domingo, 16 de agosto de 2015

Mais Amor, Por Favor!





Esses dias presenciei uma cena que me fez refletir um pouco em como nós temos a capacidade arbitraria de julgar e condenar ao próximo sem realmente sabermos o que leva a pessoa a ter uma certa atitude ou ficar em uma determinada situação. 

Eu acabara de adentrar num banheiro público numa das estações de metrô aqui de São Paulo, e eis que havia um morador de rua saindo dali. Ele saiu e, rapidamente, a pessoa responsável pela limpeza e higienização do local começou o processo de limpeza, pois ficou um cheiro extremamente forte no local. Porém, além de limpar, essa pessoa começou a maldizer sobre a situação do morador, logo proferindo que não sabia como uma pessoa podia viver assim, que não fazia nada para sair daquela circunstância e que era apenas um vagabundo qualquer. 

Só observei e comecei a esboçar esses pensamentos de reflexão, não apenas sobre a situação do pobre morador de rua, mas ampliando essa vertente de condenarmos aos outros sem sabermos o que acontece em suas vidas ou como acabaram em uma vida que, a nosso modo de ver, é pejorativa ou deplorável. 

Nós, e falo nós pois eu me incluo nisso, temos muitas vezes a mania de julgar e criticar os outros, ao invés de nos colocarmos no lugar do próximo, de tentarmos enxergar as dificuldades de cada um e oferecer nosso apoio, a nossa ajuda. E tudo que, às vezes, a pessoa precisa é de um apoio, uma palavra amiga ou um simples abraço, e quando não recebe isso acaba se afundando mais em seus problemas. 

Cada um sabe de sua situação e de seus problemas e não existe quem possa resolver isso por você,. Mas existe quem possa apoiá-lo e  demonstrar que está junto e que, não importa o que aconteça, isso vai passar. 

Voltando ao caso do morador de rua, não sabemos o que o levou a se tornar o que é hoje. Drogas, desemprego, abandono familiar, uma decepção ou depressão, enfim, não sabemos; entretanto, se todas as pessoas que lhe eram próximas lhe viraram as costas, como ele se vê diante da vida? E como tentar mudar se ninguém lhe estender a mão? Claro, existem lugares que oferecem ajuda e pessoas realmente dispostas ajudar, e isso é importante, mas num contexto diferente ao de um morador de rua, que nem sempre tem um lugar para buscar apoio e, muitas vezes, a ajuda que deveria vir de casa, dos amigos, aqueles que deveriam estar ali, mas que são os que criticam, que julgam, que condenam, que afastam e terminam por piorar a vida de uma pessoa. 

Creio que só precisamos de um pouco mais de compaixão, de paciência em entender, em se colocar no lugar do próximo, de ouvir e pensar antes de qualquer coisa. Somos humanos e precisamos agir como tal. 

Mais amor, por favor!

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Leandro Faria  
Artur Lima: aficionado por cinema, música, seriados e livros, não nesta ordem, apaixonado por dias frios e chá. Estudante de Comunicação Social, acha que sabe de tudo e sonha em trabalhar com cinema.
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