segunda-feira, 23 de maio de 2016

TOP 5: Músicas Sem Noção e Sem Sentido





Você gosta da melodia, cantarola a letra da música e, um belo dia, se dá conta da verdade: a letra não significa absolutamente NADA. E o que você faz? Nada, porque a música é divertida e você vai continuar cantando mesmo assim. Afinal, quem disse que tudo tem de fazer sentido nessa vida, não é mesmo?

Mas, como eu sou desse tipinho de pessoa que gosta de curiosidades e diversão (e tava meio à toa e sem inspiração, sem saber o que escrever na coluna de hoje, falo mesmo), resolvi elaborar um TOP 5 que reúne algumas pérolas da nossa música, em que nada é dito e que, mesmo assim, nos diverte e encanta, nos fazendo cantarolar e, muitas vezes, nem saindo da nossa cabeça.

Assim, pode vir junto. A coluna é pra cantar e pra pensar: gente, como isso pode ser tão legal se, ao mesmo tempo, é tão sem noção? Resposta: nunca saberemos!

Com vocês, nosso TOP 5 aleatório do dia, com músicas sem noção ou sentido, mas que tocam na vida e no nosso coração!

Dois Rios (Skank)


Eu lembro quando Dois Rios fez sucesso e tocava nas rádios e nos programas de televisão. Eu, depois de decorar a música, me pegava pensando: gente, que estranho, né? Pois é. Uma ótima prova que pra fazer sucesso uma música não precisa fazer sentido.

Depois do Começo (Legião Urbana)

Era muita droga na cabeça e eu, confesso, fiquei muito em dúvida sobre qual música da Legião colocar aqui. O grupo, que possui canções que são verdadeiras poesias, também possui outras, como Depois do Começo, que são totalmente sem sentido. Mas que a gente adora.

Música Urbana (Capital Inicial)

Dinho explica nesse vídeo, antes de começar a cantar, que Música Urbana significa muito para o Capital Inicial, porque faz da história do grupo, remontando até mesmo ao Aborto Elétrico. Mas, sobre esse sucesso maravilhoso que todos sabemos cantar, eu pergunto: alguém entende bulhufas do que ele está dizendo na letra da canção?

Relicário (Nando Reis)

Eu adoro o Nando Reis e suas composições - mesmo com a grande maioria delas parecendo saídas de uma viagem lisérgica. Relicário, por exemplo, sucesso na voz do cantor e também na da saudosa Cássia Eller, é linda, mas nos deixa até meio confusos se pararmos para analisar a letra e a história da índia com o colar.

Sina (Djavan)

Ah, Djavan, esse sim um verdadeiro hit maker, não? E, com tantos sucessos, alguns se destacam e, ouso dizer, qualquer brasileiro conhece de cor algumas de suas músicas. Como Sina, por exemplo. Mas você já parou para analisar os versos dessa canção onipresente no cancioneiro popular? E se já, o conseguiu entender exatamente sobre o que é a música? Me conta, vai, por favor!
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Às vezes, me pergunto: serei somente eu a não alcançar a genialidade dos nossos compositores ou as coisas realmente não fazem sentido e é preciso uma boa dose de abstração para ~entender~ o que cantam as músicas?

No fim das contas, o que importa é se e como as músicas falam com você. Com ou sem sentido. Conseguem captar ou não? Ok, comporei. E sucesso farei. Tudo bem, parei!

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Leandro Faria  
Leandro Faria:, do Rio de Janeiro, 30 e poucos anos, viciado em cultura pop em geral. Gosta de um bom papo, fala pelos cotovelos e está sempre disposto a rever seus conceitos, se for apresentado a bons argumentos. Odeia segunda-feira, mas adora o fato de ser o colunista desse dia da semana aqui no Barba Feita.
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Um comentário:

Anônimo disse...

O caso da Musica Urbana reflete um rolê louco na zona central de Brasília, onde da maios menos para sentir q ele passou pela rodoviária pelo fato de falar da plataforma superior, e realmente tem um cheiro forte de combustível pelo fato de ser um terminal de onibus, mas as loucuras subliminares já fica a critério de quem quiser interpretar.