segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Survivor: Um Vício em Forma de Reality Show





Eu adoro realities shows. Acho interessantíssima a dinâmica humana quando em competição, tendo de assumir papeis ao mesmo tempo que corre atrás de seus objetivos. E, salvo raras excessões (oi, The Voice Brasil), as versões nacionais de bons realities shows são tão boas (e algumas vezes até mesmo melhores) que suas originais. O sucesso do Master Chef Brasil (e de sua fofíssima versão Junior) e do nosso famoso Big Brother apenas comprovam isso.

Entretanto, temos um grandiosíssimo problema com realities shows no Brasil: a desnecessária mania de se dar poder ao telespectador para decidir o destino dos participantes. Dessa forma, fórmulas consagradas e que envolvem estratégias dos participantes nas versões de outros países, são diluídas a meros jogos de coitadinhos e favoritos do público por aqui. Foi o que aconteceu, por exemplo, com No Limite, o primeiro grande reality nacional, "inspirado" no americano Survivor, que teve 4 temporadas por aqui, entre 2000 e 2009. E se a primeira temporada do programa, em 2000, foi um sucesso absoluto (com a vencedora sendo divulgada por um jornal semanas antes da exibição da final - ah, os tempos sem o reinado absoluto da internet!), as demais foram sem graça exatamente por dar poderes ao público para definir destinos do jogo.

É aí que chego ao tema desse texto, que é a versão americana do programa, Survivor, um reality viciante, bem produzido e que apresenta atualmente sua temporada de número 31 nos EUA. Isso mesmo: trinta e uma temporadas! Incrível, não?


Se você assistiu a No Limite, a dinâmica de Survivor é exatamente a mesma: um grupo de pessoas (que varia de temporada para temporada) é levado a algum lugar remoto e selvagem, dividido em equipes, e seus participantes precisam competir entre si até que sobre apenas um, o "sobrevivente" do programa, que leva para casa a bagatela de US$ 1 milhão. Um Milhão De Doláres! 

Então, se é apenas um reality de competição, qual a graça dele? Os participantes do programa, dispostos a tudo para faturar o grande prêmio. E, bem diferente do que estamos acostumados a ver em realities por aqui, a estratégia é bem vinda e em Survivor vale tudo, já que não basta você se sobressair em provas físicas. Para chegar até o fim, você tem que se aliar com diversas pessoas para não ser eliminado e, no final, convencer um juri formado por uma parte dos eliminados (que podem estar chateados, já que sua eliminação pode ter sido orquestrada pelos finalistas) que você é o merecedor do prêmio. 

E como é incrível acompanhar o reality e as reviravoltas de cada temporada. Porque é praticamente impossível prever os caminhos do programa, já que os participantes normalmente jogam muito bem, manipulando, mentindo e criando mil enganações uns contra os outros para chegar ao seu objetivo, que é provar que você viveu a experiência, jogou e merece sagrar-se o vencedor do programa e, de quebra, levar o prêmio de US$ 1 milhão.


Apesar de a tanto tempo no ar e com amigos que são verdadeiros fãs do programa, demorei muito para acompanhar uma temporada, o que fiz exatamente a partir da atualmente em exibição, chamada Second Chance, que conta com o retorno de 20 ex-participantes do programa para mais uma chance de viverem a experiência e sagrarem-se campeões. Parece meio estúpido começar a assistir um programa que você nunca viu a partir da trigésima primeira temporada e com um elenco repleto de pessoas que já tem uma bagagem no programa e que você não conhece, não é mesmo? Eu também achei, mas mesmo assim encarei e, confesso, estou aqui me perguntando e me martirizando: por que não assisti a Survivor antes, Brasil?

É impossível não se envolver e querer acompanhar o jogo e suas reviravoltas. E, como a temporada atualmente em exibição está no seu nono episódio, é claro que fui atrás de temporadas anteriores para assistir e, meu Deus, que vício. Assisti a temporada 28 (que possui quatro participantes que retornaram para a atual) em dois dias, de maneira compulsiva e vidrado. Sabe aquele clichê de "só vou assistir mais um episódio" e não conseguir parar nunca mais? Fui eu com essa temporada. Agora então, que comecei a assistir a temporada 29, estou indo pelo mesmo caminho.

Inteligente, estratégico e viciante, fica assim a minha dica dessa segunda-feira para você: se não conhece Survivor, comece a assistir já! Você não vai se arrepender!

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Leandro Faria  
Leandro Faria:, do Rio de Janeiro, 30 e poucos anos, viciado em cultura pop em geral. Gosta de um bom papo, fala pelos cotovelos e está sempre disposto a rever seus conceitos, se for apresentado a bons argumentos. Odeia segunda-feira, mas adora o fato de ser o colunista desse dia da semana aqui no Barba Feita.
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