terça-feira, 15 de setembro de 2015

A Vida Sem Celular




Quem me segue nas redes sociais (sempre quis dizer isso) sabe que eu dei mole e tive meu celular furtado. Até hoje não aceitei o fato de que algum estranho conseguiu enfiar a mão no meu bolso, sem eu sentir, e tirou meu celular de lá! Eu nunca fui de colocar celular no bolso, exceto em situações extremas, como quando to andando numa rua deserta, ou no trabalho, e ainda assim, quando dá, fico com a mão no bolso, segurando o celular. Mas resolvi colocar o celular na mão por três exatos segundos e pronto, lá se foi o meu aparelho, que eu não tinha acabado de pagar ainda, faltava uma parcela.

OK, não chorei tanto pelo aparelho em si, já tava irritado com o meu Nokia Lumia, mas eu tinha tanta coisa importante lá (essa minha mania de não jogar as fotos na famosa nuvem), conversas, fotos, textos pro Barba... tudo se foi. Bem, azar de quem levou, boa sorte com o Windows Phone, aquela coisa horrível que não deixa a gente fazer nada!

Consegui ressuscitar meu Samsung Galaxy Ace (sim), pra poder usar o WhatsApp no trabalho. Pelo menos isso eu tinha que ter, afinal, trabalho é trabalho. Catei um chip lá na loja e pronto, estava conectado outra vez!!!! Alívio!!!! Mas não muito. O pobre Galaxy tá viciado em bateria, então não durava muito tempo ligado fora do carregador, o que tornou ele inútil fora de casa e do trabalho. Dez, quinze minutos sem estar ligado no carregador e pronto, ele desligava.

O engraçado é que, uma semana antes, quando estava lendo na sala e respondendo as notificações que o celular me gritava, eu pensei: "Tenho que dar um tempo desse celular, senão não vou conseguir colocar a minha leitura em dia nunca!". Parece que o universo me levou a sério demais, certo?! Só que faltou um pouco de interpretação de texto aí, porque eu disse que tinha que dar um tempo, não que tinha que dar pra alguém. Mas enfim, pelo menos não me levaram a carteira. Sem celular ainda vai, agora sem dinheiro a coisa pega.

A parte positiva de se estar sem celular é a de que eu pude prestar atenção nas coisas. O texto de hoje parece clichê, parece contraditório, já que eu defendi o cara que não viu o filhote de baleia porque tava mexendo no celular, mas o caso ali era outro.

Certo, dava uma agonia extrema ver os outros com celular e eu ali, de mãos abanando, mas ao mesmo tempo foi... libertador. Fui num show com meus amigos do coral (falando assim parece Glee, né?), e me diverti horrores, sem celular. E olha que era um show de sertanejo, hein! Sério, o nome do evento era "Sabadejo". Eu numa balada, sem celular, é algo inédito!

Eu consegui sentir o lugar, as pessoas, a música, a bebida, tudo. Não só  nesse dia, mas em todos os outros dias do mês. Consegui perceber as olhadas que recebia, porque SIM, elas existem e eu não fazia a menor ideia disso, porque tava fofocando no celular, ou lendo alguma coisa.

Fez muita falta na hora de stalkear alguém (sério, sou muito bom nisso), ou de fazer alguma anotação, mas eu tinha papel e caneta, então tava tudo certo.

Ir ao cinema e não dar check-in, não mostrar pros outros o filme que eu estava assistindo, e como eu estava feliz sendo sozinho no cinema (depois eu conto sobre isso) foi interessante também, porque me senti mais... escondido, digamos. Mais preservado. Até disse certa vez no Twitter que sair sem celular e não poder mostrar ao mundo que eu estava me divertindo num sábado à noite era muito frustrante, mas foi puro sarcasmo, porque no máximo, com o 3G funcionando certinho, eu posto uma ou duas fotos do que to fazendo.

"Ai, Glauco, você agora vai virar aqueles que pregam que viver sem celular é bom?!". Jamais! Já comprei um novo e instalei tudo outra vez (inclucisve Snapchat, me sigam lá, é glaucodamasceno - momento propaganda), e voltei à ativa sim. A questão aqui é que é possível ter uma vida sem celular. É possível se divertir sem ter que dar check-in em tudo que é lugar que você for, sem postar foto a cada segundo, que é possível curtir o show sem precisar se preocupar se a foto vai sair boa, ou se o vídeo vai ficar legal.

A vida sem celular é possível. Um saco? Nossa, totalmente. Que saudade dos toques de notificação, das fofocas, das notícias, dos filtros do Instagram, que são os que me salvam a cada foto postada. Um porre? Totalmente. Mas é possível!

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Leandro Faria  
Glauco Damasceno, do interior do RJ, é o colunista oficial das terças no Barba Feita. Tem aproveitado a fase de solteiro para viver tórridos casos de amor. Com os personagens dos livros que lê e das séries que assiste, porque lidar com o sofrimento do término com personagens é bem mais fácil do que com pessoas reais.
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5 comentários:

Victor Alesi disse...

to preocupado com a nude q eu te mandei

Anônimo disse...

Eu fui citada nesse texto!!!! Eu estava no Sabanejo! !!!! E antes fosse eu sem celular, porque não estaria passando uma raiva imensa agora...Depois te conto! Rs

Glauco Damasceno disse...

Mas é verdaaaaaade

Glauco Damasceno disse...

HAHAHAHAAHHA AMO!!!

Glauco Damasceno disse...

HAHAHAHAAHHA AMO!!!