domingo, 19 de abril de 2015

Um Homem Canalha Pelo Meio do Caminho





Depois de um pouco de insistência, mas sem “pressão”, fui convencido a escrever pra vocês! Bom, sendo assim, veio a questão: sobre o que eu vou escrever? Depois de uma rápida reflexão, digo rápida, pois não levou nem 10 minutos pra ser concluída, cheguei a um assunto que me é de vasto conhecimento: o homem canalha!

Você está lá, todo e totalmente carente, acreditando mais uma vez que pode sim ter encontrado aquele alguém pra dividir seus sonhos, carinhos, intimidades, e talvez a vida inteira. Ao seu ver, ele é perfeito! Gentil, carinhoso, te faz rir, faz você olhar o celular de segundo a segundo, te faz sentir importante, enfim, é ele! Seus “problemas” acabaram”! Ele faz de tudo por você, fala sempre o que você quer ouvir, te trata como o mais perfeito dos homens! 
“Impossível existir alguém assim!”
E ali está você, todo apaixonado pelo príncipe encantado Todo envolvido pelo “homem perfeito”! Papo vai, papo vem, ele te convence, e isso também não leva muito tempo, e lá está você na cama com ele! Aí mora o perigo. Ele é bom no que faz. Te faz sentir nas alturas. 

Mas com o tempo, e não digo tanto tempo assim, as coisas mudam. O celular dele não para, ou ele fica horas sem sequer mexer nele, deixando-o silencioso. Tudo tem senha. Bloqueio de tela, aplicativos, imagens, até mesmo a calculadora dele pede senha, ou seja, alguma coisa de muito estranha tem nisso aí. 
"Ah, é normal, todo mundo faz isso. Ele só quer privacidade."
Bom, pode até ser, mas tanta privacidade assim? Dia seguinte, você resolve mandar aquela mensagem. Sem resposta. 
“Deve estar ocupado”
Espera, espera, espera e nada. Manda outra mensagem, nada! Outra, outra, outra, e continua sem resposta. Liga, curte fotos em aplicativos, manda sinal de fumaça, absolutamente nada! 
"Deve ter acontecido alguma coisa."
E realmente aconteceu, você acabou de passar pelo caminho do homem canalha. Aquele tipo de homem que depois que conseguiu o que quer, some. Vira fantasma, simplesmente desaparece.

Para o homem canalha, as pessoas são apenas números numa lista que não tem fim. Uma lista de pedaços de carne com sentimentos prontos para serem arruinados.  Ele dedica músicas no Facebook, textos românticos, manda mensagens de voz, te liga, te faz sentir bem, muito bem, mas ele tem um objetivo: te comer. Ou dar. Ou os dois.

O homem canalha não enxerga além da casca da vítima; pra ele, pessoas são apenas pessoas, fontes de prazer e, quando não conseguem levar o alvo pra cama, ele criam toda uma cena perfeita, com choro, palavras de peso, frases de efeito, dizendo que não é você, mas ele, que não está pronto pra nada sério, que não quer te machucar. Mas o dano já foi causado, e aumenta mais ainda com essa atuação perfeita.

Dizer que o homem canalha não tem sentimentos é mentira, pois ele tem, e por poucas pessoas. Às vezes, por um parente próximo ou alguns poucos amigos, porque de resto, ele não está nem aí pra quem ele vai comer. E não tem tempo de duração. Pode ser um mês, dois, três, mas geralmente, não passa disso, porque ele não quer ter fama de sossegado, de comprometido. Ele prefere ferir corações e ter fama de canalha do que ter fama de uma pessoa boa. Pra ele, pouco importa o que vão dizer, o que importa mesmo é quem ele vai comer no dia seguinte.

E não importa também quantas transas casuais ele tenha, ele não se sente completo enquanto não destroça o coração de alguém, enquanto não sabe que existe alguém lá fora chorando por ele, se lamentando por ele.  O homem canalha quer mais, sempre mais, e mesmo que ele se sinta mal por algumas horas após o rompimento, ele volta a caçar, volta a procurar uma nova vítima, porque é isso o que ele é, um caçador de pessoas, como se elas fossem um pedaço de carne exposto no açougue, uma carne diferente do arroz com feijão que já não o satisfaz mais e, depois que ele enjoou daquela carne, ele procura carnes novas, mas se livra da antiga de uma forma tão brilhante que a carne rejeitada acaba se sentindo mal, e fica caída perto dele, podre, sem sabor, sem nada, porque o canalha conseguiu tirar dela tudo o que ela possuía de bom. E ele gosta, gosta de manter a carne podre por perto, porque a ideia é essa, é manter a pessoa por perto, é fazer a pessoa implorar, praticamente de joelhos, pra que ele não termine, pra que eles sigam e vejam no que vai dar.

O canalha não é assim, ele não gosta de discutir relação. E ele não gosta, porque ele não quer ter uma relação séria, duradoura, honesta; o que ele quer é chegar, pegar e sair. Quando ele não quer mais, não tem quem o convença do contrário.

Como eu sei de tudo isso? Vocês nunca vão saber.

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Leandro Faria  
Levy de Lucca: sagitariano convicto, 24 anos, que já viu, fez e descobriu muita coisa na vida, mas que ainda tem muita coisa pra ver, fazer e descobrir.
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Um comentário:

Anônimo disse...

Como sabe disso tudo? Simples: é ele o tal do "homem canalha".