quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Arrogância





Sim, você é arrogante.  E temos dois caminhos agora para seguir. Ou você para de ler, afinal, já sabe qual é a minha afirmação ao longo de todo esse texto, ou você vem comigo e exercita um pouco de humildade para reconhecer seus defeitos. A escolha é sua e o choro é livre!

Arrogância é a palavra mais usada nas últimas semanas, ao lado de prepotência e logo depois de soberba. No fim, todas essas palavras são usadas para significar a mesma coisa: alguém que despreza outra pessoa por se sentir superior. Mas espere aí, não é isso que vem acontecendo nas redes sociais todos os dias? Textão do Facebook é rebatido com mais textão e ninguém nunca assume que pode ser o “errado” da vez. Cada um tem a sua verdade e usa o livre arbítrio como um grande escudo protetor para destilar preconceitos, incitar brigas e diminuir pessoas. E tudo isso, observe, porque simplesmente alguém só estava dando a sua opinião.

Não existe nada de errado com você ter sua visão de mundo, sua opinião sobre qualquer tema. Errado é utilizar isso como desculpa para ser preconceituoso. Preconceito é preconceito e não tem opinião pessoal que mude isso. Você tem o direito de pensar diferente, de um jeito novo, de uma maneira completamente única, mas isso não pode em momento algum, ser uma brecha para agressão ao outro. Se você merece respeito “só por ter essa opinião”, você também deve respeito para quem pensa diferente de você. Respeito é respeito, independente de quem pede ou exige. Mas se você se sente confortável demais para berrar que o outro é arrogante, que o outro é prepotente e que o outro é a fonte de todo o mal da humanidade... O outro. Sempre. Não você. Acho que está na hora de aprender que o mundo não está girando porque você nasceu. Talvez esse seja  um passo importante para retirar um pouco da soberba que existe dentro de nós. Dentro de você.

A ideia aqui é mostrar que algumas vezes não somos tão diferentes quanto aqueles que “atacamos” por aí. Pessoas que não sabemos direito quem são e como são na vida, mas que por uma rápida convivência, um rápido momento, são analisados como alguém verdadeiro e cheio de qualidades, pode ser na verdade o oposto disso. Nem sempre a primeira impressão que temos de alguém é a verdadeira, é algo além do que a outra pessoa quer passar. Vender uma imagem mais “perfeita” e cheia de qualidades não significa nada. Melhor dizendo, significa. Significa que no fundo não somos tão verdadeiros quanto acreditamos. Ou que queremos que acreditem. Somos só pessoas desesperadas por aceitação exterior e interior.

Cada vislumbre do que idealizamos para nós mesmos é complicado. Complicado porque normalmente ficamos nos imaginando como pessoas sem falhas. Sem preconceito. Sem soberba e sem ideia de quem se é de verdade.

Acho só que antes de sair atacando o outro é preciso para e pensar em nós mesmos. Será que o que odeio no outro é porque tenho muito evidente em mim? Será que o outro está tão errado em seu posicionamento? Será?

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Leandro Faria  
Silvestre Mendes, o nosso colunista de quinta-feira no Barba Feita, é carioca e formado em Gestão de Produção em Rádio e TV, além de ser, assumidamente, um ex-romântico. Ou, simplesmente, um novo consciente de que um lance é um lance e de que romance é romance.
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