sexta-feira, 6 de maio de 2016

Sobre Atender Bem (Que Mal Tem?)





Há algum tempo atrás, eu não estava muito satisfeito com muitas coisas. Estava deprimido com o fim da faculdade, a doença da minha mãe que pegou todos nós de surpresa, o desemprego. A faculdade me protegia, me sentia incluso e feliz dentro daquela redoma de vidro; ao sair, me senti perdido durante um tempo.

Mas eis que veio a láurea e, com isso, a pós-graduação. Voltar a estudar me deixou feliz novamente, integrado e enxergando novas oportunidades e expectativas. Eu necessitava disso e chegou em boa hora. A pós era algo que sempre quis fazer, mas acreditava que entraria antes no mercado e ela viria a seguir, mas minha vida sempre foi feita de acasos. Entrei na faculdade para fazer jornalismo; me formei em publicidade. Pensei em fazer pós em Marketing; faço MBA em Gestão de Pessoas. 

Lidar com o público é algo que sempre fiz em todos os lugares em que passei, gosto de atender bem, gosto de saber que o cliente está satisfeito e que voltará sempre; é um dever tratar bem qualquer pessoa e, mais ainda quando ela está pagando pelo serviço e/ou produto. A marca deseja ser vista como uma persona, portanto, nada melhor que ela ofereça o que há de melhor para quem a consome. E a cara da marca é a cara de quem atende.

Percebo a grande insatisfação de muita gente em seus empregos e como estão de cara amarrada nos locais onde trabalham. Não que exista um complô e que todas elas não saibam o que devem fazer, entretanto, são muitos fatores. Ou estão lá porque não apareceu outra coisa e odeiam o que fazem, ou estão lá sem nenhum tipo de treinamento e sem um supervisor. Porém, para o primeiro caso não existe desculpa, se foi o que apareceu faça da melhor maneira. Recentemente vi um caso de uma engenheira que, sem oportunidade na área, conseguiu um emprego de garçonete e hoje em dia é gerente do local porque soube fazer do limão uma bela limonada. Com relação ao segundo caso, o problema é bem maior do que pensamos.

É necessário que haja um profissional qualificado para que saiba treinar sua equipe, motivá-la sempre de tempos em tempos. Não é fácil ficar oito, dez ou até mesmo doze horas dentro de uma loja. Por mais animado que você esteja, quando chega no fim do dia não tem absorvente nenhum que acabe com a pizza debaixo do braço.

Observo que existe uma fator bem sério quando lidamos com comunicação. Ou ela é inexistente dentro das empresas, criando ruídos e, consequentemente, mal entendidos, ou fora dela. Se, por exemplo, a empresa não possui alguém de comunicação dentro dela, dificilmente vai saber passar para uma agência de publicidade o que se pretende e esta terá que se virar com o que tem. Por isso, muitas correções são feitas por informações incompletas no briefing. Por outro lado, quando este profissional existe essas informações são passadas com facilidade para o atendimento da agência e, consequentemente, o que o cliente deseja é realizado a contento.

Mas não são todas as empresas que almejam investir em profissionais de comunicação. Atrelar a comunicação com a gestão de pessoas é criar um profissional que ao mesmo tempo em que sabe como se deve passar a informação, sabe como se deve lidar com o ser humano, criando um ambiente onde as relações interpessoais surgem espontaneamente.

Por fim, o segredo sempre vai ser atender bem, afinal, que mal tem um belo sorriso? Por mais cansado que você esteja, um sorriso sempre leva a outro e, se não levar, o problema não é de quem sorri. E tudo isso eu não aprendi com meus mestres na faculdade, mas ela com certeza me ajudou a desenvolver.

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Leandro Faria  
Serginho Tavares é um apreciador de cinema (para ele um lugar mágico e sagrado), da TV e da literatura. Adora escrever e é o colunista oficial do Barba Feita às sextas. É de Recife, é do mar: mesmo que não vá com tanta frequência até a praia e mantenha sempre os pés bem firmes na terra.
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2 comentários:

Homem, Homossexual e Pai disse...

otimo texto... as pessoas são incrivelmente humanas... tanto para o bem quanto para o mal!

ManDrag disse...

O segredo é ser presente em cada tarefa e não ficar apressando para passar à próxima que é mais agradável.