segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Entre Aspas (ou Diálogos Reais Totalmente Surreais)





Porque na minha vida, o que não faltam são diálogos surreais. E hoje eu resolvi compartilhar algumas conversas que tive recentemente por aí.

Sejam bem-vindos ao meu mundo!
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Trabalhando nas eleições municipais durante o primeiro turno no Rio de Janeiro, ajudando especificamente quem precisava justificar o seu voto por estar fora do seu município eleitoral, travei o seguinte diálogo com uma jovem de aproximadamente 25 anos:

domingo, 30 de outubro de 2016

Se Pudesse Escolher, Qual Seria o Seu Superpoder?




O Que Você Quer Ser Quando Crescer?
Não fosse essa horripilante pergunta que todas as crianças são obrigadas a responder quando ainda não conseguem decidir sobre o sabor do milk-shake, teríamos uma sociedade mais produtiva – e feliz. Ou menos infeliz.

A questão é que com 7 anos você quer ser presidente, e com 9 adoraria ser caixa de loja (aposto que todo mundo já quis). Pra lógica masoquista adulta, nenhuma das possibilidades são válidas. Ninguém acha que seu filho REALMENTE vai tentar concorrer à presidência da República, e Deus-me- livre se não conseguir algo com mais prestígio do que ser caixa. Pois bem, bem vindos ao mundo saturado de publicitários deprimidos e advogados suicidas, somos de fato uma alternativa muito melhor.

Eu gostaria de poder ter um diálogo diferente com meus filhos, se eu os tiver um dia. Quem sabe perguntar: qual superpoder você gostaria de ter, se fosse possível? E por quê? Ao menos ele chegaria aos dezoito anos frustrado apenas com as escolhas que o mundo cobrará dele, ao invés de também se sentir pressionado por ter que conviver com essa necessidade de decisão desde criança. E talvez isso não faça a menor diferença na vida dele.

sábado, 29 de outubro de 2016

Os 10 Mais de Esdras Bailone




Em meu último texto de outubro, pensei em fazer algo diferente. Pelo fato de ser o mês de aniversário do nosso Barba Feita (2 anos completados, com corpinho de 2 meses), tive a ideia de selecionar meus 10 textos preferidos, publicados aqui e escritos por mim mesmo. Sim, porque um pouco de egocentrismo, de vez em quando, não faz tanto mal assim. Meus colegas queridos, Leandro (segundas), Glauco (terças), Paulo Henrique (quartas), Silvestre (quintas), Marcos (sextas) e os convidados especiais (domingos), são todos ótimos, cada um com seu estilo próprio de escolher os assuntos e desenvolvê-los, mas hoje vou puxar sardinha pro meu lado mesmo.

Sou o maior crítico de mim mesmo, dificilmente acho que algo que escrevi é bom o suficiente. Sinto que ainda não amadureci minha escrita da forma que gostaria. Tenho um espaço para exercitar a atividade que mais gosto na vida, toda a semana aqui, com a chance de ser lido por um considerável número de leitores, e não raro me frustro, achando que não o aproveito da melhor maneira possível. Desta forma, não foi tarefa das mais fáceis escolher 10 crônicas ou contos, que valessem a pena ler de novo ou, pior ainda, onde apresentasse minha escrita pela primeira vez, correndo o risco de conquistar um leitor fiel ou afugentá-lo pra sempre.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Já Vivemos Tudo na Vida?





Em  Só as Mães São Felizes, uma das canções mais fortes de Cazuza e Frejat, é dito que as pessoas velhas vão perdendo a esperança “com seus bichinhos de estimação e plantas... já viveram tudo e sabem que a vida é bela”.  Há um quê de contraditório e que é exatamente o que intriga na canção.

As pessoas mais velhas criam essas rotinas.  Precisam acordar obrigatoriamente às seis, mesmo que não tenham nada para fazer.  Preparam o café, lavam a louça, cuidam dos passarinhos, limpam o cocô e trocam a água do cachorro, fazem o almoço, lavam a louça, tomam o café da tarde, assistem TV, regam as plantas, se espantam quando notam que o botão da roseira se transformou em uma linda flor, tomam banho, jantam, cochilam no sofá e dormem às nove e meia da noite.  De vez em quando, quando saem da rotina, andam até à praça, tomam sol ou vão ao consultório para fazer exames de rotina.

Já viveram tudo. 

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Algumas Histórias e Um Até Breve





Como nada é eterno nessa vida, depois de quatro semanas escrevendo aqui para o Barba Feita, chegou a hora de eu me despedir de vocês. Fiquei muito feliz quando o Leandro Faria me mostrou que os dois textos mais lidos do blog da semana passada eram meus. Escrevo porque acredito que toda história traz ensinamentos. Uma vez ouvi um sábio dizer que pessoas comuns aprendem com os próprios erros e pessoas inteligentes aprendem com os erros dos outros. Por isso que, para esse texto de despedida do Barba Feita, essa pessoa comum gostaria de contar algumas histórias de sua vida e as lições que ela aprendeu com eles - em especial a história de como comecei a escrever. 

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Sobre Urnas e Identidade





Essa está sendo a minha primeira eleição para prefeito do Rio de Janeiro, já com o título de eleitor devidamente transferido para a capital (antes, mesmo morando no Rio eu seguia votando em Niterói, minha cidade natal). E talvez essas tenham sido as eleições mais diferentes (para usar um termo mais brando) que eu me recorde. Os dois candidatos que foram para o segundo turno por aqui representam completos opostos em diversos campos, com visões inteiramente antagônicas de se fazer políticas, e que colecionaram ao longo de anos altas taxas de rejeição. Trazem consigo, contudo, o discurso de ruptura com as gestões anteriores.

A sensação que eu tenho, na verdade, é que esse foi o tom de boa parte dos eleitos ou pelo menos dos alçados ao segundo turno: o famoso “contra tudo que aí está” que tomou as manifestações das ruas desde 2013 e cessaram no impeachment em 2016. E o Brasil, na verdade, ainda não se encontrou desde que defenestrou o partido que mais tempo ficou no poder desde a redemocratização.

Parece que o país não entendeu o que quer de fato, apenas apontou o que não quer, demonizando uma corrente política, independentemente de suas propostas. Vivemos tempos muito mais de negação que de afirmação: negamos aqueles que colocamos no poder, mas não sabemos exatamente o que queremos. Isso é o que faz crescer vertiginosamente o número de votantes em nulo ou branco e mesmo de abstenções, para um país que lutou tanto para ter o direito à democracia e ao sufrágio universal e que o conseguiu somente há menos de 30 anos.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Sete Motivos Para Assistir Scandal





Quem me conhece sabe que eu AMO Scandal. Já assisti a série toda umas quatro vezes (enquanto a série ia sendo exibida eu ia revendo as temporadas anteriores), e foi tipo amor à primeira vista. A dinâmica da série, os personagens, os enredos, a trilha sonora... Tudo me pegou de jeito e me fez amar incrivelmente essa essa produção.

Então, pega uma taça de vinho, uma bacia de pipoca, e vem comigo, porque a minha missão hoje é convencer você, amiguinho(a), a assistir essa delícia, criada por Shonda Rhimes (de Grey's Anatomy e How To Get Away With Murder).

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

O Direito de Fala (e Também o de Calar a Boca!)





Sabem aqueles grupos no WhatsApp em que estamos todos inseridos, falando sobre assuntos aleatórios, que vão desde as besteiras cotidianas passando por política e assuntos mais sérios? Eu tenho alguns no meu aplicativo, com pessoas diferentes e todos me divertem e servem para me deixar próximo dos meus amigos, que podem estar aqui no Rio ou espalhados por esse mundão. E foi uma conversa com os meus suricatos preferidos, que começou via WhatsApp, que me inspirou a escrever esse texto, já que o assunto direito de fala veio à baila.

Apenas para explicar, o conceito de direito (ou lugar) de fala é muito simples. Segundo ele, somente quem tem propriedade para falar sobre determinado assunto é quem vive e sente na pele a opressão. Por exemplo:  não cabe a um branco questionar ou não a existência do racismo, uma vez que ele não é negro e nunca sofreu com o problema; não cabe a um homem desmerecer a luta das feministas, já que ele é homem e privilegiado por ter nascido nessa condição; não cabe a uma mulher branca ou a um homem negro falar sobre os problemas das mulheres negras, já que é esse grupo em específico um dos que mais sofrem preconceito de diversos outros grupos da sociedade.

domingo, 23 de outubro de 2016

EXTRA, EXTRA, EXTRA! Brasil Anuncia o Melhor Tratamento do Mundo Para as Pessoas Que Vivem Com HIV!

Sim, sim. Essa notícia é verdadeira e saiu em diversos meios de comunicação, mas afinal, teremos realmente o melhor que existe hoje?





Primeiramente, vamos entender como funcionam os medicamentos antirretrovirais, ou coquetel anti-aids: hoje, temos cerca de 24 medicamentos diferentes que podem ser combinados para tratar a pessoa que vive com HIV (PVHIV) no Brasil. É necessário fazer uma combinação de três tipos diferentes de medicamentos para que funcionem. Esses fármacos entram na corrente sanguínea e impedem que o HIV se replique enlouquecidamente, reduzindo drasticamente a sua quantidade e chegando, então, a não ser detectados nos exames. Isso é o que chamamos de nível indetectável de HIV. A pessoa continua infectada pelo HIV, mas o vírus não está mais no sangue e outros fluídos corporais, como o sêmen e leite materno. Porém, o HIV ainda se encontra em reservatórios do corpo, como as células cerebrais. Por isso, uma pessoa que faz tratamento contra o HIV, fica indetectável, mas nunca curada.

E, recentemente, conseguiram provar que se uma PVHIV está indetectável há pelo menos seis meses e sem nenhuma outra infecção sexualmente transmissível (IST), ela não pode transmitir o HIV para seus parceiros sexuais, mesmo em sexo sem camisinha. Mas cuidado ao sair por aí transando com todo mundo sem camisinha! Primeiro, porque não sabemos quem está ou não está seguindo corretamente o tratamento. Segundo, porque não temos como saber, só olhando para a pessoa, se ela tem ou não tem uma outra IST. E, por último, mas não menos importante, é que podemos ser infectados por outras doenças muito sérias, como a sífilis, HPV, hepatite B entre outras.

sábado, 22 de outubro de 2016

Estupro Masculino: Uma Piada?

...ou Como Se Colocar Verdadeiramente no Lugar de Uma Mulher




"Assaltantes são estuprados durante 5 dias, após invadirem casa de predador sexual gay." 

Essa é a chamada de uma notícia que saiu em diversos sites, na última quinta-feira (20). Uma dupla de assaltantes, de 54 e 36 anos, arrombaram a casa de um homem na Flórida, Estados Unidos, com o intuito de roubá-lo. O que eles não imaginavam era que a vítima fosse um homem com mais de 2 metros de altura, 130 quilos e com diversas passagens pela polícia por agressões e abusos sexuais à homens gays, conhecido por The Wolfman. Depois de cinco dias presos e sofrendo violência sexual pelo estuprador, os criminosos gritavam tanto, que um vizinho chamou a polícia e os três foram presos.

Num primeiro momento, a notícia parece divertida. O primeiro pensamento é: mereceram! Fica ainda mais divertido quando lemos o comentário feito pela "vítima": "Eles quebraram a minha porta da frente, então eu quebrei as suas portas de trás." Eu mesmo não tive compaixão nenhuma pelos ladrões, achei sim que foi uma bela lição, talvez um pouco exagerada, mas quem procura acha. Mas o que me fez refletir e chegar a esse texto, foi o fato de me ver atraído pela imagem do agressor, um homem grande, de porte bastante atraente, que de forma bem sacana fez com que eu me imaginasse no lugar dos assaltantes, e produzisse chistes e piadas com amigos à respeito. Passados os primeiros momentos naturais de zoação sobre o assunto, me peguei a pensar que estupro jamais é algo que se possa desejar, a sensação deve ser uma das piores possíveis.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Johnny Quest LGBT





- Aquela apresentadora precisa é de pi*%@ca.
Essa saída idiota e machista sempre é proferida por babacas de plantão quando uma mulher decide ficar com outra mulher. Na cabecinha (minúscula) deles, a solução para todo o problema é o pênis. 

Mas sinceramente, o que mais me espantou quando ouvi aquela declaração sexista foi o fato de um dos babacas estar vestindo uma camiseta com uma estampa da família Johnny Quest.

Tá, mas o que isso tem a ver?

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Pra Não Dizer Que Não Falei das Dores...

...Ou Uma Visão Schopenhauriana da Atualidade 




Schopenhauer disse que a vida é uma pêndulo que transita entre o sofrimento e o tédio, e o intervalo entre esses dois pontos é o que chamamos de felicidade. Eu nunca concordei com a visão pessimista do filósofo, entretanto, ultimamente eu ando um pouco confuso quanto às minhas crenças e parei para refletir sobre esse pensamento, chegando a conclusão que ele faz sentido. 

Se pararmos para pensar, a vida se resume em trabalhar para pagar contas e, quando não estamos trabalhando, estamos fugindo do tédio. Filmes, séries, festas ou qualquer outra forma de entretenimento são basicamente fuga do tédio. Tudo bem não querer ficar no tédio de vez em quando, mas essa geração, mais do que qualquer outra, não suporta um segundo de tédio. 

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Fidelidade x Lealdade





O assunto começou ao tratar do meu último texto no Barba Feita, aquele em que dissertei sobre o meu novo aparelho de celular, o Pop 4, da Alcatel. Estava contando porque fui parar no Windows Phone e lá fiquei por tantos anos (não era paixão alguma pela Microsoft, mas, sim, fidelidade à Nokia, marca que utilizo desde o meu primeiro tijolão, em 2001). Como falei no meu texto da semana retrasada (aqui os textos se interligam que é uma beleza), no grupo dos colunistas do Barba Feita no Facebook Messenger vale tudo e falamos de absolutamente qualquer assunto sem pudores ou censuras, o papo descambou para a discussão dos limites de fidelidade e lealdade. E não apenas a marcas de telefone.

Não chegamos a um consenso. Aliás, acho que sequer tentamos. Rolou um coletivo: “ah, depois discuto esse lance de fidelidade x lealdade. Hoje tô cansado” (já era madrugada). Mas no mesmo momento, dei uma rápida googlada (como a gente viveu tanto tempo sem isso?) e, segundo o nosso oráculo onipresente e onisciente, fidelidade é a caraterística do que é fiel, do que demonstra zelo, respeito por alguém ou algo. É também a constância nos compromissos assumidos com outrem. Pode ser, ainda, sinônimo puro e simples de lealdade.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Se Abelhas Falassem, Eu Estaria Com Vergonha Até Agora...





Domingo passado eu fui com amigos ao Parque Nacional de Itatiaia. Pra quem conhece, bem, pra quem não conhece, é um lugar bem bacana, com cachoeiras lindas, muita natureza, umas trilhas legais, bem de humanas, pra recarregar as baterias completamente, e pra quem é viciado em selfie (não vou dizer quem sou), é ótimo pra tirar foto, fazer snap, essas coisas todas. Só não tem sinal de celular por lá, mas o que vale é a vista!

Enfim, fomos, andamos, conversamos, e na segunda cachoeira nos deparamos com umas abelhas. Tinha bastante abelha por ali, e eu lembro que foi na segunda, porque que cachoeira longe do caramba, viu?! Aí tá, chegamos, andamos pelas pedras ali, tiramos altas fotos e tal, e num dado momento eu vi uma abelha (daquelas amarelo e preta, sabem? Então) voando perto do meu pé, querendo pousar ali. Eu levantei o pé e tentei pisar na abelha, porque ninguém merece ser picado por abelha quando se está relaxando num parque, de frente pra uma cachoeira deliciosa, refletindo, meditando, e tal.... Daí eu pensei na hora: "Que audácia a minha, não?" Eu fui pro território DELA, sem ser convidado POR ELA, paguei um valor lá, entrei, e já quero chegar chegando? 

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Café





Quando mais novo, eu nunca fui muito chegado a café. E olha que na minha família ele sempre esteve presente. Lembro de desde muito pequeno ver meus pais tomando o dito cujo preto, de manhã e, às vezes, na parte da tarde. Já eu, enjoadinho que sempre fui, apenas o ingeria misturado ao leite, mais clarinho, denunciando a proporção desleal: uns 80% de leite e uns 20% de café. Sei disso, porque minha mãe sempre tinha de aquecer a mistura, já que o leite esfriava o café, não importando se ele tivesse sido feito naquele momento ou não.

Até mesmo depois de crescido (pelo menos no tamanho) e independente, o hábito de tomar café demorou para ser incorporado por mim. E eu não conseguia entender e ainda achava um tanto quanto estranha a rotina no escritório: ir e voltar até a cafeteira era tão comum entre meus colegas de trabalho. E eu continuava a resistir, pois não gostava do sabor, de queimar a língua, de precisar do café como combustível para trabalhar.

Até que um dia, não sei precisar quando, eu me rendi. Acho que foi lentamente, experimentando. Um dia tomei uma xicarazinha no meio de uma reunião; no outro, aceitei ao convite e, sentado na copa do trabalho, acabei tomando um copinho; em um dia posterior, bebi um tantinho mais. O resultado é que aos poucos, bem lentamente, fui sendo fisgado por aquele sabor. Eu não sabia, mas o café, esse danadinho, sabe ser bastante traiçoeiro.

domingo, 16 de outubro de 2016

Metáforas [ou (Porque) A Delicadeza Se Esconde Nos Pequenos Suspiros da Alma]





Deu dois passos sobre os cacos do seu coração que ainda ousavam ficar nos cantos do seu quarto. Precisava ver o sol, precisava abrir a janelas - era inevitável passar por ali. As persianas sentiram o toque da sua mão pela primeira vez em vários dias. A luz entrou como uma calmaria, levantando a poeira fina que teimava em não ver. 

Arrancou do peito o suspiro amargo da desilusão que já deveria ter sido extirpado, mas que teimava em não ir embora, na esperança de ser esquecido, na iminência da ressurgência. 

Levantou o queixo na direção do vento que entrava pela janela e deixou-se, sentindo os pelos da barba se moverem sem muita direção. Um deles permaneceu imóvel, podia perceber. Ficou assim algum tempo. Pensando na determinação daquele pelo. Loucura - chegou à conclusão depois de alguns minutos. Havia algo à sua frente que merecia mais atenção. 

sábado, 15 de outubro de 2016

O Meu Partido é Um Coração Partido





Definitivamente, estou farto dessa briga política sem fim que tomou conta do dia a dia das pessoas em manifestações e debates Brasil afora e, principalmente, nas redes sociais. Até quem nunca deu a mínima pra Política como eu (me chamem de alienado à vontade, prefiro) acabou se contaminando. Mas agora chega, saturei, não tomarei mais partido de nenhum lado, nem Esquerda, nem Direita. Que matem-se entre si, que eu quero estar bem longe dessa esquizofrenia, que no final das contas não leva a lugar nenhum.

Primeiramente, é bom deixar claro que eu fui criado dentro de preceitos religiosos que pregam a total neutralidade política. Dessa forma, cresci mesmo alienado e, diante do pouco que entendo do assunto hoje, preferia ter continuado. No entanto, descobri que Política, algo que eu abominava por total falta de conhecimento, pode ser delicioso de se conversar e conhecer a fundo. Mas o país vive um momento político tão grotesco, que qualquer pessoa com o mínimo de sanidade e bom senso se recusa a discutir sobre. Todo mundo se odeia, se agride, as ruas e as redes sociais viraram um pandemônio, um verdadeiro campo de guerra.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Para Não Ser Apenas Um Clone





No início dos anos 1990, ninguém poderia imaginar que em menos de dez anos a internet deixaria de ser uma rede instrumental secreta do governo norte-americano e se alastraria com bilhões de usuários conectados em todo o mundo. Ou que pudesse existir o supertelescópio espacial Hubble, capaz de fotografar espetacularmente constelações, planetas e galáxias com distâncias incalculáveis ao nosso entendimento, antes somente imaginadas em filmes de ficção científica. Ou ainda que um animal pudesse ser clonado a partir de uma simples célula não reprodutiva, gerando um outro ser geneticamente idêntico ao primeiro.

Antigamente, o mundo levava séculos para se transformar.  Tudo acontecia de forma gradual, paulatina, quase modorrenta.  Hoje a rapidez assusta.  O mundo e o universo se aproximaram de tal forma, que o infinito pode ser tocado com as próprias mãos, que brincam de ser Deus.

A descoberta da “nova ordem mundial” gerou um conflito, uma inquietação onde a incerteza tornou-se a única certeza.  Ninguém pode imaginar como será o dia seguinte.  A complexidade tecnológica mundial tomou a humanidade de assalto, que ainda está vinculada a simples determinismos em que sempre viveu.  Muitas vezes, tenho a sensação que o Homem não conseguiu acompanhar a mudança mundial.  E ao que tudo indica, a humanidade ainda não está amadurecida o bastante para assimilar essa mudança.  A evolução da tecnologia não é linear, mas sim, exponencial.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

A Vida é Um Eterno Morrer (ou A Juventude Vem de Dentro...)





Para os filósofos gregos, morrer não era somente o cessar da vida, mas também tudo aquilo que faz parte da ordem do nunca mais. Sendo assim, nossa vida é um eterno morrer; há uma infinidade de coisas que nunca mais faremos. 

Nunca mais vamos comer a nossa comida preferida pela primeira vez, nunca mais daremos nosso primeiro beijo, nunca mais perderemos a virgindade, nunca mais vamos abraçar um parente que já se foi. No entanto, se nossa vida é um eterno morrer, ela também é um eterno nascer, pois só morre aquilo que nasce. 

Portanto, se force a nascer a cada dia fazendo algo novo, experimentado algo novo, se libertando de conceitos ultrapassados, desligando o piloto automático. Peça um prato que você nunca pediu no seu restaurante preferido, quem sabe você não descobre uma nova comida predileta. Vá a um novo restaurante, quem sabe você não descobre um lugar que você ame. Vá em um encontro de uma religião que você não conhece muito, vai que você encontra um lugar que te dê muita paz. Leia um livro que você nunca leu, sobre um tema que você nunca ouviu falar. Aproveite o feriado para ir aquele lugar que você sempre fala que quer conhecer e nunca foi. Faça aquilo que você sempre quis e nunca fez. 

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Testando o Novo Alcatel Pop 4





Fui convidado a experimentar o novo smartphone da Alcatel, o Pop 4 (fiquei primeiro na dúvida se seria “quatro” ou “four”, mas descobri que aportuguesaram mesmo o nome e ficou “quatro). Na verdade, fui selecionado entre os seis colunistas do Barba Feita justamente porque estava em busca de um novo aparelho, tentando encontrar qual sistema operacional adotar a partir de agora.

Primeiramente, preciso fazer aqui uma explicação: não sou um heavy user de aplicativos no celular. Basicamente uso WhatsApp, Facebook, fotos (incluindo Instagram), e-mail corporativo, browser de internet e buscas no Google. Meu celular era um Nokia com Windows Phone. Aliás, desde que tive meu primeiro celular, em 2001, somente utilizei aparelhos da Nokia e, quando a fabricante finlandesa abandonou o sistema Symbian para migrar para o da Microsoft, preferi acompanhá-la a ir para outro sistema mais badalado, como iOS ou Android. Ainda assim, em alguns momentos, utilizei em outros aparelhos que não o meu pessoal o sistema desenvolvido pela Google e já era relativamente familiar a ele.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Não Compre, Adote. Mas Só Se Puder!





Amanhã é Dia de Nossa Senhora Aparecida, e também Dia das Crianças. Ai, que alegria, né, não? Só que ainda tem MUITA GENTE que insiste em pensar que animais são brinquedos. É, pois é. Só que não são, e nunca foram, tá? Animais são seres vivos, sentem fome, sede, fazem xixi, cocô, bagunça, barulho e, assim como crianças, eles necessitam de muitos cuidados, principalmente quando filhotes. Qual a melhor ração? Com corante? Sem corante? Onde vai dormir? O que fazer pra não chorar durante a noite quando sentir falta da mãe? Qual o melhor remédio pra verme? O que fazer pra evitar pulgas e carrapatos? E tem mais, muito mais.
"Ai, mas tava fazendo muita bagunça, não tava aguentando mais."
Doa. Sempre tem alguém querendo um cão, gato, coelho, enfim.
"Ah, mas cresceu muito, minha casa não tem espaço!"
Doa. Primeiro que animais crescem mesmo, é chamado... como é? Ciclo da vida! Vai comprar? Vai adotar? Quer muito? Vê primeiro se cresce muito (porque tem uns que crescem pra caramba), vê um espacinho bacana pra ficar na sua casa, esse é o segundo passo. O primeiro é querer.
"Mas Glauco, minha filha/meu filho cresceu, não brinca mais com o bicho, não cuida, eu não tenho tempo."
Doa. É como eu disse no começo: animais não são brinquedo. Pra criança a gente dá boneca, carrinho, quebra-cabeças, bola, essas coisas (notem que eu disse pra criança, ou seja, tanto faz se é menino ou menina).

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Virtu@lidades





A internet é hoje, sem sombra de dúvidas, mais que uma realidade; é um elemento permanente do nosso cotidiano. Incorporamos ao nosso dia a dia tarefas banais como trocar mensagens via apps, ler blogs, jogar virtualmente e atualizar nossas redes sociais. Acessamos a rede por smartphones e tablets, no taxi ou nos ônibus, parados em aeroportos ou vendo televisão, e estamos cada vez mais hiperconectados. O mundo nunca antes esteve tão ao nosso alcance, a apenas um clique.

Conhecer pessoas, marcar um encontro, achar o amor da sua vida. Apostar alto, quebrar a cara e gastar muito dinheiro em golpes previamente testados. Na internet tudo isso é possível e acontece a todo instante. Hoje, não é mais incomum estarmos rodeados de casais que se conheceram pela internet, via aplicativos de encontros, ou então ouvir aquela história de alguém que comprou algo por um determinado site, pagou pelo dito cujo e nunca viu a cor do produto.

domingo, 9 de outubro de 2016

As Escolhas Que Não São Minhas





Olha, eu escrevi uns 27 textos e deletei um por um, insatisfeita com a minha decisão de - por sanidade - me manter o menos próxima possível de atritos políticos. Eu jamais poderia ser militante, desses que fazem de verdade. Eu posso ser uma pessoa bastante intransigente quando entro numa discussão na qual eu tenho absoluta certeza de que estou lutando pelo lado "certo". Apesar disso, sou super favorável ao diálogo. Parece contraditório, e é. A questão é que depois de muita surra da vida, a gente aprende que não valem a pena coisas e pessoas que não estão dispostas a enxergar o outro. 

E cada vez que eu repito esse discurso, vem alguém sedento por um bom bate-boca indagando que, como posso exigir que as pessoas me escutem se eu também não quero ouvir a opinião alheia? Gente, é muito simples: opiniões, como preferir pizza a salada, são próprias, e passíveis de serem compartilhadas quando solicitadas. Política, no entanto, não é opinião. Política é ciência. 

sábado, 8 de outubro de 2016

É Fod@!





Hoje eu quero falar da Kéfera. Aquela youtuber que tem quase dez milhões de inscritos em seu canal, sabe? Claro que sabe. E do prazer maníaco que as pessoas tem de criticarem tudo, porque todo mundo critica ou pra parecer inteirado de algo, mas na verdade nem sabe porque tá criticando de fato. Isso acontece desde assuntos mais sérios como Política, até futilidades como o filme lançado por Kéfera, essa semana. E cansa, faz vergonha e enche o saco em todos os casos. São tantas oportunidades preciosas de não serem desnecessárias que as pessoas perdem, que ainda me impressiona.

Aí, eu leio no Face algo do tipo: 

Não acredito que a Kéfera vai lançar um filme, ninguém merece!

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Marilene, Não Se Mete! (na Poli-titica)





Já aprendi que futebol e política não se discute. Mas o dedo coça. Com o resultado parcial das eleições municipais, o comichão aumenta. Não dá pra deixar de comentar. Era pra ser somente um desabafo, mas não resisti. Se alguém discorda, sorry, democracia é isso mesmo. E se não gostou, "Marilene, não se mete, pois essa casa também é minha".

O resultado já previa o esperado: Crivella X Freixo. E revelou que a população carioca já está de saco cheio da ladainha peemedebista. Indicar o inexpressivo Pedro Paulo foi uma das estratégias mais furadas da dupla Paes-Cabral, que depois daquele triste episódio ultimate-fighting com a mulher, o cara já entrou queimado. Até acredito que os eleitores, sempre com aquela síndrome da memória fraca, esqueceriam o fato, mas ele estava ainda estava muito presente. Além disso, era patético ver o candidato prometer que resolveria o problema do SISREG - uma das coisas mais desorganizadas que existem na área da saúde pública. Mas "pera-lá", o cara já não é o braço direito do atual prefeito? Por que não resolveu então nos 8 anos em que esteve na prefeitura? Ladainha... conversa fiada. A saúde está destruída. O Estado e a Prefeitura, unidos com as contratações de organizações sociais (OS´s) administrando o que é dever deles. Isso é ridículo. A saúde é um dever do Estado e município, que tem que aplicar (constitucionalmente) seus recursos próprios, além dos repassados pela União para o SUS. O Estado, que coordena a alta complexidade e hospitais de referência precisa repassar 12% de sua receita. O município, responsável em garantir a atenção básica e criar políticas de saúde precisaria aplicar 15% de sua receita. E, obviamente, o aplicado não chega neeeeeeem perto disso. Basta você precisar de um atendimento em qualquer hospital (em qualquer esfera). 

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

A Felicidade é Para os Corajosos





Nós vamos vivendo, um dia após o outro, e, de repente, somos invadidos por uma onda de insatisfação. Os dias parecem todos iguais, alguma coisa está faltando, mas não sabemos o quê. A vida está sem graça e não sabemos o porquê. Acordar para ir para o trabalho se torna uma tortura. Ir para a faculdade fica tedioso. Não conseguimos nos interessar por ninguém à nossa volta e a nossa roda de amigos vai ficando cada vez menor. A verdade é que a gente se acomoda na vida, e o que nos deixa assim é o medo.

Não pedimos demissão do emprego que detestamos com medo de ficar desempregados. Não terminamos um relacionamento abusivo por medo de ficar sozinhos. Não trancamos a faculdade que odiamos com medo de enfrentar os nossos pais. Não corremos atrás de um sonho grande devido ao medo de fracassarmos. Temos medo do desconhecido, medo do que virá depois que nos livrarmos daquilo que nos sufoca, depois de dizermos chega!, depois que virarmos as costas para aquilo que não queremos e formos atrás do que almejamos de verdade. Preferimos a nossa tranquila e segura zona de conforto.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Parabéns Para Nós!





Esta semana, o Barba Feita completa dois anos de fundação – mais precisamente nessa quinta-feira, dia 06/10. Já falei por diversas vezes aqui do quanto escrever é importante para mim e o papel deste misto de blog e site coletivo é enorme na perenidade da minha escrita. Mas o Barba Feita me trouxe muito mais do que um espaço para expor meus textos: encontrei aqui grandes amigos, grandes leitores e a possibilidade de um mar de gente poder conhecer a nossa opinião sobre qualquer assunto, seja o mais banal ou o mais proeminente possível.

Eu não fui um dos fundadores do Barba Feita. Somente ao fim de novembro completo dois anos como colunista fixo, embora tivesse contribuído outras duas vezes antes como convidado aos domingos. Cheguei para substituir o Vinícius Melo e, ainda assim, em pouco tempo estava enturmado com os demais cinco colunistas do nosso blog/site. Fui convidado pelo Leandro Faria, que já era meu amigo (aliás, descobri que ontem completamos três anos de amizade no Facebook; olha que semaninha agitada pra gente!) a me juntar ao time que ele liderava e que tinha ainda o Glauco Damasceno, Silvestre Mendes, SerginhoTavares e Esdras Bailone.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

This Band is Never Ever Getting Back Together





Tem um bordão de Rupaul's Drag Race All Stars, dito pela maravilhosa Tatianna, também conhecida como dona da porra toda, que diz assim:


Todos nós temos amigos, alguns mais chegados, outros nem tanto. Alguns nós escolhemos pra serem esses mais chegados, alguns nos escolheram pra sermos os mais próximos, assim como os nem tanto.

Eu sou do tipo de pessoa que acredita que o ideal para QUALQUER RELACIONAMENTO funcionar e durar seja a existência de confiança e a lealdade. Quando você diz que fulano ou ciclana é seu melhor amigo, ou melhor amiga, é porque você depositou ali uma confiança a mais do que deposita nos outros seres humanos. A partir do momento que essa confiança e lealdade são postas em xeque, a coisa muda de figura. 

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Dor





Acho interessante como só valorizamos nossa saúde quando estamos doentes. Em nosso dia a dia, em condições normais, não nos damos conta de como nosso corpo trabalha de maneira plena, cumprindo suas funções. Enquanto isso, tocamos nossa vida no automático, sem prestar muita atenção à maravilha que é o nosso organismo. Mas basta que algo aconteça, que uma dor surja e que tudo fique desregulado para que o caos se instale.

Na última quinta-feira fui surpreendido de maneira nada legal pelo meu corpo. Com uma dor absurda na parte baixa do meu abdomen que se propagava por toda minha perna esquerda, parti para o hospital, chorando dentro do Uber e na recepção do Hospital Rio Laranjeiras, até que fui colocado na medicação intravenosa. E pela segunda vez na minha vida eu rezei agradecido aos deuses farmacêuticos que criaram o Buscopan.

Sem a dor, parti para exames e para uma tomografia, que me deu o diagnóstico final: um pequeno cálculo renal, que se movendo pelo meu ureter, causava a crise que estava tendo. E assim, pela terceira vez, fui surpreendido pelos meus rins que insistem em produzir cálculos, fudendo com a minha paz e a minha rotina. Dessa vez acompanhada de crises de dores absurdas, como nunca tinha vivido até então.

domingo, 2 de outubro de 2016

Essa Não é Uma História de Amor





Você conhece uma pessoa, parece alguém legal. No começo rola uma conexão forte. Muitas risadas depois, algo se firma. Algo mais concreto, mas ainda livre. O tempo passa, memórias se criam, as coisas mudam. Você percebe coisas que não via antes, começa a se incomodar, mas tem outras coisas boas que compensam e, no final, acaba valendo a pena. Porém: 

Se você prioriza a pessoa, tudo bem. Prioridades existem. Mas se ela não prioriza você e te faz se sentir mal e acaba entrando em um ciclo unilateral de priorização, no qual você se sente a segunda opção sempre; 

Se você se sente só e a pessoa diz estar ali, mas não está de verdade. Você pede contato, diz que sente falta. Explica sobre afeto e carinho. A pessoa diz que entende, mas não sente tanto essa necessidade. Então você respeita. Mas você percebe que ela entra em contato com outras pessoas. Várias outras. Mesmo dizendo que não sente a necessidade. Você se sente feio, indesejável e põe a culpa em você. E você que viva com isso;  

sábado, 1 de outubro de 2016

As Melhores Expectativas Para 'A Lei do Amor'





Império mal havia estreado, em julho de 2014, quando li a notícia de que Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari escreveriam uma novela para às 21h, o horário mais nobre da Globo. Comemorei o fato intimamente, pois já acompanhava com prazer o delicioso trabalho da dupla em outros horários, bem como as grandiosas minisséries de Maria Adelaide Amaral, que reinaram absolutas durante alguns anos nos finais de noite da emissora. Pra quem não lembra: A Muralha, Os Maias, A Casa das Sete Mulheres, Um Só Coração, entre outras. Mas ver um texto da consagrada autora na novela das nove era uma alegria que eu não esperava mais ter, desde que vi uma entrevista em que a própria dizia que jamais escreveria para às 21h, pois o trabalho era por demais exaustivo e ela não teria pique para tanto.

Mas alguma coisa mudou no meio do caminho e, encorajada por seu parceiro de trabalho, Vincent Villari, Adelaide topou transformar Sagrada Família, que teve como primeiro título provisório A Mais Forte, em novela das nove e rebatizá-la de A Lei do Amor. O termo 'transformar' é bem adequado porque a sinopse de A Lei do Amor foi oferecida para o horário das 23h. Diante de um enredo digno de horário nobre, a alta cúpula de dramaturgia da emissora ofereceu à dupla de autores o desafio de escrever para o horário mais visado da Rede. Desafio aceito, as notas em sites especializados começaram a pipocar na mídia. Mas a estreia só aconteceria em março de 2016, os fãs da dupla ainda teriam um longo período de espera e algumas novelas maçantes pela frente. Seriam sete meses de Império, que não foi de toda ruim; depois viria Babilônia, que prometeu muito com a dupla de vilãs feitas por Glória Pires e Adriana Esteves, mas foi um desastre total; e por fim A Regra do Jogo, que prometeu mais ainda, por ser a novela de João Emanuel Carneiro após o sucesso estrondoso de Avenida Brasil, mas com grandes expectativas sempre vem grandes decepções e essa máxima se confirmou com A Regra.