domingo, 28 de agosto de 2016

Podem Me Chamar de Trouxa





Podem me chamar de trouxa, de bobo, de mané. Eu vou continuar respondendo rápido no WhatsApp, eu vou continuar dizendo o que sinto sem medo, vou continuar marcando a pessoa que eu gosto nas coisas engraçadas que eu vejo no Face, vou mandar mensagem quando bater saudade, vou continuar dando um abraço apertado toda vez que a gente se rever. 

Eu sou assim, sou transparente e se eu estou com alguém é porque quero estar. Se a pessoa não gosta disso, então que vá atrás do cara que trata como segunda opção, que só procura quando não tem nada melhor pra fazer, que demora pra responder de propósito. Esse não é o tipo de relacionamento que eu quero para mim e não vou virar um babaca só para fazer a pessoa continuar comigo. 

Eu sou do time “Hey, vamos nos ver hoje?”, “Pensei em você o dia todo, como você tá?”, “Não estou muito bem hoje, preciso de um abraço, do seu abraço!”. Eu sou do tipo que gosta de sair para comer em um lugar novo com a pessoa no final de semana, que gosta de ir para balada junto para dançarmos igual dois loucos, de ver filme abraçado no sofá, de rir de coisas bobas. Eu quero uma pessoa que queira fazer isso ao invés de me fazer perder tempo fazendo joguinhos, me deixando em dúvida se quer ou não, se devo responder ou deixar no vácuo, que me faça começar a ter pensamentos do tipo: “Ah, vou sumir para ela sentir falta!”... Não! Para! Me recuso a fazer parte desse jogo ridículo com regras sem sentidos que beneficiam quem faz tudo errado e prejudica quem quer fazer as coisas certas. 

Algumas pessoas me dizem: “Você tem que parar de ser assim, as pessoas podem te usar, te fazer de besta!”, como se fosse eu o errado da história. Isso é defeito delas, não meu! Podem me chamar de louco, não ligo. Assim como já chamaram de louco quem ousou dizer que a Terra era redonda, aceito ser o louco por ousar dizer o que sinto quando a sociedade acha que o certo é mostrar que não está nem aí. 

Quem sabe essa minha insanidade traga um pouco de lucidez para essa geração que não sabe amar. Uma geração caduca que publica mensagens de ódio para todo mundo ver no Facebook, mas que cala palavras de carinho, que tem medo de dizer um “Eu gosto de você”. Uma geração de pessoas covardes, que querem se auto preservar acima de tudo. 

Difícil é ver a coragem de alguém que já sofreu, mas se entrega mesmo sabendo que pode quebrar a cara de novo. A coragem de alguém que já foi ignorado várias vezes, mas que pega o telefone e digita: “Vamos nos ver hoje?”. A coragem de alguém que já teve seus sentimentos tratados com indiferença, mas que diz: “Tô gostando de você”. É esse tipo de coragem que busco ter em cada novo relacionamento. 

E que esse meu jeito afaste de mim as pessoas que só querem brincar, pois dessas pessoas eu quero mesmo é distância. Perto de mim eu quero as pessoas de riso fácil, de sentimentos puros, de olhar verdadeiro e palavras sinceras. Pessoas do “Vamo? Vamo!”, pessoas que simplificam e tornam as coisas mais fáceis, porque de complicada já me basta a vida!

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Leandro Faria  
Caíque Nogueira, ator e publicitário. Gosta de experimentar tudo que a vida tem a oferecer. Conhecer novos lugares, novos sabores e novas pessoas, de todos os tipos e lugares. É escritor por persistência, poeta por senciência e romântico de nascença! Caíque é o criador e escritor do blog Inexorável.
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