quarta-feira, 25 de maio de 2016

Todo Dia Ele Faz Tudo Sempre Igual





Rotina é uma palavra que desperta amores e ódios. Tantas pessoas reclamam dela, principalmente quando algo “cai na rotina”. Relacionamento, trabalho, amizades, sexo... Quando se volta de férias somos deparados com ela de uma forma extremamente dura e direta: é o retorno à vida como ela é. Demora-se a pegar no tranco, voltar ao ritmo.

Por outro lado, existem coisas odiáveis de não se ter rotina. Nosso corpo nos lembra disso: não tê-la no sono, nas funções corpóreas (ah, um intestino...), na alimentação... Tudo isso acaba pedindo o mínimo de regras caso você não queira experimentar os limites do seu organismo. Também adiciono a isso outras rotinas que são necessárias até mesmo para a sanidade, como lazer, leitura, cultura, atividade física...  

Eu sou afeito a rotinas. Sou metódico. Muitos acham que sou virginiano. Na verdade, sou apenas um geminiano muito do cricri. Gosto de voltar para a minha casa, a minha cama, e deitar sempre do mesmo lado dela. Retornar ao carinho dos meus cachorros e gatos (ok, os cachorros nem têm comparação em suas demonstrações de amor, só por eles já vale muita coisa voltar), passear com eles todas as noites, tomar banho no meu chuveiro, sentar no meu sofá e assistir aos meus programas favoritos. Malhar na minha academia, sentar na minha mesa no escritório e almoçar com os meus amigos do trabalho. Tudo isso faz parte das pequenas delícias do dia-a-dia que, por vezes, são tachadas de pura obrigação.


Procuro não ser contraditório ao meu texto da semana passada, no qual dizia que viajar era preciso. Acredito ser mesmo. Por isso, até para viajar busco manter uma rotina. Programo minhas viagens com antecedência e busco sempre fazê-las duas vezes ao ano, para manter o ritmo e o pique dos demais desafiadores dias que virão. Renovar-se é preciso e até isso tem que fazer parte do nosso cotidiano.

Até mesmo a rotina de escrever para este blog é necessária. Manter viva a escrita, a busca semanal por temas e palavras, a tentativa de entreter meus (poucos) leitores, faz parte da vida. Foi uma opção, justamente para ter na agenda o meu compromisso com a minha atividade de escritor, ainda que prosaico e amador.

Encerro esse texto como faço todas as semanas. Programo no site, espero a revisão do chefinho Leandro Faria. Vou pegar o metrô para voltar para casa, não sem antes lanchar algo e passar na academia. Tudo sempre igual, como na música do Chico.

Que bom!

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Leandro Faria  
Paulo Henrique Brazão, nosso colunista oficial das quartas-feiras, é niteroiense, jornalista e autor do livro Desilusões, Devaneios e Outras Sentimentalidades. Recém chegado à casa dos 30 anos, não abre mão de uma boa conversa e da companhia dos bons amigos.
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