sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Sobre Trens Descarrilhados





Há um pouco mais de um ano vocês estão me conhecendo; alguns já me conheciam, mas não sei se tanto quanto agora, já deixei que todos entrassem em minha vida, vivendo assim um reality show sem câmeras. Mas nunca me apresentei como deveria, nunca me apresentei mais do que está na aba “quem somos”, mas chegou a hora de mudar isso. 

Como sabem, meu nome é Sergio, podem me chamar de Serginho se assim preferirem, sou blogueiro, formado em publicidade e estou à procura de um novo lugar, de um novo momento, estou saindo da zona de conforto; e eu tenho medo, mas apenas o medo pode me trazer coragem. Eu amo escrever e, por fim, eu tenho amigos, os melhores, eles me apoiam, me amam, entretanto, hoje eu preciso vociferar outros assuntos, assuntos que já ando prenunciando aqui nos últimos textos. 

Neste momento eu ando sem vontade para muita coisa. Comecei a ler um novo livro e em outros tempos ele já estaria no fim, mas ainda nem cheguei no segundo capítulo. Sinto minha vida em desordem, provavelmente ainda perdido com o fim da faculdade, talvez já estivesse assim há muito tempo e não percebi, provavelmente perdido em meu próprio egoísmo. Estou ainda procurando me encontrar o mais rápido possível, de repente a doença da minha mãe foi um baque que eu não estava preparado, aliás, ninguém nunca está para situações assim, eu acho. 

Obviamente, tudo isso tem se refletido aqui, neste espaço: meus textos andam melancólicos. Sempre procurei refletir o que há de mim, sem máscaras, apenas eu. Por outro lado, pode ser uma fase natural e que as coisas vão se acomodar e se encaixar em seus devidos lugares. 

Dizem que eu tenho sorte, que sou uma pessoa iluminada, que ainda vou brilhar muito, infelizmente, eu nunca acreditei totalmente nisso, o problema talvez esteja nesta minha maldita insegurança. As dúvidas que me impedem de tomar a decisão correta, fazendo que confie mais na opinião de outrem quando a minha poderia ser a mais acertada, são inúmeras. E quantas vezes me calei quando poderia ter falado e quantas vezes poderia ter me calado quando falei em momentos inoportunos; eu sei que não sou uma pessoa fácil e sei que a minha fé não é forte o suficiente. Cobrei — ainda cobro — mais dos meus guias espirituais do que deveria e tenho certeza que toda essa minha procrastinação é a culpa de toda essa dor. 

Consideremos então que esta sorte tenha me deixado de lado. Percebo que as coisas não fluem ou, quando fluem, surge algo que me desnorteia. Estou mais desatento do que antes e isso tem sido um sério problema em minha vida. Às vezes, me pego pensando em situações trágicas porque me vejo dentro delas. Mas tenho tido bons sonhos. E quando menos imagino sortilégios surgem em meu caminho me fazendo rever conceitos, derrubando pequenos obstáculos que não via anteriormente; certamente por causa do pessimismo que me leva a pensar que estas coisas não existem. E não estou divagando aqui, entendam como um desabafo, não o último, mas uma necessidade de expor este momento para, quem sabe, vomitando tudo, isso passe e eu encontre o caminho. 

Eu confesso que não pensei muito antes de escrever isso aqui e, chegando ao fim, pensei se deveria realmente publicar tudo isso. Sim, eu devo e, quer saber? Me fez um bem danado!

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Leandro Faria  
Serginho Tavares é um apreciador de cinema (para ele um lugar mágico e sagrado), da TV e da literatura. Adora escrever e é o colunista oficial do Barba Feita às sextas. É de Recife, é do mar: mesmo que não vá com tanta frequência até a praia e mantenha sempre os pés bem firmes na terra.
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