terça-feira, 6 de outubro de 2015

O Barba e Nós: Um Ano de Vida e Muita História Pra Contar





Um ano. Já pararam para pensar o que acontece nessa fatia de tempo de nossas vidas? Para nós, colunistas do Barba Feita, o último ano tem sido desafiador. Porque escrever é, basicamente, procurar assuntos interessantes de forma a alimentar esse espaço com material de qualidade, que agrade não apenas a nós mesmos, que o produzimos, mas (e principalmente) a cada um de vocês, que arrumam tempo para nos ler e motivar.

No dia 06 de Outubro de 2014 nós demos o pontapé inicial nesse espaço. Aos poucos, fomos nos firmando, melhorando, dando uma nova cara ao Barba Feita. Por isso, para comemorar nosso primeiro aniversário, além das repostagens dos melhores textos de nossos colunistas, nada melhor do que falar do Barba e de nossa relação com esse canal de contato com cada um de vocês.

Porque o Barba Feita nos muda a cada dia. Ao parar para escrever aqui, doamos um pouco de nós mesmos (de nossas experiências, de nossas ideias, de nossa imaginação) e, ao fazermos isso, também ganhamos carinho em troca. E, para retribuir, o que podemos fazer a não ser escrever mais?


Com vocês, a partir de agora, um pouco sobre nós, mas, principalmente, sobre o Barba, que nos reaproximou e nos fez mais amigos do que éramos há um ano. Feliz aniversário para o Barba. Feliz aniversário para nós!
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Quando idealizei o Barba Feita (e foi engraçado, no meio de um banho, naqueles momentos em que a nossa cabeça viaja) eu pensei em uma página onde cada colunista poderia se expressar e ser lido, sem preconceitos e com total liberdade. Eu pensei inicialmente em uma página sobre comportamento masculino, mas com uma ótica colorida, gay, afinal, somos homens escrevendo sobre o nosso universo, que é masculino, mas não machista, e onde caberia de tudo um pouco, de sexo a televisão, daquela música que não sai da nossa cabeça a lembranças nostálgicas e histórias divertidas. O que eu não esperava era ser surpreendido.

Modéstia à parte, eu escolho bem pra caramba. Glauco, PH (que chegou depois e conquistou todo mundo), Sil, Serginho e Esdras são verdadeiros achados. E Nanda (a nossa diva de barba honorária) e João Geraldo apenas agregaram ao nosso time com suas maravilhosas colunas especiais mensais (Sincericídio e Conversa +). Aos poucos, o Barba Feita foi ganhando vida e se integrando ao nosso cotidiano, aos nossos afazeres, foi nos tornando ainda mais amigos.

E agora completamos um ano. Um ano de posts diários, de cobranças via inbox (sou editor e editor sofre, acreditem em mim!), de planejamentos, de amigos que por aqui passaram e deixaram suas marcas. Um ano de alegrias, de desabafos, de lembranças e de muito carinho a cada letra. Carinho por vocês, que nos lêem. Carinho por nós mesmos, que somos inspirados a cada dia por acontecimentos banais que, em nossas mãos, ganham dimensão, viram texto, nos enchem de orgulho.

Um ano de Barba. O primeiro ano. De muitos!
Leandro Faria  
Leandro Faria:, do Rio de Janeiro, 30 e poucos anos, viciado em cultura pop em geral. Gosta de um bom papo, fala pelos cotovelos e está sempre disposto a rever seus conceitos, se for apresentado a bons argumentos. Odeia segunda-feira, mas adora o fato de ser o colunista desse dia da semana aqui no Barba Feita.
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Cheio de coisa pra falar, opiniões pra dar, ideias de pequenos contos que eu queria que fossem lidas por outras pessoas, eu sempre quis ter um blog. O problema é que eu sempre soube que não conseguiria manter um blog sozinho, já que isso exige um comprometimento imenso, e a minha vida não é lá das mais paradas, então eu resolvi não fazer a experiência.

Foi quando Leandro, Pop de Botequim e o Barba Feita entraram na minha vida. Poder comentar sobre fatos de forma tão aberta, dar opiniões ou simplesmente contar algo pessoal, ser eu mesmo tão publicamente, foi algo extremamente libertador, ajudou a aliviar a tensão mental dessa cabeça que há muito estava cheia de coisas que precisavam ser ditas, apenas esperando a oportunidade certa.

E pra completar o pacote, vieram cinco caras bacanas, que se tornaram parte dos meus dias, meses, me dando assim um ano super interessante, cheio de histórias compartilhadas, experiências marcantes, tornando ainda mais atraente essa ideia de escrever pra Internet.
Leandro Faria  
Glauco Damasceno, do interior do RJ, é o colunista oficial das terças no Barba Feita. Tem aproveitado a fase de solteiro para viver tórridos casos de amor. Com os personagens dos livros que lê e das séries que assiste, porque lidar com o sofrimento do término com personagens é bem mais fácil do que com pessoas reais.
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O Barba Feita entrou na minha vida por um acidente de percurso. Fui chamado, com o carro já andando, pra trocar o pneu das quartas-feiras, que andava meio vazio. Conhecia apenas o Leandro, meu amigo e idealizador do nosso site, que me fez o convite e, antes mesmo de eu confirmar o meu "sim", já estava me apresentando ao Glauco, ao Silvestre, ao Serginho e ao Esdras. Como ouvi recentemente do Serginho, parece que faltava a minha chegada para amarrar o projeto e formarmos esse misto de confraria / equipe de trabalho que nos tornamos.

Escrever para o Barba foi e ainda é, ao longo desses meses, um dos maiores desafios da minha vida como escritor. Bem mais difícil do que escrever as matérias ou fechar as pautas de TV dos meus tempos de jornalista de redação (pareço legal, mas já tenho uma carreira de 12 anos no jornalismo). Ou do que fazer um artigo para outrem assinar na assessoria de comunicação de hoje em dia. Aqui, não basta escrever: Tem que sentir. Não basta criar o personagem: nós somos os personagens que movem essa grande história que é o Barba Feita, com nossos gracejos, nossas imperfeições, nossas rabugices e, por que não, nossos talentos. Por isso, mais do que ser uma fábrica de "eurekas", o Barba se mostrou muito mais movido a transpiração do que a inspiração. Não é fácil encontrar um tempinho em meio ao nosso tão loteado e comprometido tempo da agenda. Mas a cada um que comenta que leu o seu texto ou que se tornou fã do nosso singelo site, tudo parece valer a pena.

E assim seguimos: suando, produzindo e tocando o nosso Barba Feita junto com esse grupo talentoso e colorido, de segunda a domingo. Obrigado a todos pela oportunidade. E parabéns e vida longa ao Barba!
Leandro Faria  
Paulo Henrique Brazão, nosso colunista oficial das quartas-feiras, é niteroiense, jornalista e autor do livro Desilusões, Devaneios e Outras Sentimentalidades. Recém chegado à casa dos 30 anos, não abre mão de uma boa conversa e da companhia dos bons amigos.
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Nunca pensei que fosse ter um espacinho semanal todinho meu em uma casa como o Barba. A ideia de escrever um texto por semana era sedutora e um desafio criativo bem interessante. Mas a cada nova semana a questão passou a ser além texto, tornou-se: quem é o Silvestre e como ele vê o mundo? Como eu me vejo?

Escrever sobre sentimentos, os meus fantasmas de gaveta e que habitam minha mente fértil foi estranho em um primeiro momento. Deixar que o mundo conhecesse um pouco dessas dúvidas, questões e até o olhar que tenho sobre o mundo foi e continua sendo maravilhoso.

No fim das contas acabou que passei a me conhecer melhor nesse um ano de Barba Feita do que em qualquer outro da minha vida.
Leandro Faria  
Silvestre Mendes, o nosso colunista de quinta-feira no Barba Feita, é carioca e formado em Gestão de Produção em Rádio e TV, além de ser, assumidamente, um ex-romântico. Ou, simplesmente, um novo consciente de que um lance é um lance e de que romance é romance.
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Algo que é um tanto recorrente, pelo menos em meus textos, é o quanto eu sou fascinado pela escrita e o quanto eu valorizo e prezo a amizade. O Barba me possibilita poder fazer isso. E me pediram apenas três parágrafos, confesso que para quem está no meio de um TCC, três pode parecer muito, mas a partir do momento em que me disponho a falar do Barba e dos meus amigos, três pode ser de fato pouco, entretanto, vamos ver como vou me sair daqui para frente. Texto coletivo, foco, ser direto... 1, 2, 3, vamos lá, vai Serginho! 

Há um ano eu não tinha a menor ideia. Não sabia como seria meu projeto de conclusão de curso, nem sobre o que falaria. Se faria sozinho ou não, apenas sabia que faria. Profissionalmente, não tinha nenhum estágio em vista e a incerteza batia à minha porta, me deixando ansioso, preocupado. Minha única certeza há um ano era o Barba. Uma jornada que foi se intensificando, praticamente uma montanha russa. No fim da linha, a vontade de voltar e fazer tudo de novo. 

Sim, eu faria. Não me arrependo, não volto atrás nas decisões que tomei, na alegria de saber que do outro lado existe alguém concordando ou não, me lendo. A alegria de poder fazer parte de algo como esse projeto me deixa feliz, ao lado de pessoas que mesmo não estando perto fisicamente são os meus amigos; não colegas, mas amigos de fato. Aqueles a quem eu sempre recorro quando preciso soltar as amarras. Eu não tenho a menor ideia se a proposta para este post coletivo seria essa, mas eu gostei de escrever isso. E agradecer por mais um ano.
Leandro Faria  
Serginho Tavares é um apreciador de cinema (para ele um lugar mágico e sagrado), da TV e da literatura. Adora escrever e é o colunista oficial do Barba Feita às sextas. É de Recife, é do mar: mesmo que não vá com tanta frequência até a praia e mantenha sempre os pés bem firmes na terra.
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Eu sempre amei muito escrever e, obviamente, como a grande maioria que escreve, sempre quis ser lido. Então, em janeiro de 2008, criei meu primeiro blog, o Borboletas Na Janela. Funcionava mais como um diário, repleto de lamentações e divagações sobre a minha vida. A audiência inexistia, ninguém me lia, exceto dois ou três amigos, que eu ficava importunando pra darem uma olhada no blog. No início, os textos eram bem ruins, mas foram melhorando com o tempo. Aí descobri aquelas maravilhosas comunidades do finado Orkut, onde se postava o link do seu blog e o próximo a responder era obrigado a te ler, depois que você já tinha feito o mesmo com o link postado antes do seu, mas além de ler, o leitor tinha que comentar, pra comprovar que tinha lido mesmo. E nessa brincadeira, havia coisas ótimas e outras péssimas, e dessa forma criei uma rede bem bacana de amigos blogueiros que, infelizmente, foram desaparecendo com a decadência do Orkut e a chegada do Facebook.

Quando me tornei universitário achei que atingiria um outro patamar na escrita, afinal, curso Letras, alguma evolução haveria de ter. Por este motivo, encerrei o Borboletas e em abril de 2013, dei início ao Meu Pequeno Pantuflee, onde meu lado contista estava mais aflorado. Textos dos quais gosto muito estão registrados neste blog, que ao completar um ano foi rebatizado, ganhando o nome de Violetas Violáceas Violadas. Antes, porém, uma pessoinha entrou na minha vida e me fez começar a ser lido por centenas de leitores, números jamais alcançados por meus blogs pessoais. Essa pessoinha, que fui conhecendo pouco a pouco, e que foi me despertando sentimentos controversos como a vontade de abraçá-lo e enche-lo de afagos à um desejo incontrolável de esganá-lo em diversos momentos é o Leandro Faria (carinhosamente chamado de Leco), o super-editor e idealizador do nosso Barba Feita. Mas o primeiro convite surgiu alguns meses antes deste nosso filhote ser concebido. Foi através do Pop de Botequim, blog-irmão do Barba, que nos conhecemos ao trocar e-mails, e ganhei um espaço para falar de coisas que adoro, tais como filmes, livros, peças teatrais e cultura e entretenimento em geral. Amei a experiência e continuo lá firme e forte, publicando minhas resenhas esporadicamente, bem menos do que gostaria, porque ter uma coluna fixa semanal na blogosfera não é brinquedo não, e hoje o Barba Feita consome 95% da minha atenção quando penso em produção textual. E, apesar de ser uma responsabilidade que muitas vezes me deixa de cabelo em pé, é delicioso!

Fazer parte desse grupo tão homogêneo e ao mesmo tempo bem diferente entre si é uma satisfação. Ser lido por uma audiência cativa, uma realização. Sentir-se em casa, entre amigos, expondo pensamentos e sentimentos íntimos, é compensador. Ter voz pra dizer o que bem entender, sem censuras, não tem preço. Obrigado Serginho, PH, Glauco e Silvestre pela companhia durante esse um ano. E OBRIGADAÇO, principalmente a você Leco, por me presentear com a oportunidade de fazer uma das coisas que mais amo na vida. Não sei os caminhos que me aguardam pós-Barba Feita, mas com toda a certeza do mundo você será sempre lembrado como aquele que deu o pontapé inicial para que os meus escritos ganhassem leitores inteligentes e analíticos. E serei grato pra sempre, mesmo sentindo uma imensa vontade de te esganar, às vezes. E que seja eterno enquanto dure!
Leandro Faria  
Esdras Bailone, nosso colunista oficial do Barba Feita aos sábados, é leonino, romântico, sonhador, estudante de letras, gaúcho de São Paulo, apaixonado-louco pelas artes e pelas gentes.
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E assim agradecemos a vocês e dividimos a nossa alegria. E que o Barba Feita continue por muitos outros aniversários, deixando a nossa vida mais divertida e a nossa mente mais leve. 

Happy BDay, Barba Feita!

Um comentário:

José Carlos Paranhos disse...

leituras excelentes moçada!!