quinta-feira, 23 de junho de 2016

O Tesão a Toda Prova





Tesão é uma coisa engraçada, né? A gente não explica, sente. Já conversei sobre isso com o Leandro Faria, colunista das segundas aqui no Barba. Desse papo até saiu um belo texto: A Probabilidade do Tesão dele. Se você não leu, corre lá que continuo o assunto aqui. Vai e volta rápido! 

Após o papo e depois de ler o texto do Leco, fiquei pensando bastante sobre isso. Não sou um cara que se encana muito com algumas coisas. Sexo, por exemplo, não é um bicho de sete cabeças pra mim. Gosto tanto do assunto que existe a coluna Sexo Oral (em breve sua segunda edição em vídeo, aguardem e mandem perguntas). Mas o tesão não é algo tão matemático quanto o sexo. Tá, talvez esteja fazendo uma comparação um pouco exagerada. O sexo não é tão matemático assim (só quando se conta os elementos da ação). Podemos dizer que ele é pura química. Com a pessoa certa: explode. Com a pessoa OK... Não decepciona. E com a pessoa errada... Não acontece. Algo pode até sair dessa junção de errado + errado, mas no fim seu resultado não será = sexo, no sentido bom da palavra. 

Eu tenho meu tesão? Claro! Sei o que me deixa louco, o que me faz tremer as pernas e o que me deixa subindo pelas paredes. Mas naquele caso específico, no qual o texto do Leandro foi baseado, eu não conseguia entender uma outra coisa. Como assim o tesão da outra pessoa estava... em mim? Complexo, né? Antes que você diga que preciso de terapia (todo mundo precisa), ou que tenho que melhorar minha autoestima, quero falar sobre minhas análises sobre o assunto. Sem pré-julgamento. Eu falo, vocês leem e, depois, vemos na conclusão que cada um pode chegar sobre isso. Fechado? Fechado! 

Eu sei, quando observo alguém que me interessa, o que nessa pessoa me dá desejo. Sei o que nela me cativa, me chama atenção, me faz desejá-la. Sei onde mora exatamente o meu interesse/desejo. Mas quando essa lente se vira pra mim, fico perdido. Não que não saiba o que em mim pode chamar atenção, ou tecer certa curiosidade, mas me analisar nesse sentido dá uma mensagem automática de ERROR em minha cabeça. Não que não seja interessante, mas é que eu sou... eu. Conseguem entender? 

Mas ontem, quarta-feira, em meio a uma caótica praça Saens Pena, no Rio, algo aconteceu. Vi que estava sendo objeto de desejo de alguém. Quando a ficha caiu até foi engraçado, porque eu automaticamente sorri. Soltei um riso para a pessoa. E ela sorriu de volta. Você pode pensar: flertaram. Pode ser. Mas meu riso aconteceu como uma defesa. Eu não esperava estar sendo observado e muito menos levar o olhar que se seguiu. Eu estava em uma livraria ouvindo música com meu fone de ouvido, conferindo os lançamentos e lendo sinopses de alguns livros, tudo bem na minha. Eu estava sendo eu e... Despertei algo em outra pessoa. 

Aí minha ficha meio que caiu e toda conclusão óbvia veio em seguida. Tesão é tesão e não se explica. Se sente, se deseja. Se tem e ponto. O que precisava era deixar essa fichinha fazer um click. Todo mundo provoca, de alguma maneira, tesão em alguém. Querendo ou não. É isso o que torna o tesão tão divertido e sem explicação. O tesão pode ser momentâneo. Acontecer quando se olha alguém e se deseja. Ou de longo prazo. Ter aquela pessoa que, eventualmente, você esbarra e sente que seu corpo reage e se manifesta com esse "encontro" despretensioso. 

Mas, afinal, tesão tem prazo de validade? Melhor deixar essa questão para outro texto e bater um outro papo com o Leco antes.

O que dá para concluir é que tesão é tesão e isso não se explica. Alguns tesões podem se concretizar, outros não, mas isso é uma outra história.

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Leandro Faria  
Silvestre Mendes, o nosso colunista de quinta-feira no Barba Feita, é carioca e formado em Gestão de Produção em Rádio e TV, além de ser, assumidamente, um ex-romântico. Ou, simplesmente, um novo consciente de que um lance é um lance e de que romance é romance.
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