domingo, 1 de novembro de 2015

A Solidão e o Autoconhecimento





Antes de mais nada, não me imagine como uma pessoa depressiva, jogada às traças e largada num canto escuro em meio à solidão profunda. Ao contrário disso, sou uma pessoa muito extrovertida (todos que me conhecem sabem bem disso), comunicativo, expansionista e gosto de ser o centro das atenções; gosto de ser escutado e ser elogiado por ser como sou, um comunicador nato, no sentindo de me comunicar com Deus e o mundo, pois sou falante por natureza. Porém, mesmo estando cercado de pessoas, é muito comum eu me sentir só. 

Não é uma solidão de estar sozinho; creio que é uma solidão de incompreensão, de ter muita gente comigo e, mesmo assim, noventa por cento não entender o que sinto. Talvez fosse melhor ter apenas um amigo que me entendesse do que vários que não conseguem entender realmente como estou, embora, cada um à sua maneira seja totalmente importante na minha vida. Ainda assim sinto falta do “Melhor Amigo”. 

Mas tem um outro lado sobre a solidão que sinto e esse lado muito me alegra. Pode estar achando estranho eu mencionar alegria em meio a solidão, pois quando pensamos em solidão pensamos em tristeza, mas nem sempre isso é uma realidade ou verdade. Lembro de uma frase de um dos meus filmes prediletos em que o personagem principal diz: 
 “As pessoas não percebem, mas a solidão é subestimada.” 
E sempre fico refletindo no sentido dessa frase e percebo que me encaixo no contexto dela, pois a solidão não é o fim de tudo, ela é uma ótima companheira para reflexão. Estar só me permite pensar em meus atos, me leva numa profunda analise da minha vida e, às vezes, até mostra a solução para aquele problema que me persegue a tempos, me faz ver quem se importa comigo de verdade. 

Outra coisa que gosto na solidão e de sair para ir ao cinema. Sei que parece meio deprimente ir ao cinema sozinho, mas eu gosto bastante. Vou com mais calma, assisto tranquilamente e ainda saio para comer sossegadamente, sem pressa ou necessidade de agradar quem está ao meu lado. Vou para e por mim.

Contudo, um homem não é uma ilha. E partilhar a vida com quem está a nossa volta é gratificante, é muito importante ter um grande amigo e, sabe, amigos de verdade não se perdem com o tempo. Se tiver um grande amor, compartilhe com ele a sua solidão, pois no final das contas estamos todos sós procurando quem preencha essa solidão conosco.

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Leandro Faria  
Artur Lima: aficionado por cinema, música, seriados e livros, não nesta ordem, apaixonado por dias frios e chá. Estudante de Comunicação Social, acha que sabe de tudo e sonha em trabalhar com cinema.
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