sábado, 31 de outubro de 2015

#BarbaUmAno: Expectativas Desleais





Serginho Tavares fecha o mês de comemoração do primeiro aniversário do Barba Feita, em minha coluna de sábado, com um de seus textos mais sensíveis. Eu e Serginho somos bem diferentes, mas pensamos parecido em muitas coisas. E por seu texto, Sobre Decepções, ir ao encontro de meu jeito de pensar sobre amizades, expectativas e frustrações, é que o escolhi como meu preferido de todos os escritos maravilhosos do Serginho. 

Não foi tarefa fácil, tendo em vista que o moço é extremamente hábil com as letras e já escreveu coisas de alta qualidade nesse nosso querido espaço. Mas, sem sombra de dúvidas, Sobre Decepções, um desabafo poético, publicado originalmente em 17 de abril de 2015, foi uma de suas melhores dissertações.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

#BarbaUmAno: Sobre Inocência, Apuros e Afinidades (ou Encontros e Despedidas)





Conheci o Silvestre Mendes num dia de semana, em frente ao lindo mar azul da praia de Boa Viagem, em Recife. Ele viera junto com o Leandro Faria e o moço de jeito simples e tímido com um olhar doce trazia consigo a vontade de estudar cinema. Não ficamos muito tempo e decidimos ir ao shopping ali perto. Achei simpático que na praça da alimentação, depois de fazer um pedido, ele ficou surpreso com um Sunday sobre a mesa que não estivera ali minutos antes e mais surpreso que o seu pedido, um sanduíche, demorava muito. Naquele momento pude perceber que Silvestre ainda carregava uma inocência, algo que eu já não possuía há muito tempo e admirava o fato dele ainda a ter em seus olhos.

Com o passar do tempo descobri que aquela mesma inocência persistia. Não apenas em seus olhos, mas em seus textos, na forma como ele encarava o mundo ao seu redor. Mesmo perdendo a inspiração e pedindo férias (o que me deixou profundamente chateado) mesmo com algumas escolhas que eu mesmo me surpreendia, ele nunca perdeu essa maneira de fazer com que o mundo pudesse ser mais agradável ao seu redor. Apenas com um olhar.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

#BarbaUmAno: Aquele Sobre Ser Responsável Por Quem Se Cativa... Ou Não.




Admito que tinha certo receio desse momento. Escolher um texto do P.H. não é nada fácil. O Paulo Henrique Brazão é autor de textos profundos (em vários níveis diferentes). E como bom libriano que sou, escolher um só texto, um só momento dele nesse um ano de Barba Feita, não é uma missão nada fácil. 

Existem poemas, histórias, estórias e tantos pontos de vista sobre a vida que acredito que você, meu querido leitor, deveria dar uma passada pelas quartas-feiras e conferir por você mesmo cada um destes textos. Mas, como a minha missão aqui é ressaltar um momento, acabo que fico com esse texto aqui: Afetos e Desafetos

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

#BarbaUmAno: O Dia em Que o Glauco Exorcizou o Medo




Medo. Quem nunca passou por uma situação de temor em sua vida? O Glauco Damasceno, de forma corajosa, nos expôs em 18 de novembro de 2014, boa parte desse sentimento que levou tanto de sua infância e juventude.

Foi um dos primeiros textos que li após ter chegado ao Barba Feita. Lembro do relato realista do nosso colunista das terças-feiras sobre como viveu anos de medo, na incessante busca para lutar contra suas verdades e ser aceito no grupo que ele julgava ser o mais correto. Vindo de uma cidade do interior, tudo isso é elevado ao cubo.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

#BarbaUmAno: Serginho e as Impossibilidades





AAH, COMO EU SOU DISTRAÍDO! Semana passada era pra eu ter postado aqui um texto do Serginho, e não do Leandro, como eu sou avoado, viu? Mas o Serginho veio e me deu aquele alô (o que seria de mim sem os alôs do Serginho, hein!), e eu pedi mil perdões pra ele, porque eu sou avoado mesmo!

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

#BarbaUmAno: Carrie Bradshaw, Esdras Bailone e as Confusões do Amor...




Esdras Bailone é um doce de pessoa. Esse moço, que conheci através dos blogs da vida, se tornou um amigo real, do qual tenho imenso orgulho. Fora que adoro quando podemos nos encontrar pessoalmente, seja em São Paulo ou no Rio, pra rir e conversar por horas a fio.

E em nossa homenagem ao primeiro ano do Barba Feita, escolhi para repostar um dos primeiros textos do Esdras pra cá, postado originalmente em 20 de dezembro de 2014. Fazendo uma ponte com Carrie Bradshaw, a protagonista de Sex and the City, com a própria vida, Esdras escreveu um texto delicioso e que merece ser lido, relido e guardado em nossas mentes.

domingo, 25 de outubro de 2015

De Repente 26








Oi, Fernanda! Eu sei que a gente não acredita nessas coisas, mas aqui quem fala é sua... EU DO FUTURO *gestos teatrais com as mãos*. Mais especificamente, sua maravilhosa eu (ou seria você?) de 26 anos.  Se restavam dúvidas de que era eu mesma (nós?), esta forma constrangedora de iniciar a conversa certamente cuidou do problema. Nunca fomos muito boas em começos, não é mesmo? Claramente, não melhoramos. Mas também nunca fomos boas em rodeios, então vamos direto ao ponto… Acho que o próximo passo lógico seria perguntar se está tudo bem, mas acho que nós duas sabemos a resposta pra essa pergunta, né? E é por isso que estou escrevendo pra você. Eu sei que não está tudo bem, e que nem você nem as pessoas que te amam conseguem entender muito o porquê. Mas depois de alguns anos a gente pensa muito sobre isso e começa a entender mais ou menos. E por isso decidi escrever. Essa carta tem alguns spoilers (a gente já sabe o que é essa palavra?), mas eu sei que a gente não se importa com isso... Sei que a gente lê o final dos livros antes, porque não aguenta o suspense. E aviso que vai ficar pior, quando a gente começa a assistir série pela internet e pode ver o último episódio antes do resto. Mas tergiverso... Vou falar o que eu posso sem que a gente cause algum tipo de perturbação irreversível no espaço-tempo contínuo. 

Vamos começar pelas notícias boas? Estamos empregadas e diplomadas (sim, sua esnobe, foi na gigantesca decepção que é a federal). Eu sei que parecia impossível, mas aparentemente possuímos habilidades reais que podem ser trocadas por dinheiro! E sim, isso significa que finalmente podemos comprar as roupas e sapatos que sempre quisemos! Talvez não as mesmas, pois felizmente superamos a fase das saias jeans até o pé. E talvez nem todas, afinal somos jornalistas, não investidoras da bolsa de valores. O que me lembra que ainda não sabemos como a bolsa de valores funciona... De repente, vale você aproveitar agora, que ainda temos algum tempo livre, pra aprender o mínimo sobre finanças e, quem sabe, outras coisas adultas tipo fazer arroz. Falando em vida adulta, se é que não ficou claro, a gente não é muito boa nela ainda. Mas tamo aí nessa batalha. Ainda moramos com a nossa mãe, o que é chato por um lado, mas ajuda na economia pra viajar. E comprar coisas das quais não realmente precisamos, tipo maquiagem. A gente aprende a brincar disso em algum momento, com grande ajuda do Youtube. Você já sabe o que é Youtube? Não lembro! Se não souber, prepare-se: o sanduíche-iche vai mudar sua vida. Ah, outra coisa boa... A nossa relação com a nossa mãe melhora muito com o tempo. E com a Giulia também. A gente ainda briga, mas conversamos sobre muitas coisas, de blush a feminismo, e somos a família mais legal do Facebook. Você ainda não tem Facebook, mas é tipo um Orkut no qual as pessoas não te mandam depoimentos bonitos falando que você é +qd+ e julgam BEM mais o seu comportamento. Mas é legal. Você se acostuma e, na verdade, acaba passando mais tempo lá do que no mundo físico. Essa frase pareceu menos patética na minha cabeça, mas você vai se preocupar menos com isso de parecer patética logo mais, eu juro.

sábado, 24 de outubro de 2015

#BarbaUmAno: Uma Série Singela e Emocionante




Em 05 de março de 2015, o Silvestre Mendes escreveu uma das colunas de quinta-feira que mais gostei. Ele dissertava sobre uma série que eu ainda não conhecia, mas que passei a acompanhar e amar, a partir de então. Era o drama familiar ousado e bem distante do tradicional, The Fosters (que já assisti tudo e estou ansioso pela volta em janeiro de 2016, da segunda parte da terceira temporada). 

Mas o Silvestre foi muito além de uma simples resenha e se ateve a um momento específico da série para declarar todo o seu amor por ela e tentar nos encantar a todos. Certamente, nem todos se renderam à série deliciosa e emocionante, produzida pela latina Jennifer Lopez, mas eu sim e muita gente legal também.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

#BarbaUmAno: Sobre Bodas e Bordados





Para os apressados de plantão eis um texto, um excelente texto, claro, do meu querido Paulo Henrique Brazão, que um dia já deixou de acreditar no amor mas, hoje ao lado de seu companheiro, construiu uma linda família.

E ele ainda nos oferece uns conselhos valiosos.  Porque fórmula mesmo não há. Não existe receita para se encontrar alguém e muito menos para manter um relacionamento. Eu mesmo nunca consegui entender porque determinadas pessoas fazem escolhas tão estapafúrdias ou outras que são tão encantadoras continuam sozinhas. Com o tempo, aprendi que relacionamento não é questão de sorte e sim de tempo. É preciso amadurecer sozinho e se esforçar para amadurecer com o outro.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

#BarbaUmAno: Namore Um Cara Que Lê #FicaDika





Não é uma autopromoção, mas também não deixa de ser. Leio bastante, não tanto quando gostaria, mas leio. Não fico preso aos clássicos, mas também não conheço só o que está na moda. Eu leio o que sinto vontade, eu leio o que quero e eu... Leio. Leio por mim e não para agradar aos outros e isso faz toda diferença.

Tendo tudo isso em mente, hora de falar do texto que escolhi para relembrar essa semana. Glauco, lá no fim do ano passado, deu uma importante dica pra mim, você e todos que leem: namore alguém que lê. Parece ser algo simples, natural, mas não é, infelizmente. 

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

#BarbaUmAno: Precisamos Falar Sobre os Textos do Esdras. Sempre!






Bullying é sempre um assunto muito sério. Para quem sofreu, traz sempre à tona lembranças ruins e remexe em caixões cujos esqueletos a gente jura já estarem quietos. Eu sofri e aqui no Barba escrevi sobre isso. O Esdras sofreu também. E escreveu por aqui antes de mim, num texto do já longínquo 07 de fevereiro que, inclusive, serviu de inspiração para o meu até no título.

Em suas linhas, Esdras expõe parte do que sentiu nos tempos obscuros em que o bullying era seu duro e frio companheiro diário. Digo parte, porque NUNCA será possível transcrever o que se passa em uma situação dessas. Como ele mesmo lembra, passa pela cabeça ter superpoderes para poder aniquilar cada um dos seus algozes. Ainda bem que nem eu nem ele aparentamos ter sequelas psicopatas após esse processo (assim espero, né, Esdras?).

terça-feira, 20 de outubro de 2015

#BarbaUmAno: Revoltado?! Eu?! Imagina!




Esse é, de longe, meu texto favorito do Leandro, gente! A emoção do personagem, a música usada pro texto... Eu li duas vezes, e nas duas vezes fiquei arrepiado. E desde então fiquei com uma pulga atrás da orelha: esse conto foi baseado em fatos reais? Se foi, de quem? Do Leandro? 

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

#BarbaUmAno: O Esteriótipo do Cara Legal e os Tapas na Cara Que a Vida Vai Te Dar




Eu conheço o Silvestre Mendes há anos. Tanto é que, quando idealizei o Barba Feita, foi no Sil que pensei em primeiro lugar para ser um dos nossos colunistas. Entretanto, mesmo morando na mesma cidade, a gente não se vê com tanta frequência quanto poderíamos. Mas, sabem aquelas amizades que sabemos que vão continuar existindo não importa tempo e distância? Eu gosto de pensar na nossa amizade desse jeito. 

Nesse um ano de Barba, o Sil foi me surpreendendo a cada texto. Ele e eu tínhamos algo em comum: sempre escrevemos para a internet, mas textos que eram resenhas ou críticas de séries, livros ou filmes. Expressar nossas opiniões, sentimentos ou até mesmo amenidades em forma de textos que seriam lidos por uma grande audiência foi uma novidade para nós. 

Por isso hoje, quando eu tinha que escolher apenas um de seus textos para repostarmos, eu me peguei mergulhado em tudo que ele escreveu e fiquei na dúvida entre tantos! E acabei optando por um que nada mais é que uma reflexão causada por um livro que ele leu. Quer coisa mais Silvestre Mendes do que isso? Originalmente postado em 07 de maio de 2015, A Síndrome do Cara Legal é imperdível e, por isso mesmo, convido vocês a lerem, se ainda não o fizeram, e a relerem, caso já o tenham feito.

domingo, 18 de outubro de 2015

O Trem




Para ir ao trabalho, pego diariamente o metrô em sua Linha 4 Amarela de São Paulo, a única privatizada do metropolitano da cidade e, sem estranheza, a mais moderna e que funciona. Em termos gerais, melhor que suas irmãs sob o jugo da coisa (adjetivo e não substantivo) pública. 

A linha é famosa por algumas 'atrações': seguranças que foram escolhidos a dedo e, certamente, por alguém que sabia (e muito bem) o que estava fazendo (sei não, alguns parecem ter outras carreiras que não apenas a de segurança, não desmerecendo de qualquer forma uma ou outra, ambas asseguram aos frequentadores assíduos e que apreciam a beleza masculina sua dose de fetiche, seja pela aura que lhes empresta o uniforme ou sonhando com essa outra fonte de renda, enfim); estações com escadas rolantes infindáveis, já que leva-se mais tempo para entrar e sair delas que dentro dos trens propriamente ditos; e, o grande ato, os trens que não possuem condutores (são monitorados e operados à distância) ou separações entre os vagões, fazendo deles um único e extenso 'verme' pantagruélico de gente vagando pelos subterrâneos da cidade. 

sábado, 17 de outubro de 2015

#BarbaUmAno: #VaiCuidarDaSuaVida




Glauco Damasceno tem um estilo meio abusado de escrever seus textos, que são ao mesmo tempo afrontosos e divertidos, sempre tentando calar a boquinha da sociedade de um jeitinho todo dele. Dentre todas as colunas do moço, titular das terças-feiras por aqui, Mimimi e Hipocrisia, publicado em 17 de fevereiro de 2015, foi a minha escolhida para representá-lo em nossa comemoração de um ano.

Neste texto, Glauco disserta sobre a necessidade que o outro tem de julgar seu semelhante, mas sem olhar pro próprio rabo. Sim, um mal milenar, mas hoje em dia, parece, mais agravado, devido a tecnologia que nos cerca.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

#BarbaUmAno: Sobre Ter Educação e Fé





Política, religião e futebol não se discutem. Será? O que mais vemos nas redes sociais são pessoas deflagrando seu ódio em cima dos gostos ou opiniões alheias. Educação foi algo mandado às favas hoje em dia. Todos se acham no direito de ofender, todos se acham no dever de se sentirem superiores aos outros. E o que poderia ser um simples debate numa mesa de bar, vira uma guerra. Tsc, tsc...

Sobre este assunto, meu amigo Leandro Faria Chaves escreveu ano passado. Por sinal foi seu primeiro texto aqui no Barba e vale muito a pena ser trazido novamente à tona, porque a cada dia as pessoas estão se tornando mais estúpidas, infelizes e amargas.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

#BarbaUmAno: A Sofrência de Ser Uma Diva Pop Gay






Se tem uma coisa que todos do Barba Feita gostamos é música. Música é música e não quero começar a definir o que é música boa e música ruim. Música, se você gosta e te faz bem, é música boa e pronto. 
Mas nos últimos dias ando lendo muitas críticas negativas ao novo trabalho de Anitta. Bem, quem lê o Pop de Botequim, o irmão do Barba Feita, deve ter lido duas opiniões distintas minhas sobre a cantora. A primeira é que a nova queridinha (é queridinha sim) do pop brasileiro fez falta no Rock In Rio (clique aqui para ler). Sim, Anitta mereceria uma participação no maior evento de música brasileira. Segundo, uma análise de BANG, novo trabalho da cantora que já veio com clipe conceitual e tudo (clique aqui para ler).
  
Mas no fim, o que tudo isso tem ligação com o nosso especial de um ano? Bem, Esdras fez uma análise perfeita de como deve ser cansativo ser diva (do pop) gay. E se tem uma coisa que me irrita é ver os gays brasileiros tecendo amores por cantoras internacionais e com uma visão limitada do que é feito aqui, perto deles e em sua própria língua. 

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

#BarbaUmAno: Sobre As Coisas Que Eu Disse - Serginho





Serginho Tavares é um fenômeno. Para quem não sabe, é a maior audiência fixa do nosso site. Isso se explica, claro, por uma série de fatores. Mas um em especial não pode se deixar escapar: o talento. Costumo falar pro Serginho que ele é o nosso camisa 10. Sua escrita cresceu a olhos vistos ao longo desse um ano e seus textos, mesmo os mais simplórios e prosaicos, são sempre deliciosos.

Nesse aqui, de 16 de janeiro desse ano, Serginho explora o seu lado contista - pra mim, uma das suas mais fascinantes facetas. E creio que tenho conhecimento de causa para falar do assunto, afinal já lancei um livro de contos, participei de outro ao lado de outros autores e já finalizei o meu próximo, de contos também. Lembro-me claramente de após ler o seu Sobre As Coisas Que Eu Não Disse: Bruno, ter tido a ele: "Esse é um texto que eu gostaria de ter escrito!". Lá estão todas as características de um bom conto: densidade, crueza, sarcasmo e surpresa. Um soco no estômago em 3.230 caracteres.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

#BarbaUmAno: A Arte Milenar do Mole




Ah, finalmente chegou a minha vez de homenagear alguém! E minha primeira homenagem vai pro meu querido amigo Sil, esse ser delícia que escreveu um texto super bacana sobre o famoso mole, aquela arrastada de asa que a gente dá pras pessoas, mas que muitas delas (eu incluso) não conseguem pescar no ar, por conta da praticidade dos aplicativos de pegação/relacionamento que existem por aí.

Com essa nova onda de likes, matches e o caralho a quatro, a essência da paquera acaba se perdendo no caminho. É quase uma dança virtual do casalamento, que muitas vezes não dá em absolutamente porra nenhuma.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

#BarbaUmAno: Também Somos Família




Uma das coisas mais legais dessas comemorações de um ano de Barba Feita é relembrar. Reler textos dos nosso amigos colunistas e se encantar com as pequenas obras-primas que eles escreveram durante esse curto, mas intenso, pedaço de tempo. 

Hoje responsável por homenagear meu amigo Paulo Henrique Brazão (ou PH, pros íntimos, beijos), tive uma tarefa agradável e complexa. Porque, vou falar para vocês, como escreve bem o PH, viu? E era tanto material maravilhoso que escolher apenas um entre seus tantos textos foi muito difícil.

domingo, 11 de outubro de 2015

Enquanto Eu Estava Nu





Era uma foto bem ousada. Talvez a mais ousada que já fizera. Eu, uma cadeira, um espaço vazio e a ausência de qualquer coisa que cobrisse meu corpo. Ajustei a captura automática da câmera do celular, coloquei ele na janela e dez segundos depois a foto estava pronta. Era novidade? Não! Milhares de fotos desse tipo estão na internet ao alcance de alguns cliques. Famosos em todo o mundo tem fotos iguais ou parecidas pra onde quer que olhemos. Porém, com a licença de ser famoso e poder fazer o que quer - quase sempre - sem ser rotulado. 

Eu fiquei olhando aquela foto durante longos minutos. Ainda era de manhã quando estava eu considerando as possibilidades, a reação da família e das redes sociais. Recortei, filtrei, publiquei. Saí da internet e fui trabalhar. Me surpreendi naquela tarde, no intervalo. 

sábado, 10 de outubro de 2015

#BarbaUmAno: Deus é Ódio?





Durante o mês do Orgulho LGBT deste ano, tivemos aqui no Barba Feita um espetacular texto do Leandro Faria, nosso colunista das segundas-feiras, hoje homenageado por mim, com um de seus textos preferidos por mim.

Após o polêmico episódio da transexual fantasiada de Cristo crucificado na Parada Gay 2015, Leandro foi iluminado ao escrever, em 15 de junho, Jesus Estaria Contigo?. Uma crônica forte, certeira e contundente, sobre a falta de amor e a hipocrisia, dos líderes religiosos que envenenam nossa sociedade nos dias atuais.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

#BarbaUmAno: Sobre o Amor Que Ainda Não Veio







Todos fazemos planos. De uma forma ou de outra criamos algum tipo de expectativa com relação à nossa vida. Faz parte. Assim como faz parte desistir ou se decepcionar com o que nos deixa de acontecer. E dessa maneira moldamos nossa personalidade muito de acordo com o que projetamos acreditando que será o suficiente para o restante do mundo. Às vezes sim, às vezes não.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

#BarbaUmAno: Sobre Como Lembramos





Meu aniversário se aproxima e, talvez por esse fato, o aniversário do Barba seja tão especial. E aniversários mexem comigo. Histórias individuais, ou aquele momento em que as pessoas derrubam seu escudo pessoal e deixam a guarda aberta para falar. Jogar no mundo como se sentiram ou sentem por algumas questões na vida.

O texto Sobre Lembranças (e Grandes Expectativas) é uma junção sobre tudo isso. Sobre como vamos inventando o passado que não lembramos de fato, mesmo quando fomos testemunha, e vamos inserindo nossas visões de mundo conforme aquilo que desejamos e pensamos se completam em nossa mente.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

#BarbaUmAno: Je Suis Silvestre




Eu era um recém-chegado à equipe do Barba Feita (havia pouco mais de um mês), quando me deparei com esse texto do quase-vizinho Silvestre Mendes. Foi no dia 15 de janeiro, logo após o atentado à redação do periódico francês Charlie Hebdo, no qual se conheceu mundo afora a expressão "Je Suis Charlie" como forma de protesto.

Protestar é um direito garantido, uma forma de expressão legítima e constitucional. Mas o que o Sil, para os íntimos, nos alerta é justamente que a humanidade chega a um ponto que um direito parece se tornar um dever. É realmente necessário termos que emitir sempre a nossa opinião em tudo? Em nos posicionarmos, tantas vezes de forma odiosa, pelas redes sociais?

terça-feira, 6 de outubro de 2015

O Barba e Nós: Um Ano de Vida e Muita História Pra Contar





Um ano. Já pararam para pensar o que acontece nessa fatia de tempo de nossas vidas? Para nós, colunistas do Barba Feita, o último ano tem sido desafiador. Porque escrever é, basicamente, procurar assuntos interessantes de forma a alimentar esse espaço com material de qualidade, que agrade não apenas a nós mesmos, que o produzimos, mas (e principalmente) a cada um de vocês, que arrumam tempo para nos ler e motivar.

No dia 06 de Outubro de 2014 nós demos o pontapé inicial nesse espaço. Aos poucos, fomos nos firmando, melhorando, dando uma nova cara ao Barba Feita. Por isso, para comemorar nosso primeiro aniversário, além das repostagens dos melhores textos de nossos colunistas, nada melhor do que falar do Barba e de nossa relação com esse canal de contato com cada um de vocês.

Porque o Barba Feita nos muda a cada dia. Ao parar para escrever aqui, doamos um pouco de nós mesmos (de nossas experiências, de nossas ideias, de nossa imaginação) e, ao fazermos isso, também ganhamos carinho em troca. E, para retribuir, o que podemos fazer a não ser escrever mais?

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

#BarbaUmAno: Carta Para Um Jovem Eu





Nesse um ano de Barba Feita, eu li tanta coisa boa (e eu li mesmo, porque sou eu que edito cada texto de todos os coleguinhas que são postados aqui). E o legal disso tudo é ver o amadurecimento na escrita de todos nós. Não me canso de dizer aos meus colegas colunistas desse espaço: estamos melhores e isso é visível.

Para nossa repostagem de hoje, me coube escolher um texto do meu amigo Glauco Damasceno, que toda terça-feira nos diverte com seus textos ora irônicos, ora melancólicos, mas sempre eficazes em nos fazer pensar e refletir sobre a vida. E que difícil escolher apenas um entre tantos. Mas, como não posso fugir da tarefa, acabei escolhendo o texto originalmente postado em 14/04/2015, quando o Glauco escreveu um carta para o seu eu do ano 2000, em uma sacada digna do filme De Volta Para o Futuro que, confesso, me encheu de inveja branca por não ter tido essa ideia antes.

Mas, como o que acho bom tem mais é que ser compartilhado, convido vocês a espiar essa carta que, se tivesse sido entregue ao jovem Glauco em 2000, teria evitado muitas dores para o Glauco de 2015. Se bem que, dizem, são as nossas marcas do passado que nos tornam as pessoas do presente, não é mesmo?

domingo, 4 de outubro de 2015

A Porta Emperrou





Acredito que umas das maiores jornadas de nossas vidas é rumo ao autoconhecimento. Procuramos incessantemente nos conhecer, descobrir porque estamos aqui, porque nascemos em determinada família, porque somos assim e não assado. Fazemos diversas perguntas ao universo e, muitas vezes (só pra não falar sempre), não obtemos respostas. 

E, pelo menos o ponto principal que quero destacar nesse texto, é sobre a nossa sexualidade. Como uma questão de natureza individual pode se tornar tão difícil? Como a sociedade que vivemos pode impor tantas regras de convivência, levando muitas vezes à opressão de nossos seres, dos nossos eus

Sou um jovem que teve diversos problemas para resolver minhas questões sexuais. Sou o filho mais velho de uma mãe solteira e evangélica, sendo desde pequeno educado e instruído em uma mentalidade cristã, onde a Bíblia era a certeza absoluta e nada mais e nada menos era aceitado. Com isso, não tive um ambiente aberto às diferenças, o que fez com que o processo de autoaceitação tenha sido árduo e doloroso para mim. 

sábado, 3 de outubro de 2015

#BarbaUmAno: Ecos do Além (ou Que Todas Essas Vozes Estejam Mortas Em Breve)





Hoje é dia de escolher o meu texto preferido de um dos cinco coleguinhas de Barba Feita. Começo lindamente, recordando um dos melhores textos do fofo e competente Paulo Henrique Brazão, nosso colunista das quartas-feiras. 

Originalmente publicado em 17 de dezembro de 2014, Ecos da Falocracia me fez vibrar e aplaudir internamente o PH, que arrasou em sua explanação sobre estupro, machismo e outros temas revoltantes, porém com seu jeito terno de ser e escrever.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

#BarbaUmAno: Sobre Gostar de Homem e Ponto Final!



Qual gay nunca passou pela eterna, desmedida e imbecil ladainha de alguns heterossexuais que contestam o fato do rapaz nunca ter ficado com uma mulher e por isso não saber se gosta ou não? E quantos gays são “obrigados” a terem um relacionamento sexual hétero para saber se realmente é aquilo que querem sendo que a homossexualidade está no sentimento e não apenas no sexo.

Eu, por exemplo, sempre soube desde cedo e nunca precisei provar pra ninguém, muito menos pra mim, o quanto eu gosto e que isso não impede o fato de achar mulheres lindas, mas jamais querer ficar com elas. Um assunto que se torna complexo, não porque de fato seja, é muito simples. É aquele velho clichê “gosto, não se discute”, todavia, é sempre mais interessante estar de olho no que o outro faz ou deixa de fazer...

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

#BarbaUmAno: Sobre o Novo e o Futuro...





Uma das coisas que sempre achei muito fascinante no ser humano é essa nossa capacidade da mudança, em nos encontrar. Seja quando nos apaixonamos irremediavelmente após conhecer o amor de nossa vida, com ele sendo de outra cidade (ou estado, ou país), ou descobrindo que todas as nossas afinidades com aquele "gatinho amigo" vai muito além de encontros casuais no shopping, com ele estando interessado em você e não sabendo como lidar com isso. 

A vida é um eterno clichê e saber dosar tudo isso em altas doses de clichê, consciente ou não, acaba sendo mais desafiador do que aceitar que não temos controle de nada nessa vida, inclusive de quem passará por ela para nos representar.!

#BarbaUmAno: Outubro, Nosso Mês de Aniversário




O tempo é implacável. Ele passa ligeiro e, quando nos damos conta, já se foi mais um dia, uma semana, um ano, uma década. E, exatamente por isso, precisamos comemorar as datas especiais e os momentos incríveis da nossa vida. Precisamos marcar a nossa existência nesse planeta.

Para terem uma ideia, há exatamente um ano, o Barba Feita ainda não tinha dado as caras pela internet. Ele já existia em nossas mentes, mas no primeiro dia de outubro estávamos na expectativa de colocá-lo no ar e ver como seria manter um site de comportamento masculino (a ideia inicial) com textos de seis colunistas gays. E no dia 05 de outubro de 2014 entramos no ar, com outra cara, algumas propostas, mas com as ideias e as mentes abertas para o que desse e viesse.

Nesse um ano de Barba Feita muita coisa aconteceu, mas vamos nos ater aos números: de 05/10/2014 até agora foram publicados aqui 360 textos, que renderam, até o momento (e contando, viva!), 94.785 (noventa e quatro mil, setecentas e oitenta e cinco) visualizações da página. Para nós, acostumados a escrever apenas para nós mesmos, isso é um feito.