sexta-feira, 8 de julho de 2016

Um Sinal do Espaço





Eu sempre achei superinteressante essas teorias interestelares sobre o Big-Bang, buracos negros, outras galáxias e a vida extraterrestre. Até hoje isso me fascina, mas também sempre me deixa meio deprimido saber que um dia, todo o universo vai acabar. Lógico que eu não estarei aqui para ver isso. Nem eu, nem você, nem a nossa bilionésima geração. Mas é exatamente esse sentido da finitude que me sufoca e que me intriga.

Há oito bilhões de anos atrás, beeeem depois de muitos outros bilhões de anos após a grande explosão que deu início a tudo, uma estrela bem medíocre - em se tratando da dimensão de outros astros - nasceu: o Sol. E aí, algumas bolotas surgiram ao seu redor: uma delas, a Terra. 

No início, ela sofreu muito... No seu primeiro bilhão de vida, só recebeu chuvas de meteoros e asteroides. Um desses colossais pedregulhos se chocou tão fortemente certa vez que, somente um estilhaço dele formou a Lua, que conhecemos tão bem.

Hoje, nosso astro-rei Sol tem 5 bilhões de anos. Já é um senhor de meia idade. Daqui a mais 5 bilhões de anos, se tornará tão grande que engolirá Mercúrio, Vênus e se apagará, lentamente. 

Não vai adiantar tentarmos buscar alternativas de nos mudarmos para outras galáxias. Atualmente, os astrofísicos conseguem enxergar mais de 100 bilhões de galáxias. Acontece que, desde o Big-Bang, o universo não para de crescer. E cada vez mais as trilhões de galáxias só se distanciam uma das outras. A velocidade delas é muito maior do que nossa intelectualidade para o desenvolvimento de pesquisas. 

Em um futuro (bem distante) só conseguirão enxergar meia dúzia delas. As galáxias mais próximas, vão se colidir. E é isso que vai acontecer com a que vivemos. Daqui a uns 4 bilhões de anos, a Via Láctea vai se fundir com Andrômeda. Por mais que o sol não desapareça com essa colisão, o universo começará a se tornar frio, como um grande cadáver.


Os buracos negros, que são os temidos ralos cósmicos, vão engolir tudo que existir. Isso vai acontecer em 10 mil trilhões de trilhões de trilhões de anos, até que os próprios buracos negros percam massa de tanto emitirem radiações e evaporem. E aí não haverá mais nada, somente a escuridão.

É estranho pensar isso com um tempo que sequer conseguimos imaginar, mas como Monteiro Lobato disse: 
“A vida é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. Quem para de piscar chegou ao fim, morreu. Piscar é abrir e fechar os olhos – viver é isso. É um dorme e acorda, dorme e acorda, até que dorme e não acorda mais [...] A vida das gentes é isso. Um rosário de piscados. Cada pisco é um dia. Pisca e mama, pisca e brinca, pisca e estuda, pisca e ama, pisca e cria filhos, pisca e geme os reumatismos, e por fim pisca pela última vez e morre. [...] Depois que morre, vira hipótese. É ou não é?"
Por isso, aproveite. Curta o Sol e a vida. Somos privilegiados por tê-los todos os dias diante de nossos olhos.

Leandro Faria  
Marcos Araújo é formado em Cinema, especialista em Gestão Estratégica de Comunicação e Mestre em Ciências em Saúde. Nas horas vagas é vocalista da banda de rock Soft & Mirabels, um dos membros da Confraria dos Bibliófilos do Brasil, colunista do Papo de Samba e um dos criadores do grupo carnavalesco Me Beija Félix. E também o colunista das sextas-feiras aqui no Barba Feita.
FacebookTwitter


2 comentários:

Aconteceu disse...

Texto excelente...adorei.....

jailson madeira disse...

QUANDO ISSO ACONTECER TUDO VAI SE RENOVAR,O UNIVERSO IRA SE TORNAR SIMPLES COMO ERA NO INICIO.SURGIRÃO NOVAS CIVILIZAÇÕES COMO ÀS QUE JÁ EXISTIRAM ANTES DO BIG BANG.O BIG BANG É SÓ UM CICLO,O UNIVERSO SE RENOVA DURANTE A ETERNIDADE.