sexta-feira, 1 de maio de 2015

Sobre Divinas Divindades






"Olhe bem, presta atenção
Nada na mão, nesta também
Nós temos mágicas para fazer
Assim a vida ali pra ver..."

Sempre me emociono ao ouvir o tema de abertura do Fantástico, aquele programa que não consigo imaginar sem fazer parte da minha vida. Mesmo que não o veja sempre, tenho a sensação de que é mais ou menos como a praia aqui perto de casa: ele precisa estar lá, é o meu referencial, mesmo que não frequente constantemente.

Mas a TV Globo está presente na minha vida desde sempre. Da TV Globinho, apresentada por Paula Saldanha, aos desenhos exibidos no Balão Mágico e, lógico, o Sítio do Pica-Pau Amarelo. Esse último, por exemplo, aguçou ainda mais a minha fértil imaginação. Queria viver as aventuras de Pedrinho, Narizinho e Emília. Queria estar dentro dos livros do Visconde, comer dos bolinhos de Tia Nastácia e deitar no colo de Dona Benta ouvindo suas histórias. Sempre gostei de televisão e a Globo foi meu parque de diversões favorito na infância. Não apenas meu, mas de muitos amigos da minha faixa etária.

E as novelas, claro. As novelas fazem parte da minha vida, da vida de todos os brasileiros. É a nossa cultura que a Globo sabe muito bem se esmerar em fazer. Lembro que adorava escrever, adaptar as novelas que passavam, escalavando novos atores; e reescrevia as histórias, além de fazer minhas próprias novelas, eventualmente. Por mais criticada que seja, a sua teledramaturgia fez bem ao país onde, muitas vezes, o jornalismo não pode falar tão explicitamente.

E por causa de tudo isso veio essa vontade de ler e escrever. Ah! Como adoro escrever! Portanto, o texto de hoje pode ser também uma homenagem às pessoas que, como eu, adoram esse ofício e se dispõem a fazer isso. São as pessoas que tem feito meus dias mais felizes. E escrever uma coluna semanal não é uma tarefa assim tão simples. Quantas vezes já cheguei aqui, em frente dessa tela em branco, sem ideias? Outras vezes já pensei em tantos temas, mas quando vou dar continuidade, mudo de ideia e escrevo sobre algo que nem sequer tinha pensado antes. Faz parte.

Escrever é uma arte, pelo menos acredito que seja. Tinha um sonho que sempre foi escrever sobre cinema no jornal da cidade. Com o advento dos blogs, este sonho se tornou realidade e acabei por conhecer pessoas tão diferentes e interessantes através da escrita. A capacidade de buscar a palavra certa no momento certo, de brincar com o texto, de fazer que ele seja tão divertido para quem lê como é para mim que o escreve, são essas pequenas coisas que me satisfazem.

Sempre gostei de conversar, de contar e de ouvir histórias. Eu falo muito, mas gosto de ouvir, gosto de ler e, obviamente, de ser lido. Assim sendo, nasci para a comunicação social. Ela me define por completo. E, sendo assim, a escrita se torna parte intrínseca do que represento.

E talvez a escrita me proporcione coisas estupendas. Por experiência própria, descobri que muitas vezes nos colocamos dentro de abismos que não conhecemos. É um voo ao desconhecido, é pular de paraquedas, um salto dum trapézio sem rede de proteção. É saber que quem está do outro lado pode nos amar ou odiar. Saber que estamos sendo lidos não importa por quem seja, não importa quantos sejam, a emoção é sempre a mesma.

Para quem percebeu as semelhanças, sim, esse texto remete a um outro texto meu que postei aqui, falando do prazer que tenho em escrever, prazer que me faz renovar votos semanalmente com meus colegas do Barba Feira, prazer que tem me feito amadurecer dia após dia, acreditando que sim, eu posso, todos podem. Basta acreditar; alguém acreditou em mim, alguém me deu oportunidade e espero sempre fazer o melhor.

Hoje é dia do trabalhador, não sei até onde a escrita vai me levar, mas o céu é o limite. Assim como o Dr. Roberto Marinho acreditou que poderia, também acredito e acho que a vida é feita de sonhos que podem se tornar reais. Se eles eram loucos, ainda existe loucura bastante para movimentar este mundo. E o futuro está aí!
“Hoje é um novo dia de um novo tempo que começou...”
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Leandro Faria  
Serginho Tavares é um apreciador de cinema (para ele um lugar mágico e sagrado), da TV e da literatura. Adora escrever e é o colunista oficial do Barba Feita às sextas. É de Recife, é do mar: mesmo que não vá com tanta frequência até a praia e mantenha sempre os pés bem firmes na terra.
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Um comentário:

Homem, Homossexual e Pai disse...

excelente post... eu não sou muito ligado em tv, mas não dá para ignorar que estas coisas fazem parte da cultura pop e da nossa vida! meu namorado é muito ligado em tudo isto! abraços serginho!