quinta-feira, 2 de junho de 2016

Quem é a Sua Kryptonita?







Pois é! Você pode ser bem resolvido, estar no emprego dos sonhos e cheio de planos. Também pode estar vivendo seu inferno astral e com uma vida bem bosta. Solteiro, namorando, casado. O status de relacionamento não importa. Todos nós temos essa pessoa em nossa vida. A bendita Kryptonita.

Sim, todo mundo tem e não adianta negar, meu amiguinho. A Kryptonita é aquele ser, que quando surge, te faz sentir um pequeno e rápido choque. Bateu o olho, pronto! Tremeu na base. Ou quando você sente o cheiro do perfume tão familiar e fica dois segundos sem reação. Algumas vezes é só o destino rindo um pouco da sua cara, mas, em outras, é a sua Kryptonita que resolveu botar a cara no sol e perturbar sua vida por aí.

Caso você ainda não tenha entendido direito, Kryptonita é alguém que bloqueia todo seu raciocínio lógico e objetivo. Mina todo seu foco. E, o pior de tudo isso, meu querido, é que isso é pra sempre. Diferente do amor que se transforma com o tempo, ou da paixão que, eventualmente, se esgota, o poder de quem é Kryptonita é ETERNO. A intensidade pode sim diminuir, afinal, o tempo tá aí pra isso, mas seus efeitos (mesmo em pequena escala) se farão presentes PRA TODO O SEMPRE.

Antes que você pense, a Kryptonita não é um amor mal resolvido ou um caso que não deu muito certo e vive para te assombrar. Ela é alguém que te desarma por completo e põe no chão todas as barreiras que foram construídas para te defender emocionalmente. Em outras palavras, é aquele “não” que você não consegue dar quando mais precisa.

Sua Kryptonita pode ter sido seu primeiro namorado. Ou aquele carinha que você ficou apenas uma vez na vida e nunca mais rolou nada. Sua Kryptonita pode ser seu marido, mulher, namorado, noiva e por aí vai. A questão é que você, assim como eu, possui uma Kryptonita em sua vida. Todos possuem, lembre-se bem disso.

E não, não tenho como te ajudar, mil perdões. Mas, veja pelo outro lado, também não tenho como ME ajudar. Afinal, cura não existe. Para se sobreviver ao efeito da Kryptonita é preciso ficar longe de seu alcance, assim os seus poderes permanecerão. Mas isso, como já disse ali em cima, não é nada muito fácil.

Você pode até achar que encara encontrar sua Kryptonita para um chopp e trocar uma ideia, mas no meio de tudo isso, se vê perdido na outra pessoa. Nos seus desejos, no que tem passado por seus pensamentos. Será que mudou muito desde a última vez que vocês conversaram pessoalmente? A cabeça é uma loucura completa cheias de “se”.

Então não se sinta sufocado e com medo. Você passa por isso. Eu passo por isso. Todo mundo passa por isso. A parte boa (sim, ela existe!) é que se você admitir que sabe quem é sua Kryptonita, se tornará (olha só que ironia) mais forte. É aquela questão básica da psicanalise de assumir um “medo” para ele (o sentimento) se libertar. No caso da Kryptonita, você reconhecer o poder que ela tem sobre você já é um grande avanço. Não que isso de fato mude alguma coisa, você (assim como eu) ainda será vítima do poder da Kryptonita.

A lição que fica? Respire de vagar e não se cobre demais. 

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Leandro Faria  
Silvestre Mendes, o nosso colunista de quinta-feira no Barba Feita, é carioca e formado em Gestão de Produção em Rádio e TV, além de ser, assumidamente, um ex-romântico. Ou, simplesmente, um novo consciente de que um lance é um lance e de que romance é romance.
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Um comentário:

Rodrigo disse...

é a minha ex. gosto muito dela e penso nela toda hora