domingo, 31 de maio de 2015

Basta Um Dia





Um dia, vinte e quatro horas, mil quatrocentos e quarenta minutos, oitenta e seis mil e quatrocentos segundos. Tantas coisas podemos fazer com esses números. Basta querer, apenas se dispor a aproveitá-los da melhor forma. Aproveitar as horas, os minutos, os segundos. 

Pode-se aproveitar o tempo, por exemplo, fazendo o bem, fazendo alguém feliz, aproveitando cada momento para usufruir de uma ótima companhia e poder se aninhar, se aconchegar nos melhores sentimentos e sensações que cada um possa nos dedicar e doar. Receber doações nesses momentos mágicos também faz parte. A doação de atenção, carinho, ensinamentos, lições de vida, que nos servirão para além desse momento; mas também, não podemos nos esquecer das broncas e conselhos que possam ser dados para nosso bem. 

sábado, 30 de maio de 2015

Viajar...






O chiquérrimo e rico editor do Barba Feita, está em Nova Iorque. Apenas uma semaninha, curtindo o Central Park, a Times Square e a primavera americana, pra descansar a beleza. Coisa de gente finíssima. Enquanto nós, pobres mortais assalariados, ficamos por aqui nos contentando com as fotos compartilhadas no Instagram, Facebook e afins.

Recalques à parte, eu acho luxo uma viagem internacional, adoro quando meus amigos viajam e me realizo neles, desbravando esse mundão, enquanto não posso realizar minhas próprias viagens. E olha que ultimamente, tenho me realizado bastante, pois muitos amigos tem carimbado o passaporte mais de uma vez ao ano.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Sobre Blogs (e Turmas)








Escrever num blog é algo deveras interessante. É salutar. Pelo menos para alguns deve, ou deveria ser. Para mim, que estou nessa há alguns anos, é tudo isso, além de ser sempre uma grata surpresa. Das alegrias das amizades encontradas e das vindouras, até hoje, todos que encontrei aqui fizeram ou fazem parte da minha turma, da turma que gosta de ler e escrever. Da turma que busca estar por dentro do que acontece, da turma que apoia o que o outro escreve e compartilha para que outros leiam e, quem sabe, escrevam mais. 

Eu nunca fui alguém que fazia parte de grupinhos ou de turminhas, mas acabei encontrando uma turma. Acredito que todos sabem que o Leco entrou na minha vida assim, e realmente ele é um dos responsáveis pela escrita que tenho hoje, porque sempre me incentivou, junto com um bom número de amigos novos e velhos que estão em minha vida e torcem por mim. Fico impressionando com a quantidade de pessoas que encontro que lêem o Barba e que elogiam não apenas a mim, mas a todos nós que fazemos este cantinho aqui ser tão bacana. Recentemente, os contos que postei aqui tiveram uma recepção muito positiva, e isso me deixa muito alegre, por saber que realmente estou no caminho certo.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

As Novas Amizades





Já percebeu que fazemos amizades virtuais sem perceber? Sério. Para e pensa um pouco só. Em época de postagens aqui e ali, é impossível não se identificar com alguém que você nunca viu pessoalmente na sua vida e muito menos tomou um chopp e abriu seu coração. Eu mesmo vivo me identificando com as pessoas que nem bem conheço pessoalmente, mas já considero muito (virtualmente). 

Por exemplo, foi através da minha busca por opiniões literárias que descobri o canal no Youtube Cabine Literária. Lá me senti completamente acolhido por pessoas que me entendiam (no carinho por livros) e com alguns sentimentos parecidos com os meus (por determinado livro). Foi um alívio assistir aos vídeos do Gabriel Utiyama e perceber que não estava errado ao odiar certa obra, mas o problema estava com as outras pessoas por gostarem de algo tão ruim! Maior exemplo? Bruxos e Bruxas, do James Patterson. Pode me obrigar a fazer qualquer coisa nessa vida, mas não me mande tentar ler aquilo de novo. É horroroso demais. 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Precisamos Falar Sobre Bullying. De Novo. E Sempre!






Niterói, março de 1991 a dezembro de 2001. Um colégio católico, mais de 4 mil alunos, quase a totalidade de classe média ou alta da cidade. Passei 11 anos da minha vida, dos 6 aos 17, momento crucial para a formação da personalidade de qualquer ser humano, dentro dessa instituição educacional. Tive talvez os melhores professores da região, o melhor ensino, a melhor infraestrutura, os melhores amigos. Mas convivi de perto com um dos maiores males que dentro de um local como esse pode se disseminar: o bullying.

Nosso colega Esdras Bailone, colunista deste Barba Feita aos sábados, já tocou nesse assunto por aqui. Mas como ele mesmo alertou, é preciso falar sempre. Somente quem passou por isso sabe das marcas e das sequelas. Não, não me tornei alguém agressivo ou odioso por esse motivo; não penso em pegar uma arma e sair metralhando todo mundo do colégio hoje em dia – muito embora, no auge do bullying, admito que pensei em diversas pequenas vinganças contra aqueles que me causavam sofrimento, mas nenhuma envolvia morte ou sangue, fiquem tranquilos. Soube exorcizar muitos dos males causados por essa perseguição, graças ao carinho de amigos e da família, que, muitas das vezes, eu preferia manter alheia ao que se passava.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Eu Sou Legal, Mas Não Estou Te Dando Mole






Alguém aí se lembra do texto do Silvestre Mendes, intitulado Eu Não Sou Legal, Mas Estou Te Dando Mole? Pois bem, o texto de hoje é exatamente o contrário. Sim, porque tem gente que confunde ser legal com estar dando mole. Pois é, a internet anda complicando a vida de algumas pessoas, como eu, por exemplo. E não é de hoje!!! Lembram do texto que eu fiz, contando que a prima do meu ex se interessou por mim, só porque eu estava sendo legal com ela? Então, a internet já tá me sabotando há anos!!

Eu adoro curtir fotos de pessoas bonitas. Mulher ou homem, famosos ou não, eu adoro curtir fotos de gente bonita. Perfis de moda, perfis de gente que não trabalha com moda, mas adora achar que trabalha e se veste bem e posta no Instagram, eu saio curtindo. Perfis de moda também, masculina ou feminina, eu simplesmente adoro curtir fotos de acessórios, sapatos, bolsas, calças, vestidos, bermudas, sungas, enfim, vocês entenderam. Eu gosto, me atrai essa coisa de gente bem vestida, bem penteada, bem maquiada. Ah, antes de continuar, não vão pensando que eu sou desses que se guia pela beleza, tá? Se pegarem meus outros textos, vão ver que é o contrário, mas hey, quem é que não gosta de ver uma foto de uma pessoa bonita? Enfim, prosseguindo.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Aqueles Dias Inesquecíveis







Daqueles dias, o que mais ficou na memória foram os tempos passados na Casa da Tia Sônia. Forçando a mente, revivendo momentos, consigo até mesmo sentir odores e sabores daqueles dias inocentes passados no interior, onde as horas se arrastavam e tudo era inocente e juvenil. E Tia Sônia, claro, com seus olhos risonhos e sua frase sempre repetida: Juízo, menino, juízo.

A pequena propriedade, não um sítio ou um rancho, mas uma casa no meio do campo, com muito espaço à sua volta, ficava no interior e era comum passar dias lá nas minhas férias. Ver e rever os primos, jogar bola no campinho, subir nas árvores e comer fruta direto no pé, nadar livre no rio límpido de águas ora calmas ora traiçoeiras.

domingo, 24 de maio de 2015

Uma Grande Saudade





Tem dias que eu fico pensando na vida 
E sinceramente não vejo saída. 
Como é, por exemplo, que dá pra entender: 
A gente mal nasce, começa a morrer. 
Sei Lá (Vinícius de Moraes e Toquinho) 

Quando fui convidada a escrever um texto para o Barba Feita, fiquei pensando sobre o que queria falar. Que responsabilidade, são textos tão bem escritos! E resolvi falar sobre uma das coisas que mais me aflige no momento: a saudade e a dor que sinto da minha amiga Muriel, que se foi no fim do ano passado. 

Eu tenho 31 anos, trabalho, tenho um namorado fofo, amigos, uma vida bem boa e nada a reclamar. Estava viajando para Viçosa/MG, para um casamento no dia 27 de setembro de 2014, quando recebo a notícia que mudaria tudo: a Muri tinha sofrido um acidente de carro e tinha morrido. Meu mundo caiu! Minhas pernas tremiam, chorava escandalosamente, chorava e não conseguia acreditar. Eu já tinha perdido outras pessoas, mas nunca alguém que eu amasse tanto, nunca uma pessoa que cresceu comigo, uma irmã que a vida me deu. A sensação é que tinha perdido um pedaço de mim, e acho que foi o que de fato aconteceu, um pedacinho de mim foi embora com ela. 

sábado, 23 de maio de 2015

Fantasmas







Eu sempre soube que aquele dia chegaria mais cedo ou mais tarde. O dia de enfrentar o passado, encarar meu fantasma e finalmente exorcizá-lo. Depois d'Ele não houve Outro. Nunca mais um sentimento como aquele havia me invadido novamente. Foi tudo tão sofrido e doloroso, que prometi a mim mesmo não mais me entregar tão fácil a tais sentimentalidades. Foi um amor platônico. Rejeitado, ignorado e doído. Acho até que já falei dele aqui, em outras ocasiões, mas acredito que esta seja a última vez que retornarei ao assunto.

Ele foi um amigo muito querido. Amável, atencioso, respeitador. Sim, Ele era respeitador até demais. Eu queria agarrá-lo, beijá-lo, fazer amor com Ele. Sim, amor. Parece brega? Parece. Mas eu tenho esse defeito, sabe, achar que vivo no set de uma novela lá do Projac, só esperando o diretor gritar "gravando", pra começar minha cena romântica. Na verdade, eu acredito mesmo nessa diferenciação entre fazer amor e sexo. Sexo me parece sempre, uma coisa mais animalesca, descompromissada e fria até. Amor não, amor é doce, suave, mas profundo. Pode-se fazer ambos com a mesma pessoa, mas nunca ao mesmo tempo. E eu sempre me imaginei fazendo amor com Ele, nunca sexo. Talvez esse tenha sido meu erro. Talvez devesse ter sido mais ousado, tê-lo assediado e até atacado, mas não é o meu jeito. Não era um simples tesão. Tinha um sentimento, daquele tipo que a gente fica tonto e bobo, quase que sem palavras quando vê a pessoa, a respiração fica suspensa por alguns segundos e nada mais ao redor importa ou existe. É, era nesse nível.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Sobre as Não Verdades Que Fazem Parte de Nossa Vida







Meu irmão gêmeo e eu não somos parecidos fisicamente, mas sempre fomos inseparáveis. Adoecíamos juntos, sentíamos aflições juntos e nos alegrávamos juntos, obviamente. Gostávamos das mesmas coisas e adorávamos ler. Entretanto, meu irmão lia tudo que lhe caia nas mãos; eu era mais seletivo. Porém, sempre fui muito sociável e adorava conhecer pessoas novas; meu irmão não. Eu buscava sempre a companhia de qualquer pessoa que apenas sorrisse para mim; meu irmão era discreto, calado. Houve uma época que achava que ele conversava apenas comigo. Porém, esse seu jeito taciturno despertava ainda mais a curiosidade das pessoas e, por isso, ele estava sempre mais rodeado de gente à sua volta do que eu, que era sempre um falastrão. Crescemos assim.

Quando se deu o crime na rua em que morávamos durante a infância, éramos apenas duas crianças curiosas, mas não éramos tontos. Pelo menos, sei que meu irmão não era. Aquele crime nos marcou de tal forma que nunca mais fomos os mesmos depois dele. De repente, alguém que nós víamos todos os dias deixou de existir. Nem sabíamos o seu nome, apenas o víamos sempre naquela mesma hora saindo apressado para o trabalho. Ele nem nos conhecia, não lembro se alguma vez olhou para nós, porque sempre estava andando em passos largos. Aquele crime me fez repensar muita coisa, me fez ver o mundo à minha volta de outra maneira. Ter um outro olhar para as pessoas que faziam parte da minha vida.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Os Amores (Múltiplos) e o Amor (Único)




Sabe aquela máxima que o tempo é o senhor da razão? Também existe outra que ouvia muito e hoje se aplica: Quando amadurecer você vai entender e perceber tudo diferente. Melhorado, ampliado e menos complicado. Bem, o tempo passou e hoje, como já comentei em alguns textos, minha visão de mundo não é mais a mesma. Acredito que isso também se aplica ao falar de amor. Ou sobre o amor.

Ele existe, isso é um fato. E cada um o vivencia à sua maneira, do seu jeitinho. Mas existem aquelas pessoas que lutam com força por uma história que não necessariamente deveria acontecer. Alguns amores não são batalhas épicas, marcadas para triunfar pela felicidade de estarem juntos ou na simples solidão. Apesar de muitos casos serem patológicos e com tragédias em seu percurso, o amor é o amor. Simples e descomplicado. Nós é que complicamos tudo.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

É Bom Ser do Bem







Hoje em dia eu divido a humanidade em dois grandes grupos: os que são do bem e os que não são. Longe de acreditar num maniqueísmo puro e simples – até porque, sempre sou lembrado, pessoas boas não se tornam más por terem uma atitude má e pessoas más não se tornam boas por terem uma atitude boa –, aos poucos a vida nos ensina que índole existe e é inata. A única diferença é que uns podem extravasá-la ou reprimi-la, de acordo com o ambiente.

É tão bom ser do bem e ser rodeado de pessoas afins. Acredito plenamente na lei da afinidade. Quanto mais você deseja e cultiva coisas boas, mais atrairá pessoas que têm o mesmo objetivo.

No último fim de semana, estive em uma breve visita institucional em São Paulo. Fui sozinho. Ao chegar lá, me deparei com pessoas tão queridas e tão boas de coração que me senti extremamente confortável. Em casa mesmo. Comentei que não estava me sentindo muito bem por algo que comi. Recebi atenção e mais demonstrações de amizade. Mesmo explicando que pegaria um táxi, fizeram questão de me levarem ao hotel.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Vinte Coisas Que Eu Quero Fazer Antes dos 30 Anos




Sabem quem está com vinte e oito anos e já está sofrendo por antecipação porque vai fazer trinta anos? Eu! 

Não está fácil pra mim, gente! Tô tendo crises que eu nunca imaginei que teria, que nem imaginei que fosse possível ter uma crise sobre determinados assuntos, mas eu estou. Uma merda, né? É, uma merda. Muita gente diz que a vida começa a partir dos quarenta, então pra que a gente tem essa crise??? Vai entender. 

Outro dia eu estava no trabalho e, como o movimento estava devagar, eu sentei e fiquei viajando, pensando nisso, naquilo, naquilo outro... E cheguei à conclusão de que tem muita coisa que eu já devia ter feito e não fiz! Seja por medo, ou por falta de oportunidade, ou por pura babaquice da minha parte, eu acabei deixando muita coisa inacabada, ou ficando na vontade. Tem também muita coisa que eu ando criando coragem pra fazer. 

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Não Sofra: Permita-se Mudar





A vida muda. E isso, na maior parte das vezes, é bom. Porque, acostumados que estamos com a rotina, com o habitual, perdemos oportunidades incríveis exatamente pelo medo de mudar. Fora que qualquer mudança serve para que balanços sejam feitos, acertos se iniciem e rumos sejam corrigidos.

Ora anunciadas, ora surpreendentes, as mudanças podem ser de todo o tipo. Um corte de cabelo, uma nova casa, um fim de relacionamento ou simplesmente um novo layout para um site que você está habituado a frequentar (e sim, você deve ter percebido, mas não custa comentar: hoje faz uma semana que inauguramos banner logo novos aqui no Barba Feita. Você gostou? Obrigado, nós amamos!).

Por mais difíceis que algumas mudanças sejam, elas são necessárias. Lembro de, mais novo, nadar contra a maré, espernear, fugir do novo como se fosse algo inadmissível para mim. Mas os anos passam, a experiência se assenta e você descobre que a vida, por conceito, é feita de mudanças. Nascemos de um jeito e acabamos de outro. Diariamente somos brindados com novas versões do que éramos no dia anterior. E o que não muda, meus caros, morre. E deve morrer de tédio.

domingo, 17 de maio de 2015

Qualquer Coisa





Ninguém quer escrever sobre qualquer coisa, pois qualquer coisa pode ser tudo ou nada. Uma dissertação fica sempre difícil no momento de encarar a folha de papel em branco, ou uma plateia expectante em silêncio, mais ainda se não houver um tema para abordar. Contudo, escrever sobre qualquer coisa pode tornar‐se um exercício deveras fácil, no modo em que nos é dada a liberdade de escolher um tema, um assunto. Mas eu não escolho nenhum tema e procuro escrever exatamente sobre esse assunto: qualquer coisa

Qualquer coisa pode ser a liberdade de escolha ou a indiferença de opinião. 

Qualquer coisa pode ser o que hoje comi, ou não comi, pelo café da manhã, ou pelo lanche da tarde. E daí pode ser a fome no mundo, ou abundância de alimentos concentrada em certas áreas da geografia e vivência humanas, enquanto a carência e a fome florescem noutras. Qualquer coisa pode ser o declínio de uma vedeta da música, que decadente paga balúrdios e se submete às cenas mais patéticas, para continuar sendo a figura de proa, que só para os admiradores doentiamente incondicionais e para a imprensa necrófaga, consegue ser. 

sábado, 16 de maio de 2015

Não Ponham Mais Gays Nas Novelas!





Estou mesmo de saco cheio. É tanta coisa, que preciso organizar as ideias pra não sair atropelando tudo. É uma irritação e uma revolta que vai crescendo a cada nova notícia tosca que é publicada nas mídias. E se refere a quê? Intolerância, preconceito, discriminação, ignorância e blá blá blá... Tudo isso que gente minimamente evoluída já está cansada de ouvir, ler e ver. 

Começou com a porcaria das lésbicas velhas que colocaram nessa novela das nove ruim (tá, eu não acho que as senhoras lésbicas de Babilônia sejam uma porcaria, pelo contrário, penso que são uma das melhores coisas da trama; e também não acho Babilônia ruim, tá chatinha, mas pode melhorar, apesar de toda descaracterização feita pra agradar a tradicional blééérgh família brasileira, mas tô com raiva, poxa!). Então, começou com elas, as personagens das veteranas e digníssimas Fernanda Montenegro e Nathália Timberg, que desencadearam reações inflamadas dos agentes do mal, disfarçados de defensores da moral e dos bons costumes. Eles tentaram boicotar a novela. E a novela só desceu ladeira abaixo depois de todo esse randevu. Não acredito que a baixa audiência do horário nobre seja por causa de Teresa e Estela, mas sim pela lentidão dos acontecimentos após um frenético primeiro capítulo, e pela dureza e crueza com a qual os personagens foram concebidos, em meio a muita maldade, imoralidade, mau-caratismo, em detrimento ao romantismo, leveza e emoções que cativam o público. Falta um jeito mais suave de contar a história. No afã de mostrar a realidade nua e crua, a vida como ela realmente é, os autores se esqueceram de que pode se falar e mostrar as coisas mais horrendas e abomináveis de um jeito menos indigesto, mais doce até. Mas a intenção deste texto não é analisar Babilônia, e sim uma breve reflexão sobre a onda de manifestações preconceituosas levantadas desde sua estreia, que me leva ao encarecido pedido do título acima. 

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Sobre Algumas Incertezas








Os dias, às vezes, passavam lentamente. Quando criança, eu não percebia que quando gostamos muito de fazer algo, aquilo passava depressa ou acabava muito rápido. Mas, quando algo é enfadonho, demora demais, ficamos presos ao relógio, contando os segundos, os minutos, as horas e nada parece passar a contento. Eu não entendia por que o sorvete nunca durava o bastante e por que as tarefas de matemática pareciam ter cem páginas quando, na verdade, não passavam de duas. Sempre briguei com o tempo. Entretanto, para meu irmão isso não parecia importar muito, ele tinha seu próprio tempo. 

Quando não estávamos brincando, ele buscava a companhia dos livros, ou apenas ia para janela ver o movimento das pessoas ou carros; mas, o que ele mais gostava era de observar os pássaros que se divertiam na árvore em frente da nossa casa. Durante um bom tempo ele tinha a impressão que nossa mãe o aprisionava em casa com medo que lá fora ele sofresse com o que veria. Nada o impediria, nem mesmo aquela cadeira de rodas. Mas ela não percebeu o tempo do meu irmão passar. Meu irmão sabia mais sobre o mundo à sua volta do que ela. Mamãe saía todos os dias de casa na mesma hora para ir ao mercado e nunca voltava com nada nas mãos. Ele sabia o que ela fazia, ele não me contou na altura, ele nunca a recriminou quando soube e não deixava que eu fizesse o mesmo porque, segundo ele, já havia passado muito tempo.


quinta-feira, 14 de maio de 2015

Veja Quem Você é Hoje!




Você já assistiu algum filme que gostava muito quando era criança? E como se sentiu quando isso aconteceu? Bem, tenho uma experiência muito particular com relação a isso. Lembro que quando estava para me formar na faculdade, na noite anterior à formatura, liguei minha tevê de bobeira e estava para começar Os Goonies. Bem, se você tem menos de vinte e cinco anos e nunca assistiu à Sessão da Tarde, fica esperto que o tio explica pra você: Os Goonies é um filme de 1985 e mostra um grupo de crianças e pré-adolescentes vivendo uma grande aventura. Que resuminho safado o meu. Vou tentar de novo.

Na verdade o enredo é o seguinte: Mickey vai ter que mudar de onde mora e, num dia triste por isso, acaba encontrando no sótão de casa um mapa do tesouro do Willy Caolho. Eles então partem em busca do tão sonhado ouro – que, a propósito, pode manter suas casas – ao lado dos seus melhores amigos: Bocão, Dado (apelido em português, em inglês Data) e Gordo. Mas o irmão mais velho de Mickey, Brand, acaba entrando no meio da jornada, assim como Andy e Stef. O que o grupo não poderia imaginar é que uma quadrilha italiana, os irmãos Frateli, entrariam nessa busca e fariam de tudo para ficar com o tesouro.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

A Banalização da Morte




Houve uma época em que tudo se resolvia facilmente na faca. Alguém tinha alguma dúvida com você? Matava. Uma discordância? Matava. Traição? Matava. Por um tempo, foi só por não haver muito a noção de moral que Cristo e outros profetas trouxeram, de se preocupar mais com o próximo e com a humanidade como um todo do que consigo mesmo. Depois, acreditava-se fugir das Leis de Deus quando o crime fosse por honra. Aos poucos, a Lei dos Homens passou a ser mais rígida e, acreditando ou não no divino, passamos a viver em tempos menos hostis. Pelo menos, deveria ser assim.

Eis que no último fim de semana leio que uma mulher ordenou a morte do namorado de seu filho por conta do furto de um botijão de gás. Agentes da Divisão de Homicídios (DH) do Rio de Janeiro prenderam Denise Mirilli Valadão e João Paulo Chelles de Souza, acusados de serem a mandante e o executor do assassinato de Reginaldo Crispiniano de Moraes Junior, de 31 anos. Ele foi morto em 01 de março com um tiro nas costas, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Ódio: Uma Necessidade Social




Quando eu fiz o texto sobre não querer ter filhos por não gostar de crianças, algumas pessoas vieram no chat do Facebook dizer que eu não devia ter dito aquilo, que isso não se fala; quando minha colega compartilhou um vídeo sobre crianças carentes pegando comida do chão, em algum país que agora não me recordo o nome, ela foi agredida verbalmente nos comentários do vídeo, sendo acusada de coisas que não faziam o menor sentido; mulheres que são contra o aborto vêm sendo agredidas constantemente na web; as que são a favor do aborto são chamadas de assassinas, acusadas de não serem religiosas; uma porção de gente brigando, discutindo, se odiando. 

Desde as Eleições 2014, as pessoas maximizaram o gosto pela discussão agressiva, trocando ofensas, agredindo não apenas verbalmente, mas fisicamente também, transformando o país num verdadeiro Coliseu, mas sem gladiadores, e sim, com muitos leões brigando entre si. Tudo é motivo. Tudo. 

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Inverno





"No dia em que fui mais feliz, eu vi um avião
Se espelhar no seu olhar até sumir
De lá pra cá nem sei, caminho ao longo do canal
Faço longas cartas pra ninguém
E o inverno no Leblon é quase glacial..."
Inverno (Adriana Calcanhoto)

Eu nasci no sul do estado do Rio, na cidade que leva o nome do rio que batiza o Vale do Paraíba, e que ostenta em uma placa logo em sua entrada (e eu até hoje desconheço quem fez a medição científica para dar a colocação a ela) o quinto melhor clima do mundo. Pretensão demais, não? Mas é o que está escrito lá.

A verdade, para alguém que morou lá por mais de 20 anos e conhece bem o clima da região, é que faz um calor dos infernos no verão e um frio delicioso no inverno; na primavera e no outono, os dias são normalmente bonitos e agradáveis. Apesar de não termos neve, os desenhos que ilustravam as aulas que os professores davam para explicar as estações do ano quase sempre faziam sentido para mim.

domingo, 10 de maio de 2015

Ensaio Sobre Uma Mãe Politicamente Incorreta





Sempre tive uma péssima mãe! Sim, isso mesmo, minha mãe sempre foi péssima comigo. Nunca foi uma mãe boazinha, nunca passou a mão na minha cabeça, nunca me encobriu... Eu, que cresci junto com meu irmão Gui (um ano de diferença, praticamente gêmeos tanto na idade quanto fisicamente, mas com as semelhanças parando por ai), muitas vezes abaixava a cabeça e escutava quieto as injustas brigas; ele discutia e sempre sobrava mais para o seu lado.

Uma lição importante que aprendi com minha mãe: não discuta, não importam seus argumentos, você estará errado. Para mostrar o quanto ela foi ruim, posso citar exemplos. Quando éramos pequenos, crianças um pouco mais velhas montaram uma cabana com palha seca (palha essa com aranhas caranguejeiras) e fizeram piquenique num dos muitos pátios que haviam no condomínio onde cresci. Nós nem fazíamos ideia de quem eram aquelas crianças e não devíamos ter mais de cinco anos na época; mas queríamos porque queríamos nos juntar a eles para brincar de piquenique, afinal, todo mundo estava brincando. Nesse dia eu aprendi que eu não era todo mundo. Cruelmente, ela não nos deixou brincar com as crianças mais velhas e, ao invés disso, fez um bolo formigueiro fresquinho, uma jarra do nosso suco preferido e deixou a gente comer biscoitos (importante ressaltar que biscoito era um petisco restrito à hora do recreio no colégio, em casa, se quiséssemos comer, havia apenas comida à vontade) e ainda dizia com um sorriso no rosto: “Olha o que mamãe fez pra vocês!”.

sábado, 9 de maio de 2015

Não Tenha Pressa




Não me estranhe, nem se assuste. 
Não tenha pressa. 
Minha libido é mansa, calma. 
Não vá com tanta sede ao pote. 
Não sou da rua, da esquina, do quarto escuro. 
Te quero por inteiro, sereno, devagar. 
Me queira assim também. 

Sou feito de ar, sussurros, movimentos delicados. 
Não seja insano, abrupto. 
Ainda não. 
Não tenha pressa. 

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Sobre Algumas Certezas




Ele caminhava com passos apressados, esbaforido. Todos os dias era a mesma coisa. Aqueles passos apressados, aqueles sapatos brilhando no sol, aquele mesmo terno, aquela barba por fazer, aquele cabelo naturalmente desalinhado. Meu irmão e eu brincávamos de adivinhar. 

- É advogado. Certeza que é. 
- Não sei, a barba por fazer me deixa na dúvida. Advogados são tão certinhos... 
- É. Pode ser, mas ainda acho que ele é advogado. 
- Porque não perguntamos amanhã? Nesta mesma hora ele vai passar por aqui. 
- Perguntar? Mas o que ele vai pensar de nós? 
- No mínimo, que somos dois abelhudos que não tem nada para fazer além de passar o dia aqui na janela olhando as pessoas passarem. E ele não estaria errado. 

quinta-feira, 7 de maio de 2015

A Síndrome do Cara Legal




Estou lendo Garota Exemplar e, antes que você se questione, não, não vi o filme ainda, e sim, sou do tipo que lê o livro primeiro e só depois assiste sua versão cinematográfica. Mas caso você não tenha assistido e nem saiba muito bem do que se trata, não precisa se preocupar querido leitor, vou explicar a trama da escritora Gillian Flynn rapidamente: a história começa com o misterioso sumiço de Amy Dunne e, aos poucos, pagina após pagina, vamos conhecendo Nick, marido de Amy, e como era a vida da Garota Exemplar. O enredo é narrado pelo ponto de vista do marido solitário e da esposa desaparecida, através de um diário. Assim, vamos construindo a visão da vida que aquele casal perfeito ou, um simples casal comum como tantos outros que existem por aí (que criam uma ilusão e, algumas vezes, acabam por morar dentro dela) viviam. 

Mas, não quero analisar o livro, não ainda, não é essa proposta. O que me chamou atenção foi outra coisa. Durante minha leitura, me deparei com uma das maiores verdades que já li na vida. Não é o tipo de coisa que você lê e se reconhece, mas o tipo de verdade que você se depara e sabe que domina a mentalidade de um monte de pessoas (incluindo a sua) e que na grande maioria das vezes, acaba não assumindo isso. Em certo momento do livro, Amy narra o que é ser, na visão dos homens, uma “Garota Legal” e aquilo me chocou muito. Primeiro, pelo fato de conseguir identificar todas as verdades narradas pela personagem. E depois, por perceber o quanto a imagem de “Garota(o) Legal” está no meu imaginário. Foi colocado ali em algum momento da minha vida e não tenho a total certeza de quem fez isso. 

quarta-feira, 6 de maio de 2015

A Conclusão de Uma Obra





Nessa semana, concluí o último conto que faltava para fechar o meu novo livro. Foi com um bom tempo de atraso: minha expectativa era tê-lo fechado no início do ano passado. Mas por uma série de motivos (a falta de tempo o principal deles) só consegui fazê-lo no último domingo. Ainda falta o meu velho processo de passar os últimos dois contos para o computador (eu escrevo todas as minhas histórias narrativas no papel), que é um momento muito bacana de revisão e aprimoramento. Mas o material bruto já está aí, fora da cabeça. Aliás, faz tanto tempo que idealizei o conto finalmente terminado agora, que essa história me acompanhou por anos. É mais que a gestação de um filho, portanto.

Minha relação peculiar com a escrita foi tema da minha primeira coluna aqui no Barba Feita, em novembro do ano passado. Foi esse o principal motivo de ter aceito o convite do meu amigo Leandro Faria para assumir as quartas-feiras do site: isso iria selar um compromisso semanal com a escrita, compromisso esse que só me faz bem.

Encerrando esse último conto, vejo a minha sensação de dever cumprido e de retirar o famoso peso das costas. Afinal, estar com uma história que você não consegue terminar de contar se torna um grande fardo, um verdadeiro incômodo mesmo. Lembro-me quanto precisava concluir o maior conto que já escrevi, chamado O Abraço do Capeta: passava dias parado, rolando na cama, sofrendo realmente por não conseguir dar o prosseguimento que eu queria. Até que tive a ideia de uma nova personagem, não prevista na trama inicial, que moveu tudo e encaminhou para o desfecho. Uma longa, sofrida e suada tarefa.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Desculpas Lixosas Usadas Para Términos de Relacionamentos: Uma Coluna Colaborativa





Eu não fazia a MENOR IDEIA do que escrever pra essa semana, gente, vocês não imaginam a aflição que eu estava! E foi de repente que um assunto surgiu na minha cabeça: desculpas esfarrapadas que as pessoas usam pra terminar um relacionamento (ou dois, ou três, afinal, está tudo tão moderno hoje em dia...). Mas eu não queria falar única e exclusivamente de mim, eu queria algo diferente. Foi então que eu dei um grito de ajuda pros meus amigos do Twitter e do Facebook (melhores pessoas), e o texto de hoje saiu (aeeeeeee). Então, vamos começar a Análise das Desculpas Lixosas Usadas Para Términos de Relacionamentos

Prontos? Lá vou eu!

Ok, eu começo, eu começo! A desculpa lixosa que eu ouvi recentemente (por telefone) foi: 
Não fui feito pra relacionamentos, eu não consigo. Não estou pronto pra isso, me desculpe."
Menos de duas semanas depois, o coleguinha tava onde? Sim, no Tinder. Poxa, amigo, assim não tem como te defender, hein?? Quem não quer relacionamento sério, vai pro Grindr, Scruff, Hornet... Se bem que... É, Tinder também tá valendo... Uma droga, então,  tomei bem grande. Parece que hoje em dia, a frase "Estou querendo algo sério" é o novo "Eu só quero te comer."

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Peso e Traumas





Eu sempre fui magro. Muito. Aquele tipo de magro feio, sabem, de corpo franzino que faz a cabeça e as orelhas parecerem enormes? Sendo bem sincero, vendo minhas fotos de adolescência, digo com propriedade: fui um adolescente feio pra caramba. Juro que não sei como alguém me pegava naquela época e, pensando em retrocesso, consigo até imaginar o motivo de ter começado minha vida afetiva bem mais tarde. Se até eu tenho consciência hoje da minha, digamos, falta de atrativos, quanto mais os outros adolescentes da minha época.

E o engraçado é que eu nasci gordinho. Minha mãe tem fotos (várias) de quando eu era bebê, e em todas dá pra ver que o Leandro baby foi uma coisa super fofinha e gordinha. Segundo minha mãe, eu nasci com 4 quilos e meio, o que é coisa pra caramba. E fui uma criança rechonchudinha até os meus quatro ou cinco anos. Depois disso, emagreci muito e me tornei o famoso "magrelo".

domingo, 3 de maio de 2015

O Que Eu Penso Saber Sobre o Amor





Então você quer saber se é amor? Pois é, isso não é algo que se percebe da noite pro dia… Principalmente, porque estão sempre ensinando o errado por aí, “mascarando” o amor e dando-lhe formas e significados que não tem nada a ver com o dito cujo. E, ainda por cima, vamos buscar conhecê-lo de verdade muito tardiamente, quando já criamos muitos vícios e costumes que dificultam o entendimento do que o amor seja de verdade. 

Nós nos prendemos demais no sentir, no experimentar… E deixamos de lado o exercício da nossa razão e de perceber as reais coisas que demonstram o verdadeiro amor, gestos que “são” amor! Lógico que não podemos generalizar: “ah, se ela(e) fez determinada coisa é amor mesmo” ou “se ela(e) não faz isso é porque não ama”… Aí também é querer mecanizar ou até mesmo reduzir o amor a um gesto, uma palavra, uma expressão. Sendo que não é o gesto, a palavra ou a expressão, mas sim o que está por trás deles: é a intenção, é a doação, é a decisão. E é isso que é o mais difícil de perceber; por isso muitos não vêem quando o amor chega. 

sábado, 2 de maio de 2015

Chato, Eu?!




“Você é uma pessoa difícil!” 

Por que? Só porque eu falo o que penso? Porque brigo pelas minhas opiniões, quando tenho certeza de que elas são sensatas? Porque não aceito ser tratado com descaso? Por odiar desorganização? Não suportar imaturidade, falta de respeito e desejar que me amem na mesma medida que eu amo?

Sou difícil porque cobro o que acho que mereço? Porque não ajo com leviandade? Porque minha paciência é zero pra burrice e dramas desnecessários? Porque detesto carências exacerbadas e, na mesma medida, pessoas que não entendem que no fundo todo mundo é carente em determinado grau, mas nem por isso precisa exagerar nas demonstrações? 

Sou difícil por que, afinal? Por ser, às vezes, um pouquinho metódico? Por achar que, quase sempre tenho razão? Por demonstrar minha desaprovação àquilo que não gosto? Por ser careta? Por ser intolerante a eternos adolescentes? Por ser transparente? Por ser intenso? Por odiar meias palavras, meias verdades, afetos pela metade? 

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Sobre Divinas Divindades






"Olhe bem, presta atenção
Nada na mão, nesta também
Nós temos mágicas para fazer
Assim a vida ali pra ver..."

Sempre me emociono ao ouvir o tema de abertura do Fantástico, aquele programa que não consigo imaginar sem fazer parte da minha vida. Mesmo que não o veja sempre, tenho a sensação de que é mais ou menos como a praia aqui perto de casa: ele precisa estar lá, é o meu referencial, mesmo que não frequente constantemente.

Mas a TV Globo está presente na minha vida desde sempre. Da TV Globinho, apresentada por Paula Saldanha, aos desenhos exibidos no Balão Mágico e, lógico, o Sítio do Pica-Pau Amarelo. Esse último, por exemplo, aguçou ainda mais a minha fértil imaginação. Queria viver as aventuras de Pedrinho, Narizinho e Emília. Queria estar dentro dos livros do Visconde, comer dos bolinhos de Tia Nastácia e deitar no colo de Dona Benta ouvindo suas histórias. Sempre gostei de televisão e a Globo foi meu parque de diversões favorito na infância. Não apenas meu, mas de muitos amigos da minha faixa etária.