sexta-feira, 29 de maio de 2015

Sobre Blogs (e Turmas)








Escrever num blog é algo deveras interessante. É salutar. Pelo menos para alguns deve, ou deveria ser. Para mim, que estou nessa há alguns anos, é tudo isso, além de ser sempre uma grata surpresa. Das alegrias das amizades encontradas e das vindouras, até hoje, todos que encontrei aqui fizeram ou fazem parte da minha turma, da turma que gosta de ler e escrever. Da turma que busca estar por dentro do que acontece, da turma que apoia o que o outro escreve e compartilha para que outros leiam e, quem sabe, escrevam mais. 

Eu nunca fui alguém que fazia parte de grupinhos ou de turminhas, mas acabei encontrando uma turma. Acredito que todos sabem que o Leco entrou na minha vida assim, e realmente ele é um dos responsáveis pela escrita que tenho hoje, porque sempre me incentivou, junto com um bom número de amigos novos e velhos que estão em minha vida e torcem por mim. Fico impressionando com a quantidade de pessoas que encontro que lêem o Barba e que elogiam não apenas a mim, mas a todos nós que fazemos este cantinho aqui ser tão bacana. Recentemente, os contos que postei aqui tiveram uma recepção muito positiva, e isso me deixa muito alegre, por saber que realmente estou no caminho certo.

E assim como gosto de escrever, gosto de ler outros blogs.  Hoje em dia, devido ao meu tempo escasso, ando lendo menos do que gostaria, mas eu gosto de ler. E se comento é porque leio. Se não comentei, não quer dizer que não li. Em alguns, não havia o que dizer e, entre não dizer nada e dizer qualquer coisa, prefiro a primeira opção. Claro que todos que escrevem em blogs gostam de saber o que o outro pensa a respeito, gostam de uma opinião, gostam de saber não apenas que estão sendo lidos, mas, principalmente, gostam de interagir. Interagir com alguém que está do outro lado que simplesmente entra na nossa vida pela palavra. Não pelo nosso corpo, mas apenas por uma ideia que estamos a desenvolver. Criar um vínculo, exercitar o dom de saber dizer o que se pensa da melhor maneira. Comunicar uma ideia não é fácil, os anos da faculdade me ensinaram isso.

Encontrei o amor da minha vida assim. Ele estava do outro lado do Atlântico quando conheceu o que eu escrevia e, consequentemente, eu conheci o que ele escrevia. E ele escreve muito bem! Ele também gostou do que leu, gostou da minha forma de escrever, gostou do meu humor, às vezes bom, às vezes não, mas gostou e eu gostei dele. E gostei muito. Ainda hoje me sobressalto como tudo aconteceu. Como o amor acontece, ele vai surgindo na vida da gente. E vai crescendo, tomando fôlego. Tem altos e baixos, mas quando olho para trás, tem mais momentos altos do que baixos. 

Acredito eu que amor e amizade são a mesma coisa. Quando conheci meus amigos pela palavra, a identificação foi a mesma. O tempo serviu para que tudo se consolidasse. É assim, quando a gente gosta de como o outro escreve, a gente quer saber mais e, obviamente, o outro pode até ser um chato, a amizade pode não vingar, mas se escreve bem somos obrigados a reconhecer que a pessoa tem talento. De uma maneira geral, acho eu que ninguém me achou demasiado chato para deixar de manter contato comigo. Então, nesse caso, estou eu aqui fazendo bem o meu papel.

Vocês que sempre me leem devem ter percebido que esta é a terceira vez que falo sobre o assunto, do quanto escrever é importante para mim, sobre estas divinas divindades que me encantam e me inspiram a manter esta arte viva em meu coração, minha alma. Mas quer saber? A dica que eu deixo é: escrevam! Se realmente gostam de escrever, escrevam, façam blogs, compartilhem o que sentem, ponham pra fora! Guardar as coisas boas dentro da cabeça não é legal, e nesse caminho vocês encontrarão novos amigos, uma turma bacana como encontrei e, quem sabe assim como eu, um amor para a vida toda (eu conheço gente que encontrava apenas sexo, mas isso fica para outro post...).

Leandro Faria  
Serginho Tavares é um apreciador de cinema (para ele um lugar mágico e sagrado), da TV e da literatura. Adora escrever e é o colunista oficial do Barba Feita às sextas. É de Recife, é do mar: mesmo que não vá com tanta frequência até a praia e mantenha sempre os pés bem firmes na terra.
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