domingo, 6 de março de 2016

Menos Senso Comum e Mais Bom Senso, Por Favor!





É só abrir qualquer rede social (especialmente Facebook, aquela terra de ninguém cheia de “sabedores” de tudo e donos da verdade) que veremos uma chuva de frases feitas. Qualquer discussão é baseada em senso comum, aquelas justificativas que a pessoa nem pensa o que está falando, apenas repete o que ouve. 

O grande problema deflagrado por essa febre chamada internet é a falta de tolerância das pessoas, que não conseguem sustentar uma conversa sem partir para briga no primeiro momento em que são contrariadas. Não entendo a dificuldade das pessoas compreenderem o quão importante é a diversidade – inclusive de opiniões -, já que ninguém aqui é dono da verdade e podemos, sim, aprender com a experiência do outro. 

Mas o senso comum, esse bichinho que contamina as nossas relações, cega os mais desavisados. Habitar as redes sociais na época das eleições do ano passado, por exemplo, foi uma verdadeira catástrofe. Independente da posição política de quem esteja lendo esse texto (pois não estou aqui para fazer discurso), não dá para negar que os argumentos e discussões mais pareciam briguinha de criança, do tipo “meu candidato é mais legal que o seu e se você não concordar comigo vou falar pra minha mãe”

Infelizmente, as eleições passaram e a chuva de senso comum não diminuiu. E ele criou monstrinhos intolerantes que ameaçam excluir do Facebook e da vida quem pensa diferente. O que mais tenho lido ultimamente é “se não concorda comigo, nem venha comentar meu post e é bom até me excluir”. Gente, o que é isso? Em que momento as pessoas chegaram ao nível de insanidade incapaz de conviver com opiniões diferentes? 

Essas pessoas parecem um bando de crianças mimadas acostumadas a ter tudo e que não suportam ouvir um “não”. No fundo, eu vejo essas pessoas como inseguras ao ponto de encararem como ofensa pessoal uma mínima discordância. Isso é falta de autoestima e faz muito mal. Não digo que seja fácil ouvir alguém dizer que aquilo que você tanto acredita não faz sentido para ele(a). 

O que é preciso ficar claro é que ninguém precisa mudar de opinião porque o outro disse que está errado. No entanto, uma análise do discurso do outro (com todo o respeito que cada um merece) não mata ninguém. Se no final você continuar achando que sua opinião faz mais sentido, ótimo! Só não se esqueça de respeitar a posição do outro. 

Para vocês não acharem que estou me colocando numa posição superior, dou um exemplo pessoal: me deixa muito irritada ver pessoas que não têm motivos para reclamar viverem de mal humor, falando que a vida está ruim, que está com dor nisso, dor naquilo, que já acorda cansada, que trabalha demais… Aí foi que alguém me disse que eu deveria proteger meus ouvidos e meu coração dessas reclamações, não entrar nessa vibe, pois cada um tem uma maneira de levar a vida. E é a mais pura verdade! 

Por isso, meus amigos, convido todos a refletirem sobre a importância de ir mais fundo nas questões e sair da zona de conforto e do senso comum. Para isso, pratiquemos a paciência, a tolerância e não esqueçamos de basear nossa vida no bom senso. Quem sabe assim a internet e a vida passem a ser mais divertidas?

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Leandro Faria  
Carol Vidal tem 28 anos, é carioca e mora em Salvador há três anos. Jornalista, descobriu sua grande paixão pela Literatura, essa tão encantadora arte de contar histórias. Adora séries de TV, filmes, livros, HQs, música e chocolate, tendo como atual meta de vida tomar vergonha na cara e sentar para escrever todas as histórias que estão na sua cabeça.
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