terça-feira, 27 de outubro de 2015

#BarbaUmAno: Serginho e as Impossibilidades





AAH, COMO EU SOU DISTRAÍDO! Semana passada era pra eu ter postado aqui um texto do Serginho, e não do Leandro, como eu sou avoado, viu? Mas o Serginho veio e me deu aquele alô (o que seria de mim sem os alôs do Serginho, hein!), e eu pedi mil perdões pra ele, porque eu sou avoado mesmo!

Esse é, sem dúvida alguma, o meu texto preferido escrito pelo Serginho, porque me levou a entender tantas coisas, mas tantas, coisas, que eu senti vontade de dar um abraço nele e agradecer. Então vem cá, chega mais e vem reler comigo!
Leandro Faria  
Glauco Damasceno, do interior do RJ, é o colunista oficial das terças no Barba Feita. Tem aproveitado a fase de solteiro para viver tórridos casos de amor. Com os personagens dos livros que lê e das séries que assiste, porque lidar com o sofrimento do término com personagens é bem mais fácil do que com pessoas reais.
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Sobre as Impossibilidades
S.f. Característica daquilo que é impossível.
Que está absolutamente proibido.
Aquilo que não pode ser realizado.
(Dicionário Informal)

Durante nossa vida nos deparamos com diversas oportunidades. Da capacidade de querer atingir um determinado patamar na sociedade ou apenas realização pessoal. Entretanto, nos deparamos também com situações que não podemos resolver, não por falta de aptidão, e sim porque não nos é permitido ter ou ser.

Faz parte de cada um de nós a luta pela vitória, pelo sucesso, pelo bem-estar, pela excelente qualidade de vida. Porém, isso é determinado por cada indivíduo. Como vivemos em sociedade, e ela dita ordens que muitas vezes não são aquilo que desejamos, cria-se então um modelo, um padrão, que com o passar do tempo impõe regras que faz com que o mesmo indivíduo frustre-se por não conseguir estar dentro daquilo que espera-se dele. Aqueles que tornam-se vitoriosos ao fugir do padrão imposto são os que mandam os mesmos padrões às favas. Porém, nem sempre se é possível fazer isso. Em alguns momentos de nossas vidas somos obrigados a dançar conforme a música. Digo que, principalmente hoje, somos obrigados a isso. Muitos são mentes extraordinárias que serão engolidas pelo meio em que vivem, podendo depois mandar as tais regras para o espaço quando o momento certo chegar, e outros irão preferir seguir a massa.

Estes mesmos indivíduos que cumprem com os padrões que a sociedade dita, mesmo assim não alcançam o que dela se espera e esbarram nas impossibilidades que a vida oferece. Vou usar um exemplo real. Determinado aluno era perfeito para estágio em determinada agência. Mas não conseguiu. Entre ele e a vaga havia outra pessoa indicada pelo responsável por ela. Ele era capaz, mas aquele estágio era impossível para ele.

Impossibilidades fazem parte da vida, sempre irão existir enclaves que nos colocarão em situações limite e nos deixarão pensando se seremos capazes ou não de realizar. Porém, cabe a cada um de nós entender que o fracasso e o não andam junto com o sucesso e com o sim e, para entender um precisamos compreender o outro. Não podemos acreditar que são coisas distintas, porque na verdade não são. Para alcançar o sucesso (e quando digo sucesso estou me referindo ao sucesso particular de cada um), é necessário entender o fracasso, passar por ele, ouvir o não muitas vezes.

Portanto, as impossibilidades existem sim, algumas coisas nos serão proibidas, inalcançáveis por ora ou talvez para sempre. Devemos respeitar o limite de cada um porque não podemos voar como os pássaros e as impossibilidades não devem ser algo que nos coloquem ao ponto de repensar se nossos valores estão certos em detrimento dessas realizações. A partir do momento em que nossos valores perdem espaço para o que desejamos alcançar, aí sim está o perigo.

E de pessoas sem escrúpulos o mundo já está cheio.
Leandro Faria  
Serginho Tavares é um apreciador de cinema (para ele um lugar mágico e sagrado), da TV e da literatura. Adora escrever e é o colunista oficial do Barba Feita às sextas. É de Recife, é do mar: mesmo que não vá com tanta frequência até a praia e mantenha sempre os pés bem firmes na terra.
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