sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Sobre Trabalhos, Conclusões e Cursos (ou Apenas Inquietações)




Há quase um ano venho preparando meu trabalho de conclusão de curso, algo que, pelo menos para mim, foi uma grande viagem com começo, meio e infinitas possibilidades. Não foi fácil, mas quem disse que seria? O melhor é a sensação de dever cumprido e poder afirmar que, enfim, eu me superei. Como um atleta que quebra um recorde mundial, superei a mim mesmo.

Superei o desgaste emocional, o cansaço, a falta de emprego, a doença da minha mãe e, depois de tanto procurar um estágio e conseguir, tentar conciliar tudo isso à nova atividade. Realmente não foi fácil. 

Mas, justamente por isso, a sensação é maravilhosa. Saber que depois de um pouco mais de três anos a faculdade chega ao fim, mas não o fim por completo - para mim é apenas mais uma etapa concluída -, um sonho alcançado, algo que eu sempre quis, sentia essa necessidade em minha vida, me sentia incompleto. E agora este ciclo se fecha para dar vazão a outras metas.

Porque, obviamente, minha inquietação não me deixa e eu sinto vontade de começar outras coisas. Mas também sinto vontade de me estabilizar, meu lado caranguejo com a lua em touro me faz gostar de ter os pés bem firmes no chão. Eu preciso disso. 

É gratificante saber que o curso abriu a minha mente para muitas coisas. Continuo sendo aquele que toma a frente e luta pelo que acredita, continuo falando horrores, mas continuo gentil, e carinhoso com meus amigos. A faculdade me ensinou também o quanto é importante cativar. Mas acima de tudo que educação se aprimora.

Também posso continuar sendo um pouco intolerante para mentes pequenas, estas não quero que façam parte da minha vida; abro espaço para quem agregue, para quem possa contribuir de verdade com algo útil para o mundo. 

No geral, pude ser eu mesmo. Pude rir, brincar, brigar, me estressar, lutar, me arriscar, ousar e divar. E se tem uma coisa que eu amei fazer foi divar. No sentindo mais amplo que essa palavra possa ter. 

Mas, agora deixo vocês por hoje, sabendo que logo mais estarei eu aqui publicitário. E que isto é apenas o começo de tudo.

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Leandro Faria  
Serginho Tavares é um apreciador de cinema (para ele um lugar mágico e sagrado), da TV e da literatura. Adora escrever e é o colunista oficial do Barba Feita às sextas. É de Recife, é do mar: mesmo que não vá com tanta frequência até a praia e mantenha sempre os pés bem firmes na terra.
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