quinta-feira, 1 de outubro de 2015

#BarbaUmAno: Sobre o Novo e o Futuro...





Uma das coisas que sempre achei muito fascinante no ser humano é essa nossa capacidade da mudança, em nos encontrar. Seja quando nos apaixonamos irremediavelmente após conhecer o amor de nossa vida, com ele sendo de outra cidade (ou estado, ou país), ou descobrindo que todas as nossas afinidades com aquele "gatinho amigo" vai muito além de encontros casuais no shopping, com ele estando interessado em você e não sabendo como lidar com isso. 

A vida é um eterno clichê e saber dosar tudo isso em altas doses de clichê, consciente ou não, acaba sendo mais desafiador do que aceitar que não temos controle de nada nessa vida, inclusive de quem passará por ela para nos representar.!

É baseado no infinito número de pessoas de sentimentos que se perdem nesse mundo afora que escolhi esse texto do Leandro Faria para iniciarmos nosso mês de homenagens e repostagens do aniversário de um ano do Barba Feita. 

Aproveitem o texto, que eu curti e quero novamente compartilhar com vocês!
Leandro Faria  
Silvestre Mendes, o nosso colunista de quinta-feira no Barba Feita, é carioca e formado em Gestão de Produção em Rádio e TV, além de ser, assumidamente, um ex-romântico. Ou, simplesmente, um novo consciente de que um lance é um lance e de que romance é romance.
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7.000.000.000 (Sete Bilhões)

Sete bilhões. É esse, aproximadamente, o número de pessoas habitando a Terra atualmente. Número esse que aumenta a cada dia, mas que chegou a essa impressionante marca em outubro de 2011.

Sete bilhões de pessoas. Mas você pode viver sua vida sem sequer imaginar como esses outros seres vivem as suas. Nosso mundinho particular, nosso universo individual e o resto das pessoas no mundo lá fora, apenas tocando sua própria existência.

Sete bilhões de vidas, de anseios, de esperanças, de planos. Pessoas tão diferentes física, cultural e emocionalmente, mas que habitam o mesmo planeta, apesar de sonharem sonhos tão distintos, de viverem vidas díspares, sequer imaginando que outras bilhões de vidas seguem seu curso, no seu próprio ritmo e regras.

Sete bilhões de cabeças. Caminhos que se cruzam, pessoas que se conhecem, destinos que se entrelaçam. Quando vemos, nossa vida já faz parte das histórias de outras pessoas e vice-versa. Como em um emaranhado não planejado, a vida do Leandro, por exemplo, se cruzou com a do Glauco, a do Paulo Henrique, a do Silvestre, a do Serginho e a do Esdras, fazendo nascer, entre milhões de páginas da internet, o Barba Feita

Sete bilhões de planos. E com tantos objetivos diferentes, alguns grupos de pessoas se entendem e escolhem compartilhar suas vidas, sendo amigos, trocando experiências, somando. Para que tudo faça sentido e se complete. Porque muitas pessoas vem e vão. Mas algumas (poucas e boas) permanecem.

Sete bilhões de almas no mundo. E, algumas vezes, você encontra uma outra pessoa que te afeta tanto e tão intensamente, que você simplesmente se esquece de todo o resto e fica com apenas ela no pensamento. Sonha acordado, conta os segundos para estar com ela, sente o cheiro e o gosto, mesmo estando distante. E decide que apesar dos outros bilhões de pessoas do mundo, você é uma agulha no palheiro, afortunado e feliz. Porque encontrou outro alguém que te completa. Entre sete bilhões de pessoas no mundo.

Sete bilhões de micropontinhos nesse planeta que, comparado à imensidão do universo é apenas mais um em uma infinidade de possibilidades, mas o único (até agora) comprovadamente habitado por seres ~inteligentes~ e desenvolvidos o bastante para se darem conta de que são únicos em um cosmo que se expande a cada segundo.

Sete bilhões de consciências. E eu aqui, uma dessas pessoas, perdido nos meus bilhões de devaneios sem sentido, digitando letras e palavras,  publicando textos que se juntam a bilhares de outro todos os dias.

Sete bilhões de pessoas no mundo. E nenhuma delas é igual a você, que sofre, chora, sorri, vive. Que me lê.

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Leandro Faria  
Leandro Faria:, do Rio de Janeiro, 30 e poucos anos, viciado em cultura pop em geral. Gosta de um bom papo, fala pelos cotovelos e está sempre disposto a rever seus conceitos, se for apresentado a bons argumentos. Odeia segunda-feira, mas adora o fato de ser o colunista desse dia da semana aqui no Barba Feita.
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