terça-feira, 31 de maio de 2016

Todo Amor Em Nosso Amor Se Encerra





Ah, Neruda e seus brilhantismos discretos. O poema que entitula esse texto é lindo, como toda a obra do poeta, mas eu vim aqui só pra ser do contra mesmo e dizer que Pablito talvez pensasse diferente se vivesse nos dias de hoje.

Outro dia me contrataram pra escrever alguns artigos sobre relacionamentos e, como eu preciso pagar as contas, topei. Tentei não desistir depois de deletar o décimo quarto rascunho, e decidi que essa amargura do ser humano só nos distancia ainda mais do que realmente importa.

(e antes que você diga "do amor", tá errado)

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Nossos Preconceitos Infundados e Um Mea Culpa





Porque não somos perfeitos e, como eu já disse aqui outras vezes, desconstruir-se é necessário. A gente só deixa de aprender quando morre, ou quando tornou-se imbecil demais para dar valor às pequenas lições que nos são apresentadas diariamente. 

Fala-se muito em humildade, mas como é difícil reconhecer que se errou, que pode-se ter magoado alguém, que nossas ações foram irrefletidas. Eu tenho tentado mudar isso, principalmente quando o possível mal que causei não foi intencional (não sou bonzinho, confesso, mas me dói a consciência fazer algo de ruim para alguém sem nem mesmo me dar conta disso). E a minha mea culpa de hoje é para uma situação em que falei sem pensar e me arrependi muito depois.

Eu tenho alguns amigos virtuais que nunca conheci pessoalmente. São pessoas que cruzaram minha vida, com quem troquei likes e palavras breves. Alguns permaneceram, outros se foram, o que é até bastante comum nessa nossa vida hiperconectada. Um desses amigos, por um acaso, é o personagem que me levou a refletir e a escrever esse texto.

domingo, 29 de maio de 2016

Mulheres Apaixonadas Por Gays: Por Favor, NÃO!





Smack, smack, dá cá um beijinho and let's talk? Porque eu voltei (so sorry, mas eu amey escrever aqui para o Barba Feita como convidado, vocês terão de me engolir!) e hoje o papo é reto e, devido aos INÚMERAS conversas e histórias sobre o assunto, resolvi falar sobre esse drama: as mulheres que insistem em se apaixonar por homens gays. Uma palavra para definir: ALOKA!

Não sei o que está acontecendo, se estão todas surtadas, mas a mulherada está pirando na batatinha e acreditando na cura gay e na possibilidade de transformar um homossexual em hetero. #CuraFeliciano

Será possível? Pois então, PRE-para, que vou mandar a super real agora, ok?

sábado, 28 de maio de 2016

Uma Mulher Vestida de Lua - Parte 2 (Final)






Ao ouvir o estrondo da queda de Pandora, Ulisses freou o jipe violentamente e correu disparado em direção à noiva. Seu grito de horror e desespero ecoou por todo o redor. Ajoelhou-se ao lado dela e pegou-a no colo, o sangue já se espalhando por todo o vestido branco. Acomodou-a no jipe e partiu em uma velocidade alucinante, rumo ao posto médico de Alvorecer. Enquanto dirigia, seu coração agitado e ensandecido, parecia prestes a explodir. Forçava a respiração, a ideia de perder Pandora pra sempre o deixava literalmente sem ar.

Pandora foi atendida às pressas. Do posto médico, Ulisses ligou para Ângelo contando o acontecido. Lívido e angustiado, Ângelo teria que comunicar os pais e os tios. E assim foi. O pânico foi geral. O estado de Pandora era grave. Com traumatismo craniano, teve que ser transferida para um hospital da capital. 

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Sobre Ir Ali e Voltar





"Então é isso, não tem mais jeito, acabou, boa sorte", ops, não acabou ainda, calma. Despedidas são coisas difíceis de serem ditas, escritas, mas não vejo este texto como uma despedida. Estou deixando de ser um titã regular para virar um membro eventual desta equipe. Foi necessário para que, para mim, a diversão de fazer parte do Barba continuasse, deixando de lado a obrigação que consumia meu prazer, o prazer de estar aqui.

E eu sou movido a fazer coisas que me dêem prazer, a fazer realmente o que for importante para mim. Pode parecer difícil nos dias de hoje mantermos este pensamento, mas se não lutarmos pelo que gostamos seremos máquinas, meros personagens de filmes de ficção-científica. Gênero que eu não suporto, diga-se de passagem.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Feriadão: Três Séries Para Maratonar na Netflix





Sim, mais um feriado chegou e você quer se jogar nas séries que eu sei. Mas sempre acontece de querer maratonar algo e não ter muito ideia do quê. Bem, caso você não tenha visto minhas dicas de como ser um binge-watching de primeira (talvez nem saiba o que isso significa), não se preocupe: é só clicar AQUI

Mas, caso você só queira algumas dicas de séries rápidas e com uma só temporada disponível na Netflix... Veio ao lugar certo. Separei três séries que você pode começar hoje e terminar antes de segunda-feira.

Vamos às dicas? Que servem para hoje ou qualquer feriado. Ou até mesmo para algum dia de ócio...

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Todo Dia Ele Faz Tudo Sempre Igual





Rotina é uma palavra que desperta amores e ódios. Tantas pessoas reclamam dela, principalmente quando algo “cai na rotina”. Relacionamento, trabalho, amizades, sexo... Quando se volta de férias somos deparados com ela de uma forma extremamente dura e direta: é o retorno à vida como ela é. Demora-se a pegar no tranco, voltar ao ritmo.

Por outro lado, existem coisas odiáveis de não se ter rotina. Nosso corpo nos lembra disso: não tê-la no sono, nas funções corpóreas (ah, um intestino...), na alimentação... Tudo isso acaba pedindo o mínimo de regras caso você não queira experimentar os limites do seu organismo. Também adiciono a isso outras rotinas que são necessárias até mesmo para a sanidade, como lazer, leitura, cultura, atividade física...  

terça-feira, 24 de maio de 2016

Sete Passos Para Superar o Fim de um Namoro. Oi?





De bobagem e louco, toda internet tem um pouco, não é mesmo? Mas, apesar de tão óbvia constatação, ainda fico assustada quando leio certas coisas. Não porque são dotadas de uma ignorância magnânima, mas porque pessoas assinam e recomendam que utilizem seus serviços depois de um breve "gostinho" do potencial que elas têm. 

Foi numa dessas que vi alguém compartilhando um artigo com o título 7 Passos Para Lidar Com a Solidão do Fim de um Namoro. Interessante. Antes de abrir o link, fiz um pedido semi-inconsciente para que fosse algo completamente diferente. Que podia ter 6 itens mandando tomar sorvete, se divertir, conhecer novas pessoas, gostar de você e outros clichês, mas que o sétimo fosse inédito. Fosse uma coisa que ninguém pensou e que ajudasse os corações partidos desse mundão. 

segunda-feira, 23 de maio de 2016

TOP 5: Músicas Sem Noção e Sem Sentido





Você gosta da melodia, cantarola a letra da música e, um belo dia, se dá conta da verdade: a letra não significa absolutamente NADA. E o que você faz? Nada, porque a música é divertida e você vai continuar cantando mesmo assim. Afinal, quem disse que tudo tem de fazer sentido nessa vida, não é mesmo?

Mas, como eu sou desse tipinho de pessoa que gosta de curiosidades e diversão (e tava meio à toa e sem inspiração, sem saber o que escrever na coluna de hoje, falo mesmo), resolvi elaborar um TOP 5 que reúne algumas pérolas da nossa música, em que nada é dito e que, mesmo assim, nos diverte e encanta, nos fazendo cantarolar e, muitas vezes, nem saindo da nossa cabeça.

Assim, pode vir junto. A coluna é pra cantar e pra pensar: gente, como isso pode ser tão legal se, ao mesmo tempo, é tão sem noção? Resposta: nunca saberemos!

domingo, 22 de maio de 2016

Uma Boa História





Como algum sábio disse nos primórdios da história desse mundo: o importante é ter saúde. Eu adicionaria "e saber contar uma boa história". Seja ela verdadeira ou não, meio triste meio alegre, meio real meio fantasia, meio sua meio minha - histórias são armas poderosíssimas. Elas podem construir ou destruir basicamente tudo. 

Tem gente que gostaria de muito dinheiro, outros de um grande amor. Eu - que me sinto muito mais velha do que sou - aprendi que hoje, tudo o que eu quero mesmo, é ter história pra contar. Eu confio no poder da narrativa mais do que nas incertezas da verdade. E, sabendo contar, o enredo importa mais do que a razão. 

Por isso, o cinema ainda sobrevive à publicidade. Por isso, as séries se reinventam e arrastam multidões de espectadores. Porque são, basicamente, uma forma de se viver a vida contando história. Inventando uma existência que não precisa respeitar nada: nem tempo, nem física, nem cultura. A história, quando é sua, respeita só a sua voz. E quando não é, você conta como se fosse. E conta o que quiser.

sábado, 21 de maio de 2016

Uma Mulher Vestida de Lua - Parte 1





Tomavam banho de rio, os três, sempre inseparáveis. Ulisses, sempre ousado, mais ao fundo, enquanto Pandora e Ângelo, perto da margem, observavam e admiravam os mergulhos e as braçadas do menino bonito e corajoso, com ar selvagem, ao longe. 

Naquela tarde escaldante, enquanto observava Ulisses com ar de veneração, Ângelo disse à Pandora, com a inocência peculiar a uma criança de 6 anos, que amava Ulisses. No que Pandora rebateu: 

- Claro que ama, ele é nosso melhor amigo!
- Mas eu quero me casar com ele quando a gente crescer.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Sobre Pessoas Como Eu, Como Você





Encontrei com Audrey dia desses, ela estava usando aquela calça capri, uma blusa branca e possuía um lindo lenço na cabeça. Numa das mãos segurava um borrifador com água, suas orquídeas não gostavam do regador que Fred havia dado. Na soleira da porta estavam os jornais que ela ainda não recolhera. Audrey se dizia decepcionada com as notícias que nem se preocupava mais com os jornais. "Eles dizem a mesma coisa, meu anjo, não vou me dar ao trabalho. Quem sabe Greta os leia, porque não os leva para ela?" Uma boa ideia. Greta estava reclusa há tanto tempo que notícias, por pior que elas fossem, pelo menos poderiam lhe dar a sensação de que ainda fazia parte deste mundo.

Recusei o convite para tomar chá e comer seus bolinhos de chuva, estava apressado e ainda precisava passar na casa de Joan. Seria uma visita difícil, mas não podia mais adiar, sabia que teria que ouvir muitas lamúrias, mas ela se sentia melhor depois que desabafava. Mas Audrey me pediu que viesse ter com ela na volta para casa. Queria me contar sobre o novo namorado de Marcos e o quanto ele era rico e lindo. Marcos estava viajando há um bom tempo pela Itália e, desde que chegou ainda não o vira. Prometi que passaria na volta, afinal queria saber quem era o tal gajo.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Apenas Mais Uma Reflexão de Quinta-Feira





Quem nunca ficou deitado na cama encarado o teto branco do quarto? Eu, muitas vezes. Agora não é uma daquelas vezes em que reflito sobre algo e irei deixar para lá ao levantar da cama. Agora reavalio minha vida. Quem eu sou! Sim, fiz trinta anos e não tive crise de idade. Talvez por ser libriano e ter acumulado crises ao longo dos outros anos. Talvez por perceber o quanto mudei e alcancei ao chegar nessa idade tão... Famosa.

Mas o ponto é que estou deitado na cama olhando para o teto do meu quarto e pensando. Questionando quem eu sou nesse momento. Sou um cara ciumento ou aprendi que ter ciúmes não impede nada de, eventualmente, acontecer? Será que já sou aquele cara que está pronto para fazer planos longos? Será que já tenho ideia de onde quero estar daqui a cinco anos? Além de vivo, claro! Não faço ideia!

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Viajar é Preciso





Retornei ontem das minhas férias (ausência programada, no termo mais correto, mas digo férias pra ser compreendido melhor). E mais uma vez constatei o que parece tão óbvio em cada uma delas: viajar é preciso. Não porque é uma obrigação (toda vez que anuncio que sairei de férias, todo mundo pergunta: "vai pra onde?" - e se eu quisesse ficar em casa?), mas porque renova energias, refaz os ânimos e promove encontros e descobertas que são fundamentais para a memória de nossa vida.

Compartilhei aqui no Barba Feita o relato da longa viagem das minhas últimas férias, pelo Peru e pela Bolívia. Recheada de imprevistos e situações bastante ruins. Dessa vez optei por algo mais doméstico: ficamos na Bahia, estado do qual só guardo boas lembranças. A escolha foi pela Chapada Diamantina, pedaço que ainda não conhecíamos, com uma esticada para Salvador.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Desilusões, Devaneios e Outras Sentimentalidades






Eu costumava viver numa fantasia maravilhosa, sabem? Aquela de conhecer o cara perfeito num show, ou numa livraria, onde começássemos a conversar por acaso. Ou também de algum amigo me apresentar o cara perfeito, que gostasse de mim, que me transbordasse, fizesse meus dias felizes, me mandasse mensagens de bom dia, perguntasse como foi o meu dia, e nós nos divertíamos muito, fazendo várias coisas pela cidade, viagens, programas com a família (dele, já que a minha não aceita), e eu seria parte de uma família bacana. E teria um namorado que gosta de mim. Um namorado que ficou ao meu lado. E eu seria extremamente necessário na vida dele. Eu seria o que faltava na vida dele, a família dele ia me adorar, ele me mandaria flores no trabalho, teria uma irmã que seria minha amiga, seria tudo perfeito. 

Foram vários cenários criados na minha mente, todos após alguma desilusão grave. Aí eu encontrava alguém e tudo acabava, eu não precisava mais daquela fantasia, agora eu tinha que tentar fazer daquele momento real algo parecido com o que eu fantasiava. E nunca dava certo. Claro que nunca daria certo, afinal, fantasia é fantasia, realidade é realidade. Que presunção a minha, não? Querer ser essencial na vida de alguém, querer ser necessário, o único que pode ajudar, que pode salvar o dia. Nada disso. Nós podemos ser especiais pra alguém, mas nada além disso. Os outros são seus próprios salva-vidas, seus cavaleiros num cavalo branco, correndo em direção à torre... Não existe isso de “Sem mim Fulano não vive”, porque vive sim, do mesmo jeito que nós vivemos sem alguém.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Juan Carlos Faria-Gonzaga





Em um dia qualquer de março, recebemos uma mensagem da nossa amiga veterinária preferida, com fotos de um gatinho filhote branco, maltratado pela vida, que ela havia resgatado em um desses temporais cariocas que assolaram a cidade naquele mês. Sem poder ficar com ele, mas com seu instinto em ação, ela o havia salvado, cuidado, mas agora apelava aos amigos e conhecidos: não querem mais um gatinho para a casa de vocês? 

Nós ponderamos. Já tínhamos Wolfgang e Dimitri vivendo aqui (e eu contei todo meu amor por eles nesse texto de 2014, que se você não leu, pode clicar aqui); Wolfgang tem problemas renais e exige determinados cuidados; Dimitri é o gato mais assustado do universo inteiro e não temos ideia de porque ele é assim; e com essas questões ficava a dúvida: mais um gato seria bem vindo? Mas, e são esses "mas" que ferram a nossa vida, a casa é grande, quando Dimitri veio para cá ele tinha um irmãozinho, o gatinho novo era branco (como Dimitri, olha que coincidência) e filhotes sempre alegram o ambiente, não é mesmo? Não tivemos como negar e foi assim que Juan Carlos Faria-Gonzaga surgiu em nossas vidas.

domingo, 15 de maio de 2016

Do Desapego ao Amor





Amar nunca foi fácil. Requer uma boa dose de persistência, de compreensão, de força de vontade e, porque não dizer, de sorte. Amar requer muito mais do que simplesmente a palavra amar reflete em nossa sociedade, carregada daquele sentimento lindo e apaixonado que foi nos apresentado em histórias, contos de fadas e romance água com açúcar que pipocam em bancas de jornal nas praças de nossas cidades.

Ao mesmo tempo, amar é o desejo da grande maioria das pessoas, que desejam encontrar um par, seja para viver apenas cenas tórridas de paixão (o que, de fato, não é amor), ou para viver um grande e eterno romance, recheado de paixão, encontros, declarações, momentos de felicidade e, sim, amor eterno. A essa segunda categoria, ainda se encontram algumas pessoas em sã consciência, que não se deixaram tomar pelo sentimento contrário ao amor... o desapego.

sábado, 14 de maio de 2016

Por Que Academia de Drags Não Chega Nem Aos Pés de RuPaul's Drag Race?





Estava eu começando a assistir, com atraso, diga-se de passagem, a oitava temporada do reality RuPaul's Drag Race e, logo nos primeiros dois episódios pensei "caramba, essa temporada (que teve sua estreia marcada pelo episódio de número 100) está sensacional!". A primeira eliminada foi uma das queens mais bonitas da temporada, ou talvez de todas, como afirmou a própria Ru. E no segundo episódio, duas concorrentes foram eliminadas. Chocante! Entre as queens, uma revelação no mínimo surpreendente, a fofa asiática Kim Chi, uma de minhas preferidas, conta que é virgem. Isso e outros babados em apenas dois episódios.

Mas é claro, se você for um fã fervoroso de RPDG já sabe de tudo isso e muito mais, até porque o programa estreou há dois meses. Por que então estou tocando nesse assunto? Porque como já comentei, comecei a assistir essa nova temporada só essa semana e, diante de toda a produção do reality americano e da comoção que ele causa em quem o acompanha, foi inevitável fazer uma comparação com a nossa versão tupiniquim do reality, o Academia de Drags, que atualmente é exibido todas as segundas-feiras, às 20h, no Youtube, com apresentação de Silvetty Montilla.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Sobre Sexo, Cinemas, Banheiros e Saunas





Eu nunca fui a uma sauna, nem em cinema pornô, nem nunca fiz sexo em banheiro público. Oportunidades existiram, mas eu sempre fui muito medroso, sempre preferi a boa e velha cama e, talvez, a minha maior aventura tenha sido alguns pegas num carro e pense no cagaço que isso me deu. Mas eu não tenho nada contra quem faz e conheço muita gente que frequenta estes lugares e gosta muito. Os motivos para frequentarem são os mais variados desde um casamento infeliz, a busca pelo sexo rápido, a necessidade de sexo, carência afetiva, conhecer algo diferente, uma aventura, gostar do ambiente, encontrar amigos que frequentam o mesmo local e bater papo, enfim, eu passaria muito tempo discutindo aqui o que leva uma pessoa a ir num shopping e passar a tarde no banheiro com a piroca pra fora esperando que alguém o masturbe, ou até mesmo pagar para fazer sexo com um travesti sentado na poltrona do cinema enquanto o cara da limpeza passa ao lado ou ser observado fazendo sexo por um bando de gente numa sauna. São fetiches, desejos, todos temos e porque não dar vazão a isso?

Lembro de várias histórias de amigos meus que frequentavam cinemas no centro da cidade. Certa vez, um deles me contou que se deparou com um homem completamente nu na parte reservada aos fumantes do cinema. Outro me relatou que o filme era algo que ele menos via e seria incapaz de dizer o que se passava na telona, já outro adorava os filmes antiquíssimos que possuíam começo, meio e fim, bem diferentes daqueles da geração rew/ff e era justamente isso que lhe atraía. Um deles me relatou um caso que lhe ocorreu em pleno sábado de carnaval e o cinema estava bem cheio: enquanto mantinha relações sexuais com um rapaz, o mesmo conversava amenidades com o amigo ao lado e, em determinados momentos, ele percebeu que ele era a coisa menos interessante ali. Outro dizia ir quase todos os dias ao sair do curso técnico, ia tanto que ficou amigo dos funcionários e travestis que batiam ponto lá; quando o cinema fechou não pisou mais em nenhum. Todos, entretanto, eram unânimes em dizer que de, todos os cinemas que frequentavam, uma coisa era marcante: o cheiro de carpete velho.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

TOP 05: Filmes de Suspense Para Assistir na Netflix





Quando foi a última vez que você assistiu a um filme e ele te deixou completamente sem reação com seu final? Pois é, fazia um tempo considerável que isso não acontecia comigo. Mas, depois de ficar maratonando inúmeras séries, decidi dar um tempo das tramas semanais e me jogar na sétima arte e curtir um enredo  com início, meio e fim no mesmo dia.

Foi assim que, após assistir Acorrentados (Chained, no original), pensei que era hora de falar sobre filmes aqui nesse meu espaço do Barba Feita e então decidi montar uma lista para e assim nasceu esse TOP 5.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

A Geração dos Sem-Palmada





Crianças... Eu as amo! Já falei aqui anteriormente sobre a minha vontade de ser pai e meus planos para isso. Porém, os desafios de educar esse serzinho se mostram bem maiores do que eu imaginava ao dar uma olhada à nossa volta.

Vemos cada vez mais crianças mimadas e voluntariosas, por vezes até agressivas com pais, avós, professores e outros. Uma geração mal criada por outra geração que ficou no meio do caminho: os educadores sem-palmada.

Não defendo aqui a palmada ou qualquer outra intervenção física. A educação tem que evoluir e utilizar métodos empregados na Idade Média é um tanto quanto inadequado para tempos mais modernos e humanos. Mas encontrar um substituto para a velha surra foi algo na qual grande parte do atual grupo de jovens pais falhou.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Não Deixa Pra Depois, Caralho!






Semana passada eu fiz um texto. E que texto bagunçado, viu?! A ideia até que era boa, modéstia à parte, mas eu tive a infeliz ideia de jerico de deixar pra depois, afinal, a ideia ia ficar perambulando ali na minha mente por muito tempo. Bem, eu to com vinte e nove anos, já devia saber como a minha mente funciona, e que ela não para um só segundo, o que chega a ser problemático em alguns casos. 

O que aconteceu? Não apenas a ideia se foi quase que completamente, como eu tive que ir pro hospital com mamãe, aí vai eu lá num carro com quatro pessoas falando alucinadamente, e eu tentando escrever e acabou saindo o que saiu, e por aquele texto todo errado eu peço desculpas. 

segunda-feira, 9 de maio de 2016

TOC, Manias e Um Pouquinho de Chatice





Eu sou chato pra caralho. Não tenho problema algum em admitir isso, sem sofrimento e nenhuma crise. Eu sou assim, ponto final; goste de mim com as minhas particularidades ou então, tudo bem, eu posso viver sem a sua aprovação. Escrotice? Nada, eu apenas aprendi a ser do jeito que eu sou e não como esperam que eu seja. E muito da minha ~chatice~ vem das minhas manias que, apesar de tentar controlar, nem sempre tenho êxito. Manias, quem não as tem, não é mesmo?

Organização, controle de tempo e um quê de as coisas terem de ser feitas do jeito certo (no caso, o meu). A pia limpa, sem louça acumulada. O papel higiênico do banheiro, arrumado no recipiente de papel de forma que, quando puxado, o rolo rode em sentido horário. Os livros na prateleira, ordenados em ordem alfabética, primeiro por autor, depois por título. Na minha mesa do trabalho, os documentos que utilizo em sequência, além dos objetos dispostos do jeito que eu arrumei. Os aplicativos do meu celular organizados em pastas, quando convém, e, se na tela, em ordem lógica e nunca acumulando notificações, pois não sei viver com numerozinhos de notificações aparecendo sobre os ícones dos apps. A necessidade absurda de corrigir erros de português em conversas escritas, porque um "simplismente" me agride e um "menas" me broxa rudemente; mas como corrigir de cara é muito feio, me vejo tentado a usar a palavra que foi usada equivocamente escrita da forma certa, meio que para mostrar que teve um errinho ali atrás e que dá pra ser corrigido no futuro. 

domingo, 8 de maio de 2016

Não é Você, Sou Eu. De Verdade, Cara.





Estou solteira há mais de um ano e meio. Para uma garota que começou a namorar aos 17 e emendou relacionamentos em seus mais variados estados de conservação pelos anos subsequentes, isso é um naco considerável de tempo. Eu, que não chego a me dar bem com convenções sociais tipo datas, lembretes ou cadarços, admito que não tinha parado para pensar muito a respeito. Mas assim, meio sem alarde, veio o choque de realidade. "Estou solteira para caralho". Imediatamente, parti em busca da desolação emocional socialmente esperada por pessoas solitárias, já visualizando um futuro próximo envolvendo garrafas de vinho esvaziadas e moletons cinzas sujos de sorvete e pasta de amendoim. Mas, vejam vocês que virada cruel do destino. No caminho em direção à depressão amorosa, acabei esbarrando num sentimento ainda mais preocupante: uma certeza quase visceral de que simplesmente não tenho desejo algum de mudar minha situação.

A conclusão, embora aterradora, não chegou a surpreender. A verdade é que apesar de meu histórico amoroso ocupado, sempre fui pragmática nesse sentido. Não costumo prolongar histórias doloridas, lamentar falta de reciprocidade nem me moer por circunstâncias fora do meu controle. Isso não é pose. Não é uma máscara para esconder meus verdadeiros sentimentos. Não sou uma romântica disfarçada, e certamente não estou apenas esperando o “cara certo” para me salvar de minha existência estoica. Vez ou outra, surge um sujeito que claramente assistiu a filmes demais com a Zooey Deschanel arriscando umas no estilo “pose de durona, mas coração mole”. Por mais que eu aprecie essas análises pessoais pseudo-profundas vindas de elementos que não me conhecem, trago más notícias: NOPE. Isso sou eu. E hoje, mais de um quarto de século depois, eu finalmente começo a aceitar a inevitabilidade da minha condição. Meu kit ser humano veio com algum tipo de peça faltando e isso, lamentavelmente, é o que sobrou. Desde já peço perdão pela minha química cerebral.

sábado, 7 de maio de 2016

Simplesmente Martha





Confesso que não ando muito bem. Estou em pleno bloqueio criativo. Quero e preciso escrever, mas a inspiração não vem. Ouço músicas, leio poesias, busco por temas no Google, mas nada acontece. Entro rapidamente no aplicativo, leio textos antigos que escrevi, vou ao banheiro, e nada. Bebo um copo d'água, posto uma foto do prato que acabei de preparar pro almoço, ligo a TV e assisto por acaso um pedaço de uma comédia romântica que adoro, já em suas cenas finais. É a história de uma moça que se apaixona pelo noivo da melhor amiga, da qual será madrinha de casamento. Tão clichê, tão lindo! Penso que o enredo poderia render um texto sobre amizade e os motivos que levam essa a ser desfeita. Mas lembro que já escrevi sobre amizade desfeita a pouco tempo, e odeio me repetir, pelo menos num período de tempo tão curto. Aí, cogito escrever sobre o tema de outro filme que assisti durante a semana, e gostei bastante. Um drama sobre vingança, com Kate Winslet. Mas vingança é um tema com o qual me identifico muito, e por isso, teria que ser um texto bem elaborado. Tenho até planos de escrever um livro de contos sobre vingança. E, definitivamente, não estou com cabeça para nada muito elaborado no momento. Já disse, eu não estou muito bem.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Sobre Atender Bem (Que Mal Tem?)





Há algum tempo atrás, eu não estava muito satisfeito com muitas coisas. Estava deprimido com o fim da faculdade, a doença da minha mãe que pegou todos nós de surpresa, o desemprego. A faculdade me protegia, me sentia incluso e feliz dentro daquela redoma de vidro; ao sair, me senti perdido durante um tempo.

Mas eis que veio a láurea e, com isso, a pós-graduação. Voltar a estudar me deixou feliz novamente, integrado e enxergando novas oportunidades e expectativas. Eu necessitava disso e chegou em boa hora. A pós era algo que sempre quis fazer, mas acreditava que entraria antes no mercado e ela viria a seguir, mas minha vida sempre foi feita de acasos. Entrei na faculdade para fazer jornalismo; me formei em publicidade. Pensei em fazer pós em Marketing; faço MBA em Gestão de Pessoas. 

Lidar com o público é algo que sempre fiz em todos os lugares em que passei, gosto de atender bem, gosto de saber que o cliente está satisfeito e que voltará sempre; é um dever tratar bem qualquer pessoa e, mais ainda quando ela está pagando pelo serviço e/ou produto. A marca deseja ser vista como uma persona, portanto, nada melhor que ela ofereça o que há de melhor para quem a consome. E a cara da marca é a cara de quem atende.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Sexo Oral: Um Papo Sobre Sexo e Relacionamentos




Vamos falar sobre sexo? Nossa, como estava com saudade de escrever essa frase! Sim, gosto de conversar tanto sobre esse assunto que já abri meu coração em novembro de 2014 aqui nesse espaço. Na época, inclusive, ainda pedi que você, meu querido leitor, enviasse perguntas relacionadas ao tema. E devo assumir que recebi muitas. Na verdade foram tantas perguntas e dúvidas bacanas que até decidi chamar amigos, pessoas que confio muito na opinião, para sentar e falar também com vocês.

Afinal, sempre imaginei o Sexo Oral (nome que a coluna acabou ganhando) como um espaço democrático entre amigos. Aquele lugar seguro para vocês perguntarem tudo o que quisessem e a gente podendo aconselhar, dar bronca ou colo... Tudo de acordo com as dúvidas recebidas, claro.

Como Sexo não é uma ciência exata (ainda bem, né, migs?) quando viajei para São Paulo vi uma excelente oportunidade. Fiz sexo a três? I wish! Reuni amigos e decidi revisitar algumas dúvidas recebidas pela coluna ao longo dos últimos meses e falar MUITO sobre Sexo e também sobre  os tipos de relacionamentos.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Relíquias de Mim Mesmo




Essa semana me encontrei com um Paulo Henrique que havia ficado em algum lugar no tempo. Dentro de uma caixa no canto de um cômodo da minha casa estava a última fronteira de uma história que durou 25 anos: a época em que morei sob o teto dos meus pais. Estavam dentro daquelas finas paredes de papelão os meus últimos pertences que faltavam ser despachados pela minha mãe e que traziam com eles muito do que vivi na minha infância e adolescência.

Primeiro, encontrei minhas revistinhas de super-heróis. Lembrei-me da época em que, semanalmente, comprava as historinhas de Super-Homem, Batman e os Vigilantes de Gotham, Superboy, Liga da Justiça, Novos Titãs e Shazam! (a revistinha do Capitão Marvel, que, mesmo com esse nome, era da DC Comics). Estavam ali, quase inteiras. Talvez sejam uma relíquia de colecionador um dia.

Logo abaixo dela, as caixas com os meus bonecos de Cavaleiros do Zodíaco. Eu era um fã inveterado deles. Cheguei a fundar em minha casa um fã-clube com o meu melhor amigo, Felipe Tostes, que teve cinco integrantes (nós dois, minha irmã e dois primos). Junto, encontrei a carteirinha do tal fã-clube, cujo código era C-20/11/13-Z (não sei exatamente o que isso significa hoje em dia... se foi uma profecia com o ano de 2013, já perdi). Havia até uma fita isolante preta colada, para imitar a tarja magnética. O telefone era o celular do meu pai, que tinha apenas sete dígitos. Assim como a carteirinha, os brinquedos e suas armaduras estavam intactos.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Um Dia De Realismo





Outro dia estava eu no consultório da dentista e ela me perguntou se estava tudo bem. Aí eu, claro, disse que estava tudo muito bem, mas depois eu suspirei e falei que não estava nada bem. Ela prontamente me disse: "Ah, mas a gente tem que falar que tá bem, né? Se bem que... Às vezes, é melhor ser realista...", e eu não podia concordar mais!

A gente tem a mania de:

- Ei, Fulana, tá tudo bem?
- Ei, Ciclana, tá tudo ótimo, e com você?
- Tá tudo bem também.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Se Você Pudesse Voltar no Tempo, O Que Mudaria na História da Humanidade?





Terminei nos últimos dias a leitura de Novembro de 63 (11/22/63 - A Novel, no original), livro de Stephen King e, com ele ainda na cabeça, cá estou escrevendo esse texto. A trama do livro é intrigante e interessante, que me deixou pensativo e com a pergunta que deu o título para a coluna na cabeça e que compartilho com os leitores: você gostaria de mudar algum fato marcante do passado da humanidade?

Em Novembro de 63, Stephen King contrói sua trama em cima do protagonista Jake Epping. Apenas um professor de Literatura Inglesa em 2011, ele se vê, graças a um portal do tempo, vivendo no ano de 1958 e com uma ideia fixa e uma missão na cabeça: impedir que Lee Oswald assassine John Kennedy no dia 22 de novembro de 1963, durante uma visita do então presidente americano à cidade de Dallas. Para isso, Jake tem em mãos os fatos conhecidos por todos nós, mas também a incerteza, já que o que não faltam são teorias de conspiração sobre a ~verdade~ por trás da morte de Kennedy. Além, é claro, de ter de passar cinco anos no passado até conseguir o seu objetivo - e, claro, atender as necessidades narrativas da ficção criada por Stephen King, um mestre na arte de contar histórias.

Não vou dar mais detalhes do livro porque não quero acabar soltando nenhum spoiler sem querer da trama (mas indico a leitura, porque é realmente muito bom!). Entretanto, ao pensar em tudo que o protagonista vive e em sua necessidade de mudar a história para que, pelo que ele acha, o mundo se torne um lugar melhor, me peguei pensando: e eu, se encontrasse uma fissura no tempo e pudesse mudar a história mundial, o que tentaria "consertar"?

domingo, 1 de maio de 2016

Quando Ele Não Está a Fim de Você





Estava euzinho, dias atrás, conversando com uma conhecida e ela me contava uma história. Segundo ela, um boy magia a havia abordado, eles haviam ficado e foi amor a primeira vista (para ela). Rolou sexo selvagem (atóóóóóron), juras de amor eterno (novamente, da parte dela), mas ele depois sumiu. Ela correu atrás, infernizou a vida procurou o rapaz e ele foi sincero: disse que ela era ótima, mas que ele não estava muito preparado para um relacionamento no momento. E ela, tadinha, me perguntou: Stanford, meu divo, o que foi que eu fiz de errado?

E eu, sincero que sou, chamei a menina de idiota e perguntei quantas vezes ela entrou na fila durante a distribuição dos adjetivos e escolheu a placa de TAPADA para levar com ela. Porque, convenhamos, ficou fazendo a Shakira, loka loka loka, né, melbem? Assim não pode!