segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Das Coisas Que Não Tem Preço




2016 na área, com um mês de janeiro que, pelo menos para mim, já começou inspirado. E, exatamente por isso, motivado a compartilhar em forma de texto, algumas coisas belas e singelas dessa vida que, apesar de não terem preço, valem tanto.

- Dizer “É assim!” e ouvir em resposta “Não, não é assim, é do outro jeito.”. Assentir com um “Tudo bem, vai lá!” com direito a tapinha no ombro e tudo. Só pra ver que era exatamente do jeito que você falou que era e poder falar no final: “Eu não disse?” 

 - Ouvir aquela música viciante, só pegar um trechinho dela, ficar o dia inteiro repetindo-a na cabeça, chegar em casa, jogar no Google o trechinho e descobrir o nome da dita cuja só pra conseguir encontrá-la inteira e ouvir até enjoar!

- Viver em uma cidade que é cartão postal e destino turístico de milhares de pessoas e saber que sim, ali é o seu lugar. Você demorou para chegar, mas sempre soube que seria naquela cidade que você seria feliz. E você é. 

- Entrar no cinema, pegar aquele livro, começar a ouvir uma música, sem nenhuma pretensão e ser surpreendido de um jeito bom, exatamente porque você não tinha nenhuma expectativa para aquilo que lhe aguardava. 

- Dormir junto todo dia há anos e, ainda assim, se perder em alguns momentos, pela manhã, olhando aquele rosto adormecido e pensar: "puxa, ainda bem que escolhi e fui escolhido por você".

- Sem querer, cair na página de um cidadão por quem você já foi completamente apaixonado – e que te fez sofrer pra caralho – no Facebook e, com aquela curiosidade do tipo “ok, foi um acidente de carro, mas eu não consigo parar de olhar” se dar conta de que o tempo passou e que ele está MUITO feio e acabado. Enquanto você? Você deu uma senhora melhorada e tá muito bem acompanhado. Revenge – silenciosa e sem motivos -, a gente vê por aqui!

- Passar momentos junto com seus amigos, rir, se divertir e se dar conta de que, putz, como a vida é legal com você, né?

- Beber pra caralho, como há muito você não bebia. Final de ano, muitos eventos, vocês sabem, né? Mas perceber que apesar dos excessos (que terão um preço caro a ser pago na academia a partir de agora), seu fígado está bem, muito bem, obrigado.

- Pensar no contexto geral, na crise, nos problemas e ver que, ok, a coisa está feia, mas poderia estar bem pior pro seu lado. Egoísta? Talvez, mas bem realista para você.

- Ver que 2016 começou com tudo, mas ter esperança de que tudo vai se acertar. Utópico ou não, é o que desejo para todos nós, amigos e leitores, nesse ano que se inicia. 

Carpe diem!

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Leandro Faria  
Leandro Faria:, do Rio de Janeiro, 30 e poucos anos, viciado em cultura pop em geral. Gosta de um bom papo, fala pelos cotovelos e está sempre disposto a rever seus conceitos, se for apresentado a bons argumentos. Odeia segunda-feira, mas adora o fato de ser o colunista desse dia da semana aqui no Barba Feita.
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