terça-feira, 21 de junho de 2016

Eu Fico Revoltado Com Isso!





Sinceramente, não dá! É, o texto de hoje já começa assim, com exclamação! Em Cincinnati, um garotinho de quatro anos escala a barreira de proteção de um zoológico e acaba caindo num fosso, onde acabou dando de cara com um puta de um gorila. Na Disney, um garotinho que estava com os pés na água, que por sinal era um lago cheio de jacarés, foi arrastado por um dos animais e, infelizmente, morto. No Chile, um cara que queria se suicidar pula PELADO dentro da jaula dos leões pra se matar. No Brasil, uma onça que, não sei por qual motivo alguém achou que seria legal c colocar para "carregar" a tocha olímpica, escapou.

Em todos esses casos acima, TODOS, os animais morreram. Não, não estou minimizando a morte do garotinho, calma lá, segura as pedras aí que o tio explica.

Em Cincinnati. Onde é que estavam os pais desse garoto? Sim, porque se fosse comigo, minha mãe, que Deus a tenha, não largava de mim nem a pau! Mas não, a criança vai, entra num lugar que não é dela (muito menos do gorila), dá de cara com o bicho e o pessoal do zoológico achou uma ótima ideia matar o animal que já quase não existe mais. Não, sério, só eu que fico revoltado com uma coisa dessas? Graças a Deus, a criança não morreu, mas poderia! E de quem seria a culpa? Dos pais? Não, do gorila. Que tava quieto no canto dele.

Na Disney. LOTADO de placa dizendo pra não alimentar os animais, não chegar perto da água, não entrar na água, mas os pais da criança acharam uma óóóóótima ideia deixar o menino brincar na água. O que aconteceu? Infelizmente a criança morreu. E, infelizmente também, todos os crocodilos do lago morreram. E por que?! Eles estavam no lugar deles, os pais não.

No Chile. O cara QUERIA se matar. Ok, não foi a ideia mais genial pra quem quer cometer um suicídio, mas ei, não é da minha vida que estamos falando, é da dele. O cara queria morrer, tirou a roupa, pulou na jaula, olhou pros leões e disse: "My body is ready!". Ele morreu? Não, mas os leões SIM! Gente, isso é simplesmente inconcebível! Os animais seguiram o instinto deles, caramba. Viram lá: "OPA, CARNE GRÁTIS!". Aposto que um virou pro colega e disse: "Ei, não é engraçado? É a primeira vez que o almoço vem andando!". E morreram.

No Brasil. Essa, PRA MIM, foi a pior das piores. Tiraram a onça da jaula. Juma, o nome dela. A onça tava lá, quieta, cuidando da própria vida, aí tiraram ela. Pra que? Sim, pra "carregar" a tocha olímpica. A onça não faz a MENOR ideia do que é uma tocha, do que é Olimpíada, mas lá foi ela, obrigada, afinal, não tinha outra escolha. Aí ela escapou. Claro, viu uma oportunidade, não foi boba nem nada, escapou. Mesmo com os tranquilizantes, Juma não desmaiou, e acabou indo em direção a um militar. O que aconteceu? Juma foi abatida com um tiro de pistola. A desculpa? "Como procedimento de segurança, visando proteger a integridade física do militar e da equipe de tratadores.". A onça que se foda, né?!

Eu fico revoltado com isso, só mulher feia ganhando os animais lá, quietos, sem ofender ninguém, apenas cuidando da própria vida, comendo, dormindo, acasalando, e pagam pelos erros dos humanos? Não, gente, tá muito errado isso aí. Existe tranquilizante, então pra que matar? Por gosto? Acordou com o pé esquerdo no dia? Esse tipo de coisa é inconcebível, inaceitável, não é culpa dos animais se nós, seres humanos, não sabemos nos comportar, não respeitamos seu espaço, atiramos primeiro e perguntamos depois, não é? 

Então está aqui a minha indignação com tudo isso que eu tenho visto e ouvido a respeito dessa violência contra os animais, principalmente aquela que acontece quando eles não têm culpa de absolutamente nada.

Vou nessa, até a próxima semana!

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Leandro Faria  
Glauco Damasceno, do interior do RJ, é o colunista oficial das terças no Barba Feita. Tem aproveitado a fase de solteiro para viver tórridos casos de amor. Com os personagens dos livros que lê e das séries que assiste, porque lidar com o sofrimento do término com personagens é bem mais fácil do que com pessoas reais.
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