quarta-feira, 31 de agosto de 2016

A Tragédia no Lagoa Azul





Ser jornalista e trabalhar com Comunicação me faz, todos os dias assim que acordo, buscar tomar pé das principais notícias do dia. É quase um ritual matinal, tão obrigatório quanto escovar os dentes. E esta semana começou com uma dessas notícias, indigestas ao extremo, que nos fazem perguntar até onde vai a mente humana e a humanidade em si: um homem matou a esposa e dois filhos em um condomínio da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Uma família aparentemente feliz, dois meninos saudáveis (um deles, tão novo que ainda escrevia em garranchos sua assinatura na carteira de identidade). Provavelmente, duas gestações esperadas e desejadas ao extremo, dada a idade avançada da mãe perto das crianças (ela tinha 48 anos e eles, 10 e 7). Tantas coisas podem se supor desses quatro. Mas o que se sabe são os frios fatos já apurados, periciados e, em parte, até mesmo relatados em carta pelo próprio assassino e suicida: a preocupação com a situação financeira da família, uma suspeita de que seria demitido e não poderia manter o nível de vida dos quatro, o fez esfaquear a esposa enquanto dormia, golpear os filhos com uma marreta e pular com os dois (vivos ainda?) pela janela do 18º andar do Edifício com o paradisíaco nome de Lagoa Azul.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Conversando Com Nicolas, Parte 2 - Morra Para Lá Para Não Feder Aqui





Ainda nesse bate papo com o Nicolas (sim, porque rende assunto, viu? E você pode ler a primeira parte da conversa clicando aqui!), ele comentou que, quando estava no Rio, se arranjou com um rapaz e que começaram a surgir os defuntos. Eu fiquei chocado com isso, porque né, gente? A pessoa vem, leva tudo de bom e puro que existe em você, e quando você recupera tudo isso, conhece alguém, a pessoa volta, como se nada tivesse acontecido?! Não sei pra vocês, mas pra mim é bem tenso. Enfim, Nicolas conversava comigo e falava de ambos, e de que estava revoltado com isso, porque agora que estava dando tudo certo, o outro apareceu. Aí então que eu mandei a frase do título, dita pra mim, há muito tempo, pelo meu querido contrabaixista, Daniel: "Mas me dá uma raiva dessa galera... Parece que ficam só espreitando, aí quando a gente tá feliz outra vez, aparece! Mas deixa ele pra lá, ele já teve a chance dele. Que morra pra lá pra não feder aqui.".

É impressionante, né não? Aconteceu comigo quando comecei a namorar. Dei todas as chances possíveis e imagináveis, mas nunca quis; vem, ferra com tudo, me deixa de lado assim sem mais nem menos, e agora ressurge querendo criar vínculo? Não, passa amanhã. Esse tipo de gente só aparece quando a gente tá bem, tá se reerguendo, tá feliz; aí eles surgem, porque qual o sentido de construir sua própria felicidade quando você pode sugar a felicidade alheia, não é mesmo? 

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Sobre Gilmore Girls e a Escolha de Rory (ou O Que Esperar de Um Relacionamento?)





Inspirado pelo "retorno" de Gilmore Girls em novembro na Netflix, em uma temporada comemorativa depois de nove anos do encerramento da série, me senti motivado a assistir às temporadas anteriores da história das garotas Gilmore. Lembro que quando a série ainda estava no ar, eu ouvia comentários, lia (e editava) reviews para um site, mas ela nunca entrou na minha lista de séries semanais. Mesmo sem nunca ter assistido a nenhum episódio sequer de Gilmore Girls, eu achava a série chata e mulherzinha e, por isso, não tinha curiosidade para assistí-la.

Mas o tempo passa, a gente acumula experiências e, com o anúncio dos quatro episódios comemorativos preparados pela Netflix, eu me vi dando o play no primeiro episódio da primeira temporada e, depois disso, aos poucos e bem feliz, cá estou terminando a quarta temporada, acompanhando o crescimento dessas duas personagens, mãe e filha, verborrágicas, confusas e adoráveis. Porque você pode até não concordar com as decisões tomadas por Lorelai e Rory no decorrer da série, mas é impossível não torcer por elas, como se torce por amigos próximos.

domingo, 28 de agosto de 2016

Podem Me Chamar de Trouxa





Podem me chamar de trouxa, de bobo, de mané. Eu vou continuar respondendo rápido no WhatsApp, eu vou continuar dizendo o que sinto sem medo, vou continuar marcando a pessoa que eu gosto nas coisas engraçadas que eu vejo no Face, vou mandar mensagem quando bater saudade, vou continuar dando um abraço apertado toda vez que a gente se rever. 

Eu sou assim, sou transparente e se eu estou com alguém é porque quero estar. Se a pessoa não gosta disso, então que vá atrás do cara que trata como segunda opção, que só procura quando não tem nada melhor pra fazer, que demora pra responder de propósito. Esse não é o tipo de relacionamento que eu quero para mim e não vou virar um babaca só para fazer a pessoa continuar comigo. 

Eu sou do time “Hey, vamos nos ver hoje?”, “Pensei em você o dia todo, como você tá?”, “Não estou muito bem hoje, preciso de um abraço, do seu abraço!”. Eu sou do tipo que gosta de sair para comer em um lugar novo com a pessoa no final de semana, que gosta de ir para balada junto para dançarmos igual dois loucos, de ver filme abraçado no sofá, de rir de coisas bobas. Eu quero uma pessoa que queira fazer isso ao invés de me fazer perder tempo fazendo joguinhos, me deixando em dúvida se quer ou não, se devo responder ou deixar no vácuo, que me faça começar a ter pensamentos do tipo: “Ah, vou sumir para ela sentir falta!”... Não! Para! Me recuso a fazer parte desse jogo ridículo com regras sem sentidos que beneficiam quem faz tudo errado e prejudica quem quer fazer as coisas certas. 

sábado, 27 de agosto de 2016

Pés Cansados, Coração Leve





Chega uma hora que a gente cansa. É necessário saber o momento de parar, dar um tempo, fazer uma retirada estratégica e recuperar o fôlego. Não encarar como desistência ou fracasso em algo que se propôs e não deu certo, mas como uma nova possibilidade. Estou no meu limite e é inútil achar que quanto maior o sofrimento, mais saborosa é a conquista. Pode até ser, mas quero parar de sofrer só um pouquinho, o tempo de recuperar o fôlego.

Fiz mais do que posso
Vi mais do que aguento
E a areia nos meus olhos é a mesma
Que acolheu minhas pegadas

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Somos Todos Paralímpicos





Essa semana eu ia falar sobre a saudade do fim da Olimpíada. Aí depois eu mudei de ideia e comecei a escrever um texto sobre a final do MasterChef, com a vitória merecida do Léo, apesar de ter torcido o programa inteiro pela Raquel. Mas aí fiquei estupefato com as duas primeiras histórias de Justiça, na Rede Globo, que interliga vingança e redenção e vão merecer algo mais aprofundado nas próximas colunas (mas desde já gostaria de aplaudir de pé as atuações de Adriana Esteves, Jesuíta Barbosa, Débora Bloch, Enrique Diaz, Cauã Reymond, Leandra Leal e Marina Ruy Barbosa, à autora Manuela Dias, de Ligações Perigosas, e o sensacional diretor José Maria Villamarin, de O Rebu, Amores Roubados e O Canto da Sereia. Em breve, eu disseco.).

Mas hoje eu gostaria de falar e refletir um pouco sobre todo esse blábláblá gerado nesses dias por causa de uma campanha publicitária criada pela agência África para os Jogos Paralímpicos e estrelada por Cléo Pires e Paulinho Vilhena. Na campanha, veiculada na Vogue, os dois aparecem com os membros amputados. Cléo está representando a atleta Bruna Alexandra, do tênis de mesa, e Vilhena o esportista Renato Leite, do vôlei sentado.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Política: Já Pensou em Quem Votar para Prefeito e Vereador?





Vamos falar rapidinho sobre política? Não se preocupe que não defenderei partidos e nem entrarei no mérito de candidatos. Mas é preciso falar, mesmo que rapidamente, sobre o assunto. Nos próximos meses teremos eleições municipais. Cada município vai votar pelo seu prefeito e vereadores. Então é agora, antes mesmo da campanha de cada candidato ganhar força, que todos nós, eleitores, devemos fazer nosso dever de casa e pesquisar sobre todos os candidatos. Sobre os partidos. Sobre todas essas coligações partidárias que surgem para beneficiar.... Seus candidatos.

Muito se fala sobre o jogo político que vivemos, muitas vezes com reviravoltas dignas de uma boa série de ficção. Mas a realidade, mesmo que possa soar clichê, é que devemos dar a real importância para o que temos de mais valioso: nosso voto. Saber votar é importante. Lembrar em quem votou, mais ainda. É preciso assumir nossa responsabilidade ao colocar alguém em um cargo importante e que vai gerenciar nossa cidade e nosso bem-estar como cidadão.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Exorcizando o Fantasma do HIV





Na semana que se passou, um amigo querido pediu para ir até a minha casa para conversar. Precisava desabafar uma série de coisas que vinham lhe ocorrendo, principalmente em relação ao seu casamento. E, em um dado momento da conversa, ele respirou fundo e disse que tinha algo importante para contar para mim. Diante da minha indagação ele prosseguiu:

- Há alguns anos eu descobri que contraí HIV. Isso explica muitas coisas da minha vida.

Realmente, ele elencou uma série de pequenas ocorrências que faziam sentido após a revelação. Mas o que mais me chamou a atenção foi o tom de confissão dele e, embora não admitisse, certa agonia em dizer aquilo. Agonia que se tornou alívio quando eu lhe disse que era para ele ficar tranquilo e se sentir acolhido por mim e pelo Cristiano, meu companheiro.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Conversando Com Nicolas, Parte 1 - Ativo, Passivo e Meredith Grey





A vida é uma coisa, né, não? Eu conheci o Nicolas naquela organização religiosa que já mencionei aqui, e na época a gente praticamente não se falava porque, bem, eu era um cu de pessoa, todo me achando por conta do que fazia lá (mas pros outros eu bancava o humilde, etc, mas eu adorava estar no centro das atenções, e nem leonino eu sou). Aí eu saí de lá, coisa e tal, vida que segue. Foi quando, no Carnaval desse ano, um colega meu me chamou pra irmos atrás do Bloco do Boi, famoso aqui na cidade. Como eu ia ficar em Barra Mansa mesmo, eu fui, afinal, um calor do inferno, não ia ficar em casa. Quando chego lá, dou de cara com quem? Nicolas. Montado. De drag. Maravilhosa! Samantha, o nome. Aí ele me faz o que? O que eu tenho PAVOR que façam comigo: "Eu conheço você!". Resumindo: Dançamos, bebemos (nunca mais bebo Cantina da Serra, quente ou gelado), tiramos fotos, ofendemos metade da sociedade, ou seja, mais um dia normal.

Nesse final de semana estávamos conversando no Facebook sobre homem, que a vida tava difícil, ninguém queria nada sério, tava foda, etc e tal, quando Nicolas disse que a personalidade forte dele impactava (e é verdade), daí a galera fica com medo de encarar e acaba procurando um caminho mais fácil. E a preferência sexual dele (que eu não vou dizer qual é, fiquem aí pensando) também empatava algumas fodas, literalmente, porque não sei se vocês sabem, mas existe uma moda de que agora todo mundo TEM que ser versátil. Foi aí que eu me lembrei do que a Meredith fala para sua filha, Zola: "Nunca namore um homem que não sabe lidar bem com o seu poder.".

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Games, Vícios, Pokémons e Tecnologia





Não sei você, caro leitor, mas eu nasci no início dos anos 80, em uma cidade do interior do Rio de Janeiro, onde o tempo parecia não passar e os dias se arrastavam em uma calma sem fim. Fui uma criança típica das cidades do interior: brincava na rua, explorava matas, tomava banho de cachoeiras, comia frutas colhidas no pé. E era bem legal, digo sem nostalgia, apenas lembrando que cresci saudável e feliz, apesar de alguns quereres que fui incorporando à minha personalidade e estilo de vida com o passar do tempo.

E, numa época em que a televisão era o máximo de tecnologia que nos rodeava, o meu sonho de consumo era um aparelho de vídeo game. Eu adorava aqueles joguinhos tecnológicos e lembro o quanto implorei a meu pai por um Atari e quão sofrido foi nunca ter ganhado um. Meu vizinho de frente, entretanto, havia ganhado um de Nata-Aniversário-Whatever, e passávamos horas jogando na frente da televisão, ouvindo os barulhinhos que irritavam a mãe e a irmã dele e para o qual não dávamos bola. 

domingo, 21 de agosto de 2016

Porque a Expectativa Vai Acabar Com o Mundo





É natural criar expectativa. É como esperar que, ao inspirar, o oxigênio entrará em seus pulmões e fará todo o processo biológico de te manter vivo. Isso acontece automaticamente, sem que tenhamos que nos preocupar em "melhor pensar duas vezes antes de respirar hoje". Por que a expectativa, ao contrário do oxigênio, é tão maléfica para os seres humanos? Isso é o que eu queria descobrir e estabeleci um novo modo de escrever sobre assuntos que não são de meu profundo conhecimento, e isso consiste em coletar o máximo de informações que o deus Google possa me oferecer. 

Para entender mais sobre expectativa, criei a minha própria ao achar que encontraria muitas fontes da psicologia que detalhassem todo o processo químico-emocional que essa palavrinha causa dentro de nós. Quebra número 1: aparentemente a palavra "expectativa" está majoritariamente atrelada à expectativa de vida ou à teoria da expectativa, um conceito criado por um moço chamado Victor Vroom, e muito usado no mundo dos negócios. De uma forma ou de outra, a expectativa aparece conectada a valores materiais. 

sábado, 20 de agosto de 2016

Vander Lee: Uma Triste Perda e Uma Voz Que Merece Ser Ouvida





Na semana que se encerra, o mundo artístico ficou menos colorido, menos divertido e menos radiante. Perdeu-se Elke Maravilha. A figura icônica da artista que atuava, cantava e por muitos anos fez as vezes de jurada em shows de calouros, sucumbiu a uma úlcera e nos deixou em 16 de agosto, aos 71 anos de idade. Mas este texto é pra falar de um outro artista, que também faleceu recentemente e deixou órfãos muitos fãs, mas quase nada se falou sobre. Seu nome, Vanderli Catarina, ou simplesmente Vander Lee. Elke era uma personalidade magnética e de grande importância na quebra de padrões, tendo sua morte bastante sentida e comentada nas redes sociais e na TV. Mas Vander Lee? Quem é Vander Lee?

Vander Lee foi um cantor e compositor mineiro, de Belo Horizonte, que morreu no dia 05 de agosto, após ter um infarto enquanto fazia hidroginástica, aos 50 anos de idade. Irônica e triste demais sua morte ser provocada por uma atividade reconhecidamente saudável como a hidroginástica. Vander Lee faleceu relativamente bem jovem, e sua morte, bem como sua trajetória profissional, merecia maior divulgação e visibilidade, mas em tempos de Cristiano Araújo, não dá pra se esperar muito da mídia em se tratando de um maravilhoso talento como Vander Lee.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

A Grande Apoteose é a Vaia





O genial Nelson Rodrigues já dizia que “a grande vaia é mil vezes mais forte, mais poderosa, mais nobre do que a grande apoteose. Os admiradores corrompem”.

Essa semana, o jornalista Paulo Nogueira, fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo criticou a polêmica questão da vaia para o francês Renaud Levillenie, que perdeu a medalha de ouro para o brasileiro Thiago Braz no salto com vara. 

O jornalista diz em seu artigo, que o brasileiro está socialmente doente, mas que no passado éramos um povo cordial. E faz um questionamento: “fomos sempre assim e apenas nos iludíamos com a tese de que éramos gentis? Ou alguma coisa aconteceu e destruiu nosso caráter?”

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Todo Mundo Ama a Raquel





No ano passado fiz um texto falando sobre a participação de Fernando Kawasaki na segunda temporada do MasterChef Brasil. Exatamente como aconteceu no texto anterior, venho aqui analisar o comportamento de outra participante que foi destaque nesta terceira temporada: Raquel Novais

Mas antes de falar sobre esse terceiro ano, quero voltar um pouco mais no tempo. Basicamente, lá na primeira temporada, em 2014. Naquela época, Cecilia foi uma grande participante e um dos destaques da cozinha. Fez pratos corretos, foi muito elogiada pelos jurados, mas, por ironia do destino ou não, acabou não chegando na final do programa. No segundo ano, alguns participantes apresentaram pontos fortes, mas nenhum tanto quanto Fernando. Ele teve, durante todo o tempo em que passou enfrentando provas com os outros chefs amadores, uma postura um tanto quanto esnobe. Ele tinha conhecimento, um pouco de técnica e, de certa maneira, já apresentava uma “quase” postura de chef. Só que ele ainda não era. Acabou que toda essa pose não arrecadou simpatia do público e sua eliminação foi uma das mais comemoradas da segunda edição nas redes sociais. O que também gerou meu texto: Todo Mundo Odeia o Fernando. O que era uma verdade na época.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Pai, "Pronome Intransitivo"





A semana começou com o Dia dos Pais, em meio a um clima olímpico que ainda domina quase todos os lados para onde a gente olha. Lembro-me que no ano passado escrevi um texto sobre meu pai, Paulo, com quem estive no último domingo para celebrar a data. Ao longo do dia, abri o Facebook vez ou outra e algumas homenagens aos progenitores apareceram. Mas algo me chamou a atenção nesse ano, em específico...

Pode ter sido uma coincidência: a idade vai chegando e, à medida que se completa o primeiro ciclo do casamento (seja ele de papel passado ou não), boa parte dos casais buscam os filhos. Mas fato é que vi minha timeline recheada de amigos, parentes e conhecidos (ou marido de amigos e amigas) com seus pequenos, sendo homenageados por seus companheiros e companheiras. Jovens pais, que representam uma geração que, mesmo em uma sociedade ainda machista e retrógrada em muitas coisas, enxergam seu verdadeiro papel numa complexa relação familiar.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Aos Amigos do Barba Feita: Haters Gonna Hate





Nem acredito que tô usando letra de Taylor Swift, mas era a única que cabia pra esse título. Espero que ela não mande um boleto pra mim, porque tô desempregado.

Então, gente, meu texto de hoje eu dedico aos meus queridos parceiros do Barba, Leandro Faria, Paulo Henrique Brazão, Silvestre Mendes, Marcos Araújo e Esdras Bailone (e Nanda Prates e Patricia Janiques que aparecem pra nos abrilhantar com suas maravilhosas participações especiais), e também é um leve... desabafo, seria? Acho que sim, vamos ficar com desabafo.

Nós, como cidadãos, cidadãs, pessoas comuns da sociedade, digamos assim (não nos menosprezando, nem nada), num dado momento sentimos vontade de expor nossas opiniões, mas não queríamos fazê-lo no Facebook, e manter sozinho(a) um blog é puxado, e foi aí que o Barba Feita surgiu nas nossas vidas. Foi nos dada a oportunidade de mostrar a várias pessoas as nossas opiniões sobre o mundo, sobre o ser humano, a natureza; falar sobre nossos gostos musicais, literários, televisivos; expor nossas vidas. Eu, que já lidava com algumas críticas na #VergonhaAlheia, minha coluna no Pop de Botequim, irmão mais velho do Barba, pensei: "Ah, vamos lá, vamos ganhar mais experiência.". Mas foi aí que eu percebi que, diferente das críticas que eu recebo na outra coluna, como "Petista!", "Texto enrolado, não falou nada com nada", "Acabou a mamata, petistinha" (sério, é só eu zoar o PMDB que a galera "do bem" vem em peso, vem de bonde), as que recebo aqui são diferentes. Enfim, as críticas que eu já li aqui (e que muitas o Leandro apagou por serem bem ofensivas), são bem... ofensivas mesmo! 

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A Internet, os Blogs e a Minha Vida no Mundo Virtual





Dia desses, entediado e circulando por esse mundão chamado internet, perdido nos caminhos infindáveis do ciberespaço, acabei voltando ao passado. Não, não mandei nenhuma carta para um programa de auditório de gosto duvidoso; apenas caí, com um link, em um blog pessoal que mantive durante anos, onde comecei a escrever em 2002. Sim, você leu certo. Dois.Mil.E.Dois. E é engraçado como lendo hoje, com a perspectiva dos anos e da experiência, eu ache que era um idiota naquela época.

Em 2002 eu era bobinho. Tinha começado a trabalhar e a ver a cor de um dinheiro só meu; estava na faculdade. Mas era bem "inocente", bem, mas bem mesmo. Eu começava a vislumbrar o mundo com o olhar que tenho hoje, mas precisava aguçar a experiência, experimentar o mundo como fiz nos anos subsequentes. Ou seja, não havia nada de errado com o Leandro daquela época, já que ele era apenas o projeto do que eu viria a ser. E ali, na internet e com a febre dos blogs, eu achei um espaço para escrever, ser lido e fazer amigos. Aquilo foi maravilhoso.

domingo, 14 de agosto de 2016

Louco Amor





E de tudo ao meu amor eu serei eterno. E com tal zelo eu serei vil e ardiloso para mantê-lo sob meu domínio e desprezo. E com um contentamento de fazê-lo descontente, serei fiel ao meu intento. E a cada alegria sua cuidarei para que se sinta mal, subjugado, sempre sub, sempre julgado, nunca você, sempre eu. 

E de tudo ao seu amor eu serei omisso. E de tão omisso, meu amor sentir-se-á fadigado. E a fadiga causará ainda mais dúvida e a dúvida mais paixão. E paixão arderá como Camões não previu. E não serão ninfas que a esperarão no caminho de volta à casa. Sim, terá uma casa, a qual eu saberei onde é, a qual manterei sob vigilância, à qual estará confinada - e não será metaforicamente. E da omissão construirá a teia que a prenderá sob meus domínios. E a omissão alimentará seus temores de perder-me sem ao menos ter-me. 

sábado, 13 de agosto de 2016

Uma Vida em 35 Atos







1) Senti o frio da vida pela primeira vez às 15h30 de uma rigorosa tarde de inverno, em 11 de agosto de 1981, no extremo Sul do Brasil. 

2) Segundo minha mãe, a primeira palavra que pronunciei, antes mesmo de “papai” ou “mamãe” foi “André”. Um nome de homem. Quem era ele não vem ao caso, mas seu nome ser a primeira coisa pronunciada pela minha boca, quer dizer algo, né? Ou não? 

3) O primeiro “ato disciplinar” recebido de meu pai aos quatro anos de idade: molho de pimenta malagueta na boca. O motivo: chamá-lo de “besta”. 

4) Uma queda que me fez levar 5 pontos na mão esquerda, também aos quatro anos, e carregar uma sutil cicatriz até hoje. 

5) Às margens do rio São Francisco, no Norte de Minas, lembro-me de minhas primeiras amigas de infância: Mirtes e Cida. 

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Subúrbios





Sou um típico suburbano. Nasci no Hospital Geral de Bonsucesso, vivi meus primeiros anos no bairro com mais falta de recursos da Ilha do Governador, brincava com carrinho de rolimã na Vila Cruzeiro dentro da comunidade (que chamávamos de favela), estudei em escolas públicas, frequentava os Parques Shangai para andar nos brinquedos enferrujados e o Ary Barroso, onde ia caçar girinos nos laguinhos verdes e cheios de lodo. Me mudei da Penha para Nilópolis, onde fiquei pouco tempo e depois para Brás de Pina, bairro onde cresci pulando o muro da linha do trem, jogando bola dentro de valão, devorando sacolés e raspadinhas de groselha, roubando mangas do quintal da vizinha umbandista (que chamávamos de macumbeira), caçando rolinhas com atiradeira, conversando com os amigos no portão de casa até de madrugada e bebendo guaraná Tobi em garrafa de cerveja.

Matei várias aulas no Visconde de Cairu pra fazer piquenique no Jardim do Méier e na Quinta da Boa Vista, frequentei o muquifo do Garage, na Rua Ceará, de onde saía surdo ao amanhecer por causa dos decibéis. Era uma época bem antes da Vila Mimosa se mudar para lá com as profissionais do sexo (que chamávamos de piranhas). 

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Meu Vício Nos Irmãos à Obra e Nas Reformas de Casa




Preciso confessar uma coisa para vocês. Estou muito viciado em programas de reforma de casa. Aconteceu sem nem ao menos eu perceber. Um belo dia estava mudando de canal e dei de cara com dois irmãos gêmeos. Acabei ficando para entender melhor o que estava acontecendo. E não parei mais.

Para vocês entenderem bem, Drew é corretor de imóveis e responsável pela venda e compra de casas. Jonathan, o outro irmão, cuida da parte da reforma. Aquela que é realmente muito viciante e me faz querer ver todos os novos detalhes elaborados. Jonathan não só cria o projeto da nova casa, mas destrói cômodos, escolhe móveis e também aguenta reclamações dos futuros moradores com os imprevistos que toda obra possui.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

O Espírito Olímpico Encontrou a Carioquice





Primeiramente, gostaria de começar esse texto já fazendo um aparte: minha coluna de semana passada, às vésperas do maior evento esportivo do mundo, foi um tanto quanto negativa. Embora com uma mensagem de apelo por dias melhores, ressaltava muito meu medo (e o de tantas outras pessoas) com algum atentado terrorista. Um alerta necessário, porém, no mínimo, frustrante pelos dias vindouros.

Eu ainda não havia sido pego pelo tal espírito olímpico. O mosquitinho do Barão de Coubertin não tinha me picado até a Cerimônia de Abertura. Depois dela, fui completamente contaminado pela febre que, ao que parece, não havia demorado a se manifestar somente em mim não: grande parte dos cariocas e dos brasileiros ainda não estavam vivendo a expectativa pelos Jogos.

A cerimônia foi belíssima. Eu estava apreensivo, cheio do nosso complexo de vira-lata de que faríamos algo que lembrasse a minha formatura na alfabetização ou que simplesmente sustentássemos nossa imagem para o mundo inteiro de um lugar cheio de belezas naturais, samba e bundas (e só). Terminei as mais de quatro horas de evento extasiado, arrebatado. Feliz por ter sido surpreendido.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Não, Não Sou um Zumbi Alienado. Estou Apenas Me Divertindo, Dá Licença?!





FINALMENTE O POKÉMON GO FOI LANÇADO NO BRASIL! E a gente tá como???


Após uma longa espera, finalmente nos foi concedida a oportunidade de fazer parte da febre do momento. E assim que o jogo foi lançado aqui, diversas pessoas ao redor do país já começaram a se manifestar, postar suas capturas, seus níveis de experiência, trocar informações com seus colegas e amigos, e assim por diante. Ou seja, todo mundo seguindo um dos objetivos do jogo. 

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

O Tempo, a Vida e Algumas Divagações




"Tenho sonhos adolescentes, mas as costas doem
Sou jovem pra ser velha e velha pra ser jovem
Dou valor ao que a alma sente, mas já curti Bon Jovi,
Sou jovem pra ser velha e velha pra ser jovem..."
Aquela dos 30 (Sandy)

Consegue entender o tempo? Para alguns, implacável. Para outros, precioso. Já ouvi, inclusive, que o tempo é relativo. 

Tempo relativo? Parece loucura, mas faz sentido, se analisarmos a explicação que ouvi, que nos pedia para avaliar um (1) minuto. Um minuto para duas pessoas apaixonadas que estão se despedindo e não se verão por um longo período é muito pouco, uma quantidade irrisória de tempo. Um minuto para alguém que segura nas mãos um objeto quente, como uma panela que acabou de sair do fogo e foi colocada na palma das suas mãe, é uma eternidade. E assim fui obrigado a concordar que sim, o tempo é relativo.

domingo, 7 de agosto de 2016

Vivamos os Jogos Olímpicos!





O texto do Leco Faria dessa semana me motivou a escrever este. Eu adoro o clima de Olimpíadas, adoro! Desde criança sempre gostei de ver todos os esportes — menos futebol, porque sempre achei o esporte chato. Era a grande oportunidade de ver outros atletas de outras modalidades, tipo luta greco-romana, ginástica, vôlei, natação, atletismo, basquete, entre tantas mais. Recentemente, o Fantástico fez uma linha do tempo com imagens de todos os jogos da Era Moderna e  isso foi emocionante; e agora, com os jogos no Brasil, a sensação é outra. É um misto de alegria e torcida para que realmente fique um legado muito bacana, não apenas para o Rio, mas também pras outras cidades do país.

O Rio, já há algum tempo, estava abandonado. Eu a considero uma das cidades mais lindas do planeta, e estava precisando recuperar seu lugar no mundo, voltar a ser aquela cidade maravilhosa. E não apenas o Rio, mas todas as outras do país passam por esse tipo de abandono, o que não é só culpa dos governantes, mas nossa também, que deixamos isso acontecer. Agora, quem sabe, poderemos ver o Rio recuperar o brio (sempre disse que meu forte é a rima) de outrora e motivar outras cidades do país a se sentirem mais amadas e protegidas pelo seu povo e, assim, recuperarem a beleza que em muitas ocasiões lhes falta.

sábado, 6 de agosto de 2016

Para Quando Agosto Chegar...





Ouço e leio comentários negativos sobre você. As pessoas se queixam que é longo demais, que é aquele do "cachorro louco", o do desgosto, e que esse ano em especial, você será pior que os anteriores, pois estamos numa "guerra política" por aqui e, diante desse cenário desolador, ainda estamos tendo Olimpíadas, que começou ontem, aliás, num País precário e atolado em corrupção. Por tudo isso, dizem, e mais pelo fato de ser simplesmente você, com sua malfadada fama, esse ano será terrível atravessá-lo.

Mas na contramão de tantos que o detestam, você tem todo o meu carinho. E como não amá-lo, se foi durante uma de suas passagens que eu nasci? Em meio a outros onze de você, foi em você que vim ao mundo. Por isso, digam o que disserem, inevitavelmente você é especial pra mim. É em você que renasço a cada ano. Que renovo a fé e a esperança em mim mesmo. Que entendo com maior exatidão a dádiva de estar vivo. É quando você chega que refaço planos, promessas e reafirmo sonhos, acreditando profundamente que tudo será realizado, ainda que tudo fique apenas no campo das hipóteses e dos desejos quando você se vai, eu acredito piamente em tudo enquanto estou em você.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Queremos o Canecão de Volta!





Desde a semana passada, o pessoal do #OcupaMinC passou a ocupar as dependências do Canecão, no Rio de Janeiro. Pra quem ainda não sabe, o movimento #OcupaMinC começou logo após a votação do impeachment de Dilma no Congresso Nacional. Desde então, artistas e formadores de opinião em todo o Brasil vem ocupando algumas dependências do Ministério da Cultura. Na semana passada, os ativistas foram expulsos violentamente pela Polícia Federal do Palácio Gustavo Capanema, sede do MinC, que agora está cercado por tapumes. O objetivo do movimento é chamar a atenção da volta da realidade democrática e garantir a manutenção dos projetos educacionais, que estão descendo ralo abaixo.

O Canecão é um espaço que pertence a Universidade Federal do Rio de Janeiro e foi uma das mais famosas casas de espetáculos da cidade, que durante muitos anos foi explorada por diversos grupos que não repassavam os valores devidos à universidade. Em 2008, o espaço foi fechado e, desde então, está abandonado. A universidade prometeu transformar o Canecão em um centro cultural, mas, obviamente, com a crise no país, a reitoria não possui um centavo para dar continuidade ao projeto, que está muito longe de sair do papel.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

O Caso Biel e o Fim De Uma Carreira Em Ascensão





Antes de mais nada, quero dizer duas coisas: sou formado em audiovisual, antigo Rádio e TV para os mais antigos, e também cursei Jornalismo. Com essas duas informações em mente, por favor, leia esse texto tentando ver toda essa “situação” peculiar vivida por Biel, de acordo com o ponto de vista de alguém que entende de Comunicação. Ou que prestou atenção nas aulas de Marketing e de Assessoria de Imprensa. Além de saber que nos dias de hoje, uma boa imagem vale bem mais do que ter ou não talento de verdade.

Tendo essas informações em mente, vamos pensar em Biel. O moço vinha num crescendo. Suas músicas já bombavam em algumas partes do país, mas ele ainda não era uma sensação nacional, mas tudo estava caminhando para isso acontecer. O rapaz fez dueto com Ludmilla, lançou seu primeiro CD e estava com música tocando na nova novela da maior emissora do Brasil. Ou seja, em questão de poucos meses existiria a febre Biel. Assim como já existiram outras anteriores.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

A Verdadeira Face do Século XXI





Lembro-me muito bem quando, naquela manhã de 2001, um dos meus professores de História invadiu a sala de aula afirmando que havia acontecido um atentado terrorista de proporções nunca antes vistas e que, finalmente, o século XXI havia começado. Ironicamente, era bem a hora da aula de inglês e aniversário da nossa teacher. Todos ainda estavam bem atordoados e não sabiam o que se passava. No meu último ano antes do vestibular, vivenciávamos algo que entraria para os livros e seria estudado pelas próximas gerações.

Como meu professor bem lembrou, toda virada de era acaba tendo o seu principal marco, que dita a sua tônica. Infelizmente, ele estava correto em sua previsão: desde aquele dia 11 de setembro, nunca mais vivemos tempos como antes. Atentados terroristas volta e meia feriam a humanidade, como um herpes que adormece e eclode em momentos de menor imunidade; mas não eram essa peste bubônica que vivemos agora. Há 15 anos vivemos tempos de medo, que recrudesceram com a erupção do Estado Islâmico. E agora, às vésperas das Olimpíadas no Rio de Janeiro, cidade na qual moro e trabalho, o fantasma nos ronda como uma preocupação, pela primeira vez,real.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Aquele Texto Que Tem Uma Dica Bacanuda Chamada Morgan James!





Ei, gente! O texto de hoje seria sobre outra coisa, mas eu percebi que preciso pesquisar melhor sobre o assunto, e como eu tinha dito que falaria sobre ela aqui no Barba, achei propício o momento. Vamos falar sobre Morgan James

Cantora, compositora e atriz, Morgan James apareceu em alguns números da Broadway, como The Addamns Family, por exemplo. Eu descobri a cantora por conta de um grupo muito bacana chamado Postmodern Jukebox, que faz covers vintage de músicas atuais, e eles fizeram um cover de Maps, da banda Maroon 5:

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Torcer Contra: Pra Quê?





Estamos, finalmente, às vésperas do início dos Jogos Olímpicos 2016, que acontecerão, pela primeira vez, em uma cidade da América Latina. O Rio de Janeiro já está tomado de turistas, de cores e de idiomas diversos. É divertido andar pela cidade e ver o quanto ela se transformou desde que, em Outubro de 2009, foi anunciada como sede do evento, desbancando as então favoritas Chicago e Madrid. E eu lembro bem da festa que aconteceu na cidade, da comemoração que tomou conta da Praia de Copacabana, já que eu mesmo era um jovem que havia me mudado recentemente para o Rio na época.

Entretanto, aquela euforia inicial foi meio que se apagando com o passar desses quase sete anos. Os atrasos na entrega das obras, os superfaturamentos, a crise que toma conta do Brasil e, principalmente, a divisão política que rachou o país nas últimas eleições, tudo isso afetou o estado de espírito dos brasileiros e dos cariocas, que deixaram de lado a felicidade pela escolha do Rio como sede da Olimpíada, dando lugar à desconfiança de que o evento, talvez, quem sabe, não seria tão bom assim para a cidade... Será?