terça-feira, 7 de junho de 2016

Um Amor Chamado Fringe





Hoje eu vim falar sobre algo diferente: Vim falar sobre séries de TV. Séries não, uma série. Fringe. Vai ficar grandinho o texto, mas vale a pena conhecer essa série! Mas antes, vamos ver a abertura dessa delícia?


No começo do mês, o Banco de Séries, site que muitos seriadores usam pra se manterem organizados, lançou a maratona da série, e eu resolvi assistir (pela quarta vez). Na época eu assistia séries no formato .rmvb (não me julguem), e tinha um site ótimo que disponibilizava as séries já com a legenda embutida. Sempre que eu rolava a página principal eu dava de cara com Fringe, e era todo dia, até que resolvi baixar o piloto pra dar uma conferida (nisso a série estava na segunda temporada), e meus deuses, QUE SÉRIE! Muitos diziam que era uma espécie de X-Files, mas a diferença era bem grande, embora os casos fossem igualmente bizarros. Inclusive X-Files é citada na série como 'A outra divisão X'.

*Alerta de Spoiler: Detalhes e Revelações Sobre a Série a Partir Daqui*

Fringe conta a história de Olivia Dunham, maravilhosamente interpretada por Anna Torv (que estará na próxima série da Netflix, Mind Hunter). Olivia é uma agente do FBI que vivia um romance amoroso com seu parceiro de trabalho, John Scott. Enquanto perseguiam o suspeito de ser o responsável por um (até então) atentado terrorista, John é atingido por um composto químico que o deixa translúcido e à beira da morte. Olivia então, numa tentativa desesperada de salvar o amado, pede a seu chefe, Phillip Broyles (Lance Reddick), permissão para visitar Walter Bishop (BRILHANTEMENTE interpretado por John Noble), que está internado na clínica psiquiátrica Saint Claire. O problema é que apenas familiares podiam visitar Walter, e o único filho dele estava no Iraque. Olivia então parte para o Iraque, convence Peter Bishop (Joshua Jackson) a ir com ela até a clínica para que tivesse acesso ao Dr. Bishop. E consegue.

A série também conta, da forma mais intensa e dramática possível, a história de Walter Bishop, um brilhante cientista com QI de 196, que nos anos 70 trabalhou para o governo americano no que era chamado Ciência de Borda (Fringe Science), e que ficou internado por 17 anos na clínica psiquiátrica após um terrível acidente em seu laboratório.

Quando Peter, ainda criança, adoece, Walter, que havia descoberto um universo paralelo ao nosso, cria uma janela que tornou possível olhar esse outro universo. Ele então descobre que o Peter do outro lado também está doente, e que sua versão alternativa (apelidado por ele de Walternativo) também está desesperada pra conseguir encontrar a cura para seu filho.

Após Peter morrer em seus braços, Walter fica desesperado para que sua versão alternativa encontre a cura. Então ele descobre como criar a cura, faz em seu laboratório e decide abrir um buraco entre os universos pra levar a cura até a versão alternativa de seu filho, pra que assim uma das versões tivesse a chance de sobreviver e ter uma vida normal, mas infelizmente Walter acaba tendo que trazer o outro Peter para o nosso universo, criando assim uma guerra entre as duas realidades.

Após descobrir que não era deste universo, Peter se afasta de Walter e da Fringe Division, mas retorna, porque ele é necessário, porque Olivia está lá, e ele acaba entendendo o que motivou Walter a fazer o que fez, então ele volta para os seus amigos (também incluindo Astrid Farnswort, interpretada por Jasika Nicole).

Fringe tem uma série de enredos brilhantes, efeitos bacanas; os pôsters sempre com frases marcantes como "Novos Casos, Infinitas Impossibilidades", ou "Novo começo. Novas dimensões", e acabou sendo cancelada porque americanos adoram séries com casos do dia e finais de temporada explosivos e clichês.

Apesar de todo esse show de efeitos e histórias bacanas, uma coisa que muita gente não percebeu (eu incluso, que descobri assistindo a Comic Con de San Diego - no YouTube) é que Fringe não é uma série que tem como tema os casos bizarros, ou a guerra entre universos. É uma série que fala de amor. Um amor tão poderoso, tão intenso, que faz um pai abrir um buraco no universo pra ajudar o filho de outra pessoa; que faz uma mulher viajar até o Iraque pra conseguir salvar o homem que ama, isso incluindo enfiar um pino eletrônico na nuca, se drogar intensamente e mergulhar num tanque cheio de água pra poder entrar na mente dele e descobrir quem era o suspeito. É uma série que fala sobre recomeços, sobre perdão, que te faz pensar, te faz refletir: "Até onde você iria por quem ama? O que você seria capaz de fazer?". É por isso que eu chorei horrores no episódio final, porque o sacrifício feito por Walter, de viajar até o futuro pra salvar o passado, não só de Olivia e Peter, mas de toda a humanidade, foi algo que me chocou muito.

O amor é o tema principal da série, e não é algo contado de forma melosa, entediante, muito pelo contrário. É um amor que foi contado de forma sutil, como a amizade de Walter e Astrid, que cresce a cada episódio, a de Olivia e Broyles, que antes eram inimigos e se tornaram aliados incríveis, a de Peter e Walter, que depois de tantas reviravoltas, se descobriram como pai e filho.

Eu sei que tem uma ou duas surpresas que eu acabei contando por aqui, mas não dava pra falar sobre a série sem contar essas partes, mas ainda assim, se vocês puderam assistir (infelizmente não tem na Netflix ainda), deem uma chance. Fringe é sensacional, é uma série que vale ser assistida.

Fica aí a dica (que não é do Sil, porque não sou invejoso haha), e até a próxima semana!

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Leandro Faria  
Glauco Damasceno, do interior do RJ, é o colunista oficial das terças no Barba Feita. Tem aproveitado a fase de solteiro para viver tórridos casos de amor. Com os personagens dos livros que lê e das séries que assiste, porque lidar com o sofrimento do término com personagens é bem mais fácil do que com pessoas reais.
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