sábado, 2 de janeiro de 2016

Ufa, Acabou!




Já estamos no segundo dia de 2016. Passa rápido, né? Significa que 2015 finalmente acabou. E foi ruim? Foi complicado. Como já explanado aqui pelos colegas ao longo da semana, parece um consenso que o ano encerrado há dois dias foi bem difícil pra geral. Pra mim não foi diferente, mas não cansarei a beleza dos valorosos leitores chorando minhas pitangas. Quero apenas fazer um apanhado geral, uma mini retrospectiva, pra deixar registrada e, ao final desse ano, comparar e afirmar satisfeito como 2016 foi muito melhor, e que assim seja!

A vida começou com um primeiro semestre delicioso, o ano prometia. Após uma virada com as melhores pessoas, nada podia dar errado. Passaram-se janeiro e fevereiro em céu de brigadeiro, o trabalho andava agradável, os amigos sempre queridos e companheiros, a faculdade se aproximando da reta final, e então veio março e, com ele, suas águas levaram meu emprego. Recém desempregado, ainda me mantive tranquilo, pois abril me acenava com momentos deslumbrantes. E o mês da mentira foi tão lindo que nem parecia verdade. Dentre as boas coisas que me aconteceram no quarto mês do ano, uma delas foi conhecer o Rio de Janeiro e um de seus muitos habitantes, nosso querido editor e colunista das segundas, Leandro Faria.

Quando maio chegou, continuava no ar um clima de férias. Fui ao Rio Grande do Sul e, após anos distante na data, consegui passar o Dia das Mães com minha amada genitora. Dez dias refletindo sobre como o lugar onde minha mãe mora não tem nada a ver comigo serviu pra repor as energias e me convencer de uma vez por todas que certos caminhos definitivamente não tem volta, por maiores que sejam os apelos de quem te pôs no mundo, pra voltar ao ninho. Ainda em maio, lá no finalzinho, tive um esperado reencontro, após oito anos, com a amiga muito especial, Nadege. Colega nos últimos anos do Ensino Fundamental e em todo o Ensino Médio, ela se tornou a amiga confidente e inseparável da adolescência, com quem dividi planos, sonhos e segredos, numa afinidade tremenda. Um verdadeiro encontro de almas. Tanto, que nossos caminhos se separaram e não poderiam ter tomado rumos mais diferentes. Mas o coração, batendo sempre no mesmo compasso, não quis que nos afastássemos por completo, e nos reencontramos amadurecidos e sábios, e mortos de saudade.

Então veio junho com prenúncios tenebrosos de mudanças não desejadas e perrengues que me dariam muita dor de cabeça. Comecei efetivamente a busca por um novo emprego, que surgiu só em julho. E julho foi o últimos mês desse meu 2015 com algum resquício de paz. Agosto, que por ser o mês do meu aniversário me é particularmente especial, se mostrou, como muitos dizem, o mês do desgosto. Mas, por ter me trazido novidades desagradáveis, não deixei de comemorar meus 34 anos de vida, muito pelo contrário, fiz questão que fosse uma celebração memorável. E tenho certeza que foi, não só pra mim, mas também pros meus convidados, que ficaram apaixonados por tudo o que lhes proporcionei. O aniversário mesmo foi no dia 11, mas a comemoração aconteceu dia 29. Fechei o mês com chave de ouro, mas setembro esbofeteou minha cara e me jogou de volta à triste realidade.

O nove foi o mês mais infeliz, apesar de alguns paliativos. Também foi o mês que eu disse "chega" e rumei pra mais uma mudança. Fui morar com um amigo, na intenção de que fosse uma experiência salutar. O prazo seria de 3 meses, até que eu conseguisse ajeitar minha vida da melhor forma possível, finalizando os estudos com a cabeça tranquila e começando 2016 de casa nova e espírito renovado. Então mudei-me em outubro e, a princípio, tudo melhorou. Novembro foi tranquilo, e até o momento tudo o que me atormentava era o fim do curso de Letras e a corrida maluca e alucinada pela finalização do TCC, que apesar de bem elogiado pela Banca Avaliativa, não saiu como eu esperava, me deixando com a sensação de trabalho mal feito e dever não cumprido da melhor maneira possível. Enfim, estávamos formados, o pior já havia passado.

Eis que finalmente desponta dezembro, e quando as coisas pareciam caminhar na direção do sossego, rumo a um fim de ano tranquilo, faltando 10 dias pra enterrar 2015, um novo acontecimento muda tudo, desestrutura minhas bases emocionais e me faz repensar novamente o real significado dos meus objetivos, das amizades, dos sonhos, da vida afinal. Algo que me põe diante de uma nova perspectiva sobre tudo e que, apesar de muito decepcionante, no fim me parece bom, pois me revela a grandeza de um amigo em detrimento da pequeneza de outro. E a vida é mesmo assim, uns vão, outros vem, mas há sempre aqueles que permanecem.

No balanço final, foi um ano importante, pois marca o fim de uma batalha de três anos, que foi a minha graduação. Acredito que foi o que de melhor aconteceu em 2015, o término de um ciclo, uma necessidade e uma realização. No mais, foi um ano triste, reforçado por um Natal e um Réveillon melancólicos, sem grandes festejos, com um clima de pesar no ar. Uma sensação de que todos estavam exaustos demais para grandes arroubos de alegria. Na verdade, tudo pareceu mais um grande suspiro de alívio.

Descanse em paz 2015, e que seja leve 2016!

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Leandro Faria  
Esdras Bailone, nosso colunista oficial do Barba Feita aos sábados, é leonino, romântico, sonhador, estudante de letras, gaúcho de São Paulo, apaixonado-louco pelas artes e pelas gentes.
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Um comentário:

Homem, Homossexual e Pai disse...

calma.. nao tem nada t~çao ruim que noa posso piorar! rsrsr um feliz 2016! cheio de amor saude e sucesso! abraços