segunda-feira, 13 de julho de 2015

A Dor e os Aprendizados




Muito já se escreveu sobre a dor e suas causas. E quem de nós nunca sofreu por amor? 

Amor! Eita bichinho que machuca, não? Todos temos marcas desse danadinho. Feridas que muitas vezes não se fecham completamente. Ou, às vezes, a gente pensa que já fechou, que tudo foi curado, mas naquela hora da carência nos pegamos com elas latejando. Mas, na real, o que seria do mundo sem a dor de cotovelo, sem as feridas de amor, sem todo o drama? 

Quer fazer um teste? Sintonize em alguma estação de rádio agora. Achou alguma? Preste atenção na música que está tocando nesse momento. Tenho CERTEZA que ela fala de dor de cotovelo! Não tem jeito! As feridas de amor, a dor de cotovelo, os amores mal resolvidos, tudo isso é combustível para as artes. Todo poeta é um sofredor, todo compositor tem dor de corno, todo autor já viveu (ou imaginou) um amor impossível. E ainda bem que é assim. 

Consegue imaginar a sua vida sem todo o drama pregresso? Eu não consigo imaginar a minha sem isso. Todo aquele drama, aquela verborragia, e até mesmo as dores e feridas fizeram de mim o Leandro que sou hoje. Se não tivesse vivido tudo isso, certamente seria uma pessoa bem diferente, talvez, até mesmo menos experiente e mais imaturo. A dor nos ajuda a crescer. E as feridas, nossas marcas, são a prova desse crescimento; uma tatuagem do que já vivemos e de para onde estamos indo. 

Viver não é fácil e ninguém nunca disse que seria. No nosso caminho há percalços e, entre tombos e quedas, existem muitas marcas, muitas manchas na alma. Feridas que, às vezes, cicatrizam; às vezes, não. Mas que nos moldam e nos direcionam. Se as feridas são inevitáveis, que nos ensinem alguma coisa. Que sirvam para nortear nossas escolhas e guiar nossos caminhos futuros. 

E continuemos vivendo, caindo e levantando. Com ou sem feridas. E que nossas marcas sejam um sinal de que no palco da vida fomos atores principais e não meros expectadores.

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Leandro Faria  
Leandro Faria:, do Rio de Janeiro, 30 e poucos anos, viciado em cultura pop em geral. Gosta de um bom papo, fala pelos cotovelos e está sempre disposto a rever seus conceitos, se for apresentado a bons argumentos. Odeia segunda-feira, mas adora o fato de ser o colunista desse dia da semana aqui no Barba Feita.
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