terça-feira, 16 de agosto de 2016

Aos Amigos do Barba Feita: Haters Gonna Hate





Nem acredito que tô usando letra de Taylor Swift, mas era a única que cabia pra esse título. Espero que ela não mande um boleto pra mim, porque tô desempregado.

Então, gente, meu texto de hoje eu dedico aos meus queridos parceiros do Barba, Leandro Faria, Paulo Henrique Brazão, Silvestre Mendes, Marcos Araújo e Esdras Bailone (e Nanda Prates e Patricia Janiques que aparecem pra nos abrilhantar com suas maravilhosas participações especiais), e também é um leve... desabafo, seria? Acho que sim, vamos ficar com desabafo.

Nós, como cidadãos, cidadãs, pessoas comuns da sociedade, digamos assim (não nos menosprezando, nem nada), num dado momento sentimos vontade de expor nossas opiniões, mas não queríamos fazê-lo no Facebook, e manter sozinho(a) um blog é puxado, e foi aí que o Barba Feita surgiu nas nossas vidas. Foi nos dada a oportunidade de mostrar a várias pessoas as nossas opiniões sobre o mundo, sobre o ser humano, a natureza; falar sobre nossos gostos musicais, literários, televisivos; expor nossas vidas. Eu, que já lidava com algumas críticas na #VergonhaAlheia, minha coluna no Pop de Botequim, irmão mais velho do Barba, pensei: "Ah, vamos lá, vamos ganhar mais experiência.". Mas foi aí que eu percebi que, diferente das críticas que eu recebo na outra coluna, como "Petista!", "Texto enrolado, não falou nada com nada", "Acabou a mamata, petistinha" (sério, é só eu zoar o PMDB que a galera "do bem" vem em peso, vem de bonde), as que recebo aqui são diferentes. Enfim, as críticas que eu já li aqui (e que muitas o Leandro apagou por serem bem ofensivas), são bem... ofensivas mesmo! 

As pessoas pegam pesado, xingam, ofendem (e eu nem vou citar a vergonha alheia que é vir num blog voltado pra todos, mas principalmente para o público LGBT e chamar o colunista do dia de "viado"), e eu fico olhando essas críticas e pensando: "Geeeeente...", aí eu vou pra cozinha, pego uma caneca de café e vou ouvir música. É, é bem assim que eu lido com as críticas que eu ando recebendo aqui, porque vamos e venhamos: ou são comentários anônimos, ou são de nomes falsos, ou de nomes sem foto, o que já mostra a maturidade da galera. Quer criticar? Vem, mas coloca a cara pra jogo. E outra: O que vai acrescentar na vida de nós seis (mais as meninas e participações especiais) esse tipo de ofensa? A pessoa vir nos comentários, sem se mostrar, me ofender, é o mesmo que nada. 

Não tô aqui dizendo que tem que concordar com tudo o que a gente posta, muito pelo contrário. É pra discordar. A discussão deve existir, mas a discussão saudável. Uma pessoa que chega nos comentários, e mesmo que não mostre o rosto, mas diz o motivo de não ter concordado com o texto ou parte dele, ou faz uma crítica constritiva, do tipo: "Olha, Fulano, eu acho que esse assunto poderia ter sido desenvolvido de uma forma assim, assim, assado, porque tem isso, isso e aquilo.", vai me fazer parar pra ler, porque é bom. É bom você ler uma crítica construtiva, é bom você conversar com alguém que saiba levar uma conversa, e não simplesmente chegar e: "Seu viado escroto, que texto bosta.". O que isso vai acrescentar na minha vida? Absolutamente nada.

Todos nós aqui já recebemos ofensas pesadas de gente que não tem a menor coragem de mostrar o rosto, ou a menor capacidade de construir uma crítica ou começar um diálogo, ou tudo ao mesmo tempo. O que a gente faz? Pensa no tema do próximo texto, certo? 

Então, meu povo, gente pra xingar, fazer estardalhaço, que nem aquele Taz, do Looney Tunes, que chega fazendo estardalhaço, berrando, babando e quebrando tudo, tem aos montes, mas é só não dar atenção. Uma hora para. 

Por isso, um brinde pra gente, que abstrai esse ódio gratuito e vai ver vídeo de gatinho no YouTube.

Leandro Faria  
Glauco Damasceno, do interior do RJ, é o colunista oficial das terças no Barba Feita. Tem aproveitado a fase de solteiro para viver tórridos casos de amor. Com os personagens dos livros que lê e das séries que assiste, porque lidar com o sofrimento do término com personagens é bem mais fácil do que com pessoas reais.
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