domingo, 17 de julho de 2016

Sobre Pokémons e a Nossa (Nova e Velha) Infância






Há uns dias, um app para smartphones, o Pokémon Go, foi lançado causando comoção mundial além de muita polêmica, claro! Será sobre isso que falarei hoje, afinal de contas, independente de qualquer coisa, eu AMO Pokémon e vou protegê-los! 

Para quem está por fora, o app baseia-se, resumidamente, numa interação entre o virtual e o real, onde os Pokémons (monstrinhos de bolso) podem aparecer no nosso mundo através de realidade aumentada dos smartphones, podendo ser capturados e colecionados. Vários vídeos - clique aqui se quiser ter uma ideia da comoção - têm circulado a internet mostrando pessoas ensandecidas atrás de Pokémons em diversos lugares do mundo. E eis que então começou-se a chuva de críticas por parte dos haters

Concordo muito que caso não se tenha o devido cuidado ao explorar o mundo Pokémon recém liberado, acidentes podem acabar acontecendo e machucando pessoas, mas isso, ao meu ver, não é culpa do app, afinal de contas, seria totalmente ilógico você responsabilizar o WhatsApp, por exemplo, por você sofrer um acidente enquanto digita e caminha ao mesmo tempo. E, ao contrário do que muita gente acha, a maioria das pessoas que jogam Pokémon têm sim louça pra lavar e não estão apenas viajando pelo mundo, tentando encontrar um Pokémon e, com o seu poder, tudo transformar. 

Pokémon foi uma grande febre no Brasil no início dos anos 2000, marcando a infância de milhões de crianças como eu. Como o esperado, minha jornada no mundo Pokémon começou exatamente aos dez anos. Não lembro bem ao certo como tudo aconteceu, só sei que foi no programa da Eliana, na época na Record, e que em pouquíssimo tempo eu já amava todos os 151 Pokémons disponíveis então, algo que continuo fazendo até hoje! <3

Meu maior sonho daquela época se concretizou quando eu ganhei um Game Boy Color para poder jogar o fabuloso Pokémon Crystal. Lembro da minha felicidade ao ouvir a música de abertura do jogo pela primeira vez, ao usar minha Chikorita em uma batalha, o perrengue que passei para vencer o Ginásio do Bugsy, a tão esperada evolução do meu Eevee para Umbreon, minha vitória sobre o Red no Mount Silver e MUITAS outras várias lembranças maravilhosas que tenho guardadas desde então!

Com o passar dos anos, continuei acompanhando tudo sobre Pokémon, através de sites, revistas (saudades Pokémon Club/Evolution), álbuns de figurinha, etc. Pode parecer bobagem, mas com Pokémon aprendi muito sobre inglês, noções de estratégia por causa das batalhas, valores importantes com o anime e, o mais importante, mantive vivo meu lado criança dentro de mim.

Ainda ouço muito "Você não é crescido demais para gostar de Pokémon?" e simplesmente respondo com um "Não. Faz parte do meu show!". Pra mim, manter esse lado infantil vivo é um grande diferencial, faz com que eu consiga fugir de vez em quando da realidade adulta, podendo me divertir com coisas simples. Uma das situações mais legais para mim, foi quando eu andava com meu namorado, usando o boné do personagem principal do anime, e um garotinho veio correndo até mim pra perguntar se era mesmo o boné do Ash e o que eu achava dos jogos. Simplesmente amei aquilo! 

Claro que ninguém é obrigado a concordar comigo, mas não saia por aí desrespeitando o amiguinho só porque ele resolveu reavivar sua criança interior. Lembrem-se de suas respectivas infâncias e daqueles momentos de alegria vibrante que tiveram. Momentos que só de pensarem nele te fazem sorrir. Lembraram? Pois bem, é justamente assim que nós, Pokemaníacos, nos sentimos quando, por exemplo, um Vaporeon lindo e maravilhoso aparece para ser capturado.

E, acima de qualquer coisa, não se esqueçam do que foi dito por Mewtwo, um dos maiores pensadores modernos:
“As circunstâncias do nascimento de alguém são irrelevantes. É o que você faz com o dom da vida que determina quem você é.”
Leandro Faria  
Vinicius Melo, um típico sonhador que prefere ser essa metamorfose ambulante a ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Geek, ainda espera sua carta de Hogwarts chegar ou a oportunidade de ter seu próprio Eevee. Enquanto isso não acontece, escreve, vive, pena e é feliz por aí. Causando muito recalque nas inimigas. But, who cares?
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