sexta-feira, 27 de maio de 2016

Sobre Ir Ali e Voltar





"Então é isso, não tem mais jeito, acabou, boa sorte", ops, não acabou ainda, calma. Despedidas são coisas difíceis de serem ditas, escritas, mas não vejo este texto como uma despedida. Estou deixando de ser um titã regular para virar um membro eventual desta equipe. Foi necessário para que, para mim, a diversão de fazer parte do Barba continuasse, deixando de lado a obrigação que consumia meu prazer, o prazer de estar aqui.

E eu sou movido a fazer coisas que me dêem prazer, a fazer realmente o que for importante para mim. Pode parecer difícil nos dias de hoje mantermos este pensamento, mas se não lutarmos pelo que gostamos seremos máquinas, meros personagens de filmes de ficção-científica. Gênero que eu não suporto, diga-se de passagem.

Aqui no Barba vocês puderam ver várias facetas minhas. Pude me expor e pude escrever sobre coisas que acredito e gosto; escrevi contos e participei deste projeto confiando nele integramente. Posso ter sido chato ou soturno em alguns momentos, mas sempre fui verdadeiro com todos que aqui sempre vieram me ler, tanto quanto fui com meus colegas e colunistas. Se cometi algum pecado, talvez tenha sido por amar demais o que faço.

Sou verdadeiro, autêntico em todos os locais por onde vou. Acredito que este tipo de atitude me fez encontrar amigos verdadeiros que estão ao meu lado em todos os momentos da minha vida e tem me afastado de pessoas que não irão acrescentar em nada. Aqui eu ri e chorei mas, acima de tudo, aprendi e aprendi muito. Como eu disse no início, este não é um texto de despedidas, já que algum dia vocês me lerão aqui novamente; penso que este texto é um até logo, até breve. Para todos vocês que durante tantas sextas estiveram comigo. Vocês todos fazem parte da minha vida. 

Eu poderia terminar este texto dizendo que "se chorei ou se sorri o importante é que emoções eu vivi", e eu pude perceber o meu crescimento como escritor e como é divertido encontrar a palavra certa para o sentimento que quero expor. Abrir está página em branco e ver as milhões de possibilidades que ela poderia me oferecer e cabendo a mim o que dizer e como dizer da melhor maneira não apenas para entreter a todos vocês, mas também buscar algum tipo de reflexão. Porque no meio de todos "o cabaré me aplaudiu de pé quando cheguei ao fim"

Mas não é o fim, tá? Eu volto a qualquer momento e deixo aqui meus agradecimentos a todos vocês: ao Leco, Esdras, PH, Sil, e Glauco. E bem vindo, Marcos, o moço que agora estará aqui todas as sextas. Apenas o recebam como se me receberam, que eu tenho certeza que ele ficará feliz. Estes meninos aqui são excelentes no que fazem e o melhor, são todos lindos!

"Hoje eu quero sair só, não demora eu tô de volta..."

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Leandro Faria  
Serginho Tavares é um apreciador de cinema (para ele um lugar mágico e sagrado), da TV e da literatura. Adora escrever e é o colunista oficial do Barba Feita às sextas. É de Recife, é do mar: mesmo que não vá com tanta frequência até a praia e mantenha sempre os pés bem firmes na terra.
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