sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Sobre Este Que Vos Escreve Todas as Sextas




Ok, vocês me leem, mas sabem quem eu sou de fato? Acho interessante saber quem estaria por trás dessa Matrix, mas como nem sempre é possível, eu vos revelo sempre um pouco sobre mim. 

Não gosto de falar sobre a minha idade, não porque tenho vergonha dela, mas sim por causa do espanto que causo às pessoas quando revelo. A sensação é sempre desagradável, por isso, nos últimos tempos tenho deixado todos pensarem que tenho a idade que elas acham. Talvez o ser humano prefira viver iludido do que a perder a ilusão. Vai saber. 

Por outro lado, acredito que todos já devem ter imaginado que eu prezo muito meus amigos. A grande maioria mora longe de mim e, por isso, faço questão de que essa distância seja diminuída. 

Sou aficionado por filmes, séries e quadrinhos; gostaria de baixar tudo que vejo pela frente, mas sou preguiçoso e ansioso demais pra isso, prefiro ver online quando posso. Netflix foi a melhor coisa que inventaram depois da internet. 

O primeiro filme que assisti na vida foi um com o Leslie Nielsen. Confesso que fiquei tão besta com aquela sala imensa e aquela tela que não tinha fim, que a história pouco me importava. Eu sou besta mesmo quando vou ao cinema, aquela sensação eu não perdi até hoje. 

Por falar em cinema eu já participei como ator num curta metragem. O barato é que o curta foi parar no principal festival de cinema daqui. E eu fui entrevistado. O melhor da entrevista é que ela foi exibida no dia seguinte, bem no lançamento de um filme do Fábio Assunção, quando a sessão estava lotada. E eu não vi isso. 

Gosto de teatro e teatro bom é sempre ótimo, mas ruim é de doer. Até hoje tive sorte, porque nunca vi uma peça ruim. 

Sou pernambucano, adoro carnaval. No Rio de Janeiro, minha escola de samba preferida é a Portela, portanto, não perco um desfile. Mas, como o carnaval carioca é um imenso espetáculo, eu assisto todas as outras, menos a Beija-Flor, que eu detesto com todas as forças. 

Até os oito anos, mais ou menos isso, eu torcia pela seleção argentina de futebol. O motivo era simples: não gostava de verde e amarelo na época. Hoje eu continuo sem torcer pela seleção nacional, mas os motivos são outros. Prefiro vôlei. Ou qualquer outro esporte. 

Nunca gostei das aulas de educação física na escola, nem era pelo fato de ser nerd assumido, mas porque a idiota da professora só fazia uma coisa: colocar os bestas dos meninos pra jogar futebol. Se eles soubessem que estavam sendo enganados por aquela nazista, saberiam que educação física era bem mais que isso 

Além da minha mãe, eu fui criado pela minha madrinha e sua irmã. Elas eram mulheres da sociedade, que frequentavam os grandes salões de festa e saiam nas colunas sociais daqui. O melhor é que eu também. Até meu batismo saiu em coluna social. Chique, néam?

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Leandro Faria  
Serginho Tavares é um apreciador de cinema (para ele um lugar mágico e sagrado), da TV e da literatura. Adora escrever e é o colunista oficial do Barba Feita às sextas. É de Recife, é do mar: mesmo que não vá com tanta frequência até a praia e mantenha sempre os pés bem firmes na terra.
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