quinta-feira, 24 de março de 2016

Academia: Mesmo Ambiente e Novas Regras





Academia é o pavor de algumas pessoas, posso falar por minha experiência no assunto. Depois de uns anos, cinco se não me engano, decidi que era hora de retornar. Não lembro bem o motivo que me fez parar, mas não é preciso pensar muito no assunto. Qualquer outra coisa é mais divertida do que ficar em um ambiente que é tudo, menos confortável. Academia é um lugar hostil. Existe a galera que frequenta regularmente, mais do que a própria residência, e existe o povo que tenta gostar daquilo, se animar com aquela rotina, mas não consegue.

Lembro que na minha antiga academia existia certa aposta entre os membros fixos. Sempre que alguém novo chegava, o povo tentava adivinhar quanto tempo aquela pessoa ficaria até desistir. Em alguns casos, todos acertavam. Mas entendia cada um daqueles “desistentes”. Ao chegar a uma academia, sentimos todo aquele ambiente opressor, pessoas mais “fortes” que você por todos os lados, com uma postura de leões disputando o seu reinado em plena selva. Assusta. Tudo isso é como se você fosse o aluno novo da escola e todos os grupinhos já estivessem formados, e você não ter a permissão de fazer parte de nenhum. Talvez isso tenha colaborado pela minha desistência uns anos atrás. Talvez não.

Só que quero focar no meu retorno e no que observei de novo. Sim, existem mudanças no reino da Dinamarca. Ainda existe a galera do “whey” por todos os lados, é claro. Mas também existe o povo que decidiu se cuidar. Seja o Medida Certa, que fez alguém tomar vergonha e ir se exercitar um pouco, ou talvez aquela blogueira fitness que inspirou para que alguém colocasse o tênis de corrida nos pés. O importante é ressaltar que a academia está um pouco diferente daquilo que me lembrava. Ainda é meio assustador em alguns horários, ainda é, mas está mais acessível psicologicamente. É como se os donos do segredo da vida saudável e do corpo escultural não estivessem mais evitando novos membros. É como se o “clubinho” estivesse menos restrito e mais passível de flexibilidade...

Ainda identifico certos comportamentos que não são dos melhores, mas vamos encarar que nada muda da água para o vinho, não é mesmo? E se quero ver alguma mudança, tenho que participar de algum jeito. Apesar de no momento só sentir dores no corpo, por conta da série que estou fazendo depois de anos, estou mais animado por continuar. Talvez esse seja um início de textos motivacionais. Ou talvez esse seja um início... de alguma mudança pessoal que vem por aí... 

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Leandro Faria  
Silvestre Mendes, o nosso colunista de quinta-feira no Barba Feita, é carioca e formado em Gestão de Produção em Rádio e TV, além de ser, assumidamente, um ex-romântico. Ou, simplesmente, um novo consciente de que um lance é um lance e de que romance é romance.
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