domingo, 3 de julho de 2016

Um Brasileiro em Dublin e Algumas Impressões Sobre Relacionamento Amoroso Com Europeus





Após um ano e seis meses morando fora do Brasil, resolvi contar um pouco para vocês sobre as minhas experiências amorosas com homens de outras nacionalidades, diferentes de mim, cidadão brasileiro. Essas experiências vão muito além de uma língua diferente; há muitos conflitos culturais dentro de um relacionamento formando entre pessoas de nacionalidades diferentes.

Primeiramente, para quem não sabe, sou Márcio Lourenço, já escrevi algumas vezes como convidado aqui para o Barba Feita, e moro em Dublin, na Irlanda. E como a Irlanda é um dos poucos países com a língua inglesa como idioma nativo na Europa, esse detalhe faz dessa ilha um país com gente do mundo inteiro, que vem para cá para aprender inglês. Às vezes, parece que estou dentro de um enorme aeroporto, vendo as pessoas falarem as suas línguas maternas pelas ruas.

Os europeus, como bem sabemos, tem uma beleza muito peculiar. Muito deles, em geral, são loiros de olhos claros; no leste europeu temos os homens altos; enquanto aqui na Irlanda temos os famosos gingers (ruivos); a Espanha é um caldeirão, com a beleza latina que inunda o país; e por aí vai.

Desde que me mudei para Dublin, já tive dois relacionamentos de curta duração. Em comparação com os dois  outros relacionamentos que tive no Brasil, a maior diferença que senti entre os brasileiros e os irish consiste, basicamente, que os homens da Irlanda são bem loucos em relação a sentimento.

Explico. O que acontece é que na maioria das vezes em que você está super envolvido, a pessoa aparenta o mesmo e, do nada, eles te falam que não estão mais a fim ou, simplesmente, somem do mapa sem a mínima chance de serem localizados. Graças a Deus que comigo eles nunca sumiram; mas, em compensação, já sofri com um "eu te amo" em um dia e, no outro, um "não gosto tanto assim de você". Coisas da vida que, muitas vezes, temos que aceitar.

Me aprofundando um pouco mais no assunto, ouso dizer que os europeus sabem sim fazer sexo. Não tem a mesma desenvoltura que nós brasileiros trazemos no sangue, mas eu já conheci algumas pessoas pelas quais não dava nada, mas que me surpreenderam positivamente na hora do vamos ver. Gostaria de dar um ponto a mais para a Itália nesse requisito.

Mas como nem tudo são flores, algumas experiências com namorados gringos não podem ser muito agradáveis. Já vi casos de muita gente se desfazendo de brasileiros por aqui, devido acharem que temos interesses somente no visto e no passaporte europeu. O que é uma tremenda besteira, já que nem todo mundo está a fim de namorar ou casar com uma pessoa para ter o famoso Green Card; muitas pessoas só querem aproveitar e fazer desse momento uma oportunidade de se aprofundar mais ainda na cultura do parceiro.

Portanto, nesse meu um ano e meio por aqui, e conhecendo algumas pessoas de várias partes da Europa, aprendi o seguinte: não importa com quem você esteja se relacionando, as pessoas são praticamente iguais em qualquer lugar do mundo. Algumas são um pouco mais frias e outras mais calorosas. No fim das contas, o que realmente vale nesse jogo todo, é o amor (próprio) e a vontade de se relacionar.

Leia Também:
Leandro Faria  
Márcio Lourenço, nosso colunista convidado de hoje, é um romântico incurável, nascido no interior do estado do Rio de Janeiro e, atualmente, morando em Dublin, na Irlanda. Tem vinte e poucos anos, é apaixonado por viagens, fotografia e uma bela poesia.
FacebookTwitter


2 comentários:

Mateus disse...

"O que acontece é que na maioria das vezes em que você está super envolvido, a pessoa aparenta o mesmo e, do nada, eles te falam que não estão mais a fim" Isso deve ser universal, porque o quanto de casos assim rola aqui também não é pouco.

Márcio Lourenço disse...

Pois é, isso Está se tornando um ciclo em todos os relacionamentos e pra mim, isso é muito triste!