domingo, 20 de setembro de 2015

Livre, Leve e... Não, Espera!





Ser solteiro (e não necessariamente querer estar solteiro) é viver naquela linha tênue entre a felicidade extrema e a tristeza absoluta. Há quem venda que a solteirice é a melhor fase da vida. Afinal, você não precisa dar muitas satisfações pra ninguém, pode fazer o que quiser quando der na telha, conhecer gente nova o tempo todo e fazer com que sua vida se torne uma grande experimentação da Teoria da Branca de Neve (se você não sabe do que se trata, favor clicar agora pra ouvir a MC Mayara no YouTube A-GO-RA). Porém, contudo, no entanto, não é bem assim! 

Tudo bem, temos que convir que essa fase tem lá suas vantagens... Mas cansa! Sim, a verdade é essa. Ser solteiro cansa! É legal quando você esta com preguiça de sair sábado à noite e resolve ficar em casa vendo filmes e comendo algum lanche gelado que sobrou da noite passada. Mas quando essa reafirmação de independência e autossuficiência começa a se repetir por uma, duas, três vezes e aí, como dizia aquela pensadora dos anos 2000, mais uma noite chega e com ela a depressão, você começa a se encher disso tudo. 

Isso porque você percebe que conhecer gente nova é legal, mas quando dos mil seres humanos que você conhece, mil e um são apenas “mais do mesmo” você não quer mais saber de conhecer ninguém. E a música nas boates são sempre as mesmas. E o sanduíche gelado tem sempre o mesmo gosto. E a temporada da sua série favorita só volta ano que vem... É aí que começamos a divagar sobre quantas possibilidades de relacionamento deixamos passar porque aquela pessoa em questão não era tão boa de cama, ou usava meia furada, ou não gostava de MPB, ou simplesmente estávamos encantados demais com as possibilidades da solteirice que não nos preocupamos em valorizar quem estava ali nos oferecendo o tão cobiçado 'algo a mais'. 

Eis então que você esperneia por algumas horas, reclama da vida, exclui os aplicativos de relacionamento, xinga os de pegação, toma um banho gelado, bebe uma cerveja, perde a hora porque esqueceu de carregar o celular e, portanto, de ativar o despertador, e começa a agradecer por não estar namorando e, eventualmente, não ter que inventar uma desculpa por não ter atendido aquelas possíveis 10 ligações perdidas... 

Pois bem, adaptando a fala de Augustus Waters, em A Culpa é das Estrelas, de John Green, ser solteiro, e não necessariamente querer estar, definitivamente não é estar em uma montanha russa que só sobe, mas sim numa daquelas cheias de loopings e curvas onde você não sabe se está tendo a melhor e mais incrível experiência da sua vida ou se está ali porque todo o karma do universo resolveu se voltar contra você e fazer com que você pague todos os seus pecados de uma vez só. 

Em qualquer das hipóteses, aprendi com a vida que o importante é não se desesperar e buscar aproveitar o melhor de cada momento. Sabemos que se conselho fosse bom seria vendido e não dado. Inclusive, nossos amigos virginianos estariam ricos neste momento! Mas pra terminar num daqueles clichezões que talvez façam a gente refletir um pouco sobre a vida, farei minhas as palavras de Mario Quintana e direi que o segredo não é correr atrás das borboletas, vulgo boys, mas sim cuidar do nosso jardim para que elas venham até nós. 

Leia Também:
Leandro Faria  
Rodrigo Alves é escorpiano com ascendente em virgem e lua em capricórnio. Mas, acreditem, sabe ser legal quando quer! Paulistano com sangue mineiro, adora um papo fiado e nunca foi preso por bobagem. Mora no Rio de Janeiro mas vive mesmo é no mundo da lua.
FacebookTwitter


3 comentários:

Eduardo Silva disse...

Legal o seu texto

Concordo plenamente.

Parabéns 😤

J. M. disse...

Eu divago tantas e tantas vezes sobre esta solidão, este estar solteiro. Pra mim, não é nada fácil. Sofro mesmo. Claro, que em muitas vezes aproveito o Estar Só, e faço o que me dá na telha. Mas queria muito dividir esses momentos com alguém que fizesse a diferença. Mas, como você mesmo, devemos aproveitar estes momentos, sozinhos ou acompanhados, e viver a vida da melhor forma possível! Parabéns pelo texto! Abraço.

Michael Silva disse...

Lindo texto Rodrigo,
Hoje após exatamente 5 anos do meu primeiro beijo gay e sem ter tido nenhum relacionamento, percebi relações entre as suas palavras e seus pensamentos.