilizar na hora de sair/entrar e evitar que a porta feche? Ou não apertar o botão quanto tiver um ascensorista? Gente, o ascensorista, coitado, está ali só pra isso. Ele fica subindo e descendo, pressurizando e despressurizando aquela cachola puramente para apertar o andar para você. Tudo bem, podemos fazer um debate sobre a real função dele, herdada de uma aristocracia que não queria sequer ter o trabalho de marcar o seu andar. Mas lá eles estão e, na boa, ficam fulos da vida se você os fura. Tem vezes que chego de mau-humor no trabalho só de pegar o elevador.
  • Falando em comportamento, o de algumas pessoas nas redes sociais é deprimente. Gente que manda indireta agressiva ou prefere ficar exaltando o quão barraqueira é... Nossa! Passo longe, porque me consome.
  • Repetir a mesma instrução vários dias a fio porque a pessoa parece simplesmente não querer absorver o que você disse. Tem vezes que parece até desafio. Parece que tem gente que se esfooooorça para descumprir algo.
  • Pessoas bêbadas. Como diria Glorinha Pires: “Não estou disposta. Com licença”. É muito chato para um sóbrio aturar bêbados. E na única vez que considero que fiquei, eu virei um cara muito do chato. Todo mundo teve que aturar.
  • Ser privado do meu sono. Juro que não tenho mau-humor ao acordar. Mas não conseguir dormir por algum fator externo quando já estou exausto esgota completamente os meus limites de civilidade.
  • O comercial do Vigor Grego em que as pessoas todas tomavam o iogurte em colheradas duplas de sopa. Só eu que me irrito com isso? Eu adoro o Vigor Grego, não falta na minha casa, mas juro que quase deixei de comprar só por causa dessa publicidade. Achava que isso era uma forma de tratar o consumidor como idiota. Ou alguém consome um pote daquele em apenas duas colheradas, podendo se sujar todo na hora de tentar engolir?
Essa foi apenas uma singela listinha. Certamente há muito para cavar e encontrar aí. Mas as minhas férias me esperam. Deixa eu curti-las para, quem sabe, andar menos irritado...

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Leandro Faria  
Paulo Henrique Brazão, nosso colunista oficial das quartas-feiras, é niteroiense, jornalista e autor do livro Desilusões, Devaneios e Outras Sentimentalidades. Recém chegado à casa dos 30 anos, não abre mão de uma boa conversa e da companhia dos bons amigos.
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