terça-feira, 15 de março de 2016

O Lado Real da Vida Virtual




Essa ideia tava me incomodando desde o ano passado, mas é o tipo de ideia que não dá pra, simplesmente, jogar aqui e pronto. Eu precisava debater com alguém, ouvir opiniões (no caso ler, mas vocês vão entender), então eu resolvi pedir ajuda pra galera do Twitter, aquela rede social maravilhosa e, enfim, o texto surgiu.

Por ter uma visão de como o Twitter seria no mundo real, se ele não existisse, mas se agíssemos na vida real como agimos lá, eu resolvi estender pro restante das redes sociais. Claro, a ideia toda é muito complexa (já falei ideia três vezes, não vou repetir - ops, quatro vezes), mas o objetivo aqui é tentar simplificar a coisa toda, então vamos lá.

De acordo com o @maicud, o @CylonZe e com o @WesWeiss o Twitter é como um bar, algo que eu sempre pensei. Você chega com seus amigos, começa a beber, a ver a programação na televisão, assiste a atração da noite e, quando vê, já está lá conversando com quem nunca viu, tirando foto, conhecendo gente nova, se divertindo, falando alto, às vezes falando o que ninguém quer saber, rindo, debochando, chorando as mágoas, tudo ao mesmo tempo, às vezes. É um momento divertido, em que também se discutem coisas sérias e, às vezes, você vê umas garrafas voando, uns héteros falando merda, mais fotos, mais risos, mais dança, mais música, mais choro. 

Quem está na rede social há muito tempo sabe bem que a semelhança entre Twitter e bar é bem grande. Sempre que eu vou a um bar aqui perto eu tenho a sensação de estar lá, porque numa televisão está passando MMA, na outra um canal de esportes radicais, em outra tá passando um show, enquanto tem um show ao vivo ali no bar, com pessoas jogando sinuca, outras dançando, outras bebendo, comendo, etc.

Pro @diegobferreira, se a galera da rede social agisse na vida real como age dentro dela, seria um mar de indiretas, de gente se oferecendo e querendo aparecer a todo custo, e acaba que ninguém pega ninguém, mas fica divertido quando todo mundo começa a comentar futebol e os demais programas.

Já pro @mikeccosta, o Twitter é a cozinha de uma festa, onde todo mundo come o que quer, na hora que quer, sem se importar com o que o outro está vestindo, fazendo piadas sujas e ainda fala mal de quem ficou na sala.

E essa sala é... o Facebook, claro! De acordo com o Mike Costa, o “feiçe” é o lugar onde todo mundo fala de tudo, e alguns até mais que os outros (aqueles que já beberam mais que os demais presentes) e, é claro que sempre tem o chato sabe-tudo que adora fazer monólogo o tempo todo.

Já pro Wes, o Facebook é como uma reunião de condomínio, onde a gente vê um conhecido, cumprimenta e tal, mas tem um inquilino que adora falar merda e transforma a reunião toda numa disputa de egos, pior que a Câmara dos Deputados, com muita conversação e pouca ação.

Conseguiram imaginar? Porquê eu sim. Faz tanto sentido, ainda mais em tempo de textões sobre política, não é mesmo? Mas o Facebook já era assim, só deu uma pioradinha, vamos colocar desse jeito.

Falamos também sobre o Instagram. Ah, essa rede social... Todo mundo sempre muito feliz, não é mesmo? Pois bem, pro Wes, o “Insta“ é um Jockey Club, onde você mostra seu chapéu com penas, flores, seus vestidos de gala e se sente Elizabeth (gente, eu adorei isso!).

Lembram da festa do Mike Costa? Pois bem, pra ele, o Instagram é o hall de entrada, onde todo mundo chega sorridente, mostrando as suas melhores roupas, cheios de sorrisos.

Eu sempre vi essa rede como a entrada de uma balada. Aquela foto no espelho com bebida na mão, o sorriso estampado, a roupa de marca e um sentimento de felicidade que até parece eterno, mas que não dura tanto assim. Mas no momento faz muito bem.

Pra finalizar, temos o Snapchat, essa rede social bacana que eu sempre disse que nunca ia aderir, e acabei viciando. É uma rede onde você tem filtros diversos, alguns engraçados, outros nem tanto, e você faz vídeos de trás pra frente, de frente pra trás, e são curtinhos, apenas nove segundos.

Como ninguém mencionou, eu perguntei: “Mas gente, e o Snapchat?”, e o @_dnightmare respondeu na lata: um motel. Com a duração pré-definida e o tanto de nude que rola (não no meu, eu sou um anjo), é a visão mais cabível que temos pra essa rede social marota hahahahaha.

Já o Wes, que não usa Snapchat (campanha #FazSnapWes), a rede é como a galera do fundão, sabem? Tem um monte de coisa mais importante pra fazer, mas vamos fazer barulho que é pra aparecer!

E é isso, minha gente. Eu adorei fazer esse texto, ainda mais com as opiniões desses lindos, porque sem eles esse texto não aconteceria. São muitas redes sociais, não dá pra visualizar todas, e também eu queria fazer com as redes mais populares.

Vou ficando por aqui porque acabou de surgir um texto na minha mente e eu preciso correr! Fui, até semana que vem!

(Ah, a quem interessar possa: Sabe a festa do Mike? Pois bem, o Tumblr é o banheiro, onde os góticos vão pra ficar chorando - embora eu duvide, já que aquilo anda pior que XVideos - não que eu use, apenas me mantenho informado).

FUI!

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Leandro Faria  
Glauco Damasceno, do interior do RJ, é o colunista oficial das terças no Barba Feita. Tem aproveitado a fase de solteiro para viver tórridos casos de amor. Com os personagens dos livros que lê e das séries que assiste, porque lidar com o sofrimento do término com personagens é bem mais fácil do que com pessoas reais.
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4 comentários:

Weslei Branco disse...

Gente, se voces subirem a hashtag #fazSnapWes eu mando nude pra todo mundo quando fizer. Não que os nudes sejam meus, claro.

Ítalo de Paula Pinto disse...

Boa!

Ronaldo Torres disse...

Não dá mais pra dissociar as redes sociais virtuais da vida. Talvez devêssemos nos incomodar menos com a felicidade alheia postada nas diversas redes sociais Não é da conta de ninguém se é falso, se as viagens e coisas caras foram parceladas ou conseguidas com favores de qualquer tipo... Gostei muito do post...

Alice disse...

Eu ainda tenho saudades do orkut rsrs
Veja tbm esse video:
www.youtube.com/watch?v=nSv8qQ0MGdw